Paciente masculino de 58 anos, hipertenso e
diabético, tabagista e sedentário, com história de
um episódio de dormência e hemiparesia direita
por cerca de 01 hora há 05 meses, vem à consulta
de acompanhamento na unidade básica de saúde.
Pressão arterial e glicemia capilar controladas. Em
tratamento com losartana 50 mg/dia e metformina
1.700 mg/dia. Como novo médico da UBS, qual
seria a melhor conduta inicial dentre as opções
abaixo:
Idoso de 63 anos vem para sua primeira consulta
na UBS do bairro para o qual se mudou
recentemente. É hipertenso de longa data, fazendo
uso de hidroclorotiazida 25 mg/dia, porém confessa
que sempre foi refratário ao tratamento. Queixa-se
de que nos últimos meses vem apresentando
episódios de dispneia que têm se tornado mais
frequentes. Inicialmente não deu importância, mas
recentemente o problema tem prejudicado o seu
cotidiano, pois não consegue subir um lance de
escada sem cansar. O que mais o incomoda,
todavia, é que o cansaço tem prejudicado seu
desempenho sexual, razão pela qual resolveu
procurar o médico. Nega tabagismo e relata
consumo moderado de bebidas alcoólicas. Traz o
resultado de radiografia de tórax solicitada antes
de se mudar pelo médico da outra UBS, o qual
mostra um aumento do diâmetro cardíaco. Ao
exame físico, encontra-se eupnéico, com ausculta
respiratória sem alterações. Ausculta cardíaca
revela presença de B4 e sopro sistólico de em focos
mitral e triscúspide, FC = 105 bom. Presença de turgência jugular e de edema de membros
inferiores. Considerando a hipótese diagnóstica,
qual seria a classificação funcional do paciente de
acordo com a New York Heart Association (NYHA)?
Homem de 47 anos foi diagnosticado há cerca de
09 meses com Diabetes Melito tipo 2. Mesmo
adotando dieta hipoglicêmica e mudanças no estilo
de vida, não conseguiu o controle glicêmico
adequado, sendo instituído o tratamento
farmacológico com metformina 850mg/dia há cerca de 03 meses. Nega tabagismo, consome bebidas
alcoólicas esporadicamente e desde que foi
diagnosticado pratica exercícios físicos 03 vezes por
semana, tendo perdido 04 Kg. Não tem histórico
familiar nem pessoal de doenças cardiovasculares
ou cerebrovasculares. No momento, assintomático.
Traz os resultados dos exames laboratoriais
solicitados há 01 mês: glicemia de jejum
127mg/dL, HbA1c 7,2%, hemoglobina 13,3g/dL,
colesterol total 172 mg/dL, LDLc 95 mg/dL, HDLc
55mg/dL creatinina 0,9 mg/dL, potássio 5,2 mEq/L
e sumário de urina sem alterações. Sinais vitais e
dados antropométricos medidos pela enfermagem:
PA 110/70mmHg, FC 84 bpm, FR 18 irpm, T 36,2
°C, peso 79g, altura 1,73m. Tendo em vista a
otimização do cuidado ao paciente diabético quanto
à prevenção, ao rastreamento a ao manejo das
complicações macro e microvasculares, assinale a
alternativa correta.
Paciente, sexo masculino, 42 anos, apresentando
tosse com pouca expectoração há 03 meses sem
outras queixas. Refere que a tosse piora à noite ao
deitar e atrapalha o sono. Há cerca de um mês fez
uso de azitromicina por 05 dias sem melhora. Nega
tabagismo ou patologias prévias. Considerando a
história do paciente, assinale a alternativa correta.
Durante campanha do Dezembro Vermelho de
prevenção contra HIV/AIDS e outras IST’s, uma jovem de 22 anos tem o resultado reagente em seu
teste rápido para sífilis. Relata não ter percebido
nenhuma lesão, nega queixas ginecológicas e
mantém relações sexuais apenas com seu
namorado, mas nem sempre usa preservativo.
Exame físico sem alterações. Diante desse quadro,
qual a melhor conduta?
Sebastiana, 36 anos, doméstica diarista, separada
há 01 ano, mãe de três crianças (08, 06 e 04 anos)
procura pela terceira vez na semana a unidade
básica de saúde de seu bairro para atendimento
médico, preocupada com uma tosse seca que vem
sentindo há cerca de 20 dias. Todavia, novamente
as fichas já tinham acabado e ela não consegue a
consulta. “Você precisa chegar mais cedo, pois a
fila começa aqui bem antes de abrir o posto”, diz a
recepcionista. Sebastiana vai para casa preocupada
sobre como vai fazer para obter uma ficha se tem
que arrumar as crianças e deixá-las na escola cedo
e não tem mais ninguém em casa que possa ajudá-la nisso.
A UBS em questão não conta com marcação prévia
de consultas nem com formas alternativas de
organizar o processo de acolhimento da demanda
espontânea. Infelizmente essa é uma realidade
ainda muito presente em inúmeros municípios
brasileiros no âmbito da atenção básica. Qual dos
princípios doutrinários do SUS não está sendo
garantido na situação descrita acima?
Idosa de 69 anos, viúva, 05 filhos, hipertensa e
diabética, vem para UBS acompanhada de sua filha
para consulta de rotina do Hiperdia. Em tratamento
com metformina 850 mg/dia há 05 anos e
hidroclorotiazida 25 mg/dia há 08 anos. PA = 130 x
70 mmHg, glicemia capilar = 126 mg/dL. Últimos
exames laboratoriais há 03 meses registram a
HbA1c = 7,5% e glicemia de jejum de 114 mg/dL.
Nega queixas, porém a filha alega que a paciente
tem apresentado incontinência urinária há mais de
03 anos, mas que sempre teve vergonha de falar
isso aos médicos. Recentemente, estando gripada dias atrás, o problema se tornou mais evidente.
Vem saindo menos de casa por causa do problema
e também tem evitado beber líquidos com
frequência. Relata constipação intestinal, que se
agravou depois do diabetes. Histórico cirúrgico
revela apenas uma colecistectomia há 18 anos.
Afirma que o volume perdido é pequeno e que não
tem dificuldades de ir ao banheiro. Nega disúria e
polaciúria. Diante do quadro, qual é a hipótese
diagnóstica mais provável?
Mãe retorna com seu filho de 02 anos após 02 dias
da última consulta, quando, em razão de um
quadro de febre alta persistente há 03 dias, foi
diagnosticada sindromicamente com uma doença
febril aguda de origem provavelmente viral, não
sendo então possível fechar um diagnóstico
preciso. Agora, a mãe diz que a febre desapareceu
desde a noite anterior, mas que surgiram lesões
avermelhadas no peito da criança. Nega outras
queixas. Ao exame, constata-se que a criança está
ativa, afebril, sem linfadenopatias, com um
exantema maculopapular de tipo morbiliforme no
tórax. Ausculta respiratória e exame de orofaringe
normais. Diante do quadro, qual a hipótese
diagnóstica mais provável?
Criança de 08 anos é trazida pela mãe para
consulta com o médico na UBS. A mãe relata que o
filho tem acordado à noite com quadros de
dispneia, motivando idas recorrentes a serviços de
pronto-atendimento - no último mês precisou ir três
vezes à UPA. Refere que ele tinha episódios
semelhantes quando mais novo, mas menos
frequentes. Não faz uso de nenhum medicamento
regularmente. Ao exame físico, o paciente
encontrava-se levemente taquipneico (22 irpm),
sem esforço respiratório nem tiragem intercostal, e
na ausculta pulmonar percebia-se a presença de
sibilos em bases pulmonares. Diante das
informações disponíveis, qual das opções abaixo é
o melhor esquema terapêutico para o tratamento
de manutenção do paciente, de acordo com o
protocolo do Ministério da Saúde?
Qual a melhor conduta para um paciente idoso, 63
anos, tabagista de longa data (46 anos), tendo
interrompido o hábito há apenas um ano e meio, e
que vem apresentando dispneia aos mínimos
esforços, tosse produtiva frequente (foi ao pronto-atendimento todos os meses nos últimos 05
meses), mas sem mudança no padrão do escarro
nem febre, Sat.O2 de 93%, com hiperinsuflação em
radiografia de tórax e uma espirometria com VEF1
de 40% e VEF1/CVF < 70%?