Foram encontradas 85 questões.
Atenção! Leia atentamente o texto abaixo e responda às questões de 01 a 09
TEXTO 1
Quem cuida das cuidadoras?
Os desafios da invisibilização dos trabalhos das mulheres
Ao comentar o tema da redação do ENEM, especialistas apontam a falta de reconhecimento do trabalho
das mulheres fora do ambiente profissional
O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 não só levantou reflexões em quem fez a prova no último domingo (5/11), mas também diversos setores da sociedade brasileira. A proposta era falar sobre os "desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”.
Segundo um relatório de 2020 da ONG Oxfam, intitulado “Tempo de cuidar”, enfermeiras, faxineiras, trabalhadoras domésticas e cuidadoras são em geral mal pagas, têm poucos benefícios e trabalham em horários irregulares, além de sofrerem problemas físicos e emocionais.
Três quartos de todo o trabalho de cuidado não remunerado do mundo é feito por mulheres, ainda de acordo com o levantamento, sendo que 42% não conseguem um emprego porque são responsáveis por todo o trabalho de cuidado, enquanto para os homens essa proporção é de apenas 6%.
TRABALHO INVISÍVEL
Para Lina Nakata, estudiosa da pesquisa FIA Employee Experience (FEEx), a escolha do tema neste momento é muito importante. "Vivemos em mundo com inequidade de gênero. As mulheres convivem com uma sobrecarga maior de trabalho, seja remunerado ou não-remunerado. Na América Latina, um terço de todo o trabalho feminino é remunerado, dois terços não são. Para os homens, essa proporção é oposta. Dessa forma, entendemos que não apenas o trabalho da mulher está invisível, mas também sem nenhum reconhecimento", afirma.
De acordo com o Fórum Econômico Mundial, levaria mais de 130 anos para equiparação de gênero no Brasil, o que traz prejuízos para o crescimento econômico do país.
"Um dos motivos para esse gap é que o trabalho doméstico e o cuidado de pessoas da família ficam essencialmente para as mulheres e não é remunerado, tornando-o invisível em uma sociedade capitalista", explica Dani Junco, CEO da B2Mamy, comunidade que conecta mães e mulheres ao ecossistema tornando-as líderes por meio de educação, empregabilidade e pertencimento.
Além de terem seus papéis de cuidadoras invisibilizados, muitas mulheres enfrentam dupla jornada, equilibrando vida profissional e maternidade. Trata-se de um grande desafio, enraizado histórica e culturalmente na ideia de que o trabalho doméstico é dever da mulher. "Não só temos visto esses papéis sendo estabelecidos dessa forma pela sociedade como ainda vemos tudo isso reforçado por estereótipos", diz Lina.
"Esse papel da mulher é múltiplo e gigantesco quando falamos de cuidado. É muito clara, por exemplo, a diferença entre o papel de uma mãe e o de um pai, na maior parte das vezes. Nove em 10 vezes, quando os pais estão mais velhos e precisam de ajuda, é a mulher, representada pela filha, que vai dar esse suporte, também gerando essa inequidade", afirma a pesquisadora.
Para Dani, o machismo estrutural faz com que essa dupla jornada sobrecarregue a mulher e prejudique o crescimento na carreira e, muitas vezes, a geração de renda. "Temos mais de 20 milhões de mães solo no país, onde os pais não assumem a sua paternidade. De acordo com o IBGE, em mais de 80% das casas só as mulheres têm a tarefa de cuidar das crianças e da casa."
[...] (Fonte: https://fastcompanybrasil.com/news/quem-cuida-das-cuidadoras-os-desafios-da-invisibilizacao-dos-trabalhos-das-mulheres/)
A finalidade do texto “Quem cuida das cuidadoras?” é
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A taquicardia sinusal caracteriza-se por aceleração da frequência dos disparos do nodo SA, acima da sua frequência de disparo normal. Em relação as intervenções na taquicardia sinusal, analise e marque a alternativa correta.
I. Como a taquicardia sinusal pode causar danos ao músculo cardíaco, deve-se avaliar o cliente para detectar sinais e sintomas de angina.
II. Assegurar um ambiente tranquilo ao seu cliente. Ajude a reduzir o medo e a ansiedade, que podem agravar a arritmia informar sobre os procedimentos e os tratamentos. Inclua técnicas de relaxamento nas orientações.
III. verifique se há sinais e sintomas de insuficiência cardíaca, inclusive estertores, 2ª bulha cardíaca (B2) e distensão das veias jugulares.
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- EscritórioMicrosoft OfficePowerpointVersões do PowerpointMicrosoft PowerPoint 2016 e 365Powerpoint 2016
Tendo por referência o Microsoft PowerPoint 2016 em sua configuração padrão PT-BR, um usuário que deseja incluir um novo slide a uma apresentação, deve procurar esta ferramenta em qual Guia?
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Atenção! Leia atentamente o texto abaixo e responda às questões de 01 a 05
Para quê tanta saúde?
Publicado em 11/09/2023
Paulo Pestana Crônica
Foram meses de negociação, mas o amigo cedeu: aceitou ir à nutróloga. É preciso dizer que ele se esqueceu de ler letras miúdas do acordo com a esposa, porque nem sabia que existia essa profissão. Se soubesse que nutrólogos são médicos que avaliam o comportamento alimentar do cristão, provavelmente a negociação teria sido mais dura.
Esse amigo é adepto radical da culinária do excesso. Sarapatel de entrada, um caldinho de mocotó para esquentar o que a cerveja esfria, e um prato principal que, se não for sexta-feira, dia de feijoada, pode ser um cozido nordestino, uma buchada ou qualquer dessas ignorâncias, dieta que explica a protuberância do abdômen.
Outro erro: foi acompanhado da mulher, que queria ouvir tudo o que a moça – sim, era uma nutróloga – teria a dizer sobre o seu pedaço (era assim que eles se tratavam; pê para cá, pê para lá, um diminutivo mais comportado para uma gíria que já era ultrapassada quando se conheceram). Os amigos do bar dizem que, hoje, ele está mais para caco, mas ele acha que é inveja.
A doutora fez uma lista de exames que ele teria que cumprir nos próximos dias, já adiantando que o diagnóstico não seria bom. No meio do caminho, houve a fatídica pergunta: “O senhor bebe?”. Óbvio que ele respondeu que bebia apenas socialmente, mas presença da mulher prejudicou a indignação que ele tentou imprimir, porque ela não foi sutil.
“Mentira”. A mulher da gente tem essa mania de ser direta; não consegue entender que a vida pede uns desvios, umas respostas menos incisivas – pelo menos quando nós, homens, estamos em apuros. E aquela era uma situação de sufoco. “Doutora, ele vai ao bar todo dia, tenho aqui no celular as contas que ele paga”, completou.
Outras desculpas saíram num turbilhão da boca do amigo, mas não adiantou muito; estava desmoralizado. Até que surgiu um pirilampo naquele breu, quando médica disse que não ia pedir para ele parar de beber – uma vitória! As caraminholas cessaram; era a única coisa que o preocupava.
Foi uma vitória de Pirro, o rei do Epiro, que venceu os romanos, mas perdeu todo o seu exército. As derrotas vieram em sequência: “O senhor tem que perder peso. E rápido”, disse ela. Nada de doces – “sem problemas”, pensou – e, mais difícil, alimentos gordurosos; e… (não deve ter havido pausa dramática que ele fez quando nos contou o drama, mas em respeito fonte, estão aí reticências) …diminuir o álcool.
Na mesma hora, ele pensou num amigo de mesa que continua frequentando o bar, mas bebe apenas água. Conversa, brinca, aposta, faz tudo sem álcool. Não sei se é feliz, mas finge bem, está firme. A nutróloga falou em diminuir, não em parar. E concluiu: “O senhor pode tomar umas duas doses por semana”.
O amigo fez cara de pôquer. Eram duas contra um e ele se sentiu pressionado. Ficou calado, fez os exames e toma os remédios, tudo certinho. E trocou o uísque por vodka, que não deixa bafo.
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/para-que-tanta-saude/. Adaptado.)
Analise as palavras “controvérsias”, “cômica”, “refém” e “trajetória” quanto as regras de acentuação.
I. A palavra “controvérsias” é acentuada, pois é uma paroxítona terminada em ditongo.
II. A palavra “refém” é acentuada, pois é uma oxítona terminada em “-em”.
III. A palavra “cômica” é acentuada por ser uma proparoxítona e todas as palavras proparoxítonas são acentuadas.
IV. A palavra “trajetória” é acentuada, pois é uma proparoxítona.
Estão corretas as afirmativas:
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Atenção! Leia atentamente o texto abaixo e responda às questões de 01 a 05
Para quê tanta saúde?
Publicado em 11/09/2023
Paulo Pestana Crônica
Foram meses de negociação, mas o amigo cedeu: aceitou ir à nutróloga. É preciso dizer que ele se esqueceu de ler letras miúdas do acordo com a esposa, porque nem sabia que existia essa profissão. Se soubesse que nutrólogos são médicos que avaliam o comportamento alimentar do cristão, provavelmente a negociação teria sido mais dura.
Esse amigo é adepto radical da culinária do excesso. Sarapatel de entrada, um caldinho de mocotó para esquentar o que a cerveja esfria, e um prato principal que, se não for sexta-feira, dia de feijoada, pode ser um cozido nordestino, uma buchada ou qualquer dessas ignorâncias, dieta que explica a protuberância do abdômen.
Outro erro: foi acompanhado da mulher, que queria ouvir tudo o que a moça – sim, era uma nutróloga – teria a dizer sobre o seu pedaço (era assim que eles se tratavam; pê para cá, pê para lá, um diminutivo mais comportado para uma gíria que já era ultrapassada quando se conheceram). Os amigos do bar dizem que, hoje, ele está mais para caco, mas ele acha que é inveja.
A doutora fez uma lista de exames que ele teria que cumprir nos próximos dias, já adiantando que o diagnóstico não seria bom. No meio do caminho, houve a fatídica pergunta: “O senhor bebe?”. Óbvio que ele respondeu que bebia apenas socialmente, mas presença da mulher prejudicou a indignação que ele tentou imprimir, porque ela não foi sutil.
“Mentira”. A mulher da gente tem essa mania de ser direta; não consegue entender que a vida pede uns desvios, umas respostas menos incisivas – pelo menos quando nós, homens, estamos em apuros. E aquela era uma situação de sufoco. “Doutora, ele vai ao bar todo dia, tenho aqui no celular as contas que ele paga”, completou.
Outras desculpas saíram num turbilhão da boca do amigo, mas não adiantou muito; estava desmoralizado. Até que surgiu um pirilampo naquele breu, quando médica disse que não ia pedir para ele parar de beber – uma vitória! As caraminholas cessaram; era a única coisa que o preocupava.
Foi uma vitória de Pirro, o rei do Epiro, que venceu os romanos, mas perdeu todo o seu exército. As derrotas vieram em sequência: “O senhor tem que perder peso. E rápido”, disse ela. Nada de doces – “sem problemas”, pensou – e, mais difícil, alimentos gordurosos; e… (não deve ter havido pausa dramática que ele fez quando nos contou o drama, mas em respeito fonte, estão aí reticências) …diminuir o álcool.
Na mesma hora, ele pensou num amigo de mesa que continua frequentando o bar, mas bebe apenas água. Conversa, brinca, aposta, faz tudo sem álcool. Não sei se é feliz, mas finge bem, está firme. A nutróloga falou em diminuir, não em parar. E concluiu: “O senhor pode tomar umas duas doses por semana”.
O amigo fez cara de pôquer. Eram duas contra um e ele se sentiu pressionado. Ficou calado, fez os exames e toma os remédios, tudo certinho. E trocou o uísque por vodka, que não deixa bafo.
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/para-que-tanta-saude/. Adaptado.)
Assinale a alternativa em que apresenta CORRETAMENTE o substantivo coletivo:
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