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ANTÍDOTO À RESSACA VIRTUAL
A Cura do Cibervício está em uma invenção ancestral: o livro
Sócrates não gostava de livros. Ao menos, é o que sugere certa passagem em Fedro, de Platão. Para demonstrar que o diálogo pessoal é superior à leitura, Sócrates conta a seguinte parábola sobre a invenção da escrita: o deus egípcio Tot foi criador das artes e ciências; terminado o rol de inovações, mostrou-as a Amon, divindade rabugenta e previdente. Amon aprovou a álgebra, a geometria e o jogo de xadrez, mas franziu o cenho ao ver o alfabeto (ou, no caso, os hieróglifos). "Essa invenção vai introduzir o esquecimento no espírito de todos que a aprenderem", previu.
"Os homens deixarão de exercitar a memória, pois colocarão toda sua fé em signos externos."
O discurso antilivresco de Sócrates é dos primeiros exemplos do que mais tarde seria chamado ludismo - a ideia de que o avanço tecnológico acabará nos conduzindo a uma catástrofe generalizada. É estranho, e revelador, que a condenação socrática tenha chegado até nós por meio de um livro: ocorre que as ondas tecnofóbicas costumam se propagar exatamente nos meios que condenam.
Mas vale notar também que, num ponto, Sócrates - ou Amon - estava certo: a introdução da escrita alterou a forma como o cérebro humano funciona. Os milhares de versos da Ilíada e da Odisseia foram criados oralmente e guardados na lembrança; mas eu não conseguiria compor metade deste parágrafo sem fazer duas ou três notas.
Depois de assimilarmos a invenção de Tot, nossa memória jamais foi a mesma.
Toda inovação técnica implica acréscimos mas também subtrações à experiência humana. Os ganhos da revolução digital são inegáveis - mas ela também implicou perdas e síndromes que já configuram uma ressaca virtual globalizada. O cérebro humano está mudando de novo, e nem sempre para melhor: a chuva meteórica de informações fragmentárias prejudicou nossa capacidade para a contemplação e o raciocínio linear; o imediatismo das redes nos condiciona a reagir de forma superficial e raivosa à complexidade do mundo; o ethos da exposição constante faz com que o íntimo se amolde ao coletivo, e o resultado é um sectarismo alucinado, intrometido e onipresente. Não me entendam mal; não sou um ludista, nem pretendo deletar minhas contas nas redes sociais. Mas toda ressaca precisa de um antídoto. O remédio que encontrei contra os excessos da nova reprogramação cerebral foi recorrer à velhíssima invenção de Tot: curei os achaques do cibervício retornando, com voracidade dupla, à leitura de imersão. Para que funcione, essa terapia deve ocorrer em doses diárias e envolver obras que nada tenham a ver com temas urgentes ou profissionais; quanto mais aparentemente inúteis, melhor. Alegar falta de tempo é autoengano: meia hora de leitura concentrada todos os dias é o suficiente para salvar nossa alma - ou aquelas partes de nosso antigo cérebro que não deveriam cair na lixeira da evolução.
Claro, todo remédio tem seu efeito colateral: li tanto, nos últimos meses, que perdi temporariamente a disposição para conversar cara a cara. Não sei o que Sócrates diria a respeito.
José Francisco Botelho. Publicado em VEJA de 6 de fevereiro de 2019, edição nº 2620
(Disponível em: https://veja.abril.com.br/entretenimento/antidoto-a-ressaca-virtual/Acesso em 08/02/2019).
Marque a opção correta quanto ao tempo e modo dos verbos do trecho “Depois de assimilarmos a invenção de Tot, nossa memória jamais foi a mesma.”
 

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1709842 Ano: 2018
Disciplina: Conhecimentos Bancários
Banca: ACEP
Orgão: Pref. Aracati-CE
Uma companhia detém 100.000 ações ao preço de R$ 8,00, cada ação, totalizando R$ 800.000,00. Em determinado momento, decide dividir cada ação em duas, passando a ter 200.000 ações, ao preço de R$ 4,00, cada ação. Essa operação é denominada:
 

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ANTÍDOTO À RESSACA VIRTUAL
A Cura do Cibervício está em uma invenção ancestral: o livro
Sócrates não gostava de livros. Ao menos, é o que sugere certa passagem em Fedro, de Platão. Para demonstrar que o diálogo pessoal é superior à leitura, Sócrates conta a seguinte parábola sobre a invenção da escrita: o deus egípcio Tot foi criador das artes e ciências; terminado o rol de inovações, mostrou-as a Amon, divindade rabugenta e previdente. Amon aprovou a álgebra, a geometria e o jogo de xadrez, mas franziu o cenho ao ver o alfabeto (ou, no caso, os hieróglifos). "Essa invenção vai introduzir o esquecimento no espírito de todos que a aprenderem", previu.
"Os homens deixarão de exercitar a memória, pois colocarão toda sua fé em signos externos."
O discurso antilivresco de Sócrates é dos primeiros exemplos do que mais tarde seria chamado ludismo - a ideia de que o avanço tecnológico acabará nos conduzindo a uma catástrofe generalizada. É estranho, e revelador, que a condenação socrática tenha chegado até nós por meio de um livro: ocorre que as ondas tecnofóbicas costumam se propagar exatamente nos meios que condenam.
Mas vale notar também que, num ponto, Sócrates - ou Amon - estava certo: a introdução da escrita alterou a forma como o cérebro humano funciona. Os milhares de versos da Ilíada e da Odisseia foram criados oralmente e guardados na lembrança; mas eu não conseguiria compor metade deste parágrafo sem fazer duas ou três notas.
Depois de assimilarmos a invenção de Tot, nossa memória jamais foi a mesma.
Toda inovação técnica implica acréscimos mas também subtrações à experiência humana. Os ganhos da revolução digital são inegáveis - mas ela também implicou perdas e síndromes que já configuram uma ressaca virtual globalizada. O cérebro humano está mudando de novo, e nem sempre para melhor: a chuva meteórica de informações fragmentárias prejudicou nossa capacidade para a contemplação e o raciocínio linear; o imediatismo das redes nos condiciona a reagir de forma superficial e raivosa à complexidade do mundo; o ethos da exposição constante faz com que o íntimo se amolde ao coletivo, e o resultado é um sectarismo alucinado, intrometido e onipresente. Não me entendam mal; não sou um ludista, nem pretendo deletar minhas contas nas redes sociais. Mas toda ressaca precisa de um antídoto. O remédio que encontrei contra os excessos da nova reprogramação cerebral foi recorrer à velhíssima invenção de Tot: curei os achaques do cibervício retornando, com voracidade dupla, à leitura de imersão. Para que funcione, essa terapia deve ocorrer em doses diárias e envolver obras que nada tenham a ver com temas urgentes ou profissionais; quanto mais aparentemente inúteis, melhor. Alegar falta de tempo é autoengano: meia hora de leitura concentrada todos os dias é o suficiente para salvar nossa alma - ou aquelas partes de nosso antigo cérebro que não deveriam cair na lixeira da evolução.
Claro, todo remédio tem seu efeito colateral: li tanto, nos últimos meses, que perdi temporariamente a disposição para conversar cara a cara. Não sei o que Sócrates diria a respeito.
José Francisco Botelho. Publicado em VEJA de 6 de fevereiro de 2019, edição nº 2620
(Disponível em: https://veja.abril.com.br/entretenimento/antidoto-a-ressaca-virtual/Acesso em 08/02/2019).
Em relação à classificação do período “Amon aprovou a álgebra, a geometria e o jogo de xadrez, mas franziu o cenho ao ver o alfabeto (ou, no caso, os hieróglifos).” assinale a alternativa correta.
 

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1704056 Ano: 2018
Disciplina: Conhecimentos Bancários
Banca: ACEP
Orgão: Pref. Aracati-CE
As debêntures são ativos de renda fixa, cujas informações devem constar no seu prospecto e ser claras na distribuição pública do seu lançamento. Em relação à conversibilidade das debêntures em ações assinale a alternativa correta.
 

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Os pneus de um certo fabricante, de acordo com as normas de segurança, têm vida útil média de 60.000 quilômetros, com um desvio padrão de 3.000 quilômetros. Supondo que a distribuição é simétrica em torno da média, qual a probabilidade de os pneus durarem, no máximo, 45.000 quilômetros?

 

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1674165 Ano: 2018
Disciplina: Conhecimentos Bancários
Banca: ACEP
Orgão: Pref. Aracati-CE
Brazilian Depositary Receipts (BDRs) e American Depositary Receipts (ADRs) representam, respectivamente, recibos de depósitos de ações:
 

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1673841 Ano: 2018
Disciplina: Conhecimentos Bancários
Banca: ACEP
Orgão: Pref. Aracati-CE
Um cliente faz aplicações há mais de 04 anos, com valores constantes mensais e iguais a R$ 3.000,00 (três mil reais), sempre no mesmo fundo de investimentos da instituição financeira Investbem. Entretanto, em um mês específico, o referido cliente da instituição financeira realiza uma aplicação no valor de R$ 400 mil. Após esta aplicação atípica, o cliente resgata todo o valor acumulado no fundo de investimento e o transfere para uma conta estabelecida nas ilhas Cayman, com a qual não tinha até aquele momento nenhuma relação bancária. Qual o procedimento a ser adotado pela instituição financeira Investbem?
 

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1673438 Ano: 2018
Disciplina: Conhecimentos Bancários
Banca: ACEP
Orgão: Pref. Aracati-CE
Nos casos de opção de distribuição de lote suplementar, as instituições financeiras intermediárias devem informar à CVM, até o dia posterior ao do exercício da opção de distribuição de lote suplementar, a data do respectivo exercício e a quantidade de valores mobiliários envolvidos. Nestes casos o emissor ou o ofertante podem outorgar direitos à instituição intermediária considerando:
 

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1666059 Ano: 2018
Disciplina: Conhecimentos Bancários
Banca: ACEP
Orgão: Pref. Aracati-CE
Um operador de mercado recebe muitas ordens de compras para determinada ação, sinalizando uma tendência de alta para o respectivo papel. O citado operador, em vez de executar as ordens recebidas, decide priorizar as ordens de compra da referida ação para a carteira da corretora na qual trabalha. Esse tipo de conduta é denominado:
front running.
 

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A Cura do Cibervício está em uma invenção ancestral: o livro
Sócrates não gostava de livros. Ao menos, é o que sugere certa passagem em Fedro, de Platão. Para demonstrar que o diálogo pessoal é superior à leitura, Sócrates conta a seguinte parábola sobre a invenção da escrita: o deus egípcio Tot foi criador das artes e ciências; terminado o rol de inovações, mostrou-as a Amon, divindade rabugenta e previdente. Amon aprovou a álgebra, a geometria e o jogo de xadrez, mas franziu o cenho ao ver o alfabeto (ou, no caso, os hieróglifos). "Essa invenção vai introduzir o esquecimento no espírito de todos que a aprenderem", previu.
"Os homens deixarão de exercitar a memória, pois colocarão toda sua fé em signos externos."
O discurso antilivresco de Sócrates é dos primeiros exemplos do que mais tarde seria chamado ludismo - a ideia de que o avanço tecnológico acabará nos conduzindo a uma catástrofe generalizada. É estranho, e revelador, que a condenação socrática tenha chegado até nós por meio de um livro: ocorre que as ondas tecnofóbicas costumam se propagar exatamente nos meios que condenam.
Mas vale notar também que, num ponto, Sócrates - ou Amon - estava certo: a introdução da escrita alterou a forma como o cérebro humano funciona. Os milhares de versos da Ilíada e da Odisseia foram criados oralmente e guardados na lembrança; mas eu não conseguiria compor metade deste parágrafo sem fazer duas ou três notas.
Depois de assimilarmos a invenção de Tot, nossa memória jamais foi a mesma.
Toda inovação técnica implica acréscimos mas também subtrações à experiência humana. Os ganhos da revolução digital são inegáveis - mas ela também implicou perdas e síndromes que já configuram uma ressaca virtual globalizada. O cérebro humano está mudando de novo, e nem sempre para melhor: a chuva meteórica de informações fragmentárias prejudicou nossa capacidade para a contemplação e o raciocínio linear; o imediatismo das redes nos condiciona a reagir de forma superficial e raivosa à complexidade do mundo; o ethos da exposição constante faz com que o íntimo se amolde ao coletivo, e o resultado é um sectarismo alucinado, intrometido e onipresente. Não me entendam mal; não sou um ludista, nem pretendo deletar minhas contas nas redes sociais. Mas toda ressaca precisa de um antídoto. O remédio que encontrei contra os excessos da nova reprogramação cerebral foi recorrer à velhíssima invenção de Tot: curei os achaques do cibervício retornando, com voracidade dupla, à leitura de imersão. Para que funcione, essa terapia deve ocorrer em doses diárias e envolver obras que nada tenham a ver com temas urgentes ou profissionais; quanto mais aparentemente inúteis, melhor. Alegar falta de tempo é autoengano: meia hora de leitura concentrada todos os dias é o suficiente para salvar nossa alma - ou aquelas partes de nosso antigo cérebro que não deveriam cair na lixeira da evolução.
Claro, todo remédio tem seu efeito colateral: li tanto, nos últimos meses, que perdi temporariamente a disposição para conversar cara a cara. Não sei o que Sócrates diria a respeito.
José Francisco Botelho. Publicado em VEJA de 6 de fevereiro de 2019, edição nº 2620
(Disponível em: https://veja.abril.com.br/entretenimento/antidoto-a-ressaca-virtual/Acesso em 08/02/2019).
No trecho “Toda inovação técnica implica acréscimos..., o termo “acréscimos” tem a função sintática de:
 

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