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A formação territorial do Brasil não se deu de forma linear ou espontânea, mas resultou da articulação entre processos de colonização, interesses econômicos exógenos e estratégias geopolíticas internas. Essa dinâmica produziu espacialidades seletivas e concentrou poder político e econômico em determinados territórios. Considerando a contribuição da geografia histórica e da crítica à regionalização oficial, assinale a alternativa que melhor traduz essa compreensão.
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A partir da incorporação das teorias da geopolítica crítica e dos estudos pós-estruturalistas, a geografia política contemporânea rompe com a concepção clássica do território como extensão fixa e domínio absoluto do Estado. Nessa chave teórica, o território é entendido como produto relacional, constituído por múltiplos atores, escalas e normatividades. Assinale a alternativa que expressa, com maior precisão, essa perspectiva crítica.
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A geografia econômica crítica propõe a análise das lógicas espaciais da acumulação capitalista, problematizando os discursos hegemônicos de desenvolvimento e integração global. Autores como David Harvey, Doreen Massey e Milton Santos apontam para o aprofundamento das desigualdades territoriais no contexto da globalização neoliberal. Com base nessa abordagem, assinale a alternativa que expressa com maior precisão os efeitos espaciais do atual regime global de produção e circulação.
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A pedologia contemporânea não apenas classifica os tipos de solo, mas articula-se com os campos da ecologia e do planejamento territorial para discutir o uso sustentável e os processos de degradação. Em relação aos princípios de conservação dos solos em territórios vulneráveis, qual alternativa expressa uma concepção tecnicamente incorreta, embora frequentemente observada em práticas agrícolas tradicionais?
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A água, cada vez mais reconhecida como bem estratégico e finito, constitui objeto de disputas entre agentes públicos, privados e comunitários. A geografia política da água tem enfatizado os conflitos em torno da gestão integrada, da apropriação privada de fontes hídricas e da colonialidade dos modelos de governança. Considerando esse marco teórico, qual alternativa expressa um desafio geopolítico complexo e atual no contexto brasileiro?
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As teorias geomorfológicas contemporâneas incorporam múltiplos referenciais epistemológicos, articulando a dinâmica tectônica, os processos exógenos e a ação antrópica. Nesse sentido, a geomorfologia crítica destaca o papel das práticas humanas na transformação das formas do relevo. Com base nessa perspectiva, qual alternativa expressa uma leitura adequada da relação entre relevo e sociedade?
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A urbanização brasileira contemporânea, segundo autores como Ermínia Maricato, Carlos Vainer e Raquel Rolnik, inscreve-se em uma lógica de mercantilização do solo urbano, financeirização da moradia e captura das políticas públicas por interesses de mercado. Essa dinâmica redefine o papel do Estado e das periferias na produção do espaço urbano. À luz dessa perspectiva crítica, qual das alternativas expressa, com maior rigor teórico, um desdobramento estrutural do modelo de urbanização hegemônico no Brasil?
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A climatologia geográfica, ao dialogar com a geografia crítica e com os estudos socioambientais, ultrapassa a análise descritiva dos climas e seus elementos. Ela investiga, também, a forma como o clima é apropriado e transformado pelas dinâmicas humanas e políticas. Diante disso, qual alternativa representa uma crítica metodológica coerente à abordagem exclusivamente classificatória dos climas?
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A categoria “espaço geográfico”, enquanto objeto de estudo da Geografia contemporânea, foi ressignificada a partir das críticas à visão naturalista e determinista do século XIX. Autores como Milton Santos propuseram uma abordagem mais dialética, relacionando técnica, norma e território. Considerando essas contribuições, qual alternativa expressa, de forma mais rigorosa, a complexidade do conceito de espaço geográfico no pensamento crítico?
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A obra The Nature of Geography (1939), de Richard Hartshorne, marca uma virada epistemológica no pensamento geográfico ao propor a diferenciação areal como método científico distintivo da disciplina. Em contraponto, a geografia crítica e a geografia humanista, sobretudo nas décadas seguintes, desconstroem a centralidade da descrição regional. Com base nessas disputas epistemológicas, assinale a alternativa que expressa com maior rigor uma crítica contemporânea ao paradigma hartshorniano no contexto do debate geográfico atual.
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