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Foram encontradas 70 questões.

2421174 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Petrobrás
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Texto II

Crise mundial?

Nova crise mundial? As turbulências recentes trouxeram os piores temores à tona. Uma coisa é certa: os dois principais blocos econômicos – os EUA e a área do euro – ainda não se refizeram da crise de 2008-2009 e ameaçam experimentar uma recaída violenta. Nem os americanos nem os europeus superaram as sequelas do colapso de 2008. De nada adiantou preveni-los dos perigos. Não enfrentaram as raízes dos seus problemas – e ainda conseguiram acumular novos!

Um deles: a crise política – evidente dos dois lados do Atlântico Norte. Outro problema, este não tão novo: o declínio relativo dos EUA e da Europa. O cenário, por um lado, é de vácuo de liderança política nas velhas potências, com rejeição da maioria dos governos pela população. Por outro, EUA e Europa não conseguem exercer como antes a hegemonia no plano mundial. O mundo parece caminhar para uma multipolaridade fragmentada e instável.

O declínio, a decadência alcança maior nitidez na Europa, às voltas com uma crise tremenda na área do euro que, no limite, coloca em risco todo o projeto de integração europeu. A crise atual deixou evidentes as fissuras da institucionalidade europeia.

Por exemplo: a dificuldade de manter uma união monetária, em tempos de crise, sem união fiscal e, sobretudo, união política. Quando os ventos sopravam a favor, era possível manter na sombra as incoerências do projeto de integração econômica e monetária. Desde 2010, entretanto, os problemas acumulados ou disfarçados durante a fase de bonança estão estourando todos mais ou menos ao mesmo tempo.

Quais as consequências disso tudo no plano internacional? Espero estar errado, mas tudo indica que a economia mundial e as relações internacionais passarão por um período extremamente difícil e que esse período de dificuldades não terá vida curta. A primeira metade do século XXI poderá revelar-se tão turbulenta e violenta quanto a primeira do século XX.

BATISTA JR. Paulo Nogueira. Crise mundial? O Globo, Opinião,

p. 7, 06 de ago. 2011. Adaptado.

No Texto II, o trecho “O declínio, a decadência alcança maior nitidez na Europa” apresenta um exemplo de um dos casos de concordância verbal vigentes na norma-padrão do Português.

Outro exemplo em que a concordância se justifica pelo mesmo motivo é o seguinte:

 

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2421173 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Petrobrás
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Texto II
Crise mundial?
Nova crise mundial? As turbulências recentes trouxeram os piores temores à tona. Uma coisa é certa: os dois principais blocos econômicos – os EUA e a área do euro – ainda não se refizeram da crise de 2008-2009 e ameaçam experimentar uma recaída violenta. Nem os americanos nem os europeus superaram as sequelas do colapso de 2008. De nada adiantou preveni-los dos perigos. Não enfrentaram as raízes dos seus problemas – e ainda conseguiram acumular novos!
Um deles: a crise política – evidente dos dois lados do Atlântico Norte. Outro problema, este não tão novo: o declínio relativo dos EUA e da Europa. O cenário, por um lado, é de vácuo de liderança política nas velhas potências, com rejeição da maioria dos governos pela população. Por outro, EUA e Europa não conseguem exercer como antes a hegemonia no plano mundial. O mundo parece caminhar para uma multipolaridade fragmentada e instável.
O declínio, a decadência alcança maior nitidez na Europa, às voltas com uma crise tremenda na área do euro que, no limite, coloca em risco todo o projeto de integração europeu. A crise atual deixou evidentes as fissuras da institucionalidade europeia.
Por exemplo: a dificuldade de manter uma união monetária, em tempos de crise, sem união fiscal e, sobretudo, união política. Quando os ventos sopravam a favor, era possível manter na sombra as incoerências do projeto de integração econômica e monetária. Desde 2010, entretanto, os problemas acumulados ou disfarçados durante a fase de bonança estão estourando todos mais ou menos ao mesmo tempo.
Quais as consequências disso tudo no plano internacional? Espero estar errado, mas tudo indica que a economia mundial e as relações internacionais passarão por um período extremamente difícil e que esse período de dificuldades não terá vida curta. A primeira metade do século XXI poderá revelar-se tão turbulenta e violenta quanto a primeira do século XX.
BATISTA JR. Paulo Nogueira. Crise mundial? O Globo, Opinião,
p. 7, 06 de ago. 2011. Adaptado.
O verbo prevenir, utilizado no trecho do Texto II em “De nada adiantou preveni-los dos perigos.” , é um exemplo de dupla possibilidade de regência verbal, porque pode ser empregado como transitivo direto (“prevenir o perigo”) ou como transitivo direto e indireto (“prevenir alguém do perigo”).
A sequência em que todos os verbos admitem essas duas regências é
 

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2421172 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Petrobrás
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Texto I
O sonho do livre comércio acabou?
Era uma vez um mundo que negociava a abertura dos mercados. Ele ficou lá atrás, na década passada, e deu lugar à desglobalização
O cidadão brasileiro que gosta de desfrutar o que há de bom e barato na indústria mundial, de eletrônicos a vinhos, passando por roupas e calçados, talvez não tenha percebido, mas uma guerra se aproxima. Há séculos, ocorre um embate entre os interessados em abrir mercados – por meio do livre-comércio de bens e serviços entre países – e os interessados em fechá-los. Nas últimas décadas, os advogados do livre-comércio pareciam em vantagem, suficiente até para que os protecionistas temessem o que chamavam de excessos da globalização. Veio a crise, e os dois lados acreditavam que, assim que ela fosse embora, retomariam a discussão do ponto em que haviam parado. Estavam errados. A crise, somada ao impressionante nível de agressividade e competência da China e de outros países asiáticos na conquista de mercados, mudou as perspectivas para o restante do século XXI. O mundo deverá se aproximar, nos próximos anos, não de um paraíso global das compras, mas sim de um campo minado de batalhas comerciais intermináveis. Bem-vindo à era da desglobalização.
Num cenário em que a crise e os países asiáticos mudam o jogo, as nações esquecem as negociações sobre abertura comercial e passam a defender seus mercados contra os estrangeiros. Como resultado, todos perdem. Nas batalhas comerciais, usa-se, hoje, um arsenal variado, que inclui subsídios diretos a empresas selecionadas; barreiras que atendem a supostos padrões ambientais mais elevados; e restrições às compras que os governos podem fazer. Ao todo, 122 medidas protecionistas foram adotadas pelos 20 maiores países do mundo entre outubro de 2010 e abril passado, em comparação com as 54 no período anterior.
Em um relatório publicado no primeiro semestre, a OMC concluiu que o alto desemprego nos países desenvolvidos fortalecerá os que defendem o fechamento dos mercados e o isolamento de produtos e trabalhadores estrangeiros. A desglobalização se torna um cenário assustador e cada vez mais plausível. Se estivermos mesmo nesse caminho, quais as consequências para o mundo?
CORONATO, M.; CÂNDIDO, K.; CORNACHIONE, D.
Revista Época. São Paulo: Abril. n. 697, 26 set. 2011.
p. 64-70. Adaptado.
Texto II
Crise mundial?
Nova crise mundial? As turbulências recentes trouxeram os piores temores à tona. Uma coisa é certa: os dois principais blocos econômicos – os EUA e a área do euro – ainda não se refizeram da crise de 2008-2009 e ameaçam experimentar uma recaída violenta. Nem os americanos nem os europeus superaram as sequelas do colapso de 2008. De nada adiantou preveni-los dos perigos. Não enfrentaram as raízes dos seus problemas – e ainda conseguiram acumular novos!
Um deles: a crise política – evidente dos dois lados do Atlântico Norte. Outro problema, este não tão novo: o declínio relativo dos EUA e da Europa. O cenário, por um lado, é de vácuo de liderança política nas velhas potências, com rejeição da maioria dos governos pela população. Por outro, EUA e Europa não conseguem exercer como antes a hegemonia no plano mundial. O mundo parece caminhar para uma multipolaridade fragmentada e instável.
O declínio, a decadência alcança maior nitidez na Europa, às voltas com uma crise tremenda na área do euro que, no limite, coloca em risco todo o projeto de integração europeu. A crise atual deixou evidentes as fissuras da institucionalidade europeia.
Por exemplo: a dificuldade de manter uma união monetária, em tempos de crise, sem união fiscal e, sobretudo, união política. Quando os ventos sopravam a favor, era possível manter na sombra as incoerências do projeto de integração econômica e monetária. Desde 2010, entretanto, os problemas acumulados ou disfarçados durante a fase de bonança estão estourando todos mais ou menos ao mesmo tempo.
Quais as consequências disso tudo no plano internacional? Espero estar errado, mas tudo indica que a economia mundial e as relações internacionais passarão por um período extremamente difícil e que esse período de dificuldades não terá vida curta. A primeira metade do século XXI poderá revelar-se tão turbulenta e violenta quanto a primeira do século XX.
BATISTA JR. Paulo Nogueira. Crise mundial? O Globo, Opinião,
p. 7, 06 de ago. 2011. Adaptado.
Os Textos I e II analisam as relações internacionais, prevendo um futuro de crise econômica provocado pela(o)
 

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2421171 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Petrobrás
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Texto II
Crise mundial?
Nova crise mundial? As turbulências recentes trouxeram os piores temores à tona. Uma coisa é certa: os dois principais blocos econômicos – os EUA e a área do euro – ainda não se refizeram da crise de 2008-2009 e ameaçam experimentar uma recaída violenta. Nem os americanos nem os europeus superaram as sequelas do colapso de 2008. De nada adiantou preveni-los dos perigos. Não enfrentaram as raízes dos seus problemas – e ainda conseguiram acumular novos!
Um deles: a crise política – evidente dos dois lados do Atlântico Norte. Outro problema, este não tão novo: o declínio relativo dos EUA e da Europa. O cenário, por um lado, é de vácuo de liderança política nas velhas potências, com rejeição da maioria dos governos pela população. Por outro, EUA e Europa não conseguem exercer como antes a hegemonia no plano mundial. O mundo parece caminhar para uma multipolaridade fragmentada e instável.
O declínio, a decadência alcança maior nitidez na Europa, às voltas com uma crise tremenda na área do euro que, no limite, coloca em risco todo o projeto de integração europeu. A crise atual deixou evidentes as fissuras da institucionalidade europeia.
Por exemplo: a dificuldade de manter uma união monetária, em tempos de crise, sem união fiscal e, sobretudo, união política. Quando os ventos sopravam a favor, era possível manter na sombra as incoerências do projeto de integração econômica e monetária. Desde 2010, entretanto, os problemas acumulados ou disfarçados durante a fase de bonança estão estourando todos mais ou menos ao mesmo tempo.
Quais as consequências disso tudo no plano internacional? Espero estar errado, mas tudo indica que a economia mundial e as relações internacionais passarão por um período extremamente difícil e que esse período de dificuldades não terá vida curta. A primeira metade do século XXI poderá revelar-se tão turbulenta e violenta quanto a primeira do século XX.
BATISTA JR. Paulo Nogueira. Crise mundial? O Globo, Opinião,
p. 7, 06 de ago. 2011. Adaptado.
O autor do Texto II conclui que “A primeira metade do século XXI poderá revelar-se tão turbulenta e violenta quanto a primeira do século XX.” porque
 

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2421170 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Petrobrás
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Texto I
O sonho do livre comércio acabou?
Era uma vez um mundo que negociava a abertura dos mercados. Ele ficou lá atrás, na década passada, e deu lugar à desglobalização
O cidadão brasileiro que gosta de desfrutar o que há de bom e barato na indústria mundial, de eletrônicos a vinhos, passando por roupas e calçados, talvez não tenha percebido, mas uma guerra se aproxima. Há séculos, ocorre um embate entre os interessados em abrir mercados – por meio do livre-comércio de bens e serviços entre países – e os interessados em fechá-los. Nas últimas décadas, os advogados do livre-comércio pareciam em vantagem, suficiente até para que os protecionistas temessem o que chamavam de excessos da globalização. Veio a crise, e os dois lados acreditavam que, assim que ela fosse embora, retomariam a discussão do ponto em que haviam parado. Estavam errados. A crise, somada ao impressionante nível de agressividade e competência da China e de outros países asiáticos na conquista de mercados, mudou as perspectivas para o restante do século XXI. O mundo deverá se aproximar, nos próximos anos, não de um paraíso global das compras, mas sim de um campo minado de batalhas comerciais intermináveis. Bem-vindo à era da desglobalização.
Num cenário em que a crise e os países asiáticos mudam o jogo, as nações esquecem as negociações sobre abertura comercial e passam a defender seus mercados contra os estrangeiros. Como resultado, todos perdem. Nas batalhas comerciais, usa-se, hoje, um arsenal variado, que inclui subsídios diretos a empresas selecionadas; barreiras que atendem a supostos padrões ambientais mais elevados; e restrições às compras que os governos podem fazer. Ao todo, 122 medidas protecionistas foram adotadas pelos 20 maiores países do mundo entre outubro de 2010 e abril passado, em comparação com as 54 no período anterior.
Em um relatório publicado no primeiro semestre, a OMC concluiu que o alto desemprego nos países desenvolvidos fortalecerá os que defendem o fechamento dos mercados e o isolamento de produtos e trabalhadores estrangeiros. A desglobalização se torna um cenário assustador e cada vez mais plausível. Se estivermos mesmo nesse caminho, quais as consequências para o mundo?
CORONATO, M.; CÂNDIDO, K.; CORNACHIONE, D.
Revista Época. São Paulo: Abril. n. 697, 26 set. 2011.
p. 64-70. Adaptado.
Na língua portuguesa, uma das formas de expressar a voz passiva é por meio de verbo na terceira pessoa do singular ou do plural, acompanhado pelo pronome apassivador se, constituindo o que se chama de voz passiva sintética, como pode ser observado no seguinte trecho do Texto I:
“Nas batalhas comerciais, usa-se, hoje, um arsenal variado, que inclui subsídios diretos a empresas selecionadas.”
A construção de voz passiva sintética pode ser encontrada nas seguintes frases, EXCETO em:
 

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2421169 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Petrobrás
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Texto I
O sonho do livre comércio acabou?
Era uma vez um mundo que negociava a abertura dos mercados. Ele ficou lá atrás, na década passada, e deu lugar à desglobalização
O cidadão brasileiro que gosta de desfrutar o que há de bom e barato na indústria mundial, de eletrônicos a vinhos, passando por roupas e calçados, talvez não tenha percebido, mas uma guerra se aproxima. Há séculos, ocorre um embate entre os interessados em abrir mercados – por meio do livre-comércio de bens e serviços entre países – e os interessados em fechá-los. Nas últimas décadas, os advogados do livre-comércio pareciam em vantagem, suficiente até para que os protecionistas temessem o que chamavam de excessos da globalização. Veio a crise, e os dois lados acreditavam que, assim que ela fosse embora, retomariam a discussão do ponto em que haviam parado. Estavam errados. A crise, somada ao impressionante nível de agressividade e competência da China e de outros países asiáticos na conquista de mercados, mudou as perspectivas para o restante do século XXI. O mundo deverá se aproximar, nos próximos anos, não de um paraíso global das compras, mas sim de um campo minado de batalhas comerciais intermináveis. Bem-vindo à era da desglobalização.
Num cenário em que a crise e os países asiáticos mudam o jogo, as nações esquecem as negociações sobre abertura comercial e passam a defender seus mercados contra os estrangeiros. Como resultado, todos perdem. Nas batalhas comerciais, usa-se, hoje, um arsenal variado, que inclui subsídios diretos a empresas selecionadas; barreiras que atendem a supostos padrões ambientais mais elevados; e restrições às compras que os governos podem fazer. Ao todo, 122 medidas protecionistas foram adotadas pelos 20 maiores países do mundo entre outubro de 2010 e abril passado, em comparação com as 54 no período anterior.
Em um relatório publicado no primeiro semestre, a OMC concluiu que o alto desemprego nos países desenvolvidos fortalecerá os que defendem o fechamento dos mercados e o isolamento de produtos e trabalhadores estrangeiros. A desglobalização se torna um cenário assustador e cada vez mais plausível. Se estivermos mesmo nesse caminho, quais as consequências para o mundo?
CORONATO, M.; CÂNDIDO, K.; CORNACHIONE, D.
Revista Época. São Paulo: Abril. n. 697, 26 set. 2011.
p. 64-70. Adaptado.
A forma verbal destacada NÃO é impessoal em:
 

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2421168 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Petrobrás
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Texto I

O sonho do livre comércio acabou?

Era uma vez um mundo que negociava a abertura dos mercados. Ele ficou lá atrás, na década passada, e deu lugar à desglobalização

O cidadão brasileiro que gosta de desfrutar o que há de bom e barato na indústria mundial, de eletrônicos a vinhos, passando por roupas e calçados, talvez não tenha percebido, mas uma guerra se aproxima. Há séculos, ocorre um embate entre os interessados em abrir mercados – por meio do livre-comércio de bens e serviços entre países – e os interessados em fechá-los. Nas últimas décadas, os advogados do livre-comércio pareciam em vantagem, suficiente até para que os protecionistas temessem o que chamavam de excessos da globalização. Veio a crise, e os dois lados acreditavam que, assim que ela fosse embora, retomariam a discussão do ponto em que haviam parado. Estavam errados. A crise, somada ao impressionante nível de agressividade e competência da China e de outros países asiáticos na conquista de mercados, mudou as perspectivas para o restante do século XXI. O mundo deverá se aproximar, nos próximos anos, não de um paraíso global das compras, mas sim de um campo minado de batalhas comerciais intermináveis. Bem-vindo à era da desglobalização.

Num cenário em que a crise e os países asiáticos mudam o jogo, as nações esquecem as negociações sobre abertura comercial e passam a defender seus mercados contra os estrangeiros. Como resultado, todos perdem. Nas batalhas comerciais, usa-se, hoje, um arsenal variado, que inclui subsídios diretos a empresas selecionadas; barreiras que atendem a supostos padrões ambientais mais elevados; e restrições às compras que os governos podem fazer. Ao todo, 122 medidas protecionistas foram adotadas pelos 20 maiores países do mundo entre outubro de 2010 e abril passado, em comparação com as 54 no período anterior.

Em um relatório publicado no primeiro semestre, a OMC concluiu que o alto desemprego nos países desenvolvidos fortalecerá os que defendem o fechamento dos mercados e o isolamento de produtos e trabalhadores estrangeiros. A desglobalização se torna um cenário assustador e cada vez mais plausível. Se estivermos mesmo nesse caminho, quais as consequências para o mundo?

CORONATO, M.; CÂNDIDO, K.; CORNACHIONE, D.

Revista Época. São Paulo: Abril. n. 697, 26 set. 2011.

p. 64-70. Adaptado.

A palavra ou expressão em destaque está empregada de acordo com a norma-padrão em:

 

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2421167 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Petrobrás
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Texto I

O sonho do livre comércio acabou?

Era uma vez um mundo que negociava a abertura dos mercados. Ele ficou lá atrás, na década passada, e deu lugar à desglobalização

O cidadão brasileiro que gosta de desfrutar o que há de bom e barato na indústria mundial, de eletrônicos a vinhos, passando por roupas e calçados, talvez não tenha percebido, mas uma guerra se aproxima. Há séculos, ocorre um embate entre os interessados em abrir mercados – por meio do livre-comércio de bens e serviços entre países – e os interessados em fechá-los. Nas últimas décadas, os advogados do livre-comércio pareciam em vantagem, suficiente até para que os protecionistas temessem o que chamavam de excessos da globalização. Veio a crise, e os dois lados acreditavam que, assim que ela fosse embora, retomariam a discussão do ponto em que haviam parado. Estavam errados. A crise, somada ao impressionante nível de agressividade e competência da China e de outros países asiáticos na conquista de mercados, mudou as perspectivas para o restante do século XXI. O mundo deverá se aproximar, nos próximos anos, não de um paraíso global das compras, mas sim de um campo minado de batalhas comerciais intermináveis. Bem-vindo à era da desglobalização.

Num cenário em que a crise e os países asiáticos mudam o jogo, as nações esquecem as negociações sobre abertura comercial e passam a defender seus mercados contra os estrangeiros. Como resultado, todos perdem. Nas batalhas comerciais, usa-se, hoje, um arsenal variado, que inclui subsídios diretos a empresas selecionadas; barreiras que atendem a supostos padrões ambientais mais elevados; e restrições às compras que os governos podem fazer. Ao todo, 122 medidas protecionistas foram adotadas pelos 20 maiores países do mundo entre outubro de 2010 e abril passado, em comparação com as 54 no período anterior.

Em um relatório publicado no primeiro semestre, a OMC concluiu que o alto desemprego nos países desenvolvidos fortalecerá os que defendem o fechamento dos mercados e o isolamento de produtos e trabalhadores estrangeiros. A desglobalização se torna um cenário assustador e cada vez mais plausível. Se estivermos mesmo nesse caminho, quais as consequências para o mundo?

CORONATO, M.; CÂNDIDO, K.; CORNACHIONE, D.

Revista Época. São Paulo: Abril. n. 697, 26 set. 2011.

p. 64-70. Adaptado.

No Texto I, o termo destacado em “Nas últimas décadas, os advogados do livre-comércio pareciam em vantagem apresenta hífen de acordo com as regras ortográficas da Língua Portuguesa.

É necessário o emprego do hífen ao combinarmos os seguintes elementos:

 

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2421166 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Petrobrás
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Texto I
O sonho do livre comércio acabou?
Era uma vez um mundo que negociava a abertura dos mercados. Ele ficou lá atrás, na década passada, e deu lugar à desglobalização
O cidadão brasileiro que gosta de desfrutar o que há de bom e barato na indústria mundial, de eletrônicos a vinhos, passando por roupas e calçados, talvez não tenha percebido, mas uma guerra se aproxima. Há séculos, ocorre um embate entre os interessados em abrir mercados – por meio do livre-comércio de bens e serviços entre países – e os interessados em fechá-los. Nas últimas décadas, os advogados do livre-comércio pareciam em vantagem, suficiente até para que os protecionistas temessem o que chamavam de excessos da globalização. Veio a crise, e os dois lados acreditavam que, assim que ela fosse embora, retomariam a discussão do ponto em que haviam parado. Estavam errados. A crise, somada ao impressionante nível de agressividade e competência da China e de outros países asiáticos na conquista de mercados, mudou as perspectivas para o restante do século XXI. O mundo deverá se aproximar, nos próximos anos, não de um paraíso global das compras, mas sim de um campo minado de batalhas comerciais intermináveis. Bem-vindo à era da desglobalização.
Num cenário em que a crise e os países asiáticos mudam o jogo, as nações esquecem as negociações sobre abertura comercial e passam a defender seus mercados contra os estrangeiros. Como resultado, todos perdem. Nas batalhas comerciais, usa-se, hoje, um arsenal variado, que inclui subsídios diretos a empresas selecionadas; barreiras que atendem a supostos padrões ambientais mais elevados; e restrições às compras que os governos podem fazer. Ao todo, 122 medidas protecionistas foram adotadas pelos 20 maiores países do mundo entre outubro de 2010 e abril passado, em comparação com as 54 no período anterior.
Em um relatório publicado no primeiro semestre, a OMC concluiu que o alto desemprego nos países desenvolvidos fortalecerá os que defendem o fechamento dos mercados e o isolamento de produtos e trabalhadores estrangeiros. A desglobalização se torna um cenário assustador e cada vez mais plausível. Se estivermos mesmo nesse caminho, quais as consequências para o mundo?
CORONATO, M.; CÂNDIDO, K.; CORNACHIONE, D.
Revista Época. São Paulo: Abril. n. 697, 26 set. 2011.
p. 64-70. Adaptado.
A respeito da ocorrência da forma verbal em destaque na frase do Texto I “Veio a crise, e os dois lados acreditavam que, assim que ela fosse embora, retomariam a discussão do ponto em que haviam parado.” , considere as afirmações abaixo.
I – O verbo vir pode ser considerado um verbo irregular porque apresenta alterações na flexão e no radical.
II – O verbo vir serve de modelo para a conjugação de outros verbos, como intervir e convir.
III – O verbo vir, nesse trecho do Texto I, está flexionado na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo.
É correto o que se afirma em
 

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2421165 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Petrobrás
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Texto I
O sonho do livre comércio acabou?
Era uma vez um mundo que negociava a abertura dos mercados. Ele ficou lá atrás, na década passada, e deu lugar à desglobalização
O cidadão brasileiro que gosta de desfrutar o que há de bom e barato na indústria mundial, de eletrônicos a vinhos, passando por roupas e calçados, talvez não tenha percebido, mas uma guerra se aproxima. Há séculos, ocorre um embate entre os interessados em abrir mercados – por meio do livre-comércio de bens e serviços entre países – e os interessados em fechá-los. Nas últimas décadas, os advogados do livre-comércio pareciam em vantagem, suficiente até para que os protecionistas temessem o que chamavam de excessos da globalização. Veio a crise, e os dois lados acreditavam que, assim que ela fosse embora, retomariam a discussão do ponto em que haviam parado. Estavam errados. A crise, somada ao impressionante nível de agressividade e competência da China e de outros países asiáticos na conquista de mercados, mudou as perspectivas para o restante do século XXI. O mundo deverá se aproximar, nos próximos anos, não de um paraíso global das compras, mas sim de um campo minado de batalhas comerciais intermináveis. Bem-vindo à era da desglobalização.
Num cenário em que a crise e os países asiáticos mudam o jogo, as nações esquecem as negociações sobre abertura comercial e passam a defender seus mercados contra os estrangeiros. Como resultado, todos perdem. Nas batalhas comerciais, usa-se, hoje, um arsenal variado, que inclui subsídios diretos a empresas selecionadas; barreiras que atendem a supostos padrões ambientais mais elevados; e restrições às compras que os governos podem fazer. Ao todo, 122 medidas protecionistas foram adotadas pelos 20 maiores países do mundo entre outubro de 2010 e abril passado, em comparação com as 54 no período anterior.
Em um relatório publicado no primeiro semestre, a OMC concluiu que o alto desemprego nos países desenvolvidos fortalecerá os que defendem o fechamento dos mercados e o isolamento de produtos e trabalhadores estrangeiros. A desglobalização se torna um cenário assustador e cada vez mais plausível. Se estivermos mesmo nesse caminho, quais as consequências para o mundo?
CORONATO, M.; CÂNDIDO, K.; CORNACHIONE, D.
Revista Época. São Paulo: Abril. n. 697, 26 set. 2011.
p. 64-70. Adaptado.
O trecho do Texto I “A desglobalização se torna um cenário assustador e cada vez mais plausível. Se estivermos mesmo nesse caminho, quais as consequências para o mundo?” confirma a ideia, desenvolvida ao longo dos parágrafos, de que
 

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