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TEXTO: BEBÊS EXPOSTOS À POBREZA
APRESENTAM ATRASOS NO
DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS
MESES
Maria Fernanda Ziegler
A pobreza pode afetar o desenvolvimento
motor dos bebês já aos seis meses de idade.
Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro
que investigou mês a mês a quantidade e a
qualidade do desenvolvimento motor e sua
relação com a vulnerabilidade socioeconômica
nos primeiros meses de vida.
Conduzido por pesquisadores da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o
trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8
meses, sendo 50 deles em situação de
vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados
foram publicados na revista Acta Psychologica.
“Além desses bebês alcançarem marcos
motores [como agarrar objetos, virar e sentar]
mais tarde que os não expostos à pobreza, eles
apresentavam menor diversidade de movimentos,
repetindo sempre a mesma estratégia para pegar
um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina
Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo
estudo foi objeto de seu doutorado.
Para Eloisa Tudella, professora da
UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos
sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter
impactos importantes mais adiante, nos períodos
pré-escolar e escolar.
“Embora não tenha sido o foco direto da
pesquisa, evidências indicam que atrasos
motores leves no primeiro ano de vida podem
influenciar o desenvolvimento global e se associar
a problemas comportamentais na idade escolar,
incluindo transtorno do déficit de atenção com
hiperatividade [TDAH] e transtornos da
coordenação”, afirma.
O estudo mostrou ainda que há espaço
para reversão já que, aos oito meses, os atrasos
já não eram mais significativos. Essa
possibilidade de melhora é atribuída ao
engajamento das mães, que passaram a
reproduzir em casa as orientações dadas durante
as visitas (nenhum pai se apresentou como
responsável para receber as pesquisadoras).
“A maioria das mães expostas à pobreza
era adolescente e não sabia como estimular os
bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós
ensinávamos práticas simples, como colocar a
criança de barriga para baixo, usar papel
amassado como brinquedo ou conversar e cantar
para o bebê. Todas as mães se mostraram muito
receptivas, copiavam as ações durante as
avaliações e passaram a interagir mais com os
filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”,
conta Silva, atualmente em pós-doutorado na
Heinrich Heine University, na Alemanha.
Conhecidos como “tummy time”, os
períodos curtos em que o bebê fica de bruços
sobre um tapete, acordado e supervisionado, são
indicados para fortalecer cabeça, pescoço,
ombros, costas e braços, contribuindo para a
preparação da musculatura e a coordenação
necessárias para que o bebê seja capaz de rolar,
sentar, engatinhar e ficar de pé.
“Em muitos lares, os bebês passavam
mais tempo confinados em carrinhos, com poucas
oportunidades para explorar o ambiente,
fortalecer os músculos e experimentar diferentes
formas de se mover, pois não havia espaço para
isso”, afirma Silva.
O trabalho utilizou pela primeira vez no
Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento
desenvolvido por pesquisadores da Universidade
de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas
que avaliam apenas se o bebê atingiu
determinado marco motor, o IMP analisa também
a qualidade dos movimentos – variação, fluidez,
simetria e desempenho. Isso permite identificar
precocemente riscos neuromotores, planejar
intervenções mais precisas e acompanhar a
evolução das crianças ao longo do tempo.
Segundo Tudella, outra vantagem do
instrumento é reduzir a necessidade de
avaliações mais caras e complexas, como
ressonância magnética em bebês, que em geral
exige sedação.
Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02
/bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml.
Acesso em 12/02/2026.
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APRESENTAM ATRASOS NO
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MESES
Maria Fernanda Ziegler
A pobreza pode afetar o desenvolvimento
motor dos bebês já aos seis meses de idade.
Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro
que investigou mês a mês a quantidade e a
qualidade do desenvolvimento motor e sua
relação com a vulnerabilidade socioeconômica
nos primeiros meses de vida.
Conduzido por pesquisadores da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o
trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8
meses, sendo 50 deles em situação de
vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados
foram publicados na revista Acta Psychologica.
“Além desses bebês alcançarem marcos
motores [como agarrar objetos, virar e sentar]
mais tarde que os não expostos à pobreza, eles
apresentavam menor diversidade de movimentos,
repetindo sempre a mesma estratégia para pegar
um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina
Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo
estudo foi objeto de seu doutorado.
Para Eloisa Tudella, professora da
UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos
sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter
impactos importantes mais adiante, nos períodos
pré-escolar e escolar.
“Embora não tenha sido o foco direto da
pesquisa, evidências indicam que atrasos
motores leves no primeiro ano de vida podem
influenciar o desenvolvimento global e se associar
a problemas comportamentais na idade escolar,
incluindo transtorno do déficit de atenção com
hiperatividade [TDAH] e transtornos da
coordenação”, afirma.
O estudo mostrou ainda que há espaço
para reversão já que, aos oito meses, os atrasos
já não eram mais significativos. Essa
possibilidade de melhora é atribuída ao
engajamento das mães, que passaram a
reproduzir em casa as orientações dadas durante
as visitas (nenhum pai se apresentou como
responsável para receber as pesquisadoras).
“A maioria das mães expostas à pobreza
era adolescente e não sabia como estimular os
bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós
ensinávamos práticas simples, como colocar a
criança de barriga para baixo, usar papel
amassado como brinquedo ou conversar e cantar
para o bebê. Todas as mães se mostraram muito
receptivas, copiavam as ações durante as
avaliações e passaram a interagir mais com os
filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”,
conta Silva, atualmente em pós-doutorado na
Heinrich Heine University, na Alemanha.
Conhecidos como “tummy time”, os
períodos curtos em que o bebê fica de bruços
sobre um tapete, acordado e supervisionado, são
indicados para fortalecer cabeça, pescoço,
ombros, costas e braços, contribuindo para a
preparação da musculatura e a coordenação
necessárias para que o bebê seja capaz de rolar,
sentar, engatinhar e ficar de pé.
“Em muitos lares, os bebês passavam
mais tempo confinados em carrinhos, com poucas
oportunidades para explorar o ambiente,
fortalecer os músculos e experimentar diferentes
formas de se mover, pois não havia espaço para
isso”, afirma Silva.
O trabalho utilizou pela primeira vez no
Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento
desenvolvido por pesquisadores da Universidade
de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas
que avaliam apenas se o bebê atingiu
determinado marco motor, o IMP analisa também
a qualidade dos movimentos – variação, fluidez,
simetria e desempenho. Isso permite identificar
precocemente riscos neuromotores, planejar
intervenções mais precisas e acompanhar a
evolução das crianças ao longo do tempo.
Segundo Tudella, outra vantagem do
instrumento é reduzir a necessidade de
avaliações mais caras e complexas, como
ressonância magnética em bebês, que em geral
exige sedação.
Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02
/bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml.
Acesso em 12/02/2026.
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APRESENTAM ATRASOS NO
DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS
MESES
Maria Fernanda Ziegler
A pobreza pode afetar o desenvolvimento
motor dos bebês já aos seis meses de idade.
Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro
que investigou mês a mês a quantidade e a
qualidade do desenvolvimento motor e sua
relação com a vulnerabilidade socioeconômica
nos primeiros meses de vida.
Conduzido por pesquisadores da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o
trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8
meses, sendo 50 deles em situação de
vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados
foram publicados na revista Acta Psychologica.
“Além desses bebês alcançarem marcos
motores [como agarrar objetos, virar e sentar]
mais tarde que os não expostos à pobreza, eles
apresentavam menor diversidade de movimentos,
repetindo sempre a mesma estratégia para pegar
um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina
Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo
estudo foi objeto de seu doutorado.
Para Eloisa Tudella, professora da
UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos
sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter
impactos importantes mais adiante, nos períodos
pré-escolar e escolar.
“Embora não tenha sido o foco direto da
pesquisa, evidências indicam que atrasos
motores leves no primeiro ano de vida podem
influenciar o desenvolvimento global e se associar
a problemas comportamentais na idade escolar,
incluindo transtorno do déficit de atenção com
hiperatividade [TDAH] e transtornos da
coordenação”, afirma.
O estudo mostrou ainda que há espaço
para reversão já que, aos oito meses, os atrasos
já não eram mais significativos. Essa
possibilidade de melhora é atribuída ao
engajamento das mães, que passaram a
reproduzir em casa as orientações dadas durante
as visitas (nenhum pai se apresentou como
responsável para receber as pesquisadoras).
“A maioria das mães expostas à pobreza
era adolescente e não sabia como estimular os
bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós
ensinávamos práticas simples, como colocar a
criança de barriga para baixo, usar papel
amassado como brinquedo ou conversar e cantar
para o bebê. Todas as mães se mostraram muito
receptivas, copiavam as ações durante as
avaliações e passaram a interagir mais com os
filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”,
conta Silva, atualmente em pós-doutorado na
Heinrich Heine University, na Alemanha.
Conhecidos como “tummy time”, os
períodos curtos em que o bebê fica de bruços
sobre um tapete, acordado e supervisionado, são
indicados para fortalecer cabeça, pescoço,
ombros, costas e braços, contribuindo para a
preparação da musculatura e a coordenação
necessárias para que o bebê seja capaz de rolar,
sentar, engatinhar e ficar de pé.
“Em muitos lares, os bebês passavam
mais tempo confinados em carrinhos, com poucas
oportunidades para explorar o ambiente,
fortalecer os músculos e experimentar diferentes
formas de se mover, pois não havia espaço para
isso”, afirma Silva.
O trabalho utilizou pela primeira vez no
Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento
desenvolvido por pesquisadores da Universidade
de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas
que avaliam apenas se o bebê atingiu
determinado marco motor, o IMP analisa também
a qualidade dos movimentos – variação, fluidez,
simetria e desempenho. Isso permite identificar
precocemente riscos neuromotores, planejar
intervenções mais precisas e acompanhar a
evolução das crianças ao longo do tempo.
Segundo Tudella, outra vantagem do
instrumento é reduzir a necessidade de
avaliações mais caras e complexas, como
ressonância magnética em bebês, que em geral
exige sedação.
Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02
/bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml.
Acesso em 12/02/2026.
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motor dos bebês já aos seis meses de idade.
Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro
que investigou mês a mês a quantidade e a
qualidade do desenvolvimento motor e sua
relação com a vulnerabilidade socioeconômica
nos primeiros meses de vida.
Conduzido por pesquisadores da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o
trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8
meses, sendo 50 deles em situação de
vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados
foram publicados na revista Acta Psychologica.
“Além desses bebês alcançarem marcos
motores [como agarrar objetos, virar e sentar]
mais tarde que os não expostos à pobreza, eles
apresentavam menor diversidade de movimentos,
repetindo sempre a mesma estratégia para pegar
um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina
Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo
estudo foi objeto de seu doutorado.
Para Eloisa Tudella, professora da
UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos
sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter
impactos importantes mais adiante, nos períodos
pré-escolar e escolar.
“Embora não tenha sido o foco direto da
pesquisa, evidências indicam que atrasos
motores leves no primeiro ano de vida podem
influenciar o desenvolvimento global e se associar
a problemas comportamentais na idade escolar,
incluindo transtorno do déficit de atenção com
hiperatividade [TDAH] e transtornos da
coordenação”, afirma.
O estudo mostrou ainda que há espaço
para reversão já que, aos oito meses, os atrasos
já não eram mais significativos. Essa
possibilidade de melhora é atribuída ao
engajamento das mães, que passaram a
reproduzir em casa as orientações dadas durante
as visitas (nenhum pai se apresentou como
responsável para receber as pesquisadoras).
“A maioria das mães expostas à pobreza
era adolescente e não sabia como estimular os
bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós
ensinávamos práticas simples, como colocar a
criança de barriga para baixo, usar papel
amassado como brinquedo ou conversar e cantar
para o bebê. Todas as mães se mostraram muito
receptivas, copiavam as ações durante as
avaliações e passaram a interagir mais com os
filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”,
conta Silva, atualmente em pós-doutorado na
Heinrich Heine University, na Alemanha.
Conhecidos como “tummy time”, os
períodos curtos em que o bebê fica de bruços
sobre um tapete, acordado e supervisionado, são
indicados para fortalecer cabeça, pescoço,
ombros, costas e braços, contribuindo para a
preparação da musculatura e a coordenação
necessárias para que o bebê seja capaz de rolar,
sentar, engatinhar e ficar de pé.
“Em muitos lares, os bebês passavam
mais tempo confinados em carrinhos, com poucas
oportunidades para explorar o ambiente,
fortalecer os músculos e experimentar diferentes
formas de se mover, pois não havia espaço para
isso”, afirma Silva.
O trabalho utilizou pela primeira vez no
Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento
desenvolvido por pesquisadores da Universidade
de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas
que avaliam apenas se o bebê atingiu
determinado marco motor, o IMP analisa também
a qualidade dos movimentos – variação, fluidez,
simetria e desempenho. Isso permite identificar
precocemente riscos neuromotores, planejar
intervenções mais precisas e acompanhar a
evolução das crianças ao longo do tempo.
Segundo Tudella, outra vantagem do
instrumento é reduzir a necessidade de
avaliações mais caras e complexas, como
ressonância magnética em bebês, que em geral
exige sedação.
Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02
/bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml.
Acesso em 12/02/2026.
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Maria Fernanda Ziegler
A pobreza pode afetar o desenvolvimento
motor dos bebês já aos seis meses de idade.
Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro
que investigou mês a mês a quantidade e a
qualidade do desenvolvimento motor e sua
relação com a vulnerabilidade socioeconômica
nos primeiros meses de vida.
Conduzido por pesquisadores da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o
trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8
meses, sendo 50 deles em situação de
vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados
foram publicados na revista Acta Psychologica.
“Além desses bebês alcançarem marcos
motores [como agarrar objetos, virar e sentar]
mais tarde que os não expostos à pobreza, eles
apresentavam menor diversidade de movimentos,
repetindo sempre a mesma estratégia para pegar
um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina
Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo
estudo foi objeto de seu doutorado.
Para Eloisa Tudella, professora da
UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos
sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter
impactos importantes mais adiante, nos períodos
pré-escolar e escolar.
“Embora não tenha sido o foco direto da
pesquisa, evidências indicam que atrasos
motores leves no primeiro ano de vida podem
influenciar o desenvolvimento global e se associar
a problemas comportamentais na idade escolar,
incluindo transtorno do déficit de atenção com
hiperatividade [TDAH] e transtornos da
coordenação”, afirma.
O estudo mostrou ainda que há espaço
para reversão já que, aos oito meses, os atrasos
já não eram mais significativos. Essa
possibilidade de melhora é atribuída ao
engajamento das mães, que passaram a
reproduzir em casa as orientações dadas durante
as visitas (nenhum pai se apresentou como
responsável para receber as pesquisadoras).
“A maioria das mães expostas à pobreza
era adolescente e não sabia como estimular os
bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós
ensinávamos práticas simples, como colocar a
criança de barriga para baixo, usar papel
amassado como brinquedo ou conversar e cantar
para o bebê. Todas as mães se mostraram muito
receptivas, copiavam as ações durante as
avaliações e passaram a interagir mais com os
filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”,
conta Silva, atualmente em pós-doutorado na
Heinrich Heine University, na Alemanha.
Conhecidos como “tummy time”, os
períodos curtos em que o bebê fica de bruços
sobre um tapete, acordado e supervisionado, são
indicados para fortalecer cabeça, pescoço,
ombros, costas e braços, contribuindo para a
preparação da musculatura e a coordenação
necessárias para que o bebê seja capaz de rolar,
sentar, engatinhar e ficar de pé.
“Em muitos lares, os bebês passavam
mais tempo confinados em carrinhos, com poucas
oportunidades para explorar o ambiente,
fortalecer os músculos e experimentar diferentes
formas de se mover, pois não havia espaço para
isso”, afirma Silva.
O trabalho utilizou pela primeira vez no
Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento
desenvolvido por pesquisadores da Universidade
de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas
que avaliam apenas se o bebê atingiu
determinado marco motor, o IMP analisa também
a qualidade dos movimentos – variação, fluidez,
simetria e desempenho. Isso permite identificar
precocemente riscos neuromotores, planejar
intervenções mais precisas e acompanhar a
evolução das crianças ao longo do tempo.
Segundo Tudella, outra vantagem do
instrumento é reduzir a necessidade de
avaliações mais caras e complexas, como
ressonância magnética em bebês, que em geral
exige sedação.
Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02
/bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml.
Acesso em 12/02/2026.
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APRESENTAM ATRASOS NO
DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS
MESES
Maria Fernanda Ziegler
A pobreza pode afetar o desenvolvimento
motor dos bebês já aos seis meses de idade.
Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro
que investigou mês a mês a quantidade e a
qualidade do desenvolvimento motor e sua
relação com a vulnerabilidade socioeconômica
nos primeiros meses de vida.
Conduzido por pesquisadores da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o
trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8
meses, sendo 50 deles em situação de
vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados
foram publicados na revista Acta Psychologica.
“Além desses bebês alcançarem marcos
motores [como agarrar objetos, virar e sentar]
mais tarde que os não expostos à pobreza, eles
apresentavam menor diversidade de movimentos,
repetindo sempre a mesma estratégia para pegar
um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina
Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo
estudo foi objeto de seu doutorado.
Para Eloisa Tudella, professora da
UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos
sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter
impactos importantes mais adiante, nos períodos
pré-escolar e escolar.
“Embora não tenha sido o foco direto da
pesquisa, evidências indicam que atrasos
motores leves no primeiro ano de vida podem
influenciar o desenvolvimento global e se associar
a problemas comportamentais na idade escolar,
incluindo transtorno do déficit de atenção com
hiperatividade [TDAH] e transtornos da
coordenação”, afirma.
O estudo mostrou ainda que há espaço
para reversão já que, aos oito meses, os atrasos
já não eram mais significativos. Essa
possibilidade de melhora é atribuída ao
engajamento das mães, que passaram a
reproduzir em casa as orientações dadas durante
as visitas (nenhum pai se apresentou como
responsável para receber as pesquisadoras).
“A maioria das mães expostas à pobreza
era adolescente e não sabia como estimular os
bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós
ensinávamos práticas simples, como colocar a
criança de barriga para baixo, usar papel
amassado como brinquedo ou conversar e cantar
para o bebê. Todas as mães se mostraram muito
receptivas, copiavam as ações durante as
avaliações e passaram a interagir mais com os
filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”,
conta Silva, atualmente em pós-doutorado na
Heinrich Heine University, na Alemanha.
Conhecidos como “tummy time”, os
períodos curtos em que o bebê fica de bruços
sobre um tapete, acordado e supervisionado, são
indicados para fortalecer cabeça, pescoço,
ombros, costas e braços, contribuindo para a
preparação da musculatura e a coordenação
necessárias para que o bebê seja capaz de rolar,
sentar, engatinhar e ficar de pé.
“Em muitos lares, os bebês passavam
mais tempo confinados em carrinhos, com poucas
oportunidades para explorar o ambiente,
fortalecer os músculos e experimentar diferentes
formas de se mover, pois não havia espaço para
isso”, afirma Silva.
O trabalho utilizou pela primeira vez no
Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento
desenvolvido por pesquisadores da Universidade
de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas
que avaliam apenas se o bebê atingiu
determinado marco motor, o IMP analisa também
a qualidade dos movimentos – variação, fluidez,
simetria e desempenho. Isso permite identificar
precocemente riscos neuromotores, planejar
intervenções mais precisas e acompanhar a
evolução das crianças ao longo do tempo.
Segundo Tudella, outra vantagem do
instrumento é reduzir a necessidade de
avaliações mais caras e complexas, como
ressonância magnética em bebês, que em geral
exige sedação.
Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02
/bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml.
Acesso em 12/02/2026.
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Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8 meses, sendo 50 deles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados foram publicados na revista Acta Psychologica.
“Além desses bebês alcançarem marcos motores [como agarrar objetos, virar e sentar] mais tarde que os não expostos à pobreza, eles apresentavam menor diversidade de movimentos, repetindo sempre a mesma estratégia para pegar um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo estudo foi objeto de seu doutorado.
Para Eloisa Tudella, professora da UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter impactos importantes mais adiante, nos períodos pré-escolar e escolar.
“Embora não tenha sido o foco direto da pesquisa, evidências indicam que atrasos motores leves no primeiro ano de vida podem influenciar o desenvolvimento global e se associar a problemas comportamentais na idade escolar, incluindo transtorno do déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos da coordenação”, afirma.
O estudo mostrou ainda que há espaço para reversão já que, aos oito meses, os atrasos já não eram mais significativos. Essa possibilidade de melhora é atribuída ao engajamento das mães, que passaram a reproduzir em casa as orientações dadas durante as visitas (nenhum pai se apresentou como responsável para receber as pesquisadoras).
“A maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia como estimular os bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós ensinávamos práticas simples, como colocar a criança de barriga para baixo, usar papel amassado como brinquedo ou conversar e cantar para o bebê. Todas as mães se mostraram muito receptivas, copiavam as ações durante as avaliações e passaram a interagir mais com os filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”, conta Silva, atualmente em pós-doutorado na Heinrich Heine University, na Alemanha.
Conhecidos como “tummy time”, os períodos curtos em que o bebê fica de bruços sobre um tapete, acordado e supervisionado, são indicados para fortalecer cabeça, pescoço, ombros, costas e braços, contribuindo para a preparação da musculatura e a coordenação necessárias para que o bebê seja capaz de rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé.
“Em muitos lares, os bebês passavam mais tempo confinados em carrinhos, com poucas oportunidades para explorar o ambiente, fortalecer os músculos e experimentar diferentes formas de se mover, pois não havia espaço para isso”, afirma Silva.
O trabalho utilizou pela primeira vez no Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas que avaliam apenas se o bebê atingiu determinado marco motor, o IMP analisa também a qualidade dos movimentos – variação, fluidez, simetria e desempenho. Isso permite identificar precocemente riscos neuromotores, planejar intervenções mais precisas e acompanhar a evolução das crianças ao longo do tempo.
Segundo Tudella, outra vantagem do instrumento é reduzir a necessidade de avaliações mais caras e complexas, como ressonância magnética em bebês, que em geral exige sedação.
Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02 /bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml. Acesso em 12/02/2026.
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TEXTO: BEBÊS EXPOSTOS À POBREZA
APRESENTAM ATRASOS NO
DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS
MESES
Maria Fernanda Ziegler
A pobreza pode afetar o desenvolvimento
motor dos bebês já aos seis meses de idade.
Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro
que investigou mês a mês a quantidade e a
qualidade do desenvolvimento motor e sua
relação com a vulnerabilidade socioeconômica
nos primeiros meses de vida.
Conduzido por pesquisadores da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o
trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8
meses, sendo 50 deles em situação de
vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados
foram publicados na revista Acta Psychologica.
“Além desses bebês alcançarem marcos
motores [como agarrar objetos, virar e sentar]
mais tarde que os não expostos à pobreza, eles
apresentavam menor diversidade de movimentos,
repetindo sempre a mesma estratégia para pegar
um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina
Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo
estudo foi objeto de seu doutorado.
Para Eloisa Tudella, professora da
UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos
sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter
impactos importantes mais adiante, nos períodos
pré-escolar e escolar.
“Embora não tenha sido o foco direto da
pesquisa, evidências indicam que atrasos
motores leves no primeiro ano de vida podem
influenciar o desenvolvimento global e se associar
a problemas comportamentais na idade escolar,
incluindo transtorno do déficit de atenção com
hiperatividade [TDAH] e transtornos da
coordenação”, afirma.
O estudo mostrou ainda que há espaço
para reversão já que, aos oito meses, os atrasos
já não eram mais significativos. Essa
possibilidade de melhora é atribuída ao
engajamento das mães, que passaram a
reproduzir em casa as orientações dadas durante
as visitas (nenhum pai se apresentou como
responsável para receber as pesquisadoras).
“A maioria das mães expostas à pobreza
era adolescente e não sabia como estimular os
bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós
ensinávamos práticas simples, como colocar a
criança de barriga para baixo, usar papel
amassado como brinquedo ou conversar e cantar
para o bebê. Todas as mães se mostraram muito
receptivas, copiavam as ações durante as
avaliações e passaram a interagir mais com os
filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”,
conta Silva, atualmente em pós-doutorado na
Heinrich Heine University, na Alemanha.
Conhecidos como “tummy time”, os
períodos curtos em que o bebê fica de bruços
sobre um tapete, acordado e supervisionado, são
indicados para fortalecer cabeça, pescoço,
ombros, costas e braços, contribuindo para a
preparação da musculatura e a coordenação
necessárias para que o bebê seja capaz de rolar,
sentar, engatinhar e ficar de pé.
“Em muitos lares, os bebês passavam
mais tempo confinados em carrinhos, com poucas
oportunidades para explorar o ambiente,
fortalecer os músculos e experimentar diferentes
formas de se mover, pois não havia espaço para
isso”, afirma Silva.
O trabalho utilizou pela primeira vez no
Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento
desenvolvido por pesquisadores da Universidade
de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas
que avaliam apenas se o bebê atingiu
determinado marco motor, o IMP analisa também
a qualidade dos movimentos – variação, fluidez,
simetria e desempenho. Isso permite identificar
precocemente riscos neuromotores, planejar
intervenções mais precisas e acompanhar a
evolução das crianças ao longo do tempo.
Segundo Tudella, outra vantagem do
instrumento é reduzir a necessidade de
avaliações mais caras e complexas, como
ressonância magnética em bebês, que em geral
exige sedação.
Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02
/bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml.
Acesso em 12/02/2026.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO: BEBÊS EXPOSTOS À POBREZA
APRESENTAM ATRASOS NO
DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS
MESES
Maria Fernanda Ziegler
A pobreza pode afetar o desenvolvimento
motor dos bebês já aos seis meses de idade.
Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro
que investigou mês a mês a quantidade e a
qualidade do desenvolvimento motor e sua
relação com a vulnerabilidade socioeconômica
nos primeiros meses de vida.
Conduzido por pesquisadores da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o
trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8
meses, sendo 50 deles em situação de
vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados
foram publicados na revista Acta Psychologica.
“Além desses bebês alcançarem marcos
motores [como agarrar objetos, virar e sentar]
mais tarde que os não expostos à pobreza, eles
apresentavam menor diversidade de movimentos,
repetindo sempre a mesma estratégia para pegar
um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina
Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo
estudo foi objeto de seu doutorado.
Para Eloisa Tudella, professora da
UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos
sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter
impactos importantes mais adiante, nos períodos
pré-escolar e escolar.
“Embora não tenha sido o foco direto da
pesquisa, evidências indicam que atrasos
motores leves no primeiro ano de vida podem
influenciar o desenvolvimento global e se associar
a problemas comportamentais na idade escolar,
incluindo transtorno do déficit de atenção com
hiperatividade [TDAH] e transtornos da
coordenação”, afirma.
O estudo mostrou ainda que há espaço
para reversão já que, aos oito meses, os atrasos
já não eram mais significativos. Essa
possibilidade de melhora é atribuída ao
engajamento das mães, que passaram a
reproduzir em casa as orientações dadas durante
as visitas (nenhum pai se apresentou como
responsável para receber as pesquisadoras).
“A maioria das mães expostas à pobreza
era adolescente e não sabia como estimular os
bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós
ensinávamos práticas simples, como colocar a
criança de barriga para baixo, usar papel
amassado como brinquedo ou conversar e cantar
para o bebê. Todas as mães se mostraram muito
receptivas, copiavam as ações durante as
avaliações e passaram a interagir mais com os
filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”,
conta Silva, atualmente em pós-doutorado na
Heinrich Heine University, na Alemanha.
Conhecidos como “tummy time”, os
períodos curtos em que o bebê fica de bruços
sobre um tapete, acordado e supervisionado, são
indicados para fortalecer cabeça, pescoço,
ombros, costas e braços, contribuindo para a
preparação da musculatura e a coordenação
necessárias para que o bebê seja capaz de rolar,
sentar, engatinhar e ficar de pé.
“Em muitos lares, os bebês passavam
mais tempo confinados em carrinhos, com poucas
oportunidades para explorar o ambiente,
fortalecer os músculos e experimentar diferentes
formas de se mover, pois não havia espaço para
isso”, afirma Silva.
O trabalho utilizou pela primeira vez no
Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento
desenvolvido por pesquisadores da Universidade
de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas
que avaliam apenas se o bebê atingiu
determinado marco motor, o IMP analisa também
a qualidade dos movimentos – variação, fluidez,
simetria e desempenho. Isso permite identificar
precocemente riscos neuromotores, planejar
intervenções mais precisas e acompanhar a
evolução das crianças ao longo do tempo.
Segundo Tudella, outra vantagem do
instrumento é reduzir a necessidade de
avaliações mais caras e complexas, como
ressonância magnética em bebês, que em geral
exige sedação.
Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02
/bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml.
Acesso em 12/02/2026.
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TEXTO: BEBÊS EXPOSTOS À POBREZA APRESENTAM ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS MESES
Maria Fernanda Ziegler
A pobreza pode afetar o desenvolvimento motor dos bebês já aos seis meses de idade. Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro que investigou mês a mês a quantidade e a qualidade do desenvolvimento motor e sua relação com a vulnerabilidade socioeconômica nos primeiros meses de vida.
Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8 meses, sendo 50 deles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados foram publicados na revista Acta Psychologica.
“Além desses bebês alcançarem marcos motores [como agarrar objetos, virar e sentar] mais tarde que os não expostos à pobreza, eles apresentavam menor diversidade de movimentos, repetindo sempre a mesma estratégia para pegar um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo estudo foi objeto de seu doutorado.
Para Eloisa Tudella, professora da UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter impactos importantes mais adiante, nos períodos pré-escolar e escolar.
“Embora não tenha sido o foco direto da pesquisa, evidências indicam que atrasos motores leves no primeiro ano de vida podem influenciar o desenvolvimento global e se associar a problemas comportamentais na idade escolar, incluindo transtorno do déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos da coordenação”, afirma.
O estudo mostrou ainda que há espaço para reversão já que, aos oito meses, os atrasos já não eram mais significativos. Essa possibilidade de melhora é atribuída ao engajamento das mães, que passaram a reproduzir em casa as orientações dadas durante as visitas (nenhum pai se apresentou como responsável para receber as pesquisadoras).
“A maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia como estimular os bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós ensinávamos práticas simples, como colocar a criança de barriga para baixo, usar papel amassado como brinquedo ou conversar e cantar para o bebê. Todas as mães se mostraram muito receptivas, copiavam as ações durante as avaliações e passaram a interagir mais com os filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”, conta Silva, atualmente em pós-doutorado na Heinrich Heine University, na Alemanha.
Conhecidos como “tummy time”, os períodos curtos em que o bebê fica de bruços sobre um tapete, acordado e supervisionado, são indicados para fortalecer cabeça, pescoço, ombros, costas e braços, contribuindo para a preparação da musculatura e a coordenação necessárias para que o bebê seja capaz de rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé.
“Em muitos lares, os bebês passavam mais tempo confinados em carrinhos, com poucas oportunidades para explorar o ambiente, fortalecer os músculos e experimentar diferentes formas de se mover, pois não havia espaço para isso”, afirma Silva.
O trabalho utilizou pela primeira vez no Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas que avaliam apenas se o bebê atingiu determinado marco motor, o IMP analisa também a qualidade dos movimentos – variação, fluidez, simetria e desempenho. Isso permite identificar precocemente riscos neuromotores, planejar intervenções mais precisas e acompanhar a evolução das crianças ao longo do tempo.
Segundo Tudella, outra vantagem do instrumento é reduzir a necessidade de avaliações mais caras e complexas, como ressonância magnética em bebês, que em geral exige sedação.
Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02 /bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml. Acesso em 12/02/2026.
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