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Na Paraíba, durante a Primeira República o poder local que aqui se formou assumiu “a configuração de uma delegação do poder central, comprometido e utilizando os cargos políticos como propriedade particular, com vistas ao fortalecimento de sua influência interestadual.”
(SANTOS NETO, p.195)
Analise as assertivas abaixo, a respeito dos princípios norteadores da Política Nacional adotados na Paraíba entre 1889 e 1930.
I- A política paraibana na Primeira República manteve a tradição de poder de grupo de parentela dominada por duas oligarquias: a alvarista (1892 – 1912) e a epitacista (1915 – 1930).
II- Na Paraíba a República colocou novos políticos em evidência e com isso ocorreu um novo ordenamento entre as elites políticas estaduais, com a modificação das relações de poder entre as oligarquias.
III- A tradição familiar caracterizou a Primeira República na Paraíba a partir da dominação de três grupos oligárquicos: Alvarista (1889 – 1915), Neiva (1915- 1925) e Pessoa (1925 até a morte de João Pessoa em 1930).
IV- Na Paraíba, durante a Primeira República, as eleições foram marcadas por fraudes eleitorais, “voto de cabresto” e domínio das oligarquias locais seguindo os padrões dos demais estados brasileiros.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar com o dedo.”
(Márquez, 1990, p. 6)
Ao buscar relacionar o texto acima com o pensamento pós-moderno, é CORRETO afirmar:
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Evasão escolar é maior em estados sem aula presencial
Fechamento prolongado deve ampliar proporção dos que deixam de estudar
Estados, que ainda continuam sem aulas presenciais, já registravam, mesmo antes da pandemia, as mais altas taxas de adolescentes fora da escola. Em todo o país, 18% dos jovens de 16 e 17 anos estavam sem estudar em 2019. No entanto, a situação já alcançava 27% no Maranhão.
Desde o início da pandemia, especialistas alertam sobre a necessidade de ações para evitar o aumento de alunos que saem da escola. A suspensão prolongada das aulas e a perda de renda das famílias são a combinação mais perigosa para afastar os jovens dos estudos.
Passados 14 meses da crise sanitária, os estados, que já tinham a maior proporção de alunos com menor condição socioeconômica e mais jovens fora da escola, ainda não reabriram suas escolas. É o que mostram os dados do Indicador de Permanência Escolar, lançado nesta segunda (31) pelo Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional). Com informações do Censo Escolar, o instituto calculou o percentual de estudantes que passaram pela escola e a abandonaram. [....]
Os dados mostram que, enquanto, no Maranhão, 27% dos jovens de 16 e 17 anos já não estavam mais na escola. Em Santa Catarina, por exemplo, a taxa é bem menor, de 10%. Para Faria, a enorme disparidade encontrada no Brasil é reflexo de um sistema educacional que não atua de forma eficaz para promover a equidade e dar suporte aos mais vulneráveis. Dos 15 estados com taxa de jovens fora da escola mais alta do que a média do país, 11 ainda não retornaram com aulas presenciais nas redes públicas. "A pandemia atinge de forma mais cruel os mais vulneráveis. Os sistemas educacionais que já tinham problemas mais complexos, como o abandono escolar, tiveram menos capacidade de reação nesse período", diz Daniel de Bonis, diretor de políticas educacionais da Fundação Lemann. [...]
Isabela Palhares
Avalie as afirmações a seguir, relativas à escritura do texto.
I- O título da matéria sinaliza que a evasão escolar não se estende da mesma forma a todos os estados. Logo, a oração adjetiva no período que inicia o primeiro parágrafo tem valor restritivo, de modo que a frase deveria assim ser reescrita: “Estados que ainda continuam sem aulas presenciais já registravam ...”.
II- No 3º parágrafo, a informação relativa a não reabertura das escolas se refere apenas aos estados cujos alunos têm menor condição econômica e que estão fora da escola. Logo, a frase assim deveria estar escrita: “os estados que já tinham a maior proporção de alunos com menor condição socioeconômica e mais jovens fora da escola ainda não reabriram suas escolas”.
III- Para destacar a divergência no número de jovens fora da escola nos estados do Maranhão e Santa Catarina, o autor, no 4º parágrafo, inicia o período com a oração principal “os dados mostram que”, intercalando uma outra oração para tratar do primeiro estado, usando o “enquanto” e, depois, apresente uma nova oração para tratar do segundo estado. Portanto, a escrita da frase atende às normas da escrita.
É CORRETO o que se afirma em
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Iranilson Buriti e Leonardo dos Santos (2015, p. 142), ao abordarem a história da doença e, especificamente, da varíola na Paraíba no início do século XX, pesquisaram os discursos médicos da época comumente voltados para a crítica ao comportamento da população local que recusava os benefícios do poder da ciência: segundo o médico Maroja era inaceitável que em uma localidade dita “culta” e “civilizada” ainda houvesse o contágio de doenças como a varíola, sobretudo depois que “a ciencia, ratificada pelas comprovações da pratica, evidenciou a possibilidade de extinguil-as e ensinou os meios de evita-las”, sendo sua existência, desde então, “um crime e uma desumanidade”. Maroja considerava que mesmo os analfabetos e os “ignorantes” não desconheciam as capacidades curativas da vacinação, mas resistiam a ela sob a alegação de que temiam “botar peste no corpo”. Por isso, a população paraibana, apesar dos esforços das autoridades sanitárias, “só procura a vaccina preventiva quando a epidemia irrompe”'.
Analise as sentenças abaixo, tendo como parâmetro as repercussões dos discursos sobre a epidemia da varíola.
I- Ao invés de recorrer a vacinação e revacinação a população apelava para a proteção divina, por meio de promessas e procissões. Recorria também à aplicação de sanguessugas ou à prática das sangrias atraída pela crença de que seria importante retirar a doença do organismo.
II- Na Paraíba, como em outros Estados brasileiros, a população reagiu à obrigatoriedade da vacina em mobilizações contra governos e médicos através de revoltas.
III- A varíola possuía uma alta letalidade apenas nas crianças.
É CORRETO o que se afirma em:
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“No começo do século XX, era um desafio para escritores e artistas divulgarem suas produções, num país de dimensões continentais cheio de contrastes, onde quase 80% da população era analfabeta representando um obstáculo ao acesso à cultura.”
(SALIBA, 2012, p.239)
Analise as proposições e coloque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas, tendo por base a citação acima.
( ) Após a abolição formal o trabalho escravo continuou marcando a vida de muitos brasileiros e, por isso, a cultura popular prevaleceu diante da cultura letrada, a exemplo da literatura de cordel que passou a ser divulgada inicialmente nas feiras livres e posteriormente ganhou espaço nas principais livrarias da época.
( ) Após a Proclamação da República, a supremacia cultural do Rio de Janeiro cedeu lugar para os Estados de Minas Gerais e São Paulo. Esses Estados se transformaram em epicentros catalizadores de toda cultura nacional devido à política café-com-leite.
( ) Com formatação moderna, focada sobretudo no público urbano, feminino e infantil, o novo jornalismo foi destaque no campo cultural: algumas revistas ganharam destaque no Rio: Revista da Semana (1900), O Malho (1902), Kosmos (1904), Fon-Fon (1907), Careta (1908).
( ) Com a criação do Ministério da educação e cultura, após a Proclamação da República, o mercado editorial ganhou impulso. No entanto, o acesso à leitura continuou restrito ao pequeno número de alfabetizados.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses:
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Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cacimba Dentro-PB
- ECAGeralDireitos Fundamentais (art. 7º ao 69)Do Direito à Convivência Familiar e Comunitária (arts. 19 ao 52-D)Da Família Substituta (arts. 28 ao 52-D)
A educação é um direito público e subjetivo, garantido em lei ao povo brasileiro. Leia as assertivas a seguir e marque as que estão CORRETAS.
I- De acordo com o art. 52 do Estatuto da Criança e do Adolescente, “A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: I- igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - direito de ser respeitado por seus educadores; III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; IV - direito de organização e participação em entidades estudantis e; V - acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino da educação básica.”
II- De acordo com a Lei 13.146/2015, é considerada pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de natureza física e mental, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
III- A Lei Brasileira de Inclusão considera a acessibilidade como “possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida”.
IV- De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão, “considera-se discriminação em razão da deficiência toda forma de distinção, restrição ou exclusão, por ação ou omissão, que tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anular o reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais de pessoa com deficiência, incluindo a recusa de adaptações razoáveis e de fornecimento de tecnologias assistivas”.
V- Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, “É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz”.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cacimba Dentro-PB
Sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), marque (V) para verdadeiro e (F) para falso:
( ) O Fundeb é um fundo especial e de natureza contábil.
( ) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) e Imposto Territorial Urbano (IPTU) também compõem os Fundos de receita do Fundeb.
( ) Para os fins da distribuição dos recursos de que trata a Lei 14.113/20, serão consideradas exclusivamente as matrículas presenciais efetivas, conforme os dados apurados no censo escolar para o SAEB, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a cada dois anos.
( ) Serão consideradas, para a educação especial, as matrículas na rede regular de ensino, em classes comuns ou em classes especiais de escolas regulares, e em escolas especiais ou especializadas, observado o disposto na alínea “d” do inciso I do § 3º do art. 7º da Lei 14.113/2020.
( ) Os recursos dos Fundos, provenientes da União, dos Estados e do Distrito Federal, serão repassados automaticamente para contas únicas e específicas dos governos estaduais, do Distrito Federal e municipais, vinculadas ao respectivo Fundo, instituídas para esse fim, e serão nelas executados, vedada a transferência para outras contas, sendo mantidas na instituição financeira de que trata o art. 20 a Lei do Fundeb.
Está CORRETA a sequência:
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cacimba Dentro-PB
O Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) é um conjunto de avaliações externas em larga escala. Sobre o SAEB é CORRETO afirmar:
I- As médias de aprovação obtidas no SAEB e as taxas de aprovação do Censo Escolar são os dois elementos que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).
II- O SAEB é censitário para as escolas públicas e amostral para as escolas privadas.
III- O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e a Prova Brasil são instrumentos de avaliação que compõem o SAEB.
IV- O SAEB é realizada de forma censitária desde 1995.
V- Os testes e questionários do SAEB são aplicados a cada dois anos e, a partir de 2019, esta avaliação externa passou a contemplar também a educação infantil.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
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“NADA COMO ESSE ABRAÇO”
Adriana Martins, mãe do bebê que sobreviveu ao ataque à creche em Santa Catarina, fala de seu alívio.
Vivi o pior dos pesadelos.Eu estava no trabalho, que fica a menos de 500 metros da creche onde Henryque estudava, quando percebi uma movimentação estranha entre meus colegas. Uns faziam ligações, outros conversavam discretamente entre si, todos muito apreensivos. Tive certeza de que algo ruim estava acontecendo, mas não fazia ideia do que enfrentaria naquele dia trágico. Foi então que avisaram que havia uma emergência na escolinha. Saí correndo em um ato instintivo, antes de receber qualquer informação ou detalhe. A entrada estava lotada e eu só escutava boatos de que um louco havia ferido a faca e matado crianças e professores. Tive uma crise incontrolável de choro, nunca senti tamanho desespero, desabei. Precisava saber onde estava o meu filho. E de repente veio a notícia: Henryque fora encaminhado para a emergência. Mas como ele estava? Vivo? Morto? Corremos para o hospital. [...]
Não consigo nem pensar em como vai ser o retorno à escola. Sua recuperação física caminha bem, mas ele ainda tem muita tosse porque o pulmão perfurado acumulou secreção. Brinca e logo fica cansado. Foi terrível ver meu filho à beira da morte de uma hora para outra. Agora, é acompanhá-lo na luta para se recuperar 100%. O dia das mães em família, após o massacre, foi um momento especial, um presente. Não sinto ódio do jovem que o atacou, só quero o justo, que seja preso. Essa experiência transformou minha percepção sobre a vida. [...]
Analise as proposições abaixo, com relação ao emprego de algumas formas verbais no texto, e, em seguida, responda ao que se pede.
I- Em “eu só escutava boatos de que um louco havia ferido a faca e (havia) matado crianças e professores”, as formas verbais em destaque estão conjugadas no pretérito perfeito composto, admitindo a substituição pelas formas simples: ferira e matara.
II- Na frase “Corremos para o hospital”, o verbo, conjugado na 1ª pessoa do plural, ilustra um caso de neutralização da desinência modo temporal, já que, quando conjugado no presente, o verbo tem a mesma forma.
III- A frase “Henryque fora encaminhado para a emergência” ilustra o uso do verbo no pretérito mais-que-perfeito, sinalizando que um fato (ida ao hospital) antecede outro também no passado (chegada da mãe à escola). Nessa situação, é possível a alternância dos verbos fora/foi, resultando em “Henrique foi encaminhado”.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Brasileiros são os que mais temem violência no mundo, aponta índice
Os brasileiros são os que mais temem a violência ao redor do globo, com 83% da população do país muito preocupada com isso, aponta o Global Peace Index 2021, que mede o nível de paz e a ausência de violência em 163 nações.
Divulgado nesta quinta-feira (17) pelo think tank independente australiano Institute for Economics and Peace (IEP), o índice mostra que, em relação ao medo da violência, o Brasil está acima da média mundial de 60%. O problema foi visto ainda como o maior risco para a própria segurança para 64% da população, à frente de questões como saúde, mesmo no ano da pandemia do coronavírus.
Apesar de ser o país que mais teme a violência, o Brasil não está entre aqueles em que a população mais passou por situações violentas nos últimos dois anos - índice que está em 40%, mais de 20 pontos atrás da Namíbia, líder nesse aspecto do ranking com 63%. "Possivelmente, isso [o medo da violência] pode estar relacionado ao nível de denúncia dos crimes e a várias pessoas se comunicando em redes sociais." Killelea também aponta que 58% dos brasileiros se sentem menos seguros do que há cinco anos. O indicador vai na contramão da tendência mundial, que aponta que 75% das pessoas dizem se sentir tão ou mais seguras do que há cinco anos.
Outro ponto em que o Brasil nada contra a corrente é a taxa de homicídios, que, apesar da pandemia, cresceu no país, enquanto 116 nações reduziram seus índices desde 2008. No primeiro semestre do ano passado, 25.712 pessoas foram mortas, número 7% maior do que o registrado no mesmo período de 2019, segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que compila estatísticas de criminalidade no país.
Esses foram alguns dos fatores que levaram o Brasil a não avançar sua posição no ranking, permanecendo com um nível de paz considerado baixo. A pesquisa, realizada entre janeiro de 2020 e março de 2021, é baseada em 23 indicadores agrupados em três domínios: segurança, militarização e conflitos contínuos. O estudo mede o nível de violência física, de armamentos e de criminalidade, excluindo terror psicológico e intimidações verbais.
No ranking geral, o Brasil permaneceu na 128ª posição, com pioras em indicadores como mortes por conflitos internos e terror político e avanços em questões como impacto do terrorismo e instabilidade política. Em 2020, o país era o 126º, mas a mudança não é considerada uma queda devido a atualizações nos dados.
Já na América do Sul, o Brasil ocupa o 9º lugar, à frente apenas de Colômbia e Venezuela. Na região, o Uruguai segue como líder, apesar de ter registrado a maior piora em seus índices dentre os sul-americanos. Isso se deve, principalmente, à instabilidade política, aos protestos e aos crimes violentos. Por outro lado, a Argentina, na 3ª posição no continente, foi o país que mais avançou, com quedas nos índices de terror político e instabilidade política.
Como um todo, a América do Sul foi a segunda que mais piorou seu nível de paz, atrás apenas da América do Norte. Os EUA, que avançaram sete posições no ano passado, caíram duas no ranking geral deste ano.
Apesar de ter melhorado no indicador de impacto do terrorismo, o país norte-americano piorou nas questões de instabilidade política, conflitos internos e protestos violentos. O presidente do IEP aponta que esses fatores estão ligados à turbulenta eleição presidencial no ano passado, que culminou na invasão do Capitólio por apoiadores do ex-presidente Donald Trump no dia 6 de janeiro. Além disso, os EUA viram ainda diversas manifestações contra o racismo e a violência policial contra a população negra, que tiveram registros de violência. [...]
Pelo lado positivo, pela primeira vez desde 2015 houve melhora do índice de conflitos permanentes, com queda nas mortes em campos de batalha e também no nível e na intensidade dos combates. [...] O estudo aponta que, se por um lado os conflitos e as crises da década passada estão diminuindo, eles devem ser substituídos "por uma nova onda de tensão e incerteza como um resultado da pandemia da Covid-19 e do aumento das tensões entre muitas das principais potências".
O presidente do IEP vê três áreas como protagonistas dos problemas futuros. "Muito vai depender de quão bem o mundo vai se recuperar economicamente da Covid-19 nos próximos anos", diz. Nesse sentido, instabilidade política e protestos violentos são as principais preocupações, principalmente em países que não conseguirem se recuperar economicamente da pandemia, avalia Killelea. Além disso, a tendência de queda na militarização parece ter chegado ao fim e deve aumentar nos próximos anos.
(Folha de Pernambuco- 17/06/21)
Com relação à organização global, o texto se caracteriza como expositivo-argumentativo, pois apresenta
I- uma tese que situa o Brasil em relação a outros países quanto ao problema da violência (o país que tem maior temor à violência).
II- um propósito comunicativo, que é discorrer sobre cada fator causador da violência, as consequências para a sociedade bem como as formas de enfrentamento.
III- dados estatísticos resultantes de pesquisa realizada, comparando a situação de violência entre os países a partir de indicadores previamente estabelecidos.
IV- depoimentos de autoridades no assunto, como forma de dar sustentação à tese, confirmando o princípio da polifonia.
V- uma avaliação da situação relatada, sinalizando o aumento da militarização como o maior protagonista do problema da violência.
É CORRETO o que se afirma em:
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