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Foram encontradas 60 questões.

1508893 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: EDUSERV
Orgão: Pref. Aiuaba-CE
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Texto para responder às questões de 9 a 13.


Por que quando rimos demais começamos a chorar?


1 Existem duas explicações para aquela lágrima

2 escorrer após uma boa gargalhada. A primeira é

3 emocional: choramos porque estamos alegres. Ao

4 soltar uma gargalhada daquelas, desencadeamos

5 uma reação no sistema límbico, região do cérebro

6 que controla as emoções.

7 A outra explicação é fisiológica. Algumas pessoas

8 têm no rosto uma distribuição incomum dos nervos.

9 Por causa disso, quando abrem a boca para rir (ou

10 o para bocejar), o conjunto de nervos que

11 liga a mandíbula às glândulas salivares acaba

12 estimulando a glândula lacrimal.

13 O hipotálamo é uma das regiões cerebrais que

14 compõem o sistema límbico. Ao detectar a emoção

15 de alegria, ele ordena a produção da acetilcolina,

16 um neurotransmissor que viaja pelo sistema

17 nervoso parassimpático, conectado à glândula

18 lacrimal.

19 Isso acontece porque tanto os nervos quanto as

20 glândulas lacrimais estão conectados ao sistema

21 nervoso parassimpático, parte do sistema nervoso

22 que estimula atividades relaxantes em glândulas e

23 músculos.

24 Os dois fenômenos podem ocorrer tanto sozinhos

25 como em conjunto. Nos dois casos, a glândula

26 lacrimal recebe os impulsos do sistema nervoso e

27 entra em ação, produzindo lágrimas que se

28 acumulam no lago lacrimal, até que transbordam,

29 fazendo a gente chorar.

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/por-que-quandorimos-demais-comecamos-a-chorar/ Acesso em: 10 de agosto de 2019 às 11h05min

De acordo com a função da linguagem, esse texto

 

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1508892 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: EDUSERV
Orgão: Pref. Aiuaba-CE
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Texto para responder às questões de 9 a 13.


Por que quando rimos demais começamos a chorar?


1 Existem duas explicações para aquela lágrima

2 escorrer após uma boa gargalhada. A primeira é

3 emocional: choramos porque estamos alegres. Ao

4 soltar uma gargalhada daquelas, desencadeamos

5 uma reação no sistema límbico, região do cérebro

6 que controla as emoções.

7 A outra explicação é fisiológica. Algumas pessoas

8 têm no rosto uma distribuição incomum dos nervos.

9 Por causa disso, quando abrem a boca para rir (ou

10 o para bocejar), o conjunto de nervos que

11 liga a mandíbula às glândulas salivares acaba

12 estimulando a glândula lacrimal.

13 O hipotálamo é uma das regiões cerebrais que

14 compõem o sistema límbico. Ao detectar a emoção

15 de alegria, ele ordena a produção da acetilcolina,

16 um neurotransmissor que viaja pelo sistema

17 nervoso parassimpático, conectado à glândula

18 lacrimal.

19 Isso acontece porque tanto os nervos quanto as

20 glândulas lacrimais estão conectados ao sistema

21 nervoso parassimpático, parte do sistema nervoso

22 que estimula atividades relaxantes em glândulas e

23 músculos.

24 Os dois fenômenos podem ocorrer tanto sozinhos

25 como em conjunto. Nos dois casos, a glândula

26 lacrimal recebe os impulsos do sistema nervoso e

27 entra em ação, produzindo lágrimas que se

28 acumulam no lago lacrimal, até que transbordam,

29 fazendo a gente chorar.

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/por-que-quandorimos-demais-comecamos-a-chorar/ Acesso em: 10 de agosto de 2019 às 11h05min

A linguagem utilizada nesse texto é

 

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1508891 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: EDUSERV
Orgão: Pref. Aiuaba-CE
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Texto para responder às questões de 9 a 13.


Por que quando rimos demais começamos a chorar?


1 Existem duas explicações para aquela lágrima

2 escorrer após uma boa gargalhada. A primeira é

3 emocional: choramos porque estamos alegres. Ao

4 soltar uma gargalhada daquelas, desencadeamos

5 uma reação no sistema límbico, região do cérebro

6 que controla as emoções.

7 A outra explicação é fisiológica. Algumas pessoas

8 têm no rosto uma distribuição incomum dos nervos.

9 Por causa disso, quando abrem a boca para rir (ou

10 o para bocejar), o conjunto de nervos que

11 liga a mandíbula às glândulas salivares acaba

12 estimulando a glândula lacrimal.

13 O hipotálamo é uma das regiões cerebrais que

14 compõem o sistema límbico. Ao detectar a emoção

15 de alegria, ele ordena a produção da acetilcolina,

16 um neurotransmissor que viaja pelo sistema

17 nervoso parassimpático, conectado à glândula

18 lacrimal.

19 Isso acontece porque tanto os nervos quanto as

20 glândulas lacrimais estão conectados ao sistema

21 nervoso parassimpático, parte do sistema nervoso

22 que estimula atividades relaxantes em glândulas e

23 músculos.

24 Os dois fenômenos podem ocorrer tanto sozinhos

25 como em conjunto. Nos dois casos, a glândula

26 lacrimal recebe os impulsos do sistema nervoso e

27 entra em ação, produzindo lágrimas que se

28 acumulam no lago lacrimal, até que transbordam,

29 fazendo a gente chorar.

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/por-que-quandorimos-demais-comecamos-a-chorar/ Acesso em: 10 de agosto de 2019 às 11h05min

Esse texto tem a finalidade de

 

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1508890 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: EDUSERV
Orgão: Pref. Aiuaba-CE
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Texto para responder às questões de 1 a 7.

Cobrança

Moacyr Scliar


1 Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa,

2 caminhando de um lado para outro. Carregava um

3 cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos

4 passantes: "Aqui mora uma devedora

5 inadimplente".

6 ― Você não pode fazer isso comigo ― protestou

7 ela.

8 ― Claro que posso ― replicou ele. ― Você

9 comprou, não pagou. Você é uma devedora

10 inadimplente. E eu sou cobrador. Por diversas

11 vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.

12 ― Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta

13crise...

14 ― Já sei ― ironizou ele. ― Você vai me dizer que

15 por causa daquele ataque lá em Nova York seus

16 negócios ficaram prejudicados. Problema seu,

17 ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar.

18 E é o que estou fazendo.

19 ― Mas você podia fazer isso de uma forma mais

20 discreta...

21 ― Negativo. Já usei todas as formas discretas que

22 podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada.

23 Você fazia de conta que nada tinha a ver com o

24 assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que

25 não me restou outro recurso: vou ficar aqui,

26 carregando este cartaz, até você saldar sua dívida.

27 Neste momento começou a chuviscar.

28 ― Você vai se molhar ― advertiu ela. ― Vai acabar

29 ficando doente. Ele riu, amargo:

30 ― E daí? Se você está preocupada com minha

31 saúde, pague o que deve.

32 ― Posso lhe dar um guarda-chuva...

33 ― Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um

34 guarda-chuva. Ela agora estava irritada:

35 ― Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro.

36 Afinal, você é meu marido, você mora aqui.

37 ― Sou seu marido ― retrucou ele ― e você é

38 minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e

39 você é devedora. Eu avisei: não compre essa

40 geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as

41 prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora

42 o pessoal lá da empresa de cobrança quer o

43 dinheiro. O que quer você que eu faça? Que perca

44 meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até

45 você cumprir sua obrigação.

46 Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição

47 tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava:

48 continuava andando de um lado para outro, diante

49 da casa, carregando o seu cartaz.


O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001.

Na oração “Chovia mais forte, agora”.(linha 46), temos

 

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1508889 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: EDUSERV
Orgão: Pref. Aiuaba-CE
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Texto para responder às questões de 1 a 7.

Cobrança

Moacyr Scliar


1 Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa,

2 caminhando de um lado para outro. Carregava um

3 cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos

4 passantes: "Aqui mora uma devedora

5 inadimplente".

6 ― Você não pode fazer isso comigo ― protestou

7 ela.

8 ― Claro que posso ― replicou ele. ― Você

9 comprou, não pagou. Você é uma devedora

10 inadimplente. E eu sou cobrador. Por diversas

11 vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.

12 ― Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta

13crise...

14 ― Já sei ― ironizou ele. ― Você vai me dizer que

15 por causa daquele ataque lá em Nova York seus

16 negócios ficaram prejudicados. Problema seu,

17 ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar.

18 E é o que estou fazendo.

19 ― Mas você podia fazer isso de uma forma mais

20 discreta...

21 ― Negativo. Já usei todas as formas discretas que

22 podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada.

23 Você fazia de conta que nada tinha a ver com o

24 assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que

25 não me restou outro recurso: vou ficar aqui,

26 carregando este cartaz, até você saldar sua dívida.

27 Neste momento começou a chuviscar.

28 ― Você vai se molhar ― advertiu ela. ― Vai acabar

29 ficando doente. Ele riu, amargo:

30 ― E daí? Se você está preocupada com minha

31 saúde, pague o que deve.

32 ― Posso lhe dar um guarda-chuva...

33 ― Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um

34 guarda-chuva. Ela agora estava irritada:

35 ― Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro.

36 Afinal, você é meu marido, você mora aqui.

37 ― Sou seu marido ― retrucou ele ― e você é

38 minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e

39 você é devedora. Eu avisei: não compre essa

40 geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as

41 prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora

42 o pessoal lá da empresa de cobrança quer o

43 dinheiro. O que quer você que eu faça? Que perca

44 meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até

45 você cumprir sua obrigação.

46 Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição

47 tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava:

48 continuava andando de um lado para outro, diante

49 da casa, carregando o seu cartaz.


O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001.

Marque a opção que apresenta a mesma relação de sentido que é estabelecida na oração “Não paguei porque não tenho dinheiro” (linha 12).

 

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1508888 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: EDUSERV
Orgão: Pref. Aiuaba-CE
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Texto para responder às questões de 1 a 7.

Cobrança

Moacyr Scliar


1 Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa,

2 caminhando de um lado para outro. Carregava um

3 cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos

4 passantes: "Aqui mora uma devedora

5 inadimplente".

6 ― Você não pode fazer isso comigo ― protestou

7 ela.

8 ― Claro que posso ― replicou ele. ― Você

9 comprou, não pagou. Você é uma devedora

10 inadimplente. E eu sou cobrador. Por diversas

11 vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.

12 ― Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta

13crise...

14 ― Já sei ― ironizou ele. ― Você vai me dizer que

15 por causa daquele ataque lá em Nova York seus

16 negócios ficaram prejudicados. Problema seu,

17 ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar.

18 E é o que estou fazendo.

19 ― Mas você podia fazer isso de uma forma mais

20 discreta...

21 ― Negativo. Já usei todas as formas discretas que

22 podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada.

23 Você fazia de conta que nada tinha a ver com o

24 assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que

25 não me restou outro recurso: vou ficar aqui,

26 carregando este cartaz, até você saldar sua dívida.

27 Neste momento começou a chuviscar.

28 ― Você vai se molhar ― advertiu ela. ― Vai acabar

29 ficando doente. Ele riu, amargo:

30 ― E daí? Se você está preocupada com minha

31 saúde, pague o que deve.

32 ― Posso lhe dar um guarda-chuva...

33 ― Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um

34 guarda-chuva. Ela agora estava irritada:

35 ― Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro.

36 Afinal, você é meu marido, você mora aqui.

37 ― Sou seu marido ― retrucou ele ― e você é

38 minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e

39 você é devedora. Eu avisei: não compre essa

40 geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as

41 prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora

42 o pessoal lá da empresa de cobrança quer o

43 dinheiro. O que quer você que eu faça? Que perca

44 meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até

45 você cumprir sua obrigação.

46 Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição

47 tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava:

48 continuava andando de um lado para outro, diante

49 da casa, carregando o seu cartaz.


O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001.

Marque a alternativa em que a palavra faz o plural de acordo com a regra do plural da palavra “guarda-chuva”(linha 32).

 

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1508887 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: EDUSERV
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Texto para responder às questões de 1 a 7.

Cobrança

Moacyr Scliar


1 Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa,

2 caminhando de um lado para outro. Carregava um

3 cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos

4 passantes: "Aqui mora uma devedora

5 inadimplente".

6 ― Você não pode fazer isso comigo ― protestou

7 ela.

8 ― Claro que posso ― replicou ele. ― Você

9 comprou, não pagou. Você é uma devedora

10 inadimplente. E eu sou cobrador. Por diversas

11 vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.

12 ― Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta

13crise...

14 ― Já sei ― ironizou ele. ― Você vai me dizer que

15 por causa daquele ataque lá em Nova York seus

16 negócios ficaram prejudicados. Problema seu,

17 ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar.

18 E é o que estou fazendo.

19 ― Mas você podia fazer isso de uma forma mais

20 discreta...

21 ― Negativo. Já usei todas as formas discretas que

22 podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada.

23 Você fazia de conta que nada tinha a ver com o

24 assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que

25 não me restou outro recurso: vou ficar aqui,

26 carregando este cartaz, até você saldar sua dívida.

27 Neste momento começou a chuviscar.

28 ― Você vai se molhar ― advertiu ela. ― Vai acabar

29 ficando doente. Ele riu, amargo:

30 ― E daí? Se você está preocupada com minha

31 saúde, pague o que deve.

32 ― Posso lhe dar um guarda-chuva...

33 ― Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um

34 guarda-chuva. Ela agora estava irritada:

35 ― Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro.

36 Afinal, você é meu marido, você mora aqui.

37 ― Sou seu marido ― retrucou ele ― e você é

38 minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e

39 você é devedora. Eu avisei: não compre essa

40 geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as

41 prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora

42 o pessoal lá da empresa de cobrança quer o

43 dinheiro. O que quer você que eu faça? Que perca

44 meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até

45 você cumprir sua obrigação.

46 Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição

47 tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava:

48 continuava andando de um lado para outro, diante

49 da casa, carregando o seu cartaz.


O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001.

De acordo com o texto, marque a alternativa CORRETA.

 

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1508886 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: EDUSERV
Orgão: Pref. Aiuaba-CE
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Texto para responder às questões de 1 a 7.

Cobrança

Moacyr Scliar


1 Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa,

2 caminhando de um lado para outro. Carregava um

3 cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos

4 passantes: "Aqui mora uma devedora

5 inadimplente".

6 ― Você não pode fazer isso comigo ― protestou

7 ela.

8 ― Claro que posso ― replicou ele. ― Você

9 comprou, não pagou. Você é uma devedora

10 inadimplente. E eu sou cobrador. Por diversas

11 vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.

12 ― Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta

13crise...

14 ― Já sei ― ironizou ele. ― Você vai me dizer que

15 por causa daquele ataque lá em Nova York seus

16 negócios ficaram prejudicados. Problema seu,

17 ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar.

18 E é o que estou fazendo.

19 ― Mas você podia fazer isso de uma forma mais

20 discreta...

21 ― Negativo. Já usei todas as formas discretas que

22 podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada.

23 Você fazia de conta que nada tinha a ver com o

24 assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que

25 não me restou outro recurso: vou ficar aqui,

26 carregando este cartaz, até você saldar sua dívida.

27 Neste momento começou a chuviscar.

28 ― Você vai se molhar ― advertiu ela. ― Vai acabar

29 ficando doente. Ele riu, amargo:

30 ― E daí? Se você está preocupada com minha

31 saúde, pague o que deve.

32 ― Posso lhe dar um guarda-chuva...

33 ― Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um

34 guarda-chuva. Ela agora estava irritada:

35 ― Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro.

36 Afinal, você é meu marido, você mora aqui.

37 ― Sou seu marido ― retrucou ele ― e você é

38 minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e

39 você é devedora. Eu avisei: não compre essa

40 geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as

41 prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora

42 o pessoal lá da empresa de cobrança quer o

43 dinheiro. O que quer você que eu faça? Que perca

44 meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até

45 você cumprir sua obrigação.

46 Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição

47 tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava:

48 continuava andando de um lado para outro, diante

49 da casa, carregando o seu cartaz.


O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001.

De acordo com o texto “Cobrança”, o autor

 

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Questão presente nas seguintes provas
1508885 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: EDUSERV
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Texto para responder às questões de 1 a 7.

Cobrança

Moacyr Scliar


1 Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa,

2 caminhando de um lado para outro. Carregava um

3 cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos

4 passantes: "Aqui mora uma devedora

5 inadimplente".

6 ― Você não pode fazer isso comigo ― protestou

7 ela.

8 ― Claro que posso ― replicou ele. ― Você

9 comprou, não pagou. Você é uma devedora

10 inadimplente. E eu sou cobrador. Por diversas

11 vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.

12 ― Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta

13crise...

14 ― Já sei ― ironizou ele. ― Você vai me dizer que

15 por causa daquele ataque lá em Nova York seus

16 negócios ficaram prejudicados. Problema seu,

17 ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar.

18 E é o que estou fazendo.

19 ― Mas você podia fazer isso de uma forma mais

20 discreta...

21 ― Negativo. Já usei todas as formas discretas que

22 podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada.

23 Você fazia de conta que nada tinha a ver com o

24 assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que

25 não me restou outro recurso: vou ficar aqui,

26 carregando este cartaz, até você saldar sua dívida.

27 Neste momento começou a chuviscar.

28 ― Você vai se molhar ― advertiu ela. ― Vai acabar

29 ficando doente. Ele riu, amargo:

30 ― E daí? Se você está preocupada com minha

31 saúde, pague o que deve.

32 ― Posso lhe dar um guarda-chuva...

33 ― Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um

34 guarda-chuva. Ela agora estava irritada:

35 ― Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro.

36 Afinal, você é meu marido, você mora aqui.

37 ― Sou seu marido ― retrucou ele ― e você é

38 minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e

39 você é devedora. Eu avisei: não compre essa

40 geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as

41 prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora

42 o pessoal lá da empresa de cobrança quer o

43 dinheiro. O que quer você que eu faça? Que perca

44 meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até

45 você cumprir sua obrigação.

46 Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição

47 tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava:

48 continuava andando de um lado para outro, diante

49 da casa, carregando o seu cartaz.


O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001.

Esse texto está escrito em um tom

 

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Questão presente nas seguintes provas
1508884 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: EDUSERV
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Texto para responder às questões de 1 a 7.

Cobrança

Moacyr Scliar


1 Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa,

2 caminhando de um lado para outro. Carregava um

3 cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos

4 passantes: "Aqui mora uma devedora

5 inadimplente".

6 ― Você não pode fazer isso comigo ― protestou

7 ela.

8 ― Claro que posso ― replicou ele. ― Você

9 comprou, não pagou. Você é uma devedora

10 inadimplente. E eu sou cobrador. Por diversas

11 vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.

12 ― Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta

13crise...

14 ― Já sei ― ironizou ele. ― Você vai me dizer que

15 por causa daquele ataque lá em Nova York seus

16 negócios ficaram prejudicados. Problema seu,

17 ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar.

18 E é o que estou fazendo.

19 ― Mas você podia fazer isso de uma forma mais

20 discreta...

21 ― Negativo. Já usei todas as formas discretas que

22 podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada.

23 Você fazia de conta que nada tinha a ver com o

24 assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que

25 não me restou outro recurso: vou ficar aqui,

26 carregando este cartaz, até você saldar sua dívida.

27 Neste momento começou a chuviscar.

28 ― Você vai se molhar ― advertiu ela. ― Vai acabar

29 ficando doente. Ele riu, amargo:

30 ― E daí? Se você está preocupada com minha

31 saúde, pague o que deve.

32 ― Posso lhe dar um guarda-chuva...

33 ― Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um

34 guarda-chuva. Ela agora estava irritada:

35 ― Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro.

36 Afinal, você é meu marido, você mora aqui.

37 ― Sou seu marido ― retrucou ele ― e você é

38 minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e

39 você é devedora. Eu avisei: não compre essa

40 geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as

41 prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora

42 o pessoal lá da empresa de cobrança quer o

43 dinheiro. O que quer você que eu faça? Que perca

44 meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até

45 você cumprir sua obrigação.

46 Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição

47 tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava:

48 continuava andando de um lado para outro, diante

49 da casa, carregando o seu cartaz.


O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001.

Esse texto, de acordo com o gênero textual, é um(a)

 

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