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3851851
Ano: 2025
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: MPE-SP
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: MPE-SP
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Realizado no segundo semestre de 2022, o Censo
Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) faz novas divulgações sobre a pesquisa ao
longo de 2025.
(https://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2025-04/realizado-em-2022censo-preve-mais-divulgaçoes-ao-longo-de-2025. Publicado em 01/04/2025)
O Instituto anunciou, em abril, que
O Instituto anunciou, em abril, que
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Leia o texto para responder à questão:
Desemprego cai, precarização sobe
A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para
o trimestre encerrado em maio não representa apenas o
patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada
em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um
mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai
muito além da informalidade dos aplicativos de transportes
para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.
Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que
há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que
não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído
de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é
uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de
3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da
era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa
uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro,
mas mundial.
Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário
o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um
retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado
em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho
firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados
possam parecer.
Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou,
em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012,
quando a taxa de desemprego estava baixa (média de
7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em
vez de abordar as condições de oferta de emprego, como
nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho
de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar
quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que
o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido
quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade
e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que
demandam maior qualificação.
É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo
do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente
mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno
emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do
poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a
R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.
Os dados confirmam que um indicador isolado pouco
reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a
queda no desemprego não significa felicidade.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
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Desemprego cai, precarização sobe
A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para
o trimestre encerrado em maio não representa apenas o
patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada
em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um
mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai
muito além da informalidade dos aplicativos de transportes
para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.
Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que
há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que
não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído
de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é
uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de
3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da
era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa
uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro,
mas mundial.
Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário
o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um
retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado
em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho
firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados
possam parecer.
Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou,
em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012,
quando a taxa de desemprego estava baixa (média de
7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em
vez de abordar as condições de oferta de emprego, como
nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho
de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar
quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que
o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido
quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade
e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que
demandam maior qualificação.
É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo
do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente
mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno
emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do
poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a
R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.
Os dados confirmam que um indicador isolado pouco
reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a
queda no desemprego não significa felicidade.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
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Desemprego cai, precarização sobe
A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para
o trimestre encerrado em maio não representa apenas o
patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada
em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um
mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai
muito além da informalidade dos aplicativos de transportes
para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.
Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que
há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que
não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído
de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é
uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de
3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da
era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa
uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro,
mas mundial.
Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário
o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um
retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado
em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho
firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados
possam parecer.
Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou,
em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012,
quando a taxa de desemprego estava baixa (média de
7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em
vez de abordar as condições de oferta de emprego, como
nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho
de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar
quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que
o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido
quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade
e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que
demandam maior qualificação.
É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo
do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente
mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno
emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do
poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a
R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.
Os dados confirmam que um indicador isolado pouco
reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a
queda no desemprego não significa felicidade.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
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Desemprego cai, precarização sobe
A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para
o trimestre encerrado em maio não representa apenas o
patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada
em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um
mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai
muito além da informalidade dos aplicativos de transportes
para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.
Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que
há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que
não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído
de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é
uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de
3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da
era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa
uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro,
mas mundial.
Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário
o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um
retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado
em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho
firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados
possam parecer.
Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou,
em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012,
quando a taxa de desemprego estava baixa (média de
7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em
vez de abordar as condições de oferta de emprego, como
nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho
de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar
quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que
o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido
quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade
e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que
demandam maior qualificação.
É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo
do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente
mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno
emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do
poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a
R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.
Os dados confirmam que um indicador isolado pouco
reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a
queda no desemprego não significa felicidade.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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Desemprego cai, precarização sobe
A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para
o trimestre encerrado em maio não representa apenas o
patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada
em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um
mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai
muito além da informalidade dos aplicativos de transportes
para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.
Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que
há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que
não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído
de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é
uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de
3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da
era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa
uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro,
mas mundial.
Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário
o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um
retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado
em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho
firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados
possam parecer.
Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou,
em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012,
quando a taxa de desemprego estava baixa (média de
7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em
vez de abordar as condições de oferta de emprego, como
nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho
de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar
quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que
o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido
quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade
e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que
demandam maior qualificação.
É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo
do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente
mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno
emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do
poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a
R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.
Os dados confirmam que um indicador isolado pouco
reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a
queda no desemprego não significa felicidade.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
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Desemprego cai, precarização sobe
A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para
o trimestre encerrado em maio não representa apenas o
patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada
em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um
mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai
muito além da informalidade dos aplicativos de transportes
para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.
Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que
há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que
não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído
de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é
uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de
3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da
era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa
uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro,
mas mundial.
Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário
o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um
retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado
em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho
firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados
possam parecer.
Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou,
em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012,
quando a taxa de desemprego estava baixa (média de
7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em
vez de abordar as condições de oferta de emprego, como
nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho
de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar
quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que
o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido
quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade
e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que
demandam maior qualificação.
É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo
do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente
mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno
emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do
poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a
R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.
Os dados confirmam que um indicador isolado pouco
reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a
queda no desemprego não significa felicidade.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
• A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”… (1º parágrafo)
• O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer. (3º parágrafo)
• Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra… (5º parágrafo)
Sem prejuízo ao sentido original, as passagens admitem, correta e respectivamente, as reescritas:
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Desemprego cai, precarização sobe
A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para
o trimestre encerrado em maio não representa apenas o
patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada
em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um
mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai
muito além da informalidade dos aplicativos de transportes
para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.
Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que
há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que
não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído
de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é
uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de
3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da
era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa
uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro,
mas mundial.
Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário
o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um
retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado
em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho
firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados
possam parecer.
Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou,
em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012,
quando a taxa de desemprego estava baixa (média de
7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em
vez de abordar as condições de oferta de emprego, como
nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho
de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar
quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que
o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido
quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade
e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que
demandam maior qualificação.
É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo
do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente
mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno
emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do
poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a
R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.
Os dados confirmam que um indicador isolado pouco
reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a
queda no desemprego não significa felicidade.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
• Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização… (2º parágrafo)
• O gráfico do desemprego […] não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer. (3º parágrafo)
No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
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Desemprego cai, precarização sobe
A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para
o trimestre encerrado em maio não representa apenas o
patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada
em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um
mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai
muito além da informalidade dos aplicativos de transportes
para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.
Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que
há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que
não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído
de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é
uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de
3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da
era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa
uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro,
mas mundial.
Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário
o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um
retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado
em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho
firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados
possam parecer.
Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou,
em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012,
quando a taxa de desemprego estava baixa (média de
7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em
vez de abordar as condições de oferta de emprego, como
nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho
de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar
quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que
o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido
quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade
e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que
demandam maior qualificação.
É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo
do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente
mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno
emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do
poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a
R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.
Os dados confirmam que um indicador isolado pouco
reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a
queda no desemprego não significa felicidade.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
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Suponha que é ano de eleições municipais e que o Ministério Público está realizando um conjunto de diligências para apurar a regularidade do processo eleitoral.
Para tanto, solicita à Justiça Eleitoral informações sobre a
participação de agentes públicos como candidatos a cargos eletivos. Para subsidiar a análise do alto volume de
informações, os Promotores de Justiça designados para
os casos solicitam que os analistas jurídicos façam um
primeiro exame dos documentos e apontem as situações
que conflitam com a Constituição Federal. Com base na
situação hipotética e no disposto na Constituição Federal,
os analistas jurídicos devem considerar regular a situação
em que
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