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Foram encontradas 60 questões.

3404080 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IDCAP
Orgão: OGMO-RJ

Texto

Zona Portuária do Rio guarda marcas da luta dos negros por liberdade

Por Alexandre Henderson

A região da Zona Portuária do Rio guarda importantes memórias da luta dos negros pelo respeito aos seus direitos no Brasil. A região conta com o Cais do Valongo, que possui como característica mais marcante o reconhecimento pela Unesco como Patrimônio Mundial por ser considerado o maior marco da escravidão no Brasil.

"Estima-se que desembarcaram aqui cerca de 1 milhão de pessoas escravizadas", afirmou Albino Pereira Neto, no Instituto dos Pretos Novos.

O local tem a marca de ser um espaço onde sonhos foram interrompidos.

"Olhar esta escadaria e saber que tantas almas negras, que tantos sonhos interrompidos percorreram estes degraus aqui nos coloca em uma reflexão acerca do que o dia 20 representa", disse Roberto Azevedo, professor de história e geografia.

"O Cais do Valongo é equiparado a até a Auschwitz, Hiroshima, Nagasaki, ou seja, aqui foi derramado muito sangue", afirmou Pereira Neto.

Cento e trinta e três anos após a Abolição da Escravatura, a população negra ainda tem desafios a superar.

"Temos uma dívida histórica sim. O período de escravidão é algo que a gente não deveria esquecer jamais, não deve ser esquecido", destaca Beatriz Amaral, designer de moda.

Os bairros da Gamboa e Saúde são um baú de memórias sobre os horrores da escravidão.

"No mês da Consciência Negra, se a gente perceber que a questão toda não é cronológica, ou apenas histórica ou geográfica, mas uma angústia coletiva ancestral que nos compromete o futuro se não dermos a atenção necessária, deixar isso passar é uma perda de oportunidade histórica", afirmou o professor Azevedo.

Em um casarão do Largo de São Francisco da Prainha, funcionou outro local histórico: uma espécie de restaurante popular, onde mulheres negras criaram uma casa de angu após pedirem autorização ao Senado. No local, negros recém-libertos se alimentavam.

A Pedra do Sal recebeu este nome pois era o local onde eram despejados os carregamentos de sal eram despejados dos navios. A área é um dos redutos tradicionais do samba.

"Tem uma importância muito grande para nós, do samba, até pela representatividade e ancestralidade que aquele lugar tem. É um espaço de resistência, onde podemos cantar samba e estar propagando a nossa cultura e fazendo este encontro e gerações", contou o cantor e compositor Dudu Nobre.

Nomes como Donga, Pixinguinha, João da Baiana e tantos outros sambistas circularam pela região. O compositor Heitor dos Prazeres, na segunda metade do século passado, chamou a região de Pequena África.

"O maior terreiro de Candomblé ficava aqui perto, que era o do João Alabá, cuja mãe pequena era a Tia Ciata. Dentro do terreiro se cantava o sagrado. Aqui na Pedra do Sal se cantava o profano", disse Pereira Neto.

Foram tempos de intolerância religiosa que muitos enfrentam até hoje.

"Pessoas que frequentam religiões afro-brasileiras estão sofrendo retrocessos, ataques físicos e nas redes sociais", afirmou Júlio Barroso, produtor cultural do Largo de São Francisco da Prainha.

Há 25 anos, uma obra em uma casa na Gamboa revelou um sítio arqueológico com os corpos de milhares de corpos de negros escravizados.

"Eles morriam durante a viagem ou, aqueles muito debilitados que acabavam morrendo assim que chegavam aqui, seus corpos eram descartados", afirmou Pereira Neto.

Atualmente, no local do Cemitério dos Pretos Novos funciona o instituto de pesquisa e memória que leva o mesmo nome.

"O que há de melhor no povo negro é a capacidade de se reinventar e recriar o espaço e a si mesmo", destacou o professor Azevedo.

Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/11/21/zona-portuaria-do-rio-guarda-marcas-da-luta-dos-negros-por-liberdade.ghtml. Acesso em: 21 nov. 2023 (adaptado).

O que a designer de moda Beatriz Amaral ressalta sobre o período de escravidão, conforme mencionado no texto?

 

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3404079 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IDCAP
Orgão: OGMO-RJ

Texto

Zona Portuária do Rio guarda marcas da luta dos negros por liberdade

Por Alexandre Henderson

A região da Zona Portuária do Rio guarda importantes memórias da luta dos negros pelo respeito aos seus direitos no Brasil. A região conta com o Cais do Valongo, que possui como característica mais marcante o reconhecimento pela Unesco como Patrimônio Mundial por ser considerado o maior marco da escravidão no Brasil.

"Estima-se que desembarcaram aqui cerca de 1 milhão de pessoas escravizadas", afirmou Albino Pereira Neto, no Instituto dos Pretos Novos.

O local tem a marca de ser um espaço onde sonhos foram interrompidos.

"Olhar esta escadaria e saber que tantas almas negras, que tantos sonhos interrompidos percorreram estes degraus aqui nos coloca em uma reflexão acerca do que o dia 20 representa", disse Roberto Azevedo, professor de história e geografia.

"O Cais do Valongo é equiparado a até a Auschwitz, Hiroshima, Nagasaki, ou seja, aqui foi derramado muito sangue", afirmou Pereira Neto.

Cento e trinta e três anos após a Abolição da Escravatura, a população negra ainda tem desafios a superar.

"Temos uma dívida histórica sim. O período de escravidão é algo que a gente não deveria esquecer jamais, não deve ser esquecido", destaca Beatriz Amaral, designer de moda.

Os bairros da Gamboa e Saúde são um baú de memórias sobre os horrores da escravidão.

"No mês da Consciência Negra, se a gente perceber que a questão toda não é cronológica, ou apenas histórica ou geográfica, mas uma angústia coletiva ancestral que nos compromete o futuro se não dermos a atenção necessária, deixar isso passar é uma perda de oportunidade histórica", afirmou o professor Azevedo.

Em um casarão do Largo de São Francisco da Prainha, funcionou outro local histórico: uma espécie de restaurante popular, onde mulheres negras criaram uma casa de angu após pedirem autorização ao Senado. No local, negros recém-libertos se alimentavam.

A Pedra do Sal recebeu este nome pois era o local onde eram despejados os carregamentos de sal eram despejados dos navios. A área é um dos redutos tradicionais do samba.

"Tem uma importância muito grande para nós, do samba, até pela representatividade e ancestralidade que aquele lugar tem. É um espaço de resistência, onde podemos cantar samba e estar propagando a nossa cultura e fazendo este encontro e gerações", contou o cantor e compositor Dudu Nobre.

Nomes como Donga, Pixinguinha, João da Baiana e tantos outros sambistas circularam pela região. O compositor Heitor dos Prazeres, na segunda metade do século passado, chamou a região de Pequena África.

"O maior terreiro de Candomblé ficava aqui perto, que era o do João Alabá, cuja mãe pequena era a Tia Ciata. Dentro do terreiro se cantava o sagrado. Aqui na Pedra do Sal se cantava o profano", disse Pereira Neto.

Foram tempos de intolerância religiosa que muitos enfrentam até hoje.

"Pessoas que frequentam religiões afro-brasileiras estão sofrendo retrocessos, ataques físicos e nas redes sociais", afirmou Júlio Barroso, produtor cultural do Largo de São Francisco da Prainha.

Há 25 anos, uma obra em uma casa na Gamboa revelou um sítio arqueológico com os corpos de milhares de corpos de negros escravizados.

"Eles morriam durante a viagem ou, aqueles muito debilitados que acabavam morrendo assim que chegavam aqui, seus corpos eram descartados", afirmou Pereira Neto.

Atualmente, no local do Cemitério dos Pretos Novos funciona o instituto de pesquisa e memória que leva o mesmo nome.

"O que há de melhor no povo negro é a capacidade de se reinventar e recriar o espaço e a si mesmo", destacou o professor Azevedo.

Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/11/21/zona-portuaria-do-rio-guarda-marcas-da-luta-dos-negros-por-liberdade.ghtml. Acesso em: 21 nov. 2023 (adaptado).

Qual é o fator de importância da Pedra do Sal, de acordo com o cantor e compositor Dudu Nobre, mencionado no texto?

 

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3404078 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IDCAP
Orgão: OGMO-RJ

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Zona Portuária do Rio guarda marcas da luta dos negros por liberdade

Por Alexandre Henderson

A região da Zona Portuária do Rio guarda importantes memórias da luta dos negros pelo respeito aos seus direitos no Brasil. A região conta com o Cais do Valongo, que possui como característica mais marcante o reconhecimento pela Unesco como Patrimônio Mundial por ser considerado o maior marco da escravidão no Brasil.

"Estima-se que desembarcaram aqui cerca de 1 milhão de pessoas escravizadas", afirmou Albino Pereira Neto, no Instituto dos Pretos Novos.

O local tem a marca de ser um espaço onde sonhos foram interrompidos.

"Olhar esta escadaria e saber que tantas almas negras, que tantos sonhos interrompidos percorreram estes degraus aqui nos coloca em uma reflexão acerca do que o dia 20 representa", disse Roberto Azevedo, professor de história e geografia.

"O Cais do Valongo é equiparado a até a Auschwitz, Hiroshima, Nagasaki, ou seja, aqui foi derramado muito sangue", afirmou Pereira Neto.

Cento e trinta e três anos após a Abolição da Escravatura, a população negra ainda tem desafios a superar.

"Temos uma dívida histórica sim. O período de escravidão é algo que a gente não deveria esquecer jamais, não deve ser esquecido", destaca Beatriz Amaral, designer de moda.

Os bairros da Gamboa e Saúde são um baú de memórias sobre os horrores da escravidão.

"No mês da Consciência Negra, se a gente perceber que a questão toda não é cronológica, ou apenas histórica ou geográfica, mas uma angústia coletiva ancestral que nos compromete o futuro se não dermos a atenção necessária, deixar isso passar é uma perda de oportunidade histórica", afirmou o professor Azevedo.

Em um casarão do Largo de São Francisco da Prainha, funcionou outro local histórico: uma espécie de restaurante popular, onde mulheres negras criaram uma casa de angu após pedirem autorização ao Senado. No local, negros recém-libertos se alimentavam.

A Pedra do Sal recebeu este nome pois era o local onde eram despejados os carregamentos de sal eram despejados dos navios. A área é um dos redutos tradicionais do samba.

"Tem uma importância muito grande para nós, do samba, até pela representatividade e ancestralidade que aquele lugar tem. É um espaço de resistência, onde podemos cantar samba e estar propagando a nossa cultura e fazendo este encontro e gerações", contou o cantor e compositor Dudu Nobre.

Nomes como Donga, Pixinguinha, João da Baiana e tantos outros sambistas circularam pela região. O compositor Heitor dos Prazeres, na segunda metade do século passado, chamou a região de Pequena África.

"O maior terreiro de Candomblé ficava aqui perto, que era o do João Alabá, cuja mãe pequena era a Tia Ciata. Dentro do terreiro se cantava o sagrado. Aqui na Pedra do Sal se cantava o profano", disse Pereira Neto.

Foram tempos de intolerância religiosa que muitos enfrentam até hoje.

"Pessoas que frequentam religiões afro-brasileiras estão sofrendo retrocessos, ataques físicos e nas redes sociais", afirmou Júlio Barroso, produtor cultural do Largo de São Francisco da Prainha.

Há 25 anos, uma obra em uma casa na Gamboa revelou um sítio arqueológico com os corpos de milhares de corpos de negros escravizados.

"Eles morriam durante a viagem ou, aqueles muito debilitados que acabavam morrendo assim que chegavam aqui, seus corpos eram descartados", afirmou Pereira Neto.

Atualmente, no local do Cemitério dos Pretos Novos funciona o instituto de pesquisa e memória que leva o mesmo nome.

"O que há de melhor no povo negro é a capacidade de se reinventar e recriar o espaço e a si mesmo", destacou o professor Azevedo.

Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/11/21/zona-portuaria-do-rio-guarda-marcas-da-luta-dos-negros-por-liberdade.ghtml. Acesso em: 21 nov. 2023 (adaptado).

Qual é a principal característica do Cais do Valongo, mencionada no texto?

 

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3404077 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IDCAP
Orgão: OGMO-RJ

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Zona Portuária do Rio guarda marcas da luta dos negros por liberdade

Por Alexandre Henderson

A região da Zona Portuária do Rio guarda importantes memórias da luta dos negros pelo respeito aos seus direitos no Brasil. A região conta com o Cais do Valongo, que possui como característica mais marcante o reconhecimento pela Unesco como Patrimônio Mundial por ser considerado o maior marco da escravidão no Brasil.

"Estima-se que desembarcaram aqui cerca de 1 milhão de pessoas escravizadas", afirmou Albino Pereira Neto, no Instituto dos Pretos Novos.

O local tem a marca de ser um espaço onde sonhos foram interrompidos.

"Olhar esta escadaria e saber que tantas almas negras, que tantos sonhos interrompidos percorreram estes degraus aqui nos coloca em uma reflexão acerca do que o dia 20 representa", disse Roberto Azevedo, professor de história e geografia.

"O Cais do Valongo é equiparado a até a Auschwitz, Hiroshima, Nagasaki, ou seja, aqui foi derramado muito sangue", afirmou Pereira Neto.

Cento e trinta e três anos após a Abolição da Escravatura, a população negra ainda tem desafios a superar.

"Temos uma dívida histórica sim. O período de escravidão é algo que a gente não deveria esquecer jamais, não deve ser esquecido", destaca Beatriz Amaral, designer de moda.

Os bairros da Gamboa e Saúde são um baú de memórias sobre os horrores da escravidão.

"No mês da Consciência Negra, se a gente perceber que a questão toda não é cronológica, ou apenas histórica ou geográfica, mas uma angústia coletiva ancestral que nos compromete o futuro se não dermos a atenção necessária, deixar isso passar é uma perda de oportunidade histórica", afirmou o professor Azevedo.

Em um casarão do Largo de São Francisco da Prainha, funcionou outro local histórico: uma espécie de restaurante popular, onde mulheres negras criaram uma casa de angu após pedirem autorização ao Senado. No local, negros recém-libertos se alimentavam.

A Pedra do Sal recebeu este nome pois era o local onde eram despejados os carregamentos de sal eram despejados dos navios. A área é um dos redutos tradicionais do samba.

"Tem uma importância muito grande para nós, do samba, até pela representatividade e ancestralidade que aquele lugar tem. É um espaço de resistência, onde podemos cantar samba e estar propagando a nossa cultura e fazendo este encontro e gerações", contou o cantor e compositor Dudu Nobre.

Nomes como Donga, Pixinguinha, João da Baiana e tantos outros sambistas circularam pela região. O compositor Heitor dos Prazeres, na segunda metade do século passado, chamou a região de Pequena África.

"O maior terreiro de Candomblé ficava aqui perto, que era o do João Alabá, cuja mãe pequena era a Tia Ciata. Dentro do terreiro se cantava o sagrado. Aqui na Pedra do Sal se cantava o profano", disse Pereira Neto.

Foram tempos de intolerância religiosa que muitos enfrentam até hoje.

"Pessoas que frequentam religiões afro-brasileiras estão sofrendo retrocessos, ataques físicos e nas redes sociais", afirmou Júlio Barroso, produtor cultural do Largo de São Francisco da Prainha.

Há 25 anos, uma obra em uma casa na Gamboa revelou um sítio arqueológico com os corpos de milhares de corpos de negros escravizados.

"Eles morriam durante a viagem ou, aqueles muito debilitados que acabavam morrendo assim que chegavam aqui, seus corpos eram descartados", afirmou Pereira Neto.

Atualmente, no local do Cemitério dos Pretos Novos funciona o instituto de pesquisa e memória que leva o mesmo nome.

"O que há de melhor no povo negro é a capacidade de se reinventar e recriar o espaço e a si mesmo", destacou o professor Azevedo.

Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/11/21/zona-portuaria-do-rio-guarda-marcas-da-luta-dos-negros-por-liberdade.ghtml. Acesso em: 21 nov. 2023 (adaptado).

O que o professor Azevedo destaca como uma característica positiva do povo negro, de acordo com o texto?

 

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3404076 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IDCAP
Orgão: OGMO-RJ

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Zona Portuária do Rio guarda marcas da luta dos negros por liberdade

Por Alexandre Henderson

A região da Zona Portuária do Rio guarda importantes memórias da luta dos negros pelo respeito aos seus direitos no Brasil. A região conta com o Cais do Valongo, que possui como característica mais marcante o reconhecimento pela Unesco como Patrimônio Mundial por ser considerado o maior marco da escravidão no Brasil.

"Estima-se que desembarcaram aqui cerca de 1 milhão de pessoas escravizadas", afirmou Albino Pereira Neto, no Instituto dos Pretos Novos.

O local tem a marca de ser um espaço onde sonhos foram interrompidos.

"Olhar esta escadaria e saber que tantas almas negras, que tantos sonhos interrompidos percorreram estes degraus aqui nos coloca em uma reflexão acerca do que o dia 20 representa", disse Roberto Azevedo, professor de história e geografia.

"O Cais do Valongo é equiparado a até a Auschwitz, Hiroshima, Nagasaki, ou seja, aqui foi derramado muito sangue", afirmou Pereira Neto.

Cento e trinta e três anos após a Abolição da Escravatura, a população negra ainda tem desafios a superar.

"Temos uma dívida histórica sim. O período de escravidão é algo que a gente não deveria esquecer jamais, não deve ser esquecido", destaca Beatriz Amaral, designer de moda.

Os bairros da Gamboa e Saúde são um baú de memórias sobre os horrores da escravidão.

"No mês da Consciência Negra, se a gente perceber que a questão toda não é cronológica, ou apenas histórica ou geográfica, mas uma angústia coletiva ancestral que nos compromete o futuro se não dermos a atenção necessária, deixar isso passar é uma perda de oportunidade histórica", afirmou o professor Azevedo.

Em um casarão do Largo de São Francisco da Prainha, funcionou outro local histórico: uma espécie de restaurante popular, onde mulheres negras criaram uma casa de angu após pedirem autorização ao Senado. No local, negros recém-libertos se alimentavam.

A Pedra do Sal recebeu este nome pois era o local onde eram despejados os carregamentos de sal eram despejados dos navios. A área é um dos redutos tradicionais do samba.

"Tem uma importância muito grande para nós, do samba, até pela representatividade e ancestralidade que aquele lugar tem. É um espaço de resistência, onde podemos cantar samba e estar propagando a nossa cultura e fazendo este encontro e gerações", contou o cantor e compositor Dudu Nobre.

Nomes como Donga, Pixinguinha, João da Baiana e tantos outros sambistas circularam pela região. O compositor Heitor dos Prazeres, na segunda metade do século passado, chamou a região de Pequena África.

"O maior terreiro de Candomblé ficava aqui perto, que era o do João Alabá, cuja mãe pequena era a Tia Ciata. Dentro do terreiro se cantava o sagrado. Aqui na Pedra do Sal se cantava o profano", disse Pereira Neto.

Foram tempos de intolerância religiosa que muitos enfrentam até hoje.

"Pessoas que frequentam religiões afro-brasileiras estão sofrendo retrocessos, ataques físicos e nas redes sociais", afirmou Júlio Barroso, produtor cultural do Largo de São Francisco da Prainha.

Há 25 anos, uma obra em uma casa na Gamboa revelou um sítio arqueológico com os corpos de milhares de corpos de negros escravizados.

"Eles morriam durante a viagem ou, aqueles muito debilitados que acabavam morrendo assim que chegavam aqui, seus corpos eram descartados", afirmou Pereira Neto.

Atualmente, no local do Cemitério dos Pretos Novos funciona o instituto de pesquisa e memória que leva o mesmo nome.

"O que há de melhor no povo negro é a capacidade de se reinventar e recriar o espaço e a si mesmo", destacou o professor Azevedo.

Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/11/21/zona-portuaria-do-rio-guarda-marcas-da-luta-dos-negros-por-liberdade.ghtml. Acesso em: 21 nov. 2023 (adaptado).

Qual é o principal argumento do professor Azevedo, mencionado no texto?

 

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3404075 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IDCAP
Orgão: OGMO-RJ

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Zona Portuária do Rio guarda marcas da luta dos negros por liberdade

Por Alexandre Henderson

A região da Zona Portuária do Rio guarda importantes memórias da luta dos negros pelo respeito aos seus direitos no Brasil. A região conta com o Cais do Valongo, que possui como característica mais marcante o reconhecimento pela Unesco como Patrimônio Mundial por ser considerado o maior marco da escravidão no Brasil.

"Estima-se que desembarcaram aqui cerca de 1 milhão de pessoas escravizadas", afirmou Albino Pereira Neto, no Instituto dos Pretos Novos.

O local tem a marca de ser um espaço onde sonhos foram interrompidos.

"Olhar esta escadaria e saber que tantas almas negras, que tantos sonhos interrompidos percorreram estes degraus aqui nos coloca em uma reflexão acerca do que o dia 20 representa", disse Roberto Azevedo, professor de história e geografia.

"O Cais do Valongo é equiparado a até a Auschwitz, Hiroshima, Nagasaki, ou seja, aqui foi derramado muito sangue", afirmou Pereira Neto.

Cento e trinta e três anos após a Abolição da Escravatura, a população negra ainda tem desafios a superar.

"Temos uma dívida histórica sim. O período de escravidão é algo que a gente não deveria esquecer jamais, não deve ser esquecido", destaca Beatriz Amaral, designer de moda.

Os bairros da Gamboa e Saúde são um baú de memórias sobre os horrores da escravidão.

"No mês da Consciência Negra, se a gente perceber que a questão toda não é cronológica, ou apenas histórica ou geográfica, mas uma angústia coletiva ancestral que nos compromete o futuro se não dermos a atenção necessária, deixar isso passar é uma perda de oportunidade histórica", afirmou o professor Azevedo.

Em um casarão do Largo de São Francisco da Prainha, funcionou outro local histórico: uma espécie de restaurante popular, onde mulheres negras criaram uma casa de angu após pedirem autorização ao Senado. No local, negros recém-libertos se alimentavam.

A Pedra do Sal recebeu este nome pois era o local onde eram despejados os carregamentos de sal eram despejados dos navios. A área é um dos redutos tradicionais do samba.

"Tem uma importância muito grande para nós, do samba, até pela representatividade e ancestralidade que aquele lugar tem. É um espaço de resistência, onde podemos cantar samba e estar propagando a nossa cultura e fazendo este encontro e gerações", contou o cantor e compositor Dudu Nobre.

Nomes como Donga, Pixinguinha, João da Baiana e tantos outros sambistas circularam pela região. O compositor Heitor dos Prazeres, na segunda metade do século passado, chamou a região de Pequena África.

"O maior terreiro de Candomblé ficava aqui perto, que era o do João Alabá, cuja mãe pequena era a Tia Ciata. Dentro do terreiro se cantava o sagrado. Aqui na Pedra do Sal se cantava o profano", disse Pereira Neto.

Foram tempos de intolerância religiosa que muitos enfrentam até hoje.

"Pessoas que frequentam religiões afro-brasileiras estão sofrendo retrocessos, ataques físicos e nas redes sociais", afirmou Júlio Barroso, produtor cultural do Largo de São Francisco da Prainha.

Há 25 anos, uma obra em uma casa na Gamboa revelou um sítio arqueológico com os corpos de milhares de corpos de negros escravizados.

"Eles morriam durante a viagem ou, aqueles muito debilitados que acabavam morrendo assim que chegavam aqui, seus corpos eram descartados", afirmou Pereira Neto.

Atualmente, no local do Cemitério dos Pretos Novos funciona o instituto de pesquisa e memória que leva o mesmo nome.

"O que há de melhor no povo negro é a capacidade de se reinventar e recriar o espaço e a si mesmo", destacou o professor Azevedo.

Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/11/21/zona-portuaria-do-rio-guarda-marcas-da-luta-dos-negros-por-liberdade.ghtml. Acesso em: 21 nov. 2023 (adaptado).

Leia com atenção os trechos retirados do texto:

I.O maior terreiro de Candomblé ficava aqui perto.

II.O período de escravidão é algo que a gente não deveria esquecer jamais.

III.O local tem a marca de ser um espaço onde sonhos foram interrompidos.

IV.Estima-se que desembarcaram aqui cerca de 1 milhão de pessoas escravizadas.

V.A região conta com o Cais do Valongo, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial.

Em quais das afirmativas lidas há o emprego de um substantivo próprio?

 

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3404074 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IDCAP
Orgão: OGMO-RJ

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Zona Portuária do Rio guarda marcas da luta dos negros por liberdade

Por Alexandre Henderson

A região da Zona Portuária do Rio guarda importantes memórias da luta dos negros pelo respeito aos seus direitos no Brasil. A região conta com o Cais do Valongo, que possui como característica mais marcante o reconhecimento pela Unesco como Patrimônio Mundial por ser considerado o maior marco da escravidão no Brasil.

"Estima-se que desembarcaram aqui cerca de 1 milhão de pessoas escravizadas", afirmou Albino Pereira Neto, no Instituto dos Pretos Novos.

O local tem a marca de ser um espaço onde sonhos foram interrompidos.

"Olhar esta escadaria e saber que tantas almas negras, que tantos sonhos interrompidos percorreram estes degraus aqui nos coloca em uma reflexão acerca do que o dia 20 representa", disse Roberto Azevedo, professor de história e geografia.

"O Cais do Valongo é equiparado a até a Auschwitz, Hiroshima, Nagasaki, ou seja, aqui foi derramado muito sangue", afirmou Pereira Neto.

Cento e trinta e três anos após a Abolição da Escravatura, a população negra ainda tem desafios a superar.

"Temos uma dívida histórica sim. O período de escravidão é algo que a gente não deveria esquecer jamais, não deve ser esquecido", destaca Beatriz Amaral, designer de moda.

Os bairros da Gamboa e Saúde são um baú de memórias sobre os horrores da escravidão.

"No mês da Consciência Negra, se a gente perceber que a questão toda não é cronológica, ou apenas histórica ou geográfica, mas uma angústia coletiva ancestral que nos compromete o futuro se não dermos a atenção necessária, deixar isso passar é uma perda de oportunidade histórica", afirmou o professor Azevedo.

Em um casarão do Largo de São Francisco da Prainha, funcionou outro local histórico: uma espécie de restaurante popular, onde mulheres negras criaram uma casa de angu após pedirem autorização ao Senado. No local, negros recém-libertos se alimentavam.

A Pedra do Sal recebeu este nome pois era o local onde eram despejados os carregamentos de sal eram despejados dos navios. A área é um dos redutos tradicionais do samba.

"Tem uma importância muito grande para nós, do samba, até pela representatividade e ancestralidade que aquele lugar tem. É um espaço de resistência, onde podemos cantar samba e estar propagando a nossa cultura e fazendo este encontro e gerações", contou o cantor e compositor Dudu Nobre.

Nomes como Donga, Pixinguinha, João da Baiana e tantos outros sambistas circularam pela região. O compositor Heitor dos Prazeres, na segunda metade do século passado, chamou a região de Pequena África.

"O maior terreiro de Candomblé ficava aqui perto, que era o do João Alabá, cuja mãe pequena era a Tia Ciata. Dentro do terreiro se cantava o sagrado. Aqui na Pedra do Sal se cantava o profano", disse Pereira Neto.

Foram tempos de intolerância religiosa que muitos enfrentam até hoje.

"Pessoas que frequentam religiões afro-brasileiras estão sofrendo retrocessos, ataques físicos e nas redes sociais", afirmou Júlio Barroso, produtor cultural do Largo de São Francisco da Prainha.

Há 25 anos, uma obra em uma casa na Gamboa revelou um sítio arqueológico com os corpos de milhares de corpos de negros escravizados.

"Eles morriam durante a viagem ou, aqueles muito debilitados que acabavam morrendo assim que chegavam aqui, seus corpos eram descartados", afirmou Pereira Neto.

Atualmente, no local do Cemitério dos Pretos Novos funciona o instituto de pesquisa e memória que leva o mesmo nome.

"O que há de melhor no povo negro é a capacidade de se reinventar e recriar o espaço e a si mesmo", destacou o professor Azevedo.

Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/11/21/zona-portuaria-do-rio-guarda-marcas-da-luta-dos-negros-por-liberdade.ghtml. Acesso em: 21 nov. 2023 (adaptado).

De acordo com Pereira Neto, qual é a diferença entre as atividades realizadas no maior terreiro de Candomblé e na Pedra do Sal?

 

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Questão presente nas seguintes provas
3404133 Ano: 2024
Disciplina: Engenharia Naval
Banca: IDCAP
Orgão: OGMO-RJ

Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, de modo a relacionar as classes dos riscos aos riscos que estão presentes a realização das operações de atracação, desatracação e manobras de embarcações:

Primeira coluna − Classificação dos riscos:

I. Riscos Ergonômicos.

II. Riscos de Acidente.

Segunda coluna − Riscos presentes nas atividades:

( ) Rompimento de cabos e espias.

( ) Esforço excessivo do trabalhador.

( ) Iluminação deficitária.

( ) Queda no mesmo nível e ao mar.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:

Questão Anulada

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Questão presente nas seguintes provas
3404132 Ano: 2024
Disciplina: Informática
Banca: IDCAP
Orgão: OGMO-RJ

Analise as afirmativas sobre dispositivos de entrada e saída de dados em um computador:

I. O scanner é um dispositivo de entrada que digitaliza imagens e documentos.

II. A caixa de som é um exemplo de dispositivo de saída responsável por receber comandos sonoros do computador.

III. A impressora 3D é um dispositivo de saída que permite a produção de objetos físicos a partir de um modelo digital. Permite a criação de geometrias complexas e detalhadas peças complexas, muitas das quais não podem ser produzidas por outros métodos de fabricação.

IV. O touchpad é um dispositivo de entrada sensível ao toque que permite o controle do cursor na tela, com funcionalidade similar ao mouse e comumente encontrado em notebooks.

V. A webcam é um exemplo de dispositivo de saída que captura imagens para exibição no monitor.

Assinale a alternativa correta:

Questão Anulada

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Questão presente nas seguintes provas
3404131 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IDCAP
Orgão: OGMO-RJ

Texto

Zona Portuária do Rio guarda marcas da luta dos negros por liberdade

Por Alexandre Henderson

A região da Zona Portuária do Rio guarda importantes memórias da luta dos negros pelo respeito aos seus direitos no Brasil. A região conta com o Cais do Valongo, que possui como característica mais marcante o reconhecimento pela Unesco como Patrimônio Mundial por ser considerado o maior marco da escravidão no Brasil.

"Estima-se que desembarcaram aqui cerca de 1 milhão de pessoas escravizadas", afirmou Albino Pereira Neto, no Instituto dos Pretos Novos.

O local tem a marca de ser um espaço onde sonhos foram interrompidos.

"Olhar esta escadaria e saber que tantas almas negras, que tantos sonhos interrompidos percorreram estes degraus aqui nos coloca em uma reflexão acerca do que o dia 20 representa", disse Roberto Azevedo, professor de história e geografia.

"O Cais do Valongo é equiparado a até a Auschwitz, Hiroshima, Nagasaki, ou seja, aqui foi derramado muito sangue", afirmou Pereira Neto.

Cento e trinta e três anos após a Abolição da Escravatura, a população negra ainda tem desafios a superar.

"Temos uma dívida histórica sim. O período de escravidão é algo que a gente não deveria esquecer jamais, não deve ser esquecido", destaca Beatriz Amaral, designer de moda.

Os bairros da Gamboa e Saúde são um baú de memórias sobre os horrores da escravidão.

"No mês da Consciência Negra, se a gente perceber que a questão toda não é cronológica, ou apenas histórica ou geográfica, mas uma angústia coletiva ancestral que nos compromete o futuro se não dermos a atenção necessária, deixar isso passar é uma perda de oportunidade histórica", afirmou o professor Azevedo.

Em um casarão do Largo de São Francisco da Prainha, funcionou outro local histórico: uma espécie de restaurante popular, onde mulheres negras criaram uma casa de angu após pedirem autorização ao Senado. No local, negros recém-libertos se alimentavam.

A Pedra do Sal recebeu este nome pois era o local onde eram despejados os carregamentos de sal eram despejados dos navios. A área é um dos redutos tradicionais do samba.

"Tem uma importância muito grande para nós, do samba, até pela representatividade e ancestralidade que aquele lugar tem. É um espaço de resistência, onde podemos cantar samba e estar propagando a nossa cultura e fazendo este encontro e gerações", contou o cantor e compositor Dudu Nobre.

Nomes como Donga, Pixinguinha, João da Baiana e tantos outros sambistas circularam pela região. O compositor Heitor dos Prazeres, na segunda metade do século passado, chamou a região de Pequena África.

"O maior terreiro de Candomblé ficava aqui perto, que era o do João Alabá, cuja mãe pequena era a Tia Ciata. Dentro do terreiro se cantava o sagrado. Aqui na Pedra do Sal se cantava o profano", disse Pereira Neto.

Foram tempos de intolerância religiosa que muitos enfrentam até hoje.

"Pessoas que frequentam religiões afro-brasileiras estão sofrendo retrocessos, ataques físicos e nas redes sociais", afirmou Júlio Barroso, produtor cultural do Largo de São Francisco da Prainha.

Há 25 anos, uma obra em uma casa na Gamboa revelou um sítio arqueológico com os corpos de milhares de corpos de negros escravizados.

"Eles morriam durante a viagem ou, aqueles muito debilitados que acabavam morrendo assim que chegavam aqui, seus corpos eram descartados", afirmou Pereira Neto.

Atualmente, no local do Cemitério dos Pretos Novos funciona o instituto de pesquisa e memória que leva o mesmo nome.

"O que há de melhor no povo negro é a capacidade de se reinventar e recriar o espaço e a si mesmo", destacou o professor Azevedo.

Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/11/21/zona-portuaria-do-rio-guarda-marcas-da-luta-dos-negros-por-liberdade.ghtml. Acesso em: 21 nov. 2023 (adaptado).

Leia com atenção os trechos abaixo retirados do texto:

I.O Cais do Valongo é equiparado a até a Auschwitz, Hiroshima, Nagasaki.

II.O maior terreiro de Candomblé ficava aqui perto.

III.O período de escravidão é algo que a gente não deveria esquecer jamais.

IV.Nomes como Donga, Pixinguinha, João da Baiana e tantos outros sambistas circularam pela região.

Em quais das afirmativas lidas há a presença de um verbo de ligação?

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