Foram encontradas 120 questões.
Na sua escolha pelo método secular para estudar a Bíblia Hebraica, os críticos históricos não negam o caráter religioso inato da Bíblia, nem, na maioria dos casos, acreditavam que a Bíblia perdesse o seu significado religioso quando estudada criticamente. A pressuposição básica dos críticos históricos é que o aspecto religioso da vida, por mais sobrenatural que ele alegue ser nas suas versões judaicas e cristãs ortodoxas, é semelhante a todos os outros aspectos da vida ao ser histórico e evolucionário. Idéias e práticas religiosas surgem, obtêm predominância, mudam, combinam-se, interagem reciprocamente, declinam e morrem aos poucos. Como tudo o que é humano, os fenômenos religiosos têm a sua história.
N. Gottwald. Introdução socioliterária à Bíblia Hebraica. São Paulo: Paulinas, 1988, p. 23 (com adaptações).
Com base no texto acima, que trata da exegese bíblica e de sua história, julgue o item seguinte.
Os críticos históricos recusam o pressuposto de que a vida religiosa seja, por se declarar sobrenatural, diferente dos outros aspectos da vida humana.
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Com um desejo ardente de trazer a verdade à luz, as seguintes teses serão defendidas em Wittenberg sob a presidência do Rev. Frei Martinho Lutero, Mestre de Artes, Mestre de Sagrada Teologia e Professor oficial da mesma. Ele, portanto, pede que todos os que não puderem estar presentes e disputar com ele verbalmente, façam-no por escrito. Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
O texto acima contém o Prólogo das Teses de Lutero, afixadas no ano de 1517 à porta da igreja do castelo de Wittenberg. Julgue o item que se segue, relativo às referidas teses e à história da Reforma Protestante.
Lutero era um monge agostiniano.
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O sentido do antipelagianismo teológico foi distorcido, sendo confundido com determinismo filosófico. Os teólogos antipelagianos foram acusados de abandonar a liberdade humana e converter o homem em puro objeto entre objetos. Algumas vezes, sua linguagem (e até mesmo a de Paulo) se aproxima desse erro maniqueísta. E alguns teólogos, na verdade, nem mesmo podem ser defendidos contra tal acusação. Sua ênfase antipelagiana não conduz necessariamente a tendências maniqueístas, pois a doutrina da escravidão da vontade pressupõe a liberdade da vontade. Só aquilo que é essencialmente livre pode cair em escravidão existencial.
Paul Tillich. Perspectivas da teologia protestante nos séculos XIX e XX. São Paulo, ASTE, 1999, p. 305.
Julgue o item seguinte, relativo a questões hamartiológicas e soteriológicas, conforme as idéias acima expressas por Tillich.
A escravidão existencial do ser humano pressupõe o exercício de sua liberdade.
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Plínio, o Moço, legado de Trajano para o Ponto e a Bitínia, em 111 d.C., escreveu para o imperador Trajano a seguinte carta:
Eu lhes perguntava se eram cristãos; se confessavam que sim, repetia a pergunta mais duas vezes e acrescentava a ameaça da pena capital; se ainda perseveravam, ordenava que fossem executados. Qualquer que fosse a natureza de seu credo, eu pelo menos não tinha dúvidas que contumácia e obstinação inflexível mereciam castigo. Haviam outros também, tomados pela mesma insensatez, mas como eram cidadãos de Roma, ordenava que fossem conduzidos para lá.
Plínio, o Moço, Cartas, 10, 96
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o seguinte item, relativo às perseguições dos cristãos no Império Romano.
O imperador Diocleciano, que tomou o poder em 285 d.C., foi autor da última perseguição dos romanos contras os cristãos a partir do ano 303 d. C.
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A índole essencialmente comunitária da vida na aldeia parece atestada na forma das construções sinagogais que conhecemos do período pré-70, das quais a de Gamla é o exemplo por excelência. Suas fileiras de cadeiras em todos os lados implicam uma forma extrema de democracia.
Freyne. A Galiléia, Jesus e os evangelhos. Enfoques literários e investigações históricas. Loyola, São Paulo, 1996, p. 135.
Tendo do texto acima com referência inicial, julgue o item a seguir.
Jesus disse que iria destruir a sinagoga de Nazaré e reconstruí-la em três dias.
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O papel da Bíblia como cânon da igreja sugere que a primeira dialética para o intérprete das Escrituras é entre o cânone e a comunidade e não entre diversos textos sagrados, ou entre estes e a história do passado. A autoridade de toda regra depende de seu significado para a vida. Se uma autoridade se torna obsoleta, perde seu poder de informar e guiar. Se os textos sagrados não são adaptados à vida de modo a continuar interpretando as crises da comunidade, de maneira significativa, eles cessarão de funcionar como cânone.
R. W. Wall e Eugene Lemcio. The new testament as a canon: a reader in canonical criticism. JSNT 76. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1992, p. 192 (com adaptações).
Com base no texto acima, que trata do significado teológico do cânon bíblico, julgue o item subseqüente.
O cânon é uma regra eterna que independe de seu significado para a vida.
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Plínio, o Moço, legado de Trajano para o Ponto e a Bitínia, em 111 d.C., escreveu para o imperador Trajano a seguinte carta:
Eu lhes perguntava se eram cristãos; se confessavam que sim, repetia a pergunta mais duas vezes e acrescentava a ameaça da pena capital; se ainda perseveravam, ordenava que fossem executados. Qualquer que fosse a natureza de seu credo, eu pelo menos não tinha dúvidas que contumácia e obstinação inflexível mereciam castigo. Haviam outros também, tomados pela mesma insensatez, mas como eram cidadãos de Roma, ordenava que fossem conduzidos para lá.
Plínio, o Moço, Cartas, 10, 96
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o seguinte item, relativo às perseguições dos cristãos no Império Romano.
O julgamento e a morte dos cristãos eram realizados sem processo e de forma sumária, sem respeitar as leis do direito romano imperial.Provas
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O espírito é o servo e o enviado de Cristo. Eis um bom resumo da forma como a teologia ocidental delimitou a relação pneumatologia e cristologia. O Espírito como a confirmação subjetiva da revelação em Cristo (Barth) surge quase como um paradigma da teologia ocidental. A revelação de Deus, segundo Barth, dá-se de fora para dentro, não é resultado do esforço humano. Esta revelação é voltada, porém, para nós. Na relação com a cristologia, Barth parte do princípio que o Espírito Santo (...) não amplia o elemento cristológico, mas confirma o já dito e vivido. (...) Contrariando Barth e um grande número de teólogos ocidentais, [na visão pentecostal] o Espírito não é uma mera confirmação subjetiva da presumida objetividade da revelação de Deus em Cristo. Muitas vezes, vemos narrativas do Cristo bíblico apontando o Espírito como o responsável pela própria direção, execução e definição de conteúdo da missão. Poderíamos dizer que Jesus é uma confirmação localizada, específica, sui generis da manifestação mais ampla de Deus como Espírito que tudo transfunde e recria.
Antonio Carlos de Melo Magalhães. O pentecostalismo e o pensamento teológico atual: reflexões sobre pneumatologia e experiência na reflexão teológica. In: Estudos de Religião, 15, 1991, p. 74-6 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, relativo a questões de teologia sistemática, conforme a contraposição de duas visões teológicas proposta pelo texto acima.
Segundo Barth, a revelação em Cristo é confirmada pelo Espírito.
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O espírito é o servo e o enviado de Cristo. Eis um bom resumo da forma como a teologia ocidental delimitou a relação pneumatologia e cristologia. O Espírito como a confirmação subjetiva da revelação em Cristo (Barth) surge quase como um paradigma da teologia ocidental. A revelação de Deus, segundo Barth, dá-se de fora para dentro, não é resultado do esforço humano. Esta revelação é voltada, porém, para nós. Na relação com a cristologia, Barth parte do princípio que o Espírito Santo (...) não amplia o elemento cristológico, mas confirma o já dito e vivido. (...) Contrariando Barth e um grande número de teólogos ocidentais, [na visão pentecostal] o Espírito não é uma mera confirmação subjetiva da presumida objetividade da revelação de Deus em Cristo. Muitas vezes, vemos narrativas do Cristo bíblico apontando o Espírito como o responsável pela própria direção, execução e definição de conteúdo da missão. Poderíamos dizer que Jesus é uma confirmação localizada, específica, sui generis da manifestação mais ampla de Deus como Espírito que tudo transfunde e recria.
Antonio Carlos de Melo Magalhães. O pentecostalismo e o pensamento teológico atual: reflexões sobre pneumatologia e experiência na reflexão teológica. In: Estudos de Religião, 15, 1991, p. 74-6 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, relativo a questões de teologia sistemática, conforme a contraposição de duas visões teológicas proposta pelo texto acima.
Segundo Barth, a revelação em Cristo é resultado do esforço humano.
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Paulo foi o segundo mais importante personagem das origens cristãs. Se excluirmos o próprio Jesus, ou se pensarmos de modo estritamente literário, ele é, então, o primeiro e nos deixou um legado inigualável. Suas epístolas tidas como autênticas constituem a produção literária mais extensa aceita pela esmagadora maioria como de um só autor e uma fonte em primeira mão ligada às origens das comunidades cristãs.
Paulo Nogueira. Religião de visionários: apocalíptica e misticismo no cristianismo primitivo. São Paulo: Loyola, 2005, p. 168 (com adaptações).
Com relação ao texto acima e a informações históricas e literárias sobre Paulo, julgue o item que se segue.
Todas as cartas paulinas do Novo Testamento são autênticas, isto é, são atribuídas, pelos historiadores da literatura cristã primitiva, à autoria do próprio Paulo.
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