Magna Concursos

Foram encontradas 80 questões.

Leia o texto I para responder às questões de 1 a 11.

Texto I

Variações em torno da paixão

"De paixão vivemos muito.

De paixão morremos sempre."

Paixão é a alucinação amorosa. E os apaixonados são de duas espécies: os generosos, que se dão inteiramente, se jogando estabanadamente nas mãos do outro, e os possessivos, que querem que o outro se incorpore a eles convertidos em sombra viva. Mas talvez haja um terceiro tipo: o dos que não se apaixonam, mas despertam paixões. Na impossibilidade ou no medo de se apaixonar, posto que paixão é abismo, alimentam-se da paixão alheia, ou melhor, incentivam a paixão em torno para preencher algo em si.

Paixão, por isto, é arma de dois ou três gumes. E corta. E sangra. Se não sangrou, se não teve insônia, se não desesperou, se não ficou com a alma dependurada num fio de telefone, se não ficou exposto na úmida espera, paixão não era.

Talvez fosse desejo, que o desejo é diferente. No desejo a gente quer o outro para possuí-lo apenas passageiramente. É como se fosse um apetite despertado por um fruto ou alguma comida saborosa que saliva nossos sentidos. É como se fosse possuir um objeto na vitrina. É um desejo de posse natural, estético, erótico, mas sendo mais desejo que qualquer outra coisa, isto vai passar.

E passa.

Na paixão, não.

Na paixão, a gente quer se fundir com o outro. Para sempre. De corpo e alma. Perde totalmente o centro de gravidade. Transfere a moradia de seu ser para a casa do ser alheio. É como se vestisse a pele do outro. E se o outro disser assim: “Vai ali buscar aquela estrela ou mesmo a Lua” (como naquele lindo conto de Murilo Rubião chamado Bárbara), se o outro disser isto, a gente vai airosamente buscar o que ele quer.

E se o outro disser: “Não estou gostando de seu nariz”, a gente opera, corta, joga fora, não só o nariz, mas qualquer outra coisa, porque, nesse caso, qualquer palavra ou sugestão é ordem.

A paixão é boa?

A paixão é ruim?

Ninguém sabe. Ela acontece. Como certas tempestades, ela acontece. Assim como depois dos vendavais os elementos da natureza já não são os mesmos, ninguém será o que era depois do desvario da paixão. Vidas renascem com paixões. Outras viram cinzas por causa dela. E há pessoas que são como aquela ave mítica — a Fênix, vivem renascendo das cinzas da paixão.

Marx, portanto, errou completamente. Não é a luta de classes que move a história, é a paixão. Paixão é a revolução a dois. Ela desafia o sistema. Diante dela a comunidade fica abalada. A paixão é antissocial e egoísta, no que é diferente do amor maduro, longo e duradouro, que fecunda a vida dos amantes e reforça os laços da comunidade. Com Romeu e Julieta, por exemplo, fez-se a revolução a dois. Foi assim com Tristão e Isolda, com Genevieve e Lancelot. Não é de hoje.

Affonso Romano de Sant’anna

Segundo o narrador do texto I,

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto I para responder às questões de 1 a 11.

Texto I

Variações em torno da paixão

"De paixão vivemos muito.

De paixão morremos sempre."

Paixão é a alucinação amorosa. E os apaixonados são de duas espécies: os generosos, que se dão inteiramente, se jogando estabanadamente nas mãos do outro, e os possessivos, que querem que o outro se incorpore a eles convertidos em sombra viva. Mas talvez haja um terceiro tipo: o dos que não se apaixonam, mas despertam paixões. Na impossibilidade ou no medo de se apaixonar, posto que paixão é abismo, alimentam-se da paixão alheia, ou melhor, incentivam a paixão em torno para preencher algo em si.

Paixão, por isto, é arma de dois ou três gumes. E corta. E sangra. Se não sangrou, se não teve insônia, se não desesperou, se não ficou com a alma dependurada num fio de telefone, se não ficou exposto na úmida espera, paixão não era.

Talvez fosse desejo, que o desejo é diferente. No desejo a gente quer o outro para possuí-lo apenas passageiramente. É como se fosse um apetite despertado por um fruto ou alguma comida saborosa que saliva nossos sentidos. É como se fosse possuir um objeto na vitrina. É um desejo de posse natural, estético, erótico, mas sendo mais desejo que qualquer outra coisa, isto vai passar.

E passa.

Na paixão, não.

Na paixão, a gente quer se fundir com o outro. Para sempre. De corpo e alma. Perde totalmente o centro de gravidade. Transfere a moradia de seu ser para a casa do ser alheio. É como se vestisse a pele do outro. E se o outro disser assim: “Vai ali buscar aquela estrela ou mesmo a Lua” (como naquele lindo conto de Murilo Rubião chamado Bárbara), se o outro disser isto, a gente vai airosamente buscar o que ele quer.

E se o outro disser: “Não estou gostando de seu nariz”, a gente opera, corta, joga fora, não só o nariz, mas qualquer outra coisa, porque, nesse caso, qualquer palavra ou sugestão é ordem.

A paixão é boa?

A paixão é ruim?

Ninguém sabe. Ela acontece. Como certas tempestades, ela acontece. Assim como depois dos vendavais os elementos da natureza já não são os mesmos, ninguém será o que era depois do desvario da paixão. Vidas renascem com paixões. Outras viram cinzas por causa dela. E há pessoas que são como aquela ave mítica — a Fênix, vivem renascendo das cinzas da paixão.

Marx, portanto, errou completamente. Não é a luta de classes que move a história, é a paixão. Paixão é a revolução a dois. Ela desafia o sistema. Diante dela a comunidade fica abalada. A paixão é antissocial e egoísta, no que é diferente do amor maduro, longo e duradouro, que fecunda a vida dos amantes e reforça os laços da comunidade. Com Romeu e Julieta, por exemplo, fez-se a revolução a dois. Foi assim com Tristão e Isolda, com Genevieve e Lancelot. Não é de hoje.

Affonso Romano de Sant’anna

Na epígrafe do texto I,

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto I para responder às questões de 1 a 11.

Texto I

Variações em torno da paixão

"De paixão vivemos muito.

De paixão morremos sempre."

Paixão é a alucinação amorosa. E os apaixonados são de duas espécies: os generosos, que se dão inteiramente, se jogando estabanadamente nas mãos do outro, e os possessivos, que querem que o outro se incorpore a eles convertidos em sombra viva. Mas talvez haja um terceiro tipo: o dos que não se apaixonam, mas despertam paixões. Na impossibilidade ou no medo de se apaixonar, posto que paixão é abismo, alimentam-se da paixão alheia, ou melhor, incentivam a paixão em torno para preencher algo em si.

Paixão, por isto, é arma de dois ou três gumes. E corta. E sangra. Se não sangrou, se não teve insônia, se não desesperou, se não ficou com a alma dependurada num fio de telefone, se não ficou exposto na úmida espera, paixão não era.

Talvez fosse desejo, que o desejo é diferente. No desejo a gente quer o outro para possuí-lo apenas passageiramente. É como se fosse um apetite despertado por um fruto ou alguma comida saborosa que saliva nossos sentidos. É como se fosse possuir um objeto na vitrina. É um desejo de posse natural, estético, erótico, mas sendo mais desejo que qualquer outra coisa, isto vai passar.

E passa.

Na paixão, não.

Na paixão, a gente quer se fundir com o outro. Para sempre. De corpo e alma. Perde totalmente o centro de gravidade. Transfere a moradia de seu ser para a casa do ser alheio. É como se vestisse a pele do outro. E se o outro disser assim: “Vai ali buscar aquela estrela ou mesmo a Lua” (como naquele lindo conto de Murilo Rubião chamado Bárbara), se o outro disser isto, a gente vai airosamente buscar o que ele quer.

E se o outro disser: “Não estou gostando de seu nariz”, a gente opera, corta, joga fora, não só o nariz, mas qualquer outra coisa, porque, nesse caso, qualquer palavra ou sugestão é ordem.

A paixão é boa?

A paixão é ruim?

Ninguém sabe. Ela acontece. Como certas tempestades, ela acontece. Assim como depois dos vendavais os elementos da natureza já não são os mesmos, ninguém será o que era depois do desvario da paixão. Vidas renascem com paixões. Outras viram cinzas por causa dela. E há pessoas que são como aquela ave mítica — a Fênix, vivem renascendo das cinzas da paixão.

Marx, portanto, errou completamente. Não é a luta de classes que move a história, é a paixão. Paixão é a revolução a dois. Ela desafia o sistema. Diante dela a comunidade fica abalada. A paixão é antissocial e egoísta, no que é diferente do amor maduro, longo e duradouro, que fecunda a vida dos amantes e reforça os laços da comunidade. Com Romeu e Julieta, por exemplo, fez-se a revolução a dois. Foi assim com Tristão e Isolda, com Genevieve e Lancelot. Não é de hoje.

Affonso Romano de Sant’anna

Considerando os objetivos, a linguagem e o conteúdo do texto I, é correto afirmar que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

A função ABS, da planilha de cálculo Calc, idioma português do Brasil, retorna o valor absoluto de um número. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o resultado da aplicação da função ABS aos números 0, -56 e 12:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Considere as células A1 até A6 e B1 até B6, de uma planilha eletrônica do Calc, idioma português do Brasil, com valores inseridos conforme representado no esquema a seguir:

País

Consumo de café (kg/ano)

Finlândia

10

Suécia

8

Noruega

6,8

Eslovênia

6,3

Países Baixos

6,1

Assinale a alternativa que apresenta a fórmula correta para o cálculo da média aritmética de consumo de café (kg/ano) de todos os países apresentados no esquema desta questão.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Considere uma planilha que foi elaborada no Calc, idioma português do Brasil. A planilha em questão possui duas abas de planilhas, chamadas de Planilha_A e Planilha_B. Considere, também, que a planilha ativa seja a Planilha_B e que o usuário acesse a barra de Menu, selecione "Ferramentas > Proteger planilha", insira e confirme uma senha e clique em Ok. A partir do que foi descrito, avalie as afirmações a seguir.

I. Caso o usuário tente alterar a Planilha_A, será exibida a mensagem: "Não é possível modificar células protegidas".

II. Caso o usuário tente alterar a Planilha_B, será exibida a mensagem: "Não é possível modificar células protegidas".

III. Para ser possível alterar a Planilha_A, o usuário será obrigado a remover a proteção da planilha. Uma das maneiras de executar essa remoção é acessar barra de Menu e selecionar "Ferramentas > Proteger planilha" e inserir a senha correta.

IV. Para ser possível alterar a Planilha_B, o usuário será obrigado a remover a proteção da planilha. Uma das maneiras de executar essa remoção é acessar barra de Menu e selecionar "Ferramentas > Proteger planilha" e inserir a senha correta.

É correto o que se afirma em

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Assinale a alternativa que apresenta uma opção correta para que o número da página apareça no canto inferior direito de cada página de um documento do processador de textos Writer, idioma português do Brasil.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Considere que um usuário deseje criar um modelo do tipo carta por meio de assistentes, no processador de textos Writer, idioma português do Brasil. Para isso, a partir da barra de Menu, ele deverá selecionar

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Veja o texto a seguir que deve ser analisado nesta questão e que foi formatado no Writer, idioma português do Brasil:

O desenho contém os seguintes itens:

• flores;

• árvores;

• casas; e

• prédios

Assinale a alternativa que indica o tipo de lista utilizado para apresentar os itens do texto em análise nesta questão, de acordo com as características do Writer.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Assinale a alternativa que apresenta o local padrão em que as mensagens excluídas pelo usuário, em um webmail, são armazenadas durante o período de tempo que antecede a exclusão permanente dessas.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas