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Texto
Duplo olhar
Contou o ator Lima Duarte, numa entrevista para a TV, que em seu primeiro dia de aula foi levado pelo pai severo, cada qual em seu cavalo, à distante escola daquela zona rural. Ouviu do pai: “Menino, deixe seu cavalo amarrado, na sombra daquela árvore lá, de modo que você, da sua carteira, não o perca nunca de vista. Garanta esse lugar na sala, hein? E não se esqueça: um olho no cavalo, outro na professora”.
Mais tarde, já como um ator consagrado, Lima Duarte mostrou-se um leitor e intérprete apaixonado de Guimarães Rosa. Não terá sido à toa esse seu interesse: o grande Rosa, em sua literatura, com tanto sertão bruto, tanta poesia da natureza e tantas palavras mágicas de sua linguagem tão singular, parece ter seguido aquela mesma orientação do pai do ator: “um olho no cavalo, outro na professora”.
É bom, de fato, lembrar sempre que o realismo rústico da vida, os ideais da educação e a força da arte podem e devem combinar-se com sabedoria.
(Felipe de Athaide, a editar)
Transpondo para o discurso indireto o texto O pai disse ao menino: - Deixe seu cavalo na sombra daquela árvore, garanta seu lugar na sala, não se esqueça, a forma resultante, coerente e correta, deverá ser: O pai disse ao menino
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Duplo olhar
Contou o ator Lima Duarte, numa entrevista para a TV, que em seu primeiro dia de aula foi levado pelo pai severo, cada qual em seu cavalo, à distante escola daquela zona rural. Ouviu do pai: “Menino, deixe seu cavalo amarrado, na sombra daquela árvore lá, de modo que você, da sua carteira, não o perca nunca de vista. Garanta esse lugar na sala, hein? E não se esqueça: um olho no cavalo, outro na professora”.
Mais tarde, já como um ator consagrado, Lima Duarte mostrou-se um leitor e intérprete apaixonado de Guimarães Rosa. Não terá sido à toa esse seu interesse: o grande Rosa, em sua literatura, com tanto sertão bruto, tanta poesia da natureza e tantas palavras mágicas de sua linguagem tão singular, parece ter seguido aquela mesma orientação do pai do ator: “um olho no cavalo, outro na professora”.
É bom, de fato, lembrar sempre que o realismo rústico da vida, os ideais da educação e a força da arte podem e devem combinar-se com sabedoria.
(Felipe de Athaide, a editar)
A atração de Lima Duarte pela literatura de Guimarães Rosa se deve ao fato de que ambos
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Contou o ator Lima Duarte, numa entrevista para a TV, que em seu primeiro dia de aula foi levado pelo pai severo, cada qual em seu cavalo, à distante escola daquela zona rural. Ouviu do pai: “Menino, deixe seu cavalo amarrado, na sombra daquela árvore lá, de modo que você, da sua carteira, não o perca nunca de vista. Garanta esse lugar na sala, hein? E não se esqueça: um olho no cavalo, outro na professora”.
Mais tarde, já como um ator consagrado, Lima Duarte mostrou-se um leitor e intérprete apaixonado de Guimarães Rosa. Não terá sido à toa esse seu interesse: o grande Rosa, em sua literatura, com tanto sertão bruto, tanta poesia da natureza e tantas palavras mágicas de sua linguagem tão singular, parece ter seguido aquela mesma orientação do pai do ator: “um olho no cavalo, outro na professora”.
É bom, de fato, lembrar sempre que o realismo rústico da vida, os ideais da educação e a força da arte podem e devem combinar-se com sabedoria.
(Felipe de Athaide, a editar)
Com a frase um olho no cavalo, outro na professora, o pai determina ao filho o que se expressa conceitualmente na seguinte frase:
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Duplo olhar
Contou o ator Lima Duarte, numa entrevista para a TV, que em seu primeiro dia de aula foi levado pelo pai severo, cada qual em seu cavalo, à distante escola daquela zona rural. Ouviu do pai: “Menino, deixe seu cavalo amarrado, na sombra daquela árvore lá, de modo que você, da sua carteira, não o perca nunca de vista. Garanta esse lugar na sala, hein? E não se esqueça: um olho no cavalo, outro na professora”.
Mais tarde, já como um ator consagrado, Lima Duarte mostrou-se um leitor e intérprete apaixonado de Guimarães Rosa. Não terá sido à toa esse seu interesse: o grande Rosa, em sua literatura, com tanto sertão bruto, tanta poesia da natureza e tantas palavras mágicas de sua linguagem tão singular, parece ter seguido aquela mesma orientação do pai do ator: “um olho no cavalo, outro na professora”.
É bom, de fato, lembrar sempre que o realismo rústico da vida, os ideais da educação e a força da arte podem e devem combinar-se com sabedoria.
(Felipe de Athaide, a editar)
Considerando-se o contexto, uma nova forma preserva o sentido e a correção de uma expressão do texto em:
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Sobre a igualdade
Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.
A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.
Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.
Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.
(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)
A supressão da vírgula alterará o sentido da seguinte frase:
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Sobre a igualdade
Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.
A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.
Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.
Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.
(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para Integrar adequadamente a frase:
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Sobre a igualdade
Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.
A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.
Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.
Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.
(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)
Atente para estas três orações:
I. A revolução agrícola potenciou o direito de propriedade.
II. O direito de propriedade ensejou a desigualdade.
III. A desigualdade foi aceita como natural.
Essas três orações, numa nova formalização, integram um único período coeso, correto e coerente em:
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Sobre a igualdade
Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.
A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.
Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.
Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.
(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)
Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. (3º parágrafo)
Uma nova, coerente e correta redação da frase acima apresenta-se em:
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Sobre a igualdade
Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.
A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.
Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.
Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.
(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)
Há, no contexto, oposição de sentido entre estes dois segmentos do texto:
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Sobre a igualdade
Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.
A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.
Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.
Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.
(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)
A ocorrência histórica de maior rigidez hierárquica e favorecimento de pequenas elites
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