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Foram encontradas 30 questões.

Atenção: Leia o texto abaixo para responder as questões de 1 a 3.

E POR FALAR EM LADRÃO DE GALINHAS...

Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

- Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai

para cadeia!

- Não era para mim não. Era para vender.

5 - Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!

- Mas eu vendia mais caro.

- Mais caro?

- Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro

botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

10 - Mas eram as mesmas galinhas, safado.

- Os ovos das minhas eu pintava.

- Que grande pilantra...

Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.

- Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

15 - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e

ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos

outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

- E o que você faz com o lucro do seu negócio?

- Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três

20 ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do

governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não

queria uma almofada. Depois perguntou:

- Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

25 - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no

exterior.

- E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

- s vezes. Sabe como é.

- Não sei não, excelência. Me explique.

30 - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa.

Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo.

Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui preso, finalmente.

Vou para a cadeia. É uma experiência nova.

- O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

35 - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

- Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...


Luis Fernando Veríssimo

Disponível em: https://www.pensador.com/textos_de_luis_fernando_verissimo/ Acessado em: 26/03/2019

Observe o diálogo estabelecido entre o delegado e o ladrão entre as linhas 5 e 9. No trecho, pode-se perceber a criação de um boato que favorecerá a venda de galinhas. Com base no sentido atribuído à palavra “boato”, indique o ditado popular que é menos compatível com o conteúdo veiculado no boato:

 

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Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas CORRETAMENTE:

 

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ATENÇÃO: Leia o texto abaixo para responder as questões de 8 a 10.


ANEDOTA


Um músico mambembe resolve ganhar algum dinheiro tocando sanfona no meio da praça. Aparece um

fiscal e o interrompe:

– Você tem licença?

– Não.

5 – Então me acompanhe.

– Claro. E que música o senhor vai cantar?


Brasil: almanaque de cultura popular. São Paulo, n. 97, maio 2007.

O gênero textual anedota é caracterizado pela sua natureza humorística. Aponte a opção que evidencia o humor gerado pelo texto:

 

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Atenção: Leia o texto abaixo para responder as questões de 1 a 3.


E POR FALAR EM LADRÃO DE GALINHAS...

Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

- Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai

para cadeia!

- Não era para mim não. Era para vender.

5 - Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!

- Mas eu vendia mais caro.

- Mais caro?

- Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro

botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

10 - Mas eram as mesmas galinhas, safado.

- Os ovos das minhas eu pintava.

- Que grande pilantra...

Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.

- Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

15 - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e

ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos

outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

- E o que você faz com o lucro do seu negócio?

- Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três

20 ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do

governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não

queria uma almofada. Depois perguntou:

- Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

25 - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no

exterior.

- E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

- s vezes. Sabe como é.

- Não sei não, excelência. Me explique.

30 - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa.

Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo.

Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui preso, finalmente.

Vou para a cadeia. É uma experiência nova.

- O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

35 - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

- Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...


Luis Fernando Veríssimo

Disponível em: https://www.pensador.com/textos_de_luis_fernando_verissimo/ Acessado em: 26/03/2019

De acordo com o texto, pode-se observar a (re)construção de um retrato do Brasil. Assinale a opção que indica a ideia associada CORRETAMENTE a esse retrato:

 

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Marque as frases com C (certo) ou E (errado), no que diz respeito à concordância nominal, e, em seguida, aponte a opção que apresenta a sequência CORRETA:

I- Ela parece meia triste. ( )

II- Meia laranja não é o suficiente. ( )

III- Deixei a janela meio aberta. ( )

 

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E POR FALAR EM LADRÃO DE GALINHAS...

Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

- Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai

para cadeia!

- Não era para mim não. Era para vender.

5 - Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!

- Mas eu vendia mais caro.

- Mais caro?

- Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro

botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

10 - Mas eram as mesmas galinhas, safado.

- Os ovos das minhas eu pintava.

- Que grande pilantra...

Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.

- Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

15 - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e

ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos

outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

- E o que você faz com o lucro do seu negócio?

- Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três

20 ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do

governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não

queria uma almofada. Depois perguntou:

- Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

25 - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no

exterior.

- E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

- s vezes. Sabe como é.

- Não sei não, excelência. Me explique.

30 - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa.

Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo.

Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui preso, finalmente.

Vou para a cadeia. É uma experiência nova.

- O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

35 - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

- Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...


Luis Fernando Veríssimo

Disponível em: https://www.pensador.com/textos_de_luis_fernando_verissimo/ Acessado em: 26/03/2019

No trecho “Consegui exclusividade no suprimento de galinhas (...)” (L. 20), a palavra em destaque pode ser substituída, de modo equivalente, sem prejuízo de sentido, por:

 

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Os vocábulos abaixo aparecem separados em sílabas. Assinale a opção em que a separação silábica NÃO obedece às normas do sistema ortográfico vigente, em todas as palavras:

 

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ATENÇÃO: Leia o texto abaixo para responder as questões de 8 a 10.


ANEDOTA


Um músico mambembe resolve ganhar algum dinheiro tocando sanfona no meio da praça. Aparece um

fiscal e o interrompe:

– Você tem licença?

– Não.

5 – Então me acompanhe.

– Claro. E que música o senhor vai cantar?


Brasil: almanaque de cultura popular. São Paulo, n. 97, maio 2007.

Quanto aos aspectos formais, pode-se afirmar que a palavra “interrompe” (L.02) apresenta:

 

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ATENÇÃO: Leia o texto abaixo para responder as questões de 8 a 10.


ANEDOTA


Um músico mambembe resolve ganhar algum dinheiro tocando sanfona no meio da praça. Aparece um

fiscal e o interrompe:

– Você tem licença?

– Não.

5 – Então me acompanhe.

– Claro. E que música o senhor vai cantar?


Brasil: almanaque de cultura popular. São Paulo, n. 97, maio 2007.

No que diz respeito aos elementos linguísticos do texto, aponte a afirmação INCORRETA:

 

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E POR FALAR EM LADRÃO DE GALINHAS...

Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

- Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai

para cadeia!

- Não era para mim não. Era para vender.

5 - Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!

- Mas eu vendia mais caro.

- Mais caro?

- Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro

botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

10 - Mas eram as mesmas galinhas, safado.

- Os ovos das minhas eu pintava.

- Que grande pilantra...

Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.

- Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

15 - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e

ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos

outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

- E o que você faz com o lucro do seu negócio?

- Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três

20 ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do

governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não

queria uma almofada. Depois perguntou:

- Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

25 - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no

exterior.

- E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

- s vezes. Sabe como é.

- Não sei não, excelência. Me explique.

30 - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa.

Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo.

Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui preso, finalmente.

Vou para a cadeia. É uma experiência nova.

- O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

35 - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

- Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...


Luis Fernando Veríssimo

Disponível em: https://www.pensador.com/textos_de_luis_fernando_verissimo/ Acessado em: 26/03/2019

No texto, é possível notar uma mudança de comportamento do delegado em relação ao ladrão de galinhas. Essa mudança, que ocorre de modo gradual, é evidenciada pelo modo de o delegado tratar o ladrão. Aponte a opção que expõe a sequência CORRETA quanto à mudança de tratamento do delegado para se referir ao ladrão:

 

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