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Yves de La Taille (in La Taille e outros, 1992) discute o desenvolvimento humano com base na teoria de Piaget e aborda, entre diversos aspectos, a importância da cooperação nesse processo. La Taille explica que Piaget faz referência ao binômio coação-cooperação, dois tipos de relações que “ocorrem em qualquer sociedade, notadamente entre adultos”, mas destaca que Piaget “emprega essa distinção sobretudo em relação ao desenvolvimento das crianças”. Esclarece que “a coação representa o tipo de relação dominante na vida da criança pequena” e justifica que “nem poderia ser diferente, dada a assimetria da relação pai/filho ou adulto/criança”, representando, portanto, a coação, “uma etapa obrigatória e necessária da socialização da criança”. “A cooperação, por sua vez, tem seu início, segundo Piaget, nas relações entre crianças”, o que se explica, “simplesmente pelo fato de que não há hierarquias preestabelecidas entre as crianças, que se concebem iguais umas as outras”. E qual é a importância das relações de cooperação para o desenvolvimento humano? La Taille aponta que, segundo Piaget, em resumo, a cooperação é um método, é a possibilidade de
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O artigo 29 da LDBEN nº 9.394/96 prescreve que “A Educação Infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”. Oliveira (2002) observa que o cumprimento dessa determinação, por meio de uma proposta pedagógica para creches e pré-escolas, envolve levar em conta pesquisas sobre aprendizagem e desenvolvimento infantil para poder organizar as condições adequadas para isso. Nesse sentido, a obra Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil, de Izabel Galvão (1986), traz a psicogenética desse pesquisador, a qual enfoca o ser humano numa perspectiva global, agrupando campos que abrigam a diversidade das funções psíquicas: a afetividade, o ato motor, a inteligência, inicialmente como uma massa difusa, mas que, aos poucos, vão se diferenciando entre eles e também internamente. De acordo com a teoria de Wallon sobre aprendizagem e desenvolvimento, a criança vai distinguindo sua personalidade da personalidade do outro, vai construindo sua identidade pessoal e social, “num processo que
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Pinazza (2014) argumenta que os psicólogos Bruner e Vygotsky defenderam a “inserção cultural da criança”, “não como mera expectadora, mas como construtora de significados para as coisas que vivencia em suas relações com o mundo desde o nascimento”. Segundo a autora, essa perspectiva, embora ainda tenha pouca documentação e produção literária no Brasil, já tem “fartas recomendações de especialistas e mesmo de legisladores brasileiros em favor de conceber uma prática de educação infantil
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De acordo com o documento oficial Base Nacional Comum Curricular, BNCC, “a Educação Infantil é o início e o fundamento do processo educacional. A entrada na creche ou na pré-escola significa, na maioria das vezes, a primeira separação das crianças dos seus vínculos afetivos familiares para se incorporarem a uma situação de socialização estruturada”. Ao “acolher as vivências e os conhecimentos construídos pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua comunidade, e articulá-los em suas propostas pedagógicas”, as creches e as pré-escolas têm o objetivo de “ampliar o universo de experiências, conhecimentos e habilidades dessas crianças, diversificando e consolidando novas aprendizagens”. A BNCC ressalta que a instituição precisa “conhecer e trabalhar com as culturas plurais, dialogando com a riqueza / diversidade cultural das famílias e da comunidade” e apoia essa recomendação citando as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, Resolução CNE/CEB nº 5/2009, que definem a criança como “sujeito histórico e de direitos, que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra,
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Edwards, Gandini e Forman (2015) apresentam o programa para a primeira infância realizado em Reggio Emília (Itália) que se tornou reconhecido como um dos melhores sistemas educacionais no mundo. Eles destacam o papel do ateliê na pré-escola, que tem duas funções, uma é que oferece um local onde as crianças podem tornar-se mestres em todos os tipos de técnicas, tais como pintura, desenho e trabalho com argila – todas as linguagens simbólicas. Em segundo lugar, o ateliê ajuda os professores na compreensão da liberdade expressiva, da liberdade cognitiva, da liberdade simbólica e vias de comunicação, bem como criar trilhas para
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Na obra O trabalho do professor na educação infantil, (de Zilma R. de Oliveira e outros, 2015), são abordadas, no capítulo 5, “Práticas pedagógicas para crianças de 3 a 5 anos”. No item referente a “Experiências com a linguagem verbal”, as autoras mencionam as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil para apoiar a recomendação de que se “deve prever um trabalho sistemático de exploração da linguagem verbal, a fim de ‘garantir experiências de narrativas, de apreciação e interação com a linguagem oral e escrita, e convívio com diferentes suportes textuais, orais e escritos’”. Tal recomendação vem acompanhando uma explicação de que, de acordo com Vygotsky, “o desenvolvimento do pensamento é determinado pela linguagem, ou seja, pelos instrumentos linguísticos construídos
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Ao abordar a visão de currículo na Educação Infantil, Barbosa (2009) destaca que, nos últimos anos, houve uma superação da visão restrita de currículo, limitada aos conteúdos pré-selecionados, a qual começou a ser substituída por uma compreensão ampla que procura sistematizar as diferentes aprendizagens tecidas nos contextos interno e externo à escola. Na visão de Barbosa, um currículo emerge da vida, dos encontros entre as crianças, seus colegas e os adultos e em seus percursos no mundo. Para a autora, o currículo acontece na participação das crianças nos processos educacionais, que envolvem os momentos de cuidado físico, a hora de contar e ouvir histórias, as brincadeiras no pátio ou na sala, a hora de cantar e de garatujar, ou seja, ele está continuamente em ação. Diante do exposto em relação a essa concepção de currículo, é correto afirmar que ao professor cabe
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Valiosas reflexões sobre alfabetização e sobre o ensino da leitura e da escrita podem ser encontradas em Ferreiro (2010) e também em Teberosky e Cardoso (org., 2000). Ferreiro, frente à pergunta: “deve-se, ou não, ensinar a ler e a escrever na pré-escola?”, (que é muito frequente entre os professores), analisa que “essa é uma pergunta mal colocada” e que, para respondê-la, é preciso discutir os pressupostos nos quais se baseia.
Assinale a alternativa que apresenta o pensamento das citadas autoras a esse respeito.
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Os eixos estruturantes da Educação Infantil são interações e brincadeira, segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), sendo que, nessa etapa, devem ser assegurados os direitos de aprendizagem e desenvolvimento: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se, para que as crianças tenham condições de aprender e de se desenvolver. O jogo, o brinquedo e a brincadeira na educação infantil fazem parte da obra de Kishimoto (2009), a qual apresenta uma distinção entre esses termos. No jogo, há existência de regras, o que permite identificar uma sequência específica, e objetos que o caracterizam. No brinquedo, tem-se uma relação íntima com a criança e uma indeterminação quanto ao seu uso, portanto, há ausência de regras quanto a sua utilização, aberta ao mundo imaginário da criança. Já na brincadeira, há uma conduta livre e espontânea, além de prazerosa, sendo que o brincar
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Edda Bomtempo (in: Kishimoto, 2009) no texto “A brincadeira de faz-de-conta: lugar do simbolismo, da representação, do imaginário”, apresenta a relevância do jogo, do brinquedo e da brincadeira para promover o desenvolvimento cognitivo e afetivo-social da criança, reportando-se às ideias de Piaget sobre o jogo simbólico, que de início é solitário, mas que, com o tempo, evolui para o estágio de jogo , o qual envolve representação de papéis, como brincar de médico, de casinha etc.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
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