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Respondida
A possibilidade de alteração de um contrato administrativo que foi firmado após regular procedimento licitatório
Respondida
As decisões do Tribunal de Contas
Respondida
Um particular que tenha auxiliado um empregado de uma entidade a ocultar determinado montante de recursos desviados do
repasse mensal promovido por ente federado,
A
comete ato de improbidade, pois auxiliou na prática de ato que causa lesão ao erário, modalidade que se tipifica mediante
configuração de conduta dolosa do agente público, ainda que equiparado.
B
pode ser responsabilizado na esfera administrativa e criminal, mas as disposições da lei de improbidade não podem lhe
alcançar, diante da ausência de vínculo funcional com a entidade lesada.
C
deve ser responsabilizado por ato de improbidade, não necessariamente na modalidade em que seria incurso o empregado
da entidade, independentemente da responsabilização deste, pois mantêm vínculos jurídicos distintos com o sujeito passivo.
D
pode sofrer a aplicação de sanções previstas na lei de improbidade, se os recursos públicos destinados à entidade em
questão representarem, por exemplo, 60% da receita anual e desde que o agente público envolvido seja responsabilizado
pela prática de ato de improbidade.
E
configura ato de improbidade que gera enriquecimento ilícito desde que a entidade em questão seja integrante da
administração indireta, requisito legal para a configuração de sujeito passivo de improbidade.
Respondida
A celebração de um contrato de fornecimento de suprimentos hospitalares
A
exige prévia realização de licitação, admitida em qualquer de suas modalidades, excetuado o pregão, por não atender aos requisitos legais necessários à sua instauração.
B
formaliza relação jurídica entre o poder público e particular, sujeita a regime jurídico de direito público, excetuado quanto ao controle, exclusivamente judicial.
C
pode ser objeto de anulação, diante de vício de legalidade, mas não admite rescisão unilateral por parte da Administração pública se submetido ao regime da Lei n° 8.666/1993.
D
admite rescisão unilateral pelas partes, desde que qualquer uma destas comprove a alteração da situação fático-jurídica do momento da contratação, ocasionando excessiva oneração.
E
não impede a possibilidade de desfazimento em sede de controle realizado pela própria Administração pública, observada a necessidade de demonstração de vício de legalidade nos casos de anulação do instrumento.
Respondida
O controle externo exercido pelo Poder Judiciário e pelos Tribunais de Contas envolve a possibilidade de desfazimento ou de
determinação para desfazimento de atos ou contratos firmados pela Administração pública, conforme o caso. Essa atuação
A
inclui os negócios jurídicos firmados por entes da Administração indireta, desde que sujeitos ao regime jurídico de direito
público, o que exclui as empresas estatais.
B
abrange os atos firmados por consórcio público, constituído por meio de autarquia, sujeita a regime jurídico de direito
público, desde que seja resultado da deliberação de pessoas jurídicas de mesma natureza.
C
não autoriza a sustação ou desfazimento de atos e contratos pelos Tribunais de Contas, que podem, nesses casos,
apenas suspender a vigência dos mesmos até que os vícios identificados sejam sanados.
D
autoriza o desfazimento de contratos nos casos de comprovada ilegalidade, tais como vício de motivo ou desvio de
finalidade.
E
também incide sobre os contratos celebrados por consórcios públicos, como, por exemplo, a contratação da referida
associação pública pelos Municípios titulares para prestação de serviço público à comunidade.
Respondida
Os órgãos públicos que integram a organização administrativa, na qualidade de “centros de competência para desempenho de funções estatais”,
A
encontram-se presentes na estrutura descentralizada da Administração pública e configuram polos de decisões emitidas por agentes públicos que se responsabilizam exclusiva e pessoalmente pelas consequências daquelas advindas.
B
são representados por agentes públicos, mas não se confundem com estes, pois as consequências e conquistas são atribuídas àquelas unidades de competência e, em consequência, às pessoas jurídicas que elas integram.
C
possuem personalidade jurídica própria, mas não dispõem de autonomia, já que dependem de autorização do comando da pessoa jurídica que integram.
D
exercem os poderes inerentes à Administração pública, à exceção do poder de polícia, restrito à Administração Central, porque indelegável em qualquer de suas vertentes ou facetas.
E
são estruturas típicas de uma Administração pública que se organiza de forma desconcentrada, que constitui entes ou órgãos dotados de personalidade jurídica própria, para desempenho de competências específicas e constantes da lei autorizativa de sua criação.
Respondida
A edição de um decreto municipal que, pretendendo incentivar a reciclagem de lixo, estabelece a concessão de prêmios aos
moradores que conseguirem comprovar determinadas quantidades de seleção, coleta e entrega nas oficinas especializadas,
bem como estabelece multas para aqueles que não o fizerem,
Respondida
Uma praça pública localizada na periferia de determinado município está sendo utilizada como área de lazer exclusiva de um
grupo de moradores de um condomínio horizontal vizinho. Providenciaram a construção de muro em volta da praça e a
instalação de um acesso próprio para os moradores. A associação de moradores conserva o local, que está preservado. Durante
fiscalização regular, a Prefeitura identificou essa ocupação, tendo noticiado no local, a um representante da associação, a
necessidade de reversão do uso irregular. Os moradores vizinhos que estão utilizando o terreno
A
deverão reverter as obras que impediram o uso público do bem, considerando que se trata de bem de uso comum do
povo, não cabendo exclusividade de uso a eles na forma como ocorrido.
B
podem regularizar sua situação, pleiteando ao Município a outorga de contrato de permissão de uso remunerado,
considerando que a destinação do local foi mantida.
C
precisam pleitear um instrumento que legitime sua ocupação, desde que demonstrado que o uso é compatível com a
finalidade do imóvel e que se enquadram em hipótese de inexigibilidade de licitação.
D
podem continuar a utilizar, dado que se trata de bem de uso comum do povo, disponível a eles, devendo, portanto, ser
formalizado procedimento de dispensa de licitação.
E
devem solicitar a outorga de concessão de uso ou de permissão de uso remuneradas, na medida em que despendem
recursos para a conservação da área, o que lhes conferirá caráter oneroso.
Respondida
No estacionamento do Fórum de um determinado município, um advogado colidiu com uma viatura da polícia militar que estava
no local para fazer o transporte de presos para audiência. Diante das avarias no veículo, o advogado ingressou com ação de
indenização contra o Estado, fundamentando seu pedido na responsabilidade objetiva do Estado,
A
que prescinde de prova de culpa do agente público e da demonstração de nexo de causalidade, desde que comprovados
danos concretos.
B
sendo inevitável a procedência do pedido, diante da teoria da responsabilidade objetiva pura, que estabelece
responsabilidade do ente público pelos atos e fatos ocorridos em imóveis públicos.
C
sendo possível ao Estado deduzir, em defesa, culpa exclusiva da vítima, demonstrado que tenha sido o advogado o
exclusivo responsável pelo acidente.
D
que exige demonstração do nexo causai, suficiente para conduzir à procedência, não admitindo excludentes de
responsabilidade.
E
a ser julgada improcedente, considerando que a viatura envolvida no acidente estava em situação de estrito cumprimento
de dever legal, prevalecendo o princípio da supremacia do interesse público.
Respondida
Os atos administrativos vinculados, quando editados pela Administração pública com vícios,
A
são nulos caso apresentem vícios de legalidade, o que impede o aproveitamento dos mesmos e dos direitos deles
decorrentes.
B
podem ensejar convalidação, como nos casos de vícios de finalidade e objeto, desde que seja materialmente possível a
recomposição da situação ao status anterior à edição dos mesmos.
C
podem ser convalidados no caso de serem sanáveis os vícios de legalidade que o maculam, como, por exemplo, em se
tratando de vício de forma.
D
não admitem convalidação, instituto típico e exclusivo dos atos discricionários, na medida em que compreendem juízo de
oportunidade e conveniência pelo administrador.
E
devem ser editados pelas autoridades competentes, estabelecidas na lei específica que autorizou a edição dos atos, o que
impede o exercício da convalidação, pois significaria alteração de lei por meio de ato administrativo.