Foram encontradas 50 questões.
A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos
hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a
imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa
abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um
trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de
ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.
A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes
sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.
Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de
pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo
WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu
sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.
O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,
as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia
e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente
universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um
gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos
sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.
A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de
empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.
Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar
humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita
sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve
circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.
Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem
algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo
que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está
atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.
É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos
diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em
garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam
produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e
escrever recebem mais prestígio do que outras.
ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.
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A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos
hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a
imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa
abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um
trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de
ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.
A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes
sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.
Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de
pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo
WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu
sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.
O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,
as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia
e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente
universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um
gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos
sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.
A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de
empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.
Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar
humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita
sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve
circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.
Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem
algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo
que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está
atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.
É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos
diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em
garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam
produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e
escrever recebem mais prestígio do que outras.
ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.
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A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos
hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a
imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa
abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um
trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de
ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.
A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes
sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.
Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de
pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo
WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu
sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.
O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,
as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia
e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente
universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um
gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos
sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.
A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de
empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.
Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar
humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita
sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve
circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.
Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem
algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo
que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está
atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.
É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos
diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em
garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam
produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e
escrever recebem mais prestígio do que outras.
ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.
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A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos
hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a
imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa
abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um
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A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes
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WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu
sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.
O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,
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e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente
universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um
gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos
sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.
A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de
empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.
Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar
humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita
sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve
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Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem
algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo
que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está
atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.
É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos
diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em
garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam
produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e
escrever recebem mais prestígio do que outras.
ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.
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hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a
imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa
abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um
trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de
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A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes
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Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de
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sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.
O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,
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e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente
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sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.
A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de
empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.
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sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve
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Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem
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que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está
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É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos
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produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e
escrever recebem mais prestígio do que outras.
ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.
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hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a
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A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes
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O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,
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e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente
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sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.
A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de
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É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos
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produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e
escrever recebem mais prestígio do que outras.
ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.
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O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,
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sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.
A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de
empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.
Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar
humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita
sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve
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Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem
algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo
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atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.
É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos
diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em
garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam
produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e
escrever recebem mais prestígio do que outras.
ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.
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hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a
imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa
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A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes
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Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de
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WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu
sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.
O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,
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e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente
universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um
gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos
sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.
A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de
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Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar
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Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem
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atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.
É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos
diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em
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produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e
escrever recebem mais prestígio do que outras.
ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.
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hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a
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O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,
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sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.
A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de
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Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar
humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita
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Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem
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É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos
diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em
garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam
produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e
escrever recebem mais prestígio do que outras.
ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.
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A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos
hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a
imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa
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O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,
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A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de
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ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.
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