Foram encontradas 50 questões.
Homem de 70 anos, hipertenso e diabético, apresenta há 2 horas quadro agudo de déficit sensitivo e motor em hemicorpo esquerdo, além de disartria leve. O exame clínico inicial mostra PA = 180 × 100 mmHg e glicemia capilar de 180 mg/dL. A conduta correta é:
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Com relação às alterações de estado de consciência é correto afirmar que:
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Com relação à narcolepsia, é correto afirmar que
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Lugar das almas
Li este texto outro dia, quando especulava um interessante site da Internet:
“Meu pai, que gosta de se considerar um sujeito objetivo e pragmático, usa o termo poeta como uma espécie de xingamento. “Fulano é um poeta”, ele diz, querendo dizer “fulano é um irresponsável, um incompetente, vive fora da realidade”. A verdade é que, como já disse o grande escritor argentino Jorge Luis Borges, em tom de blague, a gente é obrigado a se relacionar com poetas – ou até mesmo com gente pior.
E no entanto meu pai tem, sim, e muito mal disfarçada, uma veia poética que sangra regularmente. Ele lê furiosamente, curte palavras charmosas e inteiramente fora de moda, faz questão de escolher expressões evocativas e nostálgicas para se referir aos objetos mais comuns. “Bacia das almas” é o nome que ele deu a uma bacia de alumínio do seu galpão de ferramentas, à qual remete todas as porcas, arruelas e para fusos para os quais não vê aplicação imediata. É na “Bacia das almas” que vão repousar, talvez para sempre, os objetos rejeitados, tortos, gastos, empenados, os que não se encaixam; é lá que viverão eles na improvável esperança de se tornarem úteis novamente, ou, quem sabe, pela primeira vez.”
Lembrei-me, enquanto lia esse texto tão sugestivo, de que o poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu há muito tempo um livro chamado Brejo das Almas – nome que ele tomou emprestado de uma cidadezinha mineira. É um livro melancólico, e o título espelha bem o estado de ânimo em que se encontrava ele quando escreveu aqueles poemas. Como se vê, assim como acontece com parafusos tortos e outras tranqueiras inúteis, também conosco parece às vezes não haver outro remédio senão irmos parar numa bacia de alumínio, onde jogamos nossas almas, ou num brejo, onde elas podem atolar.
(Belisário de Lima Tenório)
“Bacia das almas” é o nome que ele deu a uma bacia de alumínio, à qual remete tudo aquilo que não tem aplicação imediata.
A frase acima permanecerá formalmente correta caso se substituam os elementos sublinhados, respectivamente, por:
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São consideradas sinucleínopatias:
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A memória
A memória, por vezes, é uma maldição. Meu querido amigo Amilcar Herrera me confessou: “Eu desejaria, um dia, acordar havendo me esquecido do meu nome...” Não entendi. Esquecer o próprio nome deve ser uma experiência muito estranha. Aí ele explicou: “Quando eu me levanto e sei que meu nome é Amilcar Herrera, sei também tudo o que se espera de mim. O meu nome diz o que devo ser, o que devo pensar, o que devo falar. Meu nome é uma gaiola em que estou preso. Mas se, ao acordar, eu tiver me esquecido do meu nome, terei me esquecido também de tudo que se espera de mim. Se nada se espera de mim, estou livre para ser aquilo que nunca fui. Começarei a viver minha vida a partir de mim mesmo, e não a partir do nome que me deram e pelo qual sou conhecido.”
Entendi na hora e fiz ligação com algo que o poeta Alberto Caeiro escreveu: “Procuro despir-me do que aprendi, procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, desencaixotar minhas emoções verdadeiras, desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro, mas um animal humano que a natureza produziu”.
(Adaptado de Rubem Alves, Quarto de badulaques)
Está correta a articulação entre os tempos e modos verbais na frase:
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Lugar das almas
Li este texto outro dia, quando especulava um interessante site da Internet:
“Meu pai, que gosta de se considerar um sujeito objetivo e pragmático, usa o termo poeta como uma espécie de xingamento. “Fulano é um poeta”, ele diz, querendo dizer “fulano é um irresponsável, um incompetente, vive fora da realidade”. A verdade é que, como já disse o grande escritor argentino Jorge Luis Borges, em tom de blague, a gente é obrigado a se relacionar com poetas – ou até mesmo com gente pior.
E no entanto meu pai tem, sim, e muito mal disfarçada, uma veia poética que sangra regularmente. Ele lê furiosamente, curte palavras charmosas e inteiramente fora de moda, faz questão de escolher expressões evocativas e nostálgicas para se referir aos objetos mais comuns. “Bacia das almas” é o nome que ele deu a uma bacia de alumínio do seu galpão de ferramentas, à qual remete todas as porcas, arruelas e para fusos para os quais não vê aplicação imediata. É na “Bacia das almas” que vão repousar, talvez para sempre, os objetos rejeitados, tortos, gastos, empenados, os que não se encaixam; é lá que viverão eles na improvável esperança de se tornarem úteis novamente, ou, quem sabe, pela primeira vez.”
Lembrei-me, enquanto lia esse texto tão sugestivo, de que o poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu há muito tempo um livro chamado Brejo das Almas – nome que ele tomou emprestado de uma cidadezinha mineira. É um livro melancólico, e o título espelha bem o estado de ânimo em que se encontrava ele quando escreveu aqueles poemas. Como se vê, assim como acontece com parafusos tortos e outras tranqueiras inúteis, também conosco parece às vezes não haver outro remédio senão irmos parar numa bacia de alumínio, onde jogamos nossas almas, ou num brejo, onde elas podem atolar.
(Belisário de Lima Tenório)
Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão ou frase do texto em:
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Mulher de 65 anos apresenta há 1 ano quadro recorrente de vertigens ao mover a cabeça e se virar na cama, de cerca de 1 minuto de duração e resolução espontânea. O exame neurológico é normal a não ser por intenso nistagmo horizonto-rotatório batendo para a esquerda ao deitar-se com a cabeça pendendo para trás e para a esquerda. O diagnóstico mais provável é
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Frente a um paciente com síndrome rígido-acinética, sugerem parkinsonismo atípico:
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Homem de 45 anos apresentou há 4 dias hemorragia subaracnóide secundária a aneurisma de cerebral média esquerda, clipado sem intercorrências no primeiro dia. Hoje evoluiu com sonolência e déficit de força em hemicorpo à direita. Tomografia computadorizada de crânio mostra-se inalterada em relação ao exame no pós-operatório imediato. Não há alterações metabólicas e doppler transcraniano mostra aumento da velocidade de fluxo na artéria cerebral média esquerda e índice de Lindergard maior que 6. A piora do quadro neurológico é
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