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Foram encontradas 40 questões.

Gestão escolar e projeto político pedagógico constituem-se em elementos inerentes à instituição escola. Acerca destes elementos, marque (V) para verdadeiro e (F) para falso:

( ) Na concepção crítico-racional de gestão escolar prevalece a visão de escola como instituição que agrega pessoas, destacando o caráter institucional de suas ações, bem como da escola com o contexto sociocultural e político.

( ) O projeto político pedagógico da escola deve refletir prioritariamente os desejos, os anseios e os objetivos dos profissionais que trabalham na escola.

( ) Autonomia, participação, estrutura organizacional, currículo, avaliação, tempo escolar, equidade e igualdade são elementos prescindíveis no projeto político pedagógico.

( ) A direção é um princípio e um atributo da gestão.

( ) A cultura organizacional se projeta em todas as instâncias e ações da escola. A cultura organizacional é ao mesmo tempo uma cultura instituída e instituinte.

Está CORRETA a sequência que consta em:

 

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O currículo é elemento constituinte da escola e do seu projeto pedagógico. Sobre currículo, marque a alternativa CORRETA:

 

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As teorias de aprendizagem tratam da dinâmica envolvida nos atos de ensinar e aprender. São vários os estudiosos que tentaram/tentam explicar a relação entre o conhecimento pré-existente e o novo conhecimento. Sobre os estudiosos das teorias da aprendizagem, marque (V) para verdadeiro e (F) para falso.

( ) Georges Snyders (1917-2011), Alexander Neill (1883-1973) e Carl Rogers (1902-1987) são defensores de pedagogias nãodiretivas, primando pela liberdade de ser e de aprender.

( ) Para Maria Montessori (1870-1952) o professor é um monitor da aprendizagem, na medida em que escuta e vigia, bem mais do que fala. O professor não é o detentor do conhecimento, pois o conhecimento está contido nos livros.

( ) Dentre os estudos realizados por Jean Piaget (1896-1980) está o de formação dos aspectos físicos da noção do acaso: a ideia de mistura irreversível, diversas distribuições, sejam uniformes ou centralizadas, que caracterizam os eventos fortuitos e as relações entre o acaso e a indução de uma relação constante.

( ) Lorenzo Milani (1923-1967) foi um psicólogo italiano defensor da ideia da escala como uma pista olímpica: impulsiona os melhores e rechaça os mais fracos, visto que a escola pretende mais do que ensinar, pretende também medir a qualidade dos alunos e impulsioná-las ao sucesso.

( ) Ivan Pavlov (1849-1936) criou a “Lei do reflexo condicional” através da qual mostrava o mecanismo mais básico por meio do qual pessoas e animais eram capazes de entender as relações entre estímulos, aprender novas respostas, bem como variar e adaptar a sua conduta com base nelas.

Está CORRETA a sequência que consta em:

 

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A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. Sobre a BNCC marque (V) para verdadeiro e (F) para falso.

( ) As aprendizagens essenciais definidas na BNCC têm como base o desenvolvimento de dez competências e habilidades gerais, que consubstanciam o aspecto pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos.

( ) A Lei 11.125/2005 é um dos marcos legais da BNCC. ( ) A BNCC afirma, de modo explícito, o seu compromisso com a educação em tempo integral.

( ) A oferta de Ensino Religioso é obrigatório no ensino fundamental e médio.

( ) Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva é uma das competências da BNCC.

Está CORRETA a sequência que consta em:

 

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A lei 9394/96 estabelece as diretrizes e bases para a educação nacional. Sobre o prescrito nesta Lei, marque a alternativa CORRETA.

 

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“NADA COMO ESSE ABRAÇO”

Adriana Martins, mãe do bebê que sobreviveu ao ataque à creche em Santa Catarina, fala de seu alívio.

Vivi o pior dos pesadelos.Eu estava no trabalho, que fica a menos de 500 metros da creche onde Henryque estudava, quando percebi uma movimentação estranha entre meus colegas. Uns faziam ligações, outros conversavam discretamente entre si, todos muito apreensivos. Tive certeza de que algo ruim estava acontecendo, mas não fazia ideia do que enfrentaria naquele dia trágico. Foi então que avisaram que havia uma emergência na escolinha. Saí correndo em um ato instintivo, antes de receber qualquer informação ou detalhe. A entrada estava lotada e eu só escutava boatos de que um louco havia ferido a faca e matado crianças e professores. Tive uma crise incontrolável de choro, nunca senti tamanho desespero, desabei. Precisava saber onde estava o meu filho. E de repente veio a notícia: Henryque fora encaminhado para a emergência. Mas como ele estava? Vivo? Morto? Corremos para o hospital. [...]

Não consigo nem pensar em como vai ser o retorno à escola. Sua recuperação física caminha bem, mas ele ainda tem muita tosse porque o pulmão perfurado acumulou secreção. Brinca e logo fica cansado. Foi terrível ver meu filho à beira da morte de uma hora para outra. Agora, é acompanhá-lo na luta para se recuperar 100%. O dia das mães em família, após o massacre, foi um momento especial, um presente. Não sinto ódio do jovem que o atacou, só quero o justo, que seja preso. Essa experiência transformou minha percepção sobre a vida. [...]

Avalie as proposições que abordam aspectos da organização macroestrutural do texto e assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso:

( ) O texto se caracteriza como um depoimento e apresenta estrutura predominantemente narrativa, mesclando sequências descritivas e expositivas.

( ) A alternância dos tempos verbais pretérito perfeito (vivi ...) e pretérito imperfeito (eu estava ...) na narrativa se justifica para diferenciar os planos do relato e da descrição, respectivamente.

( ) O uso do verbo no presente em “não consigo nem pensar...” ou “Sua recuperação física caminha bem...”, entre outras passagens, sinaliza mudança de plano: de relato para comentário.

A sequência de resposta CORRETA é

 

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Brasileiros são os que mais temem violência no mundo, aponta índice

Os brasileiros são os que mais temem a violência ao redor do globo, com 83% da população do país muito preocupada com isso, aponta o Global Peace Index 2021, que mede o nível de paz e a ausência de violência em 163 nações.

Divulgado nesta quinta-feira (17) pelo think tank independente australiano Institute for Economics and Peace (IEP), o índice mostra que, em relação ao medo da violência, o Brasil está acima da média mundial de 60%. O problema foi visto ainda como o maior risco para a própria segurança para 64% da população, à frente de questões como saúde, mesmo no ano da pandemia do coronavírus.

Apesar de ser o país que mais teme a violência, o Brasil não está entre aqueles em que a população mais passou por situações violentas nos últimos dois anos - índice que está em 40%, mais de 20 pontos atrás da Namíbia, líder nesse aspecto do ranking com 63%. "Possivelmente, isso [o medo da violência] pode estar relacionado ao nível de denúncia dos crimes e a várias pessoas se comunicando em redes sociais." Killelea também aponta que 58% dos brasileiros se sentem menos seguros do que há cinco anos. O indicador vai na contramão da tendência mundial, que aponta que 75% das pessoas dizem se sentir tão ou mais seguras do que há cinco anos.

Outro ponto em que o Brasil nada contra a corrente é a taxa de homicídios, que, apesar da pandemia, cresceu no país, enquanto 116 nações reduziram seus índices desde 2008. No primeiro semestre do ano passado, 25.712 pessoas foram mortas, número 7% maior do que o registrado no mesmo período de 2019, segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que compila estatísticas de criminalidade no país.

Esses foram alguns dos fatores que levaram o Brasil a não avançar sua posição no ranking, permanecendo com um nível de paz considerado baixo. A pesquisa, realizada entre janeiro de 2020 e março de 2021, é baseada em 23 indicadores agrupados em três domínios: segurança, militarização e conflitos contínuos. O estudo mede o nível de violência física, de armamentos e de criminalidade, excluindo terror psicológico e intimidações verbais.

No ranking geral, o Brasil permaneceu na 128ª posição, com pioras em indicadores como mortes por conflitos internos e terror político e avanços em questões como impacto do terrorismo e instabilidade política. Em 2020, o país era o 126º, mas a mudança não é considerada uma queda devido a atualizações nos dados.

Já na América do Sul, o Brasil ocupa o 9º lugar, à frente apenas de Colômbia e Venezuela. Na região, o Uruguai segue como líder, apesar de ter registrado a maior piora em seus índices dentre os sul-americanos. Isso se deve, principalmente, à instabilidade política, aos protestos e aos crimes violentos. Por outro lado, a Argentina, na 3ª posição no continente, foi o país que mais avançou, com quedas nos índices de terror político e instabilidade política.

Como um todo, a América do Sul foi a segunda que mais piorou seu nível de paz, atrás apenas da América do Norte. Os EUA, que avançaram sete posições no ano passado, caíram duas no ranking geral deste ano.

Apesar de ter melhorado no indicador de impacto do terrorismo, o país norte-americano piorou nas questões de instabilidade política, conflitos internos e protestos violentos. O presidente do IEP aponta que esses fatores estão ligados à turbulenta eleição presidencial no ano passado, que culminou na invasão do Capitólio por apoiadores do ex-presidente Donald Trump no dia 6 de janeiro. Além disso, os EUA viram ainda diversas manifestações contra o racismo e a violência policial contra a população negra, que tiveram registros de violência. [...]

Pelo lado positivo, pela primeira vez desde 2015 houve melhora do índice de conflitos permanentes, com queda nas mortes em campos de batalha e também no nível e na intensidade dos combates. [...] O estudo aponta que, se por um lado os conflitos e as crises da década passada estão diminuindo, eles devem ser substituídos "por uma nova onda de tensão e incerteza como um resultado da pandemia da Covid-19 e do aumento das tensões entre muitas das principais potências".

O presidente do IEP vê três áreas como protagonistas dos problemas futuros. "Muito vai depender de quão bem o mundo vai se recuperar economicamente da Covid-19 nos próximos anos", diz. Nesse sentido, instabilidade política e protestos violentos são as principais preocupações, principalmente em países que não conseguirem se recuperar economicamente da pandemia, avalia Killelea. Além disso, a tendência de queda na militarização parece ter chegado ao fim e deve aumentar nos próximos anos.

(Folha de Pernambuco- 17/06/21)

Avalie a correspondência entre o conteúdo desenvolvido no texto e os tópicos temáticos propostos na sequência, indicando (V) para verdadeiro e (F) para falso.

( ) Crescente média do Brasil no fator “medo de violência”, superando a média mundial, apesar de menos registros de situações violentas nos dois últimos anos. (Ver parágraf.: 1, 2 e 3)

( ) Aumento na taxa de homicídios no Brasil em contraposição a outras nações que apresentaram diminuição nesse aspecto a partir de 2008. (Ver parágrafo 4)

( ) Manutenção de baixo nível de paz no Brasil justificada pela piora nos indicadores “conflitos internos”, “terrorismo”, “instabilidade política”, assemelhando-se nesse ponto ao Uruguai. (Ver parágrafos 6 e 7)

( ) Queda no nível da paz da América do Sul como um todo atribuída ao baixo nível de paz no Brasil, em virtude da piora nos indicadores “conflitos internos” e “temor político”. (Ver parágrafos 6, 7 e 8)

A sequência CORRETA de preenchimento é

 

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Brasileiros são os que mais temem violência no mundo, aponta índice

Os brasileiros são os que mais temem a violência ao redor do globo, com 83% da população do país muito preocupada com isso, aponta o Global Peace Index 2021, que mede o nível de paz e a ausência de violência em 163 nações.

Divulgado nesta quinta-feira (17) pelo think tank independente australiano Institute for Economics and Peace (IEP), o índice mostra que, em relação ao medo da violência, o Brasil está acima da média mundial de 60%. O problema foi visto ainda como o maior risco para a própria segurança para 64% da população, à frente de questões como saúde, mesmo no ano da pandemia do coronavírus.

Apesar de ser o país que mais teme a violência, o Brasil não está entre aqueles em que a população mais passou por situações violentas nos últimos dois anos - índice que está em 40%, mais de 20 pontos atrás da Namíbia, líder nesse aspecto do ranking com 63%. "Possivelmente, isso [o medo da violência] pode estar relacionado ao nível de denúncia dos crimes e a várias pessoas se comunicando em redes sociais." Killelea também aponta que 58% dos brasileiros se sentem menos seguros do que há cinco anos. O indicador vai na contramão da tendência mundial, que aponta que 75% das pessoas dizem se sentir tão ou mais seguras do que há cinco anos.

Outro ponto em que o Brasil nada contra a corrente é a taxa de homicídios, que, apesar da pandemia, cresceu no país, enquanto 116 nações reduziram seus índices desde 2008. No primeiro semestre do ano passado, 25.712 pessoas foram mortas, número 7% maior do que o registrado no mesmo período de 2019, segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que compila estatísticas de criminalidade no país.

Esses foram alguns dos fatores que levaram o Brasil a não avançar sua posição no ranking, permanecendo com um nível de paz considerado baixo. A pesquisa, realizada entre janeiro de 2020 e março de 2021, é baseada em 23 indicadores agrupados em três domínios: segurança, militarização e conflitos contínuos. O estudo mede o nível de violência física, de armamentos e de criminalidade, excluindo terror psicológico e intimidações verbais.

No ranking geral, o Brasil permaneceu na 128ª posição, com pioras em indicadores como mortes por conflitos internos e terror político e avanços em questões como impacto do terrorismo e instabilidade política. Em 2020, o país era o 126º, mas a mudança não é considerada uma queda devido a atualizações nos dados.

Já na América do Sul, o Brasil ocupa o 9º lugar, à frente apenas de Colômbia e Venezuela. Na região, o Uruguai segue como líder, apesar de ter registrado a maior piora em seus índices dentre os sul-americanos. Isso se deve, principalmente, à instabilidade política, aos protestos e aos crimes violentos. Por outro lado, a Argentina, na 3ª posição no continente, foi o país que mais avançou, com quedas nos índices de terror político e instabilidade política.

Como um todo, a América do Sul foi a segunda que mais piorou seu nível de paz, atrás apenas da América do Norte. Os EUA, que avançaram sete posições no ano passado, caíram duas no ranking geral deste ano.

Apesar de ter melhorado no indicador de impacto do terrorismo, o país norte-americano piorou nas questões de instabilidade política, conflitos internos e protestos violentos. O presidente do IEP aponta que esses fatores estão ligados à turbulenta eleição presidencial no ano passado, que culminou na invasão do Capitólio por apoiadores do ex-presidente Donald Trump no dia 6 de janeiro. Além disso, os EUA viram ainda diversas manifestações contra o racismo e a violência policial contra a população negra, que tiveram registros de violência. [...]

Pelo lado positivo, pela primeira vez desde 2015 houve melhora do índice de conflitos permanentes, com queda nas mortes em campos de batalha e também no nível e na intensidade dos combates. [...] O estudo aponta que, se por um lado os conflitos e as crises da década passada estão diminuindo, eles devem ser substituídos "por uma nova onda de tensão e incerteza como um resultado da pandemia da Covid-19 e do aumento das tensões entre muitas das principais potências".

O presidente do IEP vê três áreas como protagonistas dos problemas futuros. "Muito vai depender de quão bem o mundo vai se recuperar economicamente da Covid-19 nos próximos anos", diz. Nesse sentido, instabilidade política e protestos violentos são as principais preocupações, principalmente em países que não conseguirem se recuperar economicamente da pandemia, avalia Killelea. Além disso, a tendência de queda na militarização parece ter chegado ao fim e deve aumentar nos próximos anos.

(Folha de Pernambuco- 17/06/21)

Nos dois períodos abaixo expostos, temos o emprego de pronomes relativos que retomam constituintes neles presentes:

I- Apesar de ser o país que mais teme a violência, o Brasil não está entre aqueles em que a população mais passou por situações violentas nos últimos dois anos [...]

II- Os EUA viram ainda diversas manifestações contra o racismo e a violência policial contra a população negra, que tiveram registros de violência. [...]

A substituição dos pronomes em I e II deve ocorrer pelas respectivas formas pronominais:

 

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MUDANÇA DE ARES

Empresas de tecnologia e seus funcionários trocam altos custos da Califórnia pelos baixos impostos e pelas normas flexíveis de Texas, transformando a cara do estado (Ernesto Neves)

Conhecido pela mania de grandeza, por vastas reservas de petróleo e um bizarro apego a botas e chapéus de caubói, o Texas sempre foi visto como um estado conservador e tradicional, a antítese da moderna e progressista Califórnia. Pois agora, quem diria, estão trocando de lugar – as torres de petróleo texanas convivem cada vez mais com startups e gigantes do setor de tecnologia estão de mudança para lá. O movimento se acelerou na pandemia, período em que, quanto mais o governador californiano Gavin Newsom decretava lockdowns para conter o novo coronavírus, mais tomavam o rumo do liberalíssimo Texas, onde o republicano Greg Abbott fincou o pé nas fileiras negacionistas de Donald Trump. Juntando a manutenção dos negócios abertos (apesar dos imensos riscos) com baixos impostos e poucas regras para a atuação empresarial, está formada a conjunção ideal para o Vale do Silício e arredores se transportarem, de mala, cuia e alta tecnologia, para o Texas. [...]

Um efeito da transposição de californianos para o conservador Texas é uma nítida virada no xadrez política americano. Por causa da redução da população, a Califórnia, reduto democrata, perdeu uma cadeira no congresso. O republicano Texas, por outro lado, ganhou duas. Mas a chegada de jovens egressos do Vale do Silício tem resultado em seguidas eleições de democratas nas grandes metrópoles, como Houston, Dallas e San Antonio. Inconformados, texanos de raiz cunharam um slogan que transforma o estado rival em verbo: “Não californie o meu Texas”. Pelo andar da carruagem – que, nos filmes de faroeste, sempre faz alguma parada em uma cidade texana de lá -, vai ser impossível conter a invasão.

A unidade de sentido do texto depende da inter-relação das informações, o que pode ocorrer dentre outros mecanismos, pela retomadas de partes textuais (expressões, frases, parágrafos), processo rotulado de coesão referencial. Analise as proposições abaixo relacionadas, que explicam o uso de algumas formas gramaticais nessa função de retomada, e assinale (V) verdadeiro ou (F) falso.

( ) O substantivo ESTADO, no constituinte “a cara do estado”, no sub título, tem como referente o termo “Texas”

( ) O advérbio pronominal LÁ, na oração “gigantes do setor de tecnologia estão de mudança para lá” (Linhas 4-5), recupera o constituinte “Califórnia”.

( ) O constituinte “O movimento” (Linha 5) retoma de forma resumida todo o conteúdo anterior, relativo à migração das empresas de tecnologia da Califórnia para o Texas.

( ) O substantivo “transposição” no constituinte “Um efeito da transposição de californianos para o conservador Texas” (Linha 12) retoma por nominalização a informação precedente relativa à mudança do Vale do Silício e arredores para o Texas .

( ) No processo de remissão, empregam-se ora termos neutros ora avaliativos (que dão pistas de como o autor se insere no texto). No texto, “movimento”, “transposição” e “invasão”, este último referindo-se à entrada dos progressistas/democratas californianos no conservador/republicano Texas, são formas nominais neutras.

A sequência de preenchimento CORRETA é

 

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MUDANÇA DE ARES

Empresas de tecnologia e seus funcionários trocam altos custos da Califórnia pelos baixos impostos e pelas normas flexíveis de Texas, transformando a cara do estado (Ernesto Neves)

Conhecido pela mania de grandeza, por vastas reservas de petróleo e um bizarro apego a botas e chapéus de caubói, o Texas sempre foi visto como um estado conservador e tradicional, a antítese da moderna e progressista Califórnia. Pois agora, quem diria, estão trocando de lugar – as torres de petróleo texanas convivem cada vez mais com startups e gigantes do setor de tecnologia estão de mudança para lá. O movimento se acelerou na pandemia, período em que, quanto mais o governador californiano Gavin Newsom decretava lockdowns para conter o novo coronavírus, mais tomavam o rumo do liberalíssimo Texas, onde o republicano Greg Abbott fincou o pé nas fileiras negacionistas de Donald Trump. Juntando a manutenção dos negócios abertos (apesar dos imensos riscos) com baixos impostos e poucas regras para a atuação empresarial, está formada a conjunção ideal para o Vale do Silício e arredores se transportarem, de mala, cuia e alta tecnologia, para o Texas. [...]

Um efeito da transposição de californianos para o conservador Texas é uma nítida virada no xadrez política americano. Por causa da redução da população, a Califórnia, reduto democrata, perdeu uma cadeira no congresso. O republicano Texas, por outro lado, ganhou duas. Mas a chegada de jovens egressos do Vale do Silício tem resultado em seguidas eleições de democratas nas grandes metrópoles, como Houston, Dallas e San Antonio. Inconformados, texanos de raiz cunharam um slogan que transforma o estado rival em verbo: “Não californie o meu Texas”. Pelo andar da carruagem – que, nos filmes de faroeste, sempre faz alguma parada em uma cidade texana de lá -, vai ser impossível conter a invasão.

Observe o seguinte excerto textual:

O movimento se acelerou na pandemia, período em que, quanto mais o governador californiano Gavin Newsom decretava lockdowns para conter o novo coronavírus, mais tomavam o rumo do liberalíssimo Texas, onde o republicano Greg Abbott fincou o pé nas fileiras negacionistas de Donald Trump.

Sobre o aspecto das relações lógico-semânticas depreendidas da combinação das orações no período (ou da coesão sequencial), no trecho acima, apresentam-se afirmações/predicações em relação à pandemia, combinação de que se infere o sentido de:

 

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