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Texto 4
O quanto da sua vida é baseado na internet?
Thiarlley Valadares
WhatsApp, Instagram, Pinterest. Twitter, para alguns. Facebook
virou coisa "de gente velha". Snapchat ainda existe? Tumblr pra ler,
Spotify para ouvir, YouTube para assistir; tantos blogs nessa
interwebs que já nem dá pra contar – nunca deu, na verdade.
Eu sei que parece hipócrita uma crônica num blog, dentro da
internet, fazer uma análise sobre como vivemos aqui na web. Mas,
ei, é pra isso que estamos aqui! Se não pudermos usar do
ciberespaço para criticar o uso do próprio por nós mesmos, qual o
ponto?
Enquanto conversava com um amigo de infância – nos
conhecemos desde a sexta série – comentamos sobre como estão
alguns de nossos colegas do ensino médio, até que foi mencionado
que há muito não via um deles pessoalmente. "A gente acha que
ver as pessoas na internet é o suficiente, né" disse ele, após rir.
Depois que ele foi embora, coloquei-me a pensar nessa frase.
Desde a faculdade que estudo sobre internet e suas nuances,
então, frases e discussões do tipo sempre ficam martelando na
minha cabeça.
E aí, pensei naquele clichê que já falamos mil vezes e, ainda assim,
insistimos em não levar a sério. O quanto da sua vida é baseada
no que se vê na internet? O quanto você mostra ou deixa de
mostrar nas fotos do Instagram, nos tweets, nos stories?
Falando por mim mesma – e eu adoro essa frase, pois, por quem
mais eu poderia falar? – sou um completo desastre. Minha conta
no twitter, por exemplo, é o maior livro aberto da minha vida. Passo
horas analisando meu perfil do Instagram e pensando: "Será que
as fotos combinam? Se uma pessoa que não me conhece olhar o
meu perfil, o que ela vai achar? Que eu sou legal? Que pareço
capenga?". Passo horas na conta do blog buscando novos
seguidores, novas curtidas e visualizações, com a desculpa que é
um investimento de tempo, buscando o crescimento do Apenas.
Mas... será?
Analisando o meu próprio consumo com um olhar social e, por que
não, pós-moderno, percebi que falhei como ser humano enquanto
ser social, inserido na internet. Afinal, o que faz de um perfil
adequado para ser acessado? Por que eu devo almejar um perfil
com X seguidores? Se as minhas fotos não combinam, então eu
falhei como usuária daquela rede? Tudo da minha vida deve ser,
mesmo, publicado no twitter? Eu devo alguma satisfação aos meus
seguidores?
As respostas para cada uma dessas perguntas são óbvias e nós
sabemos, mas fingimos que não. Guardamos lá no fundo da
consciência que não devemos nada a ninguém e que não deveria
importar quantos nos seguem, quantos nos curtem, quantos nos
veem.
E, de novo, parece clichê, parece óbvio, mas por que a gente não
se escuta? Por que é tão difícil deixar o celular para ler um bom
livro? Apreciar uma ida a uma praça, o tempo com alguém querido
ou até mesmo um tempo de ócio consigo mesmo?
Porque nos foi dito que a vida não para. Que enquanto "eles
dormem" precisamos garantir nosso diferencial. Então nos
iludimos, com aplicativos, sites e cursos on-line para crescimento
pessoal e profissional quando, na verdade, só perdemos tempo.
Não vou concluir dizendo o que você deve ou não fazer. Usando o
meu exemplo, irei continuar refletindo nos conselhos que dei a mim
mesma, deixando o aplicativo do notas do celular, onde escrevi
inicialmente essa crônica, de lado para um tempo de ócio ao lado
do meu namorado.
Parece hipocrisia toda essa narrativa enquanto ele joga no celular
à espera que eu termine? Parece.
Porque é.
Disponível em: https://www.apenasfugindo.com/2020/01/cronica-o-quanto-dasua-vida-e-baseado.html. Acesso em: 5 jul. 2026.
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Texto 4
O quanto da sua vida é baseado na internet?
Thiarlley Valadares
WhatsApp, Instagram, Pinterest. Twitter, para alguns. Facebook
virou coisa "de gente velha". Snapchat ainda existe? Tumblr pra ler,
Spotify para ouvir, YouTube para assistir; tantos blogs nessa
interwebs que já nem dá pra contar – nunca deu, na verdade.
Eu sei que parece hipócrita uma crônica num blog, dentro da
internet, fazer uma análise sobre como vivemos aqui na web. Mas,
ei, é pra isso que estamos aqui! Se não pudermos usar do
ciberespaço para criticar o uso do próprio por nós mesmos, qual o
ponto?
Enquanto conversava com um amigo de infância – nos
conhecemos desde a sexta série – comentamos sobre como estão
alguns de nossos colegas do ensino médio, até que foi mencionado
que há muito não via um deles pessoalmente. "A gente acha que
ver as pessoas na internet é o suficiente, né" disse ele, após rir.
Depois que ele foi embora, coloquei-me a pensar nessa frase.
Desde a faculdade que estudo sobre internet e suas nuances,
então, frases e discussões do tipo sempre ficam martelando na
minha cabeça.
E aí, pensei naquele clichê que já falamos mil vezes e, ainda assim,
insistimos em não levar a sério. O quanto da sua vida é baseada
no que se vê na internet? O quanto você mostra ou deixa de
mostrar nas fotos do Instagram, nos tweets, nos stories?
Falando por mim mesma – e eu adoro essa frase, pois, por quem
mais eu poderia falar? – sou um completo desastre. Minha conta
no twitter, por exemplo, é o maior livro aberto da minha vida. Passo
horas analisando meu perfil do Instagram e pensando: "Será que
as fotos combinam? Se uma pessoa que não me conhece olhar o
meu perfil, o que ela vai achar? Que eu sou legal? Que pareço
capenga?". Passo horas na conta do blog buscando novos
seguidores, novas curtidas e visualizações, com a desculpa que é
um investimento de tempo, buscando o crescimento do Apenas.
Mas... será?
Analisando o meu próprio consumo com um olhar social e, por que
não, pós-moderno, percebi que falhei como ser humano enquanto
ser social, inserido na internet. Afinal, o que faz de um perfil
adequado para ser acessado? Por que eu devo almejar um perfil
com X seguidores? Se as minhas fotos não combinam, então eu
falhei como usuária daquela rede? Tudo da minha vida deve ser,
mesmo, publicado no twitter? Eu devo alguma satisfação aos meus
seguidores?
As respostas para cada uma dessas perguntas são óbvias e nós
sabemos, mas fingimos que não. Guardamos lá no fundo da
consciência que não devemos nada a ninguém e que não deveria
importar quantos nos seguem, quantos nos curtem, quantos nos
veem.
E, de novo, parece clichê, parece óbvio, mas por que a gente não
se escuta? Por que é tão difícil deixar o celular para ler um bom
livro? Apreciar uma ida a uma praça, o tempo com alguém querido
ou até mesmo um tempo de ócio consigo mesmo?
Porque nos foi dito que a vida não para. Que enquanto "eles
dormem" precisamos garantir nosso diferencial. Então nos
iludimos, com aplicativos, sites e cursos on-line para crescimento
pessoal e profissional quando, na verdade, só perdemos tempo.
Não vou concluir dizendo o que você deve ou não fazer. Usando o
meu exemplo, irei continuar refletindo nos conselhos que dei a mim
mesma, deixando o aplicativo do notas do celular, onde escrevi
inicialmente essa crônica, de lado para um tempo de ócio ao lado
do meu namorado.
Parece hipocrisia toda essa narrativa enquanto ele joga no celular
à espera que eu termine? Parece.
Porque é.
Disponível em: https://www.apenasfugindo.com/2020/01/cronica-o-quanto-dasua-vida-e-baseado.html. Acesso em: 5 jul. 2026.
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Imagem 1

Disponível em: https://incrivel.club/articles/20-placas-e-cartazes-que-saoum-desafio-para-quem-le-mas-um-prato-cheio-para-o-bom-humor-1131410/. Acesso em: 4 jul. 2026.
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Disponível em: https://incrivel.club/articles/20-placas-e-cartazes-que-saoum-desafio-para-quem-le-mas-um-prato-cheio-para-o-bom-humor-1131410/. Acesso em: 4 jul. 2026.
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Leia o texto a seguir.
Emoção em família: mãe e filha se formam juntas na faculdade
As britânicas Vicki Lawlor, de 43 anos, e sua filha Hannah, de 21, se formaram juntas na Universidade de Stirling, na Escócia, nessa semana (06/2021). A emoção de receber o diploma ao mesmo tempo levou mãe e filha a planejar uma festa no jardim de sua casa para comemorar a dupla conquista. Em entrevista ao Daily Mail, Vicki disse: “É uma coincidência estarmos nos formando juntas. Levei um pouco mais de tempo do que Hannah para concluir meu curso e não foi uma jornada fácil, mas tê-la ao meu lado e compartilhar experiências semelhantes de cumprimento de prazos e conclusão de tarefas foi muito gratificante”. Vicki concluiu o bacharelado em Ciências, enquanto Hannah se formou como bacharel em Artes.
Disponível em: https://entretenimento.r7.com/virtz/fotos/emocao-emfamilia-mae-e-filha-se-formam-juntas-na-faculdade-25062021/. Acesso em: 4 jul. 2026.
Considerando a estrutura e a linguagem empregadas no texto, a finalidade da mensagem é a de
Emoção em família: mãe e filha se formam juntas na faculdade
As britânicas Vicki Lawlor, de 43 anos, e sua filha Hannah, de 21, se formaram juntas na Universidade de Stirling, na Escócia, nessa semana (06/2021). A emoção de receber o diploma ao mesmo tempo levou mãe e filha a planejar uma festa no jardim de sua casa para comemorar a dupla conquista. Em entrevista ao Daily Mail, Vicki disse: “É uma coincidência estarmos nos formando juntas. Levei um pouco mais de tempo do que Hannah para concluir meu curso e não foi uma jornada fácil, mas tê-la ao meu lado e compartilhar experiências semelhantes de cumprimento de prazos e conclusão de tarefas foi muito gratificante”. Vicki concluiu o bacharelado em Ciências, enquanto Hannah se formou como bacharel em Artes.
Disponível em: https://entretenimento.r7.com/virtz/fotos/emocao-emfamilia-mae-e-filha-se-formam-juntas-na-faculdade-25062021/. Acesso em: 4 jul. 2026.
Considerando a estrutura e a linguagem empregadas no texto, a finalidade da mensagem é a de
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Texto 2
O Brasil descobriu, finalmente, o problema da Educação. O que,
até dois anos atrás, era uma “nota só” de um político está aos
poucos se transformando na nota principal de todos. É uma boa
notícia, e um enorme desafio: como sair do vício do abandono
ou mesmo da aversão para a prioridade à Educação, quando o
próprio conceito de Educação está em mutação. Com os novos
avanços, tanto científicos sobre o cérebro como tecnológicos
sobre a teleinformática, os velhos sistemas de pedagogia
entraram em crise. Antes que cirurgias neuroinformacionais
sejam capazes de implantar chips de conhecimento no cérebro,
será preciso mudar a escola e o principal desafio é inventar o
professor das primeiras décadas do século XXI. [...]
BUARQUE, Cristovam. A invenção do professor. Profissão Mestre, nov. 2008.
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O Brasil descobriu, finalmente, o problema da Educação. O que,
até dois anos atrás, era uma “nota só” de um político está aos
poucos se transformando na nota principal de todos. É uma boa
notícia, e um enorme desafio: como sair do vício do abandono
ou mesmo da aversão para a prioridade à Educação, quando o
próprio conceito de Educação está em mutação. Com os novos
avanços, tanto científicos sobre o cérebro como tecnológicos
sobre a teleinformática, os velhos sistemas de pedagogia
entraram em crise. Antes que cirurgias neuroinformacionais
sejam capazes de implantar chips de conhecimento no cérebro,
será preciso mudar a escola e o principal desafio é inventar o
professor das primeiras décadas do século XXI. [...]
BUARQUE, Cristovam. A invenção do professor. Profissão Mestre, nov. 2008.
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Leia o texto a seguir.
Disponível em: https://www.institutoclaro.org.br/educacao/nossasnovidades/reportagens/tirinhas-da-turma-do-snoopy-ajudam-a-trabalharhabilidades-socioemocionais/. Acesso em: 4 jul. 2026.
Considerando o diálogo entre os personagens, o ponto de interrogação, no último painel,
Disponível em: https://www.institutoclaro.org.br/educacao/nossasnovidades/reportagens/tirinhas-da-turma-do-snoopy-ajudam-a-trabalharhabilidades-socioemocionais/. Acesso em: 4 jul. 2026.
Considerando o diálogo entre os personagens, o ponto de interrogação, no último painel,
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Texto 1
A princesa e a ervilha
Era uma vez um príncipe que queria se casar com uma
princesa, mas tinha de ser uma princesa verdadeira. Por isso,
foi viajar pelo mundo afora para encontrar uma, mas havia
sempre qualquer coisa que não estava certa. Viu muitas
princesas, mas nunca tinha a certeza de serem genuínas. Havia
sempre qualquer coisa, isto ou aquilo, que não parecia estar
como devia ser. Por fim, regressou à casa, muito abatido,
porque queria uma princesa verdadeira.
Uma noite houve uma terrível tempestade; os trovões
ribombavam, os raios rasgavam o céu e a chuva caía em
torrentes; era apavorante. Chovia desabaladamente. No meio
disso tudo, alguém bateu à porta e o velho rei foi abrir.
Deparou com uma princesa. Mas, meu Deus! o estado em que
ela estava! A água escorria-lhe pelos cabelos e pela roupa e
saía pelas biqueiras e pela parte de trás dos sapatos. No
entanto, ela afirmou que era uma princesa de verdade.
— Bem, já vamos ver isso — pensou a velha rainha. Não disse
uma palavra, mas foi ao quarto de hóspedes, desmanchou a
cama toda e pôs uma pequena ervilha no colchão. Depois
empilhou mais vinte colchões e vinte cobertores por cima. A
princesa iria dormir nessa cama.
De manhã, perguntaram-lhe se tinha dormido bem.
— Oh, pessimamente! Não preguei olho em toda a noite! Só
Deus sabe o que havia na cama, mas senti uma coisa dura que
me encheu de nódoas negras. Foi horrível.
Hans Christian Andersen
Disponível em: https://niveasalgado.com.br/a-princesa-e-a-ervilha-uma-otimahistorinha-para-dormir/#google_vignette. [Adaptado]. Acesso em: 4 jul. 2026.
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Texto 1
A princesa e a ervilha
Era uma vez um príncipe que queria se casar com uma
princesa, mas tinha de ser uma princesa verdadeira. Por isso,
foi viajar pelo mundo afora para encontrar uma, mas havia
sempre qualquer coisa que não estava certa. Viu muitas
princesas, mas nunca tinha a certeza de serem genuínas. Havia
sempre qualquer coisa, isto ou aquilo, que não parecia estar
como devia ser. Por fim, regressou à casa, muito abatido,
porque queria uma princesa verdadeira.
Uma noite houve uma terrível tempestade; os trovões
ribombavam, os raios rasgavam o céu e a chuva caía em
torrentes; era apavorante. Chovia desabaladamente. No meio
disso tudo, alguém bateu à porta e o velho rei foi abrir.
Deparou com uma princesa. Mas, meu Deus! o estado em que
ela estava! A água escorria-lhe pelos cabelos e pela roupa e
saía pelas biqueiras e pela parte de trás dos sapatos. No
entanto, ela afirmou que era uma princesa de verdade.
— Bem, já vamos ver isso — pensou a velha rainha. Não disse
uma palavra, mas foi ao quarto de hóspedes, desmanchou a
cama toda e pôs uma pequena ervilha no colchão. Depois
empilhou mais vinte colchões e vinte cobertores por cima. A
princesa iria dormir nessa cama.
De manhã, perguntaram-lhe se tinha dormido bem.
— Oh, pessimamente! Não preguei olho em toda a noite! Só
Deus sabe o que havia na cama, mas senti uma coisa dura que
me encheu de nódoas negras. Foi horrível.
Hans Christian Andersen
Disponível em: https://niveasalgado.com.br/a-princesa-e-a-ervilha-uma-otimahistorinha-para-dormir/#google_vignette. [Adaptado]. Acesso em: 4 jul. 2026.
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