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Foram encontradas 430 questões.

3402478 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: GANZAROLI
Orgão: Pref. Amaralina-GO

Leia o texto e responda a questão.

UM TEXTO A CAVALO

Marina Colasanti

Crônica, vamos dizer assim, é um texto a cavalo. Mantém um pé no estribo da literatura. E outro no do jornalismo. Bem estribada desse jeito, tem conseguido vencer belas provas mesmo correndo em pista pesada.

Você sabe o que é pista pesada? É quando a pista de areia - ou seria saibro? - está molhada, tornando mais difícil e cansativa a corrida. Pois bem, a crônica corre em pista pesada porque lida ao mesmo tempo com as coisas mais ásperas, como economia e política, as mais dramáticas, como guerras, violência e tragédia, e as mais poéticas, como um momento de beleza ou uma reflexão sobre a vida. E o bom cronista é aquele que consegue o melhor equilíbrio entre esses elementos tão diferentes, entrelaçando-os e alternando-os com harmonia.

Pode parecer que o cronista faz biscoitos, ou seja, coisinhas pequenas com algum açúcar por cima. Mas, na verdade, a crônica é uma tessitura complexa.

Pois o cronista sabe que não está escrevendo só naquele momento, naquele dia, para aquela rápida publicação no jornal ou revista, mas está falando para um leitor que, na maioria das vezes, voltará a ele, que o acompanhará, somando dentro de si as crônicas lidas e vivendo-as, no seu todo, como uma obra maior.

O leitor tem expectativas em relação ao “seu” cronista. Espera que diga aquilo que ele quer ouvir, e que, ao mesmo tempo, o surpreenda. Mas o cronista desconhece essas expectativas e, ao contrário do publicitário que trabalha voltado para o perfil do cliente potencial, trabalha às cegas.

Às cegas em relação ao leitor, bem entendido. Como preencher então as expectativas? Eu, pessoalmente, acho que a melhor maneira é não pensando nelas. O leitor escolhe o cronista porque gosta do seu jeito de pensar e de escrever, e o cronista justifica mais plenamente essa escolha continuando a ser quem ele é.

Eu comecei a fazer crônicas quando muito jovem, logo no início da minha carreira de jornalista. Mudei bastante ao longo do percurso. Antes era movida à emoção, escrevia de um jato, qualquer assunto me servia. Hoje sou mais reflexiva, afinei o olhar, preocupo-me muito com a qualidade das ideias. Mas aquela paixão que eu tinha no princípio continua igual. Hoje como ontem, toda vez que me sento para escrever uma crônica é com alegria.

COLASANTI, Marina. A casa das palavras e outras crônicas.

São Paulo: Ática, 2006. p. 5-6. (Para gostar de ler, 32).

É muito comum, na literatura brasileira, encontrarmos autores que discorrem sobre o ato de escrever. Nesse texto, Marina Colasanti compara a escrita de determinado texto a um cavalo de corrida. Nessa comparação, a autora também diz que o cavalo mantém os pés em dois lugares, sendo eles:
 

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3402477 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: GANZAROLI
Orgão: Pref. Amaralina-GO

Leia o texto e responda a questão.

UM TEXTO A CAVALO

Marina Colasanti

Crônica, vamos dizer assim, é um texto a cavalo. Mantém um pé no estribo da literatura. E outro no do jornalismo. Bem estribada desse jeito, tem conseguido vencer belas provas mesmo correndo em pista pesada.

Você sabe o que é pista pesada? É quando a pista de areia - ou seria saibro? - está molhada, tornando mais difícil e cansativa a corrida. Pois bem, a crônica corre em pista pesada porque lida ao mesmo tempo com as coisas mais ásperas, como economia e política, as mais dramáticas, como guerras, violência e tragédia, e as mais poéticas, como um momento de beleza ou uma reflexão sobre a vida. E o bom cronista é aquele que consegue o melhor equilíbrio entre esses elementos tão diferentes, entrelaçando-os e alternando-os com harmonia.

Pode parecer que o cronista faz biscoitos, ou seja, coisinhas pequenas com algum açúcar por cima. Mas, na verdade, a crônica é uma tessitura complexa.

Pois o cronista sabe que não está escrevendo só naquele momento, naquele dia, para aquela rápida publicação no jornal ou revista, mas está falando para um leitor que, na maioria das vezes, voltará a ele, que o acompanhará, somando dentro de si as crônicas lidas e vivendo-as, no seu todo, como uma obra maior.

O leitor tem expectativas em relação ao “seu” cronista. Espera que diga aquilo que ele quer ouvir, e que, ao mesmo tempo, o surpreenda. Mas o cronista desconhece essas expectativas e, ao contrário do publicitário que trabalha voltado para o perfil do cliente potencial, trabalha às cegas.

Às cegas em relação ao leitor, bem entendido. Como preencher então as expectativas? Eu, pessoalmente, acho que a melhor maneira é não pensando nelas. O leitor escolhe o cronista porque gosta do seu jeito de pensar e de escrever, e o cronista justifica mais plenamente essa escolha continuando a ser quem ele é.

Eu comecei a fazer crônicas quando muito jovem, logo no início da minha carreira de jornalista. Mudei bastante ao longo do percurso. Antes era movida à emoção, escrevia de um jato, qualquer assunto me servia. Hoje sou mais reflexiva, afinei o olhar, preocupo-me muito com a qualidade das ideias. Mas aquela paixão que eu tinha no princípio continua igual. Hoje como ontem, toda vez que me sento para escrever uma crônica é com alegria.

COLASANTI, Marina. A casa das palavras e outras crônicas.

São Paulo: Ática, 2006. p. 5-6. (Para gostar de ler, 32).

O texto produzido por Marina Colasanti pertence ao gênero crônica. Os texto pertencentes ao referido gênero apresentam as seguintes características:
 

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3402476 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: GANZAROLI
Orgão: Pref. Amaralina-GO
Considere o seguinte excerto: Uma árvore bem gorjeada, com poucos segundos, passa a fazer parte dos pássaros que a gorjeiam. (Manoel de Barros. “Seis ou treze coisas que eu aprendi sozinho”. In: O Guardados de Águas. 2003, p.41.) Os vocábulos sublinhados são classificados, respectivamente, como:
 

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3402475 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: GANZAROLI
Orgão: Pref. Amaralina-GO
Leia o texto e responda a questão.
O casaco
Manoel de Barros
Um homem estava anoitecido.
Se sentia por dentro um trapo social.
Igual se, por fora, usasse um casaco rasgado e sujo.
Tentou sair da angústia.
Isto ser:
Ele queria jogar o casaco rasgado e sujo no lixo.
Ele queria amanhecer.
BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010. p. 445.
As palavras destacadas no poema podem ser classificadas, respectivamente, em:
 

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3402474 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: GANZAROLI
Orgão: Pref. Amaralina-GO
Leia o texto e responda a questão.
O casaco
Manoel de Barros
Um homem estava anoitecido.
Se sentia por dentro um trapo social.
Igual se, por fora, usasse um casaco rasgado e sujo.
Tentou sair da angústia.
Isto ser:
Ele queria jogar o casaco rasgado e sujo no lixo.
Ele queria amanhecer.
BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010. p. 445.
Ao analisar o contexto do poema percebe-se que uma pessoa “anoitecida” seria:
 

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3402473 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: GANZAROLI
Orgão: Pref. Amaralina-GO
Leia o texto e responda a questão.
O casaco
Manoel de Barros
Um homem estava anoitecido.
Se sentia por dentro um trapo social.
Igual se, por fora, usasse um casaco rasgado e sujo.
Tentou sair da angústia.
Isto ser:
Ele queria jogar o casaco rasgado e sujo no lixo.
Ele queria amanhecer.
BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010. p. 445.
A partir da leitura do poema é possível afirmar que o eu lírico compara usar um casaco rasgado e sujo:
 

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3402472 Ano: 2024
Disciplina: Psicologia
Banca: GANZAROLI
Orgão: Pref. Amaralina-GO
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A respeito do relacionamento humano no ambiente de trabalho, assinale a alternativa que apresenta uma postura adequada para lidar com conflitos interpessoais no ambiente de trabalho.
 

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3402471 Ano: 2024
Disciplina: Psicologia
Banca: GANZAROLI
Orgão: Pref. Amaralina-GO
Provas:
Sobre as regras básicas de comportamento profissional para o trato diário com o público interno e externo e colegas de trabalho, o servidor deve adotar uma postura de:
 

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3402470 Ano: 2024
Disciplina: Psicologia
Banca: GANZAROLI
Orgão: Pref. Amaralina-GO
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Considerando a importância das competências socioemocionais no ambiente de trabalho em grupo, qual das seguintes afirmações melhor reflete a relação entre a harmonia consigo mesmo e a interação interpessoal?
 

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3402469 Ano: 2024
Disciplina: Psicologia
Banca: GANZAROLI
Orgão: Pref. Amaralina-GO
Provas:
Relacionamento interpessoal, comportamento profissional, boa convivência com os superiores, com os colegas de trabalhos e com o público em geral merecem atenção de qualquer servidor público, pois implicarão na qualidade de vida no trabalho.
Considerando os desafios associados a esses relacionamentos, assinale a alternativa correta que demostra o entendimento desejado.
 

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