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Brasil – Limites do ilimitado: humanizar o trânsito urbano
Embora exista desde milênios, as cidades exibem as marcas fundamentais da civilização urbana deste início de
século. Nas últimas duas décadas, mais de um bilhão de seres humanos migrou para as cidades. Foi o maior movimento
populacional da história. Nos mais diversos continentes multiplicaram-se cidades com mais de dois milhões de habitantes.
Não por caso, ou apenas por questões culturais.A mudança é fruto de uma organização social e econômica, que mais do que
nunca, concentrou a propriedade da terra e fortaleceu um movimento agrícola de exportação que obriga os lavradores a
deixarem suas terras procurando refúgio nas periferias das grandes cidades.
A especulação imobiliária cria um muro imaginário, mas quase intransponível entre as áreas nobres e as periferias
entregues ao deus-dará. Como se fosse dividida em duas ou três, a cidade tem áreas que servem de centro do poder político,
outros locais liberados para atividades econômicas, culturais ou para lazer e tem também os bairros e ajuntamentos de
periferia, nos quais o planejamento urbano é quase ausente. Para os que têm recursos, a cidade é multicultural e se manifesta
na pluriformidade de roupas, gestos, cenas e serviços. Para a população empobrecida que, em cada cidade, é mais tratada
como massa de refugiados do que como cidadãos de pleno direito, a cidade é apenas o formigueiro humano, discriminado e
agredido em sua dignidade.
Há deterioração das condições de vida em bairros de periferia mesmo em cidades prósperas dos Estados Unidos
como Detroit ou Chicago, que apresentam índices de desenvolvimento urbano em tudo piores do que os de muitas favelas do
Rio de Janeiro, Guaquil, Salvador ou Bombay. Isso para não falar dos aglomerados humanos nas cidades norte-americanas de
fronteira, guetos de refugiados, como quaisquer campos de concentração em tempos de guerra. O mundo inteiro assistiu às
revoltas e quebra-quebra de moradores de bairros periféricos de Paris e de algumas cidades francesas.
Como a corrente sempre quebra no elo mais fraco, toda cidade mostra sua maior ou menor exeqüibilidade na
organização do trânsito. São Paulo conta com centros administrativos dignos do primeiro mundo e intensa vida cultural, mas,
infelizmente, a sua cara é o trânsito caótico, perigoso e congestionado. Na Europa, o trânsito urbano é o que mais diferencia
Roma e Paris, assim como, nos Estados Unidos, se diferenciam a imensa Nova York, na qual o trânsito e intenso e
complexíssimo, mas nunca deixa de fluir e a latino-americana Miami que, de vez em quando, pára e atrasa a vida de todo
mundo.
Em cidades como Goiânia, o lado mais terrível da desumanização do trânsito é a violência que continua atingindo
tanto a pedestres, como a passageiros. Acidentes mortais se multiplicam e pequenos incidentes entre motoristas têm, uma vez
ou outra, gerado balas e mortes gratuitas.
É possível que, por trás desta violência quase rotineira em nossas grandes cidades, haja também um fenômeno
complexo que é o fato de ser quase o único espaço no qual, sob certo ponto de vista, as classes sociais se encontram em
condições de pretensa igualdade de direitos. O trânsito é quase o único lugar no qual centro e periferia se encontram ou se
cruzam, sob o risco de se chocarem. Em um plano inconsciente das relações estruturais, a sociedade, do modo que é
organizada, parece quase permitir que exista certo grau de tensão ou de olhar atravessado entre quem dirige carro particular e
os motoristas de táxi, entre quem conduz um ônibus ou um veículo qualquer e um motociclista, em sua maioria, jovem e
pobre.
Por mais que existam, precisamos de mais campanhas de paz no trânsito e de respeito à vida. No trânsito, como na
família ou no trabalho, é possível trabalhar para instaurar relações regidas pela cultura de paz e de administração não-violenta
dos conflitos que, porventura ocorrerem. Entretanto, a raiz da mudança cultural ocorrerá quando olharmos de forma mais
solidária e amorosa a todo ser humano que, em nossa cidade se torna nosso irmão e companheiro. Aí sim, teremos um
trânsito e uma convivência urbana de verdadeiros cidadãos.
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Embora exista desde milênios, as cidades exibem as marcas fundamentais da civilização urbana deste início de
século. Nas últimas duas décadas, mais de um bilhão de seres humanos migrou para as cidades. Foi o maior movimento
populacional da história. Nos mais diversos continentes multiplicaram-se cidades com mais de dois milhões de habitantes.
Não por caso, ou apenas por questões culturais.A mudança é fruto de uma organização social e econômica, que mais do que
nunca, concentrou a propriedade da terra e fortaleceu um movimento agrícola de exportação que obriga os lavradores a
deixarem suas terras procurando refúgio nas periferias das grandes cidades.
A especulação imobiliária cria um muro imaginário, mas quase intransponível entre as áreas nobres e as periferias
entregues ao deus-dará. Como se fosse dividida em duas ou três, a cidade tem áreas que servem de centro do poder político,
outros locais liberados para atividades econômicas, culturais ou para lazer e tem também os bairros e ajuntamentos de
periferia, nos quais o planejamento urbano é quase ausente. Para os que têm recursos, a cidade é multicultural e se manifesta
na pluriformidade de roupas, gestos, cenas e serviços. Para a população empobrecida que, em cada cidade, é mais tratada
como massa de refugiados do que como cidadãos de pleno direito, a cidade é apenas o formigueiro humano, discriminado e
agredido em sua dignidade.
Há deterioração das condições de vida em bairros de periferia mesmo em cidades prósperas dos Estados Unidos
como Detroit ou Chicago, que apresentam índices de desenvolvimento urbano em tudo piores do que os de muitas favelas do
Rio de Janeiro, Guaquil, Salvador ou Bombay. Isso para não falar dos aglomerados humanos nas cidades norte-americanas de
fronteira, guetos de refugiados, como quaisquer campos de concentração em tempos de guerra. O mundo inteiro assistiu às
revoltas e quebra-quebra de moradores de bairros periféricos de Paris e de algumas cidades francesas.
Como a corrente sempre quebra no elo mais fraco, toda cidade mostra sua maior ou menor exeqüibilidade na
organização do trânsito. São Paulo conta com centros administrativos dignos do primeiro mundo e intensa vida cultural, mas,
infelizmente, a sua cara é o trânsito caótico, perigoso e congestionado. Na Europa, o trânsito urbano é o que mais diferencia
Roma e Paris, assim como, nos Estados Unidos, se diferenciam a imensa Nova York, na qual o trânsito e intenso e
complexíssimo, mas nunca deixa de fluir e a latino-americana Miami que, de vez em quando, pára e atrasa a vida de todo
mundo.
Em cidades como Goiânia, o lado mais terrível da desumanização do trânsito é a violência que continua atingindo
tanto a pedestres, como a passageiros. Acidentes mortais se multiplicam e pequenos incidentes entre motoristas têm, uma vez
ou outra, gerado balas e mortes gratuitas.
É possível que, por trás desta violência quase rotineira em nossas grandes cidades, haja também um fenômeno
complexo que é o fato de ser quase o único espaço no qual, sob certo ponto de vista, as classes sociais se encontram em
condições de pretensa igualdade de direitos. O trânsito é quase o único lugar no qual centro e periferia se encontram ou se
cruzam, sob o risco de se chocarem. Em um plano inconsciente das relações estruturais, a sociedade, do modo que é
organizada, parece quase permitir que exista certo grau de tensão ou de olhar atravessado entre quem dirige carro particular e
os motoristas de táxi, entre quem conduz um ônibus ou um veículo qualquer e um motociclista, em sua maioria, jovem e
pobre.
Por mais que existam, precisamos de mais campanhas de paz no trânsito e de respeito à vida. No trânsito, como na
família ou no trabalho, é possível trabalhar para instaurar relações regidas pela cultura de paz e de administração não-violenta
dos conflitos que, porventura ocorrerem. Entretanto, a raiz da mudança cultural ocorrerá quando olharmos de forma mais
solidária e amorosa a todo ser humano que, em nossa cidade se torna nosso irmão e companheiro. Aí sim, teremos um
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Embora exista desde milênios, as cidades exibem as marcas fundamentais da civilização urbana deste início de
século. Nas últimas duas décadas, mais de um bilhão de seres humanos migrou para as cidades. Foi o maior movimento
populacional da história. Nos mais diversos continentes multiplicaram-se cidades com mais de dois milhões de habitantes.
Não por caso, ou apenas por questões culturais.A mudança é fruto de uma organização social e econômica, que mais do que
nunca, concentrou a propriedade da terra e fortaleceu um movimento agrícola de exportação que obriga os lavradores a
deixarem suas terras procurando refúgio nas periferias das grandes cidades.
A especulação imobiliária cria um muro imaginário, mas quase intransponível entre as áreas nobres e as periferias
entregues ao deus-dará. Como se fosse dividida em duas ou três, a cidade tem áreas que servem de centro do poder político,
outros locais liberados para atividades econômicas, culturais ou para lazer e tem também os bairros e ajuntamentos de
periferia, nos quais o planejamento urbano é quase ausente. Para os que têm recursos, a cidade é multicultural e se manifesta
na pluriformidade de roupas, gestos, cenas e serviços. Para a população empobrecida que, em cada cidade, é mais tratada
como massa de refugiados do que como cidadãos de pleno direito, a cidade é apenas o formigueiro humano, discriminado e
agredido em sua dignidade.
Há deterioração das condições de vida em bairros de periferia mesmo em cidades prósperas dos Estados Unidos
como Detroit ou Chicago, que apresentam índices de desenvolvimento urbano em tudo piores do que os de muitas favelas do
Rio de Janeiro, Guaquil, Salvador ou Bombay. Isso para não falar dos aglomerados humanos nas cidades norte-americanas de
fronteira, guetos de refugiados, como quaisquer campos de concentração em tempos de guerra. O mundo inteiro assistiu às
revoltas e quebra-quebra de moradores de bairros periféricos de Paris e de algumas cidades francesas.
Como a corrente sempre quebra no elo mais fraco, toda cidade mostra sua maior ou menor exeqüibilidade na
organização do trânsito. São Paulo conta com centros administrativos dignos do primeiro mundo e intensa vida cultural, mas,
infelizmente, a sua cara é o trânsito caótico, perigoso e congestionado. Na Europa, o trânsito urbano é o que mais diferencia
Roma e Paris, assim como, nos Estados Unidos, se diferenciam a imensa Nova York, na qual o trânsito e intenso e
complexíssimo, mas nunca deixa de fluir e a latino-americana Miami que, de vez em quando, pára e atrasa a vida de todo
mundo.
Em cidades como Goiânia, o lado mais terrível da desumanização do trânsito é a violência que continua atingindo
tanto a pedestres, como a passageiros. Acidentes mortais se multiplicam e pequenos incidentes entre motoristas têm, uma vez
ou outra, gerado balas e mortes gratuitas.
É possível que, por trás desta violência quase rotineira em nossas grandes cidades, haja também um fenômeno
complexo que é o fato de ser quase o único espaço no qual, sob certo ponto de vista, as classes sociais se encontram em
condições de pretensa igualdade de direitos. O trânsito é quase o único lugar no qual centro e periferia se encontram ou se
cruzam, sob o risco de se chocarem. Em um plano inconsciente das relações estruturais, a sociedade, do modo que é
organizada, parece quase permitir que exista certo grau de tensão ou de olhar atravessado entre quem dirige carro particular e
os motoristas de táxi, entre quem conduz um ônibus ou um veículo qualquer e um motociclista, em sua maioria, jovem e
pobre.
Por mais que existam, precisamos de mais campanhas de paz no trânsito e de respeito à vida. No trânsito, como na
família ou no trabalho, é possível trabalhar para instaurar relações regidas pela cultura de paz e de administração não-violenta
dos conflitos que, porventura ocorrerem. Entretanto, a raiz da mudança cultural ocorrerá quando olharmos de forma mais
solidária e amorosa a todo ser humano que, em nossa cidade se torna nosso irmão e companheiro. Aí sim, teremos um
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Embora exista desde milênios, as cidades exibem as marcas fundamentais da civilização urbana deste início de
século. Nas últimas duas décadas, mais de um bilhão de seres humanos migrou para as cidades. Foi o maior movimento
populacional da história. Nos mais diversos continentes multiplicaram-se cidades com mais de dois milhões de habitantes.
Não por caso, ou apenas por questões culturais.A mudança é fruto de uma organização social e econômica, que mais do que
nunca, concentrou a propriedade da terra e fortaleceu um movimento agrícola de exportação que obriga os lavradores a
deixarem suas terras procurando refúgio nas periferias das grandes cidades.
A especulação imobiliária cria um muro imaginário, mas quase intransponível entre as áreas nobres e as periferias
entregues ao deus-dará. Como se fosse dividida em duas ou três, a cidade tem áreas que servem de centro do poder político,
outros locais liberados para atividades econômicas, culturais ou para lazer e tem também os bairros e ajuntamentos de
periferia, nos quais o planejamento urbano é quase ausente. Para os que têm recursos, a cidade é multicultural e se manifesta
na pluriformidade de roupas, gestos, cenas e serviços. Para a população empobrecida que, em cada cidade, é mais tratada
como massa de refugiados do que como cidadãos de pleno direito, a cidade é apenas o formigueiro humano, discriminado e
agredido em sua dignidade.
Há deterioração das condições de vida em bairros de periferia mesmo em cidades prósperas dos Estados Unidos
como Detroit ou Chicago, que apresentam índices de desenvolvimento urbano em tudo piores do que os de muitas favelas do
Rio de Janeiro, Guaquil, Salvador ou Bombay. Isso para não falar dos aglomerados humanos nas cidades norte-americanas de
fronteira, guetos de refugiados, como quaisquer campos de concentração em tempos de guerra. O mundo inteiro assistiu às
revoltas e quebra-quebra de moradores de bairros periféricos de Paris e de algumas cidades francesas.
Como a corrente sempre quebra no elo mais fraco, toda cidade mostra sua maior ou menor exeqüibilidade na
organização do trânsito. São Paulo conta com centros administrativos dignos do primeiro mundo e intensa vida cultural, mas,
infelizmente, a sua cara é o trânsito caótico, perigoso e congestionado. Na Europa, o trânsito urbano é o que mais diferencia
Roma e Paris, assim como, nos Estados Unidos, se diferenciam a imensa Nova York, na qual o trânsito e intenso e
complexíssimo, mas nunca deixa de fluir e a latino-americana Miami que, de vez em quando, pára e atrasa a vida de todo
mundo.
Em cidades como Goiânia, o lado mais terrível da desumanização do trânsito é a violência que continua atingindo
tanto a pedestres, como a passageiros. Acidentes mortais se multiplicam e pequenos incidentes entre motoristas têm, uma vez
ou outra, gerado balas e mortes gratuitas.
É possível que, por trás desta violência quase rotineira em nossas grandes cidades, haja também um fenômeno
complexo que é o fato de ser quase o único espaço no qual, sob certo ponto de vista, as classes sociais se encontram em
condições de pretensa igualdade de direitos. O trânsito é quase o único lugar no qual centro e periferia se encontram ou se
cruzam, sob o risco de se chocarem. Em um plano inconsciente das relações estruturais, a sociedade, do modo que é
organizada, parece quase permitir que exista certo grau de tensão ou de olhar atravessado entre quem dirige carro particular e
os motoristas de táxi, entre quem conduz um ônibus ou um veículo qualquer e um motociclista, em sua maioria, jovem e
pobre.
Por mais que existam, precisamos de mais campanhas de paz no trânsito e de respeito à vida. No trânsito, como na
família ou no trabalho, é possível trabalhar para instaurar relações regidas pela cultura de paz e de administração não-violenta
dos conflitos que, porventura ocorrerem. Entretanto, a raiz da mudança cultural ocorrerá quando olharmos de forma mais
solidária e amorosa a todo ser humano que, em nossa cidade se torna nosso irmão e companheiro. Aí sim, teremos um
trânsito e uma convivência urbana de verdadeiros cidadãos.
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Embora exista desde milênios, as cidades exibem as marcas fundamentais da civilização urbana deste início de
século. Nas últimas duas décadas, mais de um bilhão de seres humanos migrou para as cidades. Foi o maior movimento
populacional da história. Nos mais diversos continentes multiplicaram-se cidades com mais de dois milhões de habitantes.
Não por caso, ou apenas por questões culturais.A mudança é fruto de uma organização social e econômica, que mais do que
nunca, concentrou a propriedade da terra e fortaleceu um movimento agrícola de exportação que obriga os lavradores a
deixarem suas terras procurando refúgio nas periferias das grandes cidades.
A especulação imobiliária cria um muro imaginário, mas quase intransponível entre as áreas nobres e as periferias
entregues ao deus-dará. Como se fosse dividida em duas ou três, a cidade tem áreas que servem de centro do poder político,
outros locais liberados para atividades econômicas, culturais ou para lazer e tem também os bairros e ajuntamentos de
periferia, nos quais o planejamento urbano é quase ausente. Para os que têm recursos, a cidade é multicultural e se manifesta
na pluriformidade de roupas, gestos, cenas e serviços. Para a população empobrecida que, em cada cidade, é mais tratada
como massa de refugiados do que como cidadãos de pleno direito, a cidade é apenas o formigueiro humano, discriminado e
agredido em sua dignidade.
Há deterioração das condições de vida em bairros de periferia mesmo em cidades prósperas dos Estados Unidos
como Detroit ou Chicago, que apresentam índices de desenvolvimento urbano em tudo piores do que os de muitas favelas do
Rio de Janeiro, Guaquil, Salvador ou Bombay. Isso para não falar dos aglomerados humanos nas cidades norte-americanas de
fronteira, guetos de refugiados, como quaisquer campos de concentração em tempos de guerra. O mundo inteiro assistiu às
revoltas e quebra-quebra de moradores de bairros periféricos de Paris e de algumas cidades francesas.
Como a corrente sempre quebra no elo mais fraco, toda cidade mostra sua maior ou menor exeqüibilidade na
organização do trânsito. São Paulo conta com centros administrativos dignos do primeiro mundo e intensa vida cultural, mas,
infelizmente, a sua cara é o trânsito caótico, perigoso e congestionado. Na Europa, o trânsito urbano é o que mais diferencia
Roma e Paris, assim como, nos Estados Unidos, se diferenciam a imensa Nova York, na qual o trânsito e intenso e
complexíssimo, mas nunca deixa de fluir e a latino-americana Miami que, de vez em quando, pára e atrasa a vida de todo
mundo.
Em cidades como Goiânia, o lado mais terrível da desumanização do trânsito é a violência que continua atingindo
tanto a pedestres, como a passageiros. Acidentes mortais se multiplicam e pequenos incidentes entre motoristas têm, uma vez
ou outra, gerado balas e mortes gratuitas.
É possível que, por trás desta violência quase rotineira em nossas grandes cidades, haja também um fenômeno
complexo que é o fato de ser quase o único espaço no qual, sob certo ponto de vista, as classes sociais se encontram em
condições de pretensa igualdade de direitos. O trânsito é quase o único lugar no qual centro e periferia se encontram ou se
cruzam, sob o risco de se chocarem. Em um plano inconsciente das relações estruturais, a sociedade, do modo que é
organizada, parece quase permitir que exista certo grau de tensão ou de olhar atravessado entre quem dirige carro particular e
os motoristas de táxi, entre quem conduz um ônibus ou um veículo qualquer e um motociclista, em sua maioria, jovem e
pobre.
Por mais que existam, precisamos de mais campanhas de paz no trânsito e de respeito à vida. No trânsito, como na
família ou no trabalho, é possível trabalhar para instaurar relações regidas pela cultura de paz e de administração não-violenta
dos conflitos que, porventura ocorrerem. Entretanto, a raiz da mudança cultural ocorrerá quando olharmos de forma mais
solidária e amorosa a todo ser humano que, em nossa cidade se torna nosso irmão e companheiro. Aí sim, teremos um
trânsito e uma convivência urbana de verdadeiros cidadãos.
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Brasil – Limites do ilimitado: humanizar o trânsito urbano
Embora exista desde milênios, as cidades exibem as marcas fundamentais da civilização urbana deste início de
século. Nas últimas duas décadas, mais de um bilhão de seres humanos migrou para as cidades. Foi o maior movimento
populacional da história. Nos mais diversos continentes multiplicaram-se cidades com mais de dois milhões de habitantes.
Não por caso, ou apenas por questões culturais.A mudança é fruto de uma organização social e econômica, que mais do que
nunca, concentrou a propriedade da terra e fortaleceu um movimento agrícola de exportação que obriga os lavradores a
deixarem suas terras procurando refúgio nas periferias das grandes cidades.
A especulação imobiliária cria um muro imaginário, mas quase intransponível entre as áreas nobres e as periferias
entregues ao deus-dará. Como se fosse dividida em duas ou três, a cidade tem áreas que servem de centro do poder político,
outros locais liberados para atividades econômicas, culturais ou para lazer e tem também os bairros e ajuntamentos de
periferia, nos quais o planejamento urbano é quase ausente. Para os que têm recursos, a cidade é multicultural e se manifesta
na pluriformidade de roupas, gestos, cenas e serviços. Para a população empobrecida que, em cada cidade, é mais tratada
como massa de refugiados do que como cidadãos de pleno direito, a cidade é apenas o formigueiro humano, discriminado e
agredido em sua dignidade.
Há deterioração das condições de vida em bairros de periferia mesmo em cidades prósperas dos Estados Unidos
como Detroit ou Chicago, que apresentam índices de desenvolvimento urbano em tudo piores do que os de muitas favelas do
Rio de Janeiro, Guaquil, Salvador ou Bombay. Isso para não falar dos aglomerados humanos nas cidades norte-americanas de
fronteira, guetos de refugiados, como quaisquer campos de concentração em tempos de guerra. O mundo inteiro assistiu às
revoltas e quebra-quebra de moradores de bairros periféricos de Paris e de algumas cidades francesas.
Como a corrente sempre quebra no elo mais fraco, toda cidade mostra sua maior ou menor exeqüibilidade na
organização do trânsito. São Paulo conta com centros administrativos dignos do primeiro mundo e intensa vida cultural, mas,
infelizmente, a sua cara é o trânsito caótico, perigoso e congestionado. Na Europa, o trânsito urbano é o que mais diferencia
Roma e Paris, assim como, nos Estados Unidos, se diferenciam a imensa Nova York, na qual o trânsito e intenso e
complexíssimo, mas nunca deixa de fluir e a latino-americana Miami que, de vez em quando, pára e atrasa a vida de todo
mundo.
Em cidades como Goiânia, o lado mais terrível da desumanização do trânsito é a violência que continua atingindo
tanto a pedestres, como a passageiros. Acidentes mortais se multiplicam e pequenos incidentes entre motoristas têm, uma vez
ou outra, gerado balas e mortes gratuitas.
É possível que, por trás desta violência quase rotineira em nossas grandes cidades, haja também um fenômeno
complexo que é o fato de ser quase o único espaço no qual, sob certo ponto de vista, as classes sociais se encontram em
condições de pretensa igualdade de direitos. O trânsito é quase o único lugar no qual centro e periferia se encontram ou se
cruzam, sob o risco de se chocarem. Em um plano inconsciente das relações estruturais, a sociedade, do modo que é
organizada, parece quase permitir que exista certo grau de tensão ou de olhar atravessado entre quem dirige carro particular e
os motoristas de táxi, entre quem conduz um ônibus ou um veículo qualquer e um motociclista, em sua maioria, jovem e
pobre.
Por mais que existam, precisamos de mais campanhas de paz no trânsito e de respeito à vida. No trânsito, como na
família ou no trabalho, é possível trabalhar para instaurar relações regidas pela cultura de paz e de administração não-violenta
dos conflitos que, porventura ocorrerem. Entretanto, a raiz da mudança cultural ocorrerá quando olharmos de forma mais
solidária e amorosa a todo ser humano que, em nossa cidade se torna nosso irmão e companheiro. Aí sim, teremos um
trânsito e uma convivência urbana de verdadeiros cidadãos.
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Questão presente nas seguintes provas
1039646
Ano: 2011
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: INCP
Orgão: Pref. Belford Roxo-RJ
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: INCP
Orgão: Pref. Belford Roxo-RJ
Provas:
A habilitação para conduzir veículo automotor e elétrico será apurada por meio de exames que deverão ser
realizados junto ao órgão ou entidade executivos do Estado ou do Distrito Federal, do domicílio ou residência do
candidato, ou na sede estadual ou distrital do próprio órgão, devendo o condutor preencher, de acordo com o artigo
40 do Código de Trânsito, os seguintes requisitos:
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Questão presente nas seguintes provas
1039634
Ano: 2011
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: INCP
Orgão: Pref. Belford Roxo-RJ
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: INCP
Orgão: Pref. Belford Roxo-RJ
Provas:
Constitui infração de trânsito a inobservância de qualquer preceito do Código de Trânsito Brasileiro, da legalização
complementar ou das resoluções do CONTRAN, sendo o infrator sujeito às penalidades e medidas administrativas
indicadas, além das punições previstas no CTB. Tendo pó base à gravidade da infração e a penalidade aplicada de
acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, assinale a alternativa correta:
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Questão presente nas seguintes provas
1039633
Ano: 2011
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: INCP
Orgão: Pref. Belford Roxo-RJ
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: INCP
Orgão: Pref. Belford Roxo-RJ
Provas:
Em Abril de 2008, a comissão de Viação e Transportes aprovou mudança na redação do código de Trânsito
Brasileiro (Lei 9503/97) para esclarecer algumas questões no que tange ao uso de luzes em veículos. De acordo com
o texto legal que vigora nos dias hodiernos, é incorreto afirmar que:
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Questão presente nas seguintes provas
1039630
Ano: 2011
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: INCP
Orgão: Pref. Belford Roxo-RJ
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: INCP
Orgão: Pref. Belford Roxo-RJ
Provas:
Conforme consta no Código de Trânsito Brasileiro em seu ART. 256, a autoridade de trânsito, na esfera das
competências estabelecidas no referido código e dentro de sua circunscrição, deverá aplicar, às infrações nele
previstas, as seguintes penalidades, dentre outras, EXCETO:
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Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
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