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- Lógica ProposicionalEquivalências Lógicas
- Lógica ProposicionalNegação de Proposições CompostasLeis de De Morgan
A negação logicamente correta da afirmação condicional “se fizer bom tempo, eu
vou viajar” é:
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Uma indústria implantou, no ano de 2017, um plano de resultados para sua produção com o objetivo de garantir um crescimento anual de 50%. Se, no ano da implantação do plano a produção dessa indústria registrou 40.000 peças, então é
CORRETO afirmar que o total de peças produzidas em 2019 será:
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Se os números reais x, y e z são tais que x + 2y + 2 = -3z; 2x – y + z = -1 e
3z = 2x + 3y -11, então é CORRETO afirmar que:
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Se a sequência numérica representada por (6, a2, a3, a4,a5,192) é uma Progressão
Geométrica crescente de razão igual a q, então é CORRETO afirmar que o valor
de q é igual a:
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A tabela abaixo se refere aos dados obtidos através de um levantamento, realizado
em um município para saber quantas crianças haviam recebido as vacinas Sabin,
Tríplice e a vacina contra a Febre amarela.
Baseando-se nos dados dessa tabela, é CORRETO afirmar que o total de crianças pesquisadas que recebeu apenas a vacina Tríplice é igual a:

Baseando-se nos dados dessa tabela, é CORRETO afirmar que o total de crianças pesquisadas que recebeu apenas a vacina Tríplice é igual a:

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Um ceramista produziu 200 potes em 20 dias, trabalhando 6 horas por dia. Foram
encomendadas a esse mesmo ceramista 100 potes cujo modelo oferece uma dificuldade 1/3 maior que o modelo dos primeiros, exigindo uma jornada de trabalho
de 8 horas por dia. Nessas condições, é CORRETO afirmar que o total de dias
suficientes para esse ceramista entregar a encomenda é igual a:
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Se a sequência numérica representada por (X, Y, Z) é uma Progressão Aritmética
crescente, na qual X + Y + Z = 21 e X.Y.Z = 280, então é CORRETO afirmar que
o valor da expressão (X.Y) - Z é igual a:
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UM EXEMPLO
Sírio Possenti
Publicado em 25 de novembro de 2016
Ref.: https://blogdosirioblog.wordpress.com/ [adaptado]
Uma amiga mexicana me mandou uma imagem: dois homens de terno (o
terno indica uma classe social que não é a popular) conversam. Um diz: – Me
corrigieran “Ler”. O outro responde: – No lo puedo “Crer”.
Não me dei conta, imediatamente, do que estava em jogo (tratando-se de
outra língua, a presteza nunca é muito grande). Perguntei detalhes (não vou me
imolar aqui…). Ela me deu o contexto, que é o seguinte:
Um Secretário de Instrución Pública falava a um grupo de alunos em uma
escola e os incentivava a “ler” (ele disse “ler” mais de uma vez). Ao final, uma menina o chamou de lado e lhe informou que não se diz “ler”, “pero ‘leer’”. Ele
achou graça, elogiou a aluna etc.
Depois disso é que surgiu a piada narrada no primeiro parágrafo, uma
montagem. A graça está no fato de que, na resposta (no lo puedo “crer”), ocorre o
mesmo fenômeno que ocorre em “ler”.
Que é o seguinte: em espanhol “culto”, as formas do infinitivo destes dois
verbos são “leer” e “creer”. O fato de o Secretário dizer “ler” indica, evidentemente,
que esta pronúncia está desaparecendo: “ler” e “crer”.
Observe-se que o fenômeno ocorre nos dois casos, o que favorece a tese
dos sociolinguistas que defendem que, nos mesmos contextos, ocorrem as mesmas variações (ou mudanças).
Observe-se, também, que esta mudança em curso no espanhol (do México, pelo menos), como o indica a fala do secretário, e depois, a montagem com
“crer”, já ocorreu no português.
Mesmo quem não conhece linguística histórica ou não tem um manual que
descreva as mudanças ocorridas pode ver o registro em dicionários como o
Houaiss, que fornece uma etimologia mínima (eu grifo leer e creer):
ler: cf. esp. leer, it. lèggere, fr. lire; ver le- e leg- e as remissivas aí citadas;
f.hist. 1258-1261 leer, sXIII liia, sXIII leer, sXIV leendo, sXIV lyi, sXV le, sXV leese,
sXV lia
crer: pelo lat. vulg. *credére > port. arc. creer; ver cred-; f.hist. sXIII creer,
sXIII creo, sXIV creyo, sXV crer, sXV creio
O fato histórico pode ser atestado. E a variação no espanhol deve ser bem
óbvia, pelo menos para muitos falantes. Se não fosse, a piada não funcionaria
(como não funcionou comigo).
Observe-se, também, por muito relevante, que uma aluna de uma escola
modesta aprendeu que se deve dizer “leer”.
É um fato conhecido que instituições diversas (a escola, a imprensa, a
própria escrita) retardam mudanças linguísticas. Pode-se apostar que, se essas
instituições não existissem, ou se sua política fosse outra, ninguém mais saberia
que as formas verbais em questão são (?) “leer” e “creer”. Aliás, para os falantes
menos letrados, e mesmo para letrados em situação informal, já não são essas.
A piada seria impossível.
O que seria lamentável.
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UM EXEMPLO
Sírio Possenti
Publicado em 25 de novembro de 2016
Ref.: https://blogdosirioblog.wordpress.com/ [adaptado]
Uma amiga mexicana me mandou uma imagem: dois homens de terno (o
terno indica uma classe social que não é a popular) conversam. Um diz: – Me
corrigieran “Ler”. O outro responde: – No lo puedo “Crer”.
Não me dei conta, imediatamente, do que estava em jogo (tratando-se de
outra língua, a presteza nunca é muito grande). Perguntei detalhes (não vou me
imolar aqui…). Ela me deu o contexto, que é o seguinte:
Um Secretário de Instrución Pública falava a um grupo de alunos em uma
escola e os incentivava a “ler” (ele disse “ler” mais de uma vez). Ao final, uma menina o chamou de lado e lhe informou que não se diz “ler”, “pero ‘leer’”. Ele
achou graça, elogiou a aluna etc.
Depois disso é que surgiu a piada narrada no primeiro parágrafo, uma
montagem. A graça está no fato de que, na resposta (no lo puedo “crer”), ocorre o
mesmo fenômeno que ocorre em “ler”.
Que é o seguinte: em espanhol “culto”, as formas do infinitivo destes dois
verbos são “leer” e “creer”. O fato de o Secretário dizer “ler” indica, evidentemente,
que esta pronúncia está desaparecendo: “ler” e “crer”.
Observe-se que o fenômeno ocorre nos dois casos, o que favorece a tese
dos sociolinguistas que defendem que, nos mesmos contextos, ocorrem as mesmas variações (ou mudanças).
Observe-se, também, que esta mudança em curso no espanhol (do México, pelo menos), como o indica a fala do secretário, e depois, a montagem com
“crer”, já ocorreu no português.
Mesmo quem não conhece linguística histórica ou não tem um manual que
descreva as mudanças ocorridas pode ver o registro em dicionários como o
Houaiss, que fornece uma etimologia mínima (eu grifo leer e creer):
ler: cf. esp. leer, it. lèggere, fr. lire; ver le- e leg- e as remissivas aí citadas;
f.hist. 1258-1261 leer, sXIII liia, sXIII leer, sXIV leendo, sXIV lyi, sXV le, sXV leese,
sXV lia
crer: pelo lat. vulg. *credére > port. arc. creer; ver cred-; f.hist. sXIII creer,
sXIII creo, sXIV creyo, sXV crer, sXV creio
O fato histórico pode ser atestado. E a variação no espanhol deve ser bem
óbvia, pelo menos para muitos falantes. Se não fosse, a piada não funcionaria
(como não funcionou comigo).
Observe-se, também, por muito relevante, que uma aluna de uma escola
modesta aprendeu que se deve dizer “leer”.
É um fato conhecido que instituições diversas (a escola, a imprensa, a
própria escrita) retardam mudanças linguísticas. Pode-se apostar que, se essas
instituições não existissem, ou se sua política fosse outra, ninguém mais saberia
que as formas verbais em questão são (?) “leer” e “creer”. Aliás, para os falantes
menos letrados, e mesmo para letrados em situação informal, já não são essas.
A piada seria impossível.
O que seria lamentável.
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UM EXEMPLO
Sírio Possenti
Publicado em 25 de novembro de 2016
Ref.: https://blogdosirioblog.wordpress.com/ [adaptado]
Uma amiga mexicana me mandou uma imagem: dois homens de terno (o
terno indica uma classe social que não é a popular) conversam. Um diz: – Me
corrigieran “Ler”. O outro responde: – No lo puedo “Crer”.
Não me dei conta, imediatamente, do que estava em jogo (tratando-se de
outra língua, a presteza nunca é muito grande). Perguntei detalhes (não vou me
imolar aqui…). Ela me deu o contexto, que é o seguinte:
Um Secretário de Instrución Pública falava a um grupo de alunos em uma
escola e os incentivava a “ler” (ele disse “ler” mais de uma vez). Ao final, uma menina o chamou de lado e lhe informou que não se diz “ler”, “pero ‘leer’”. Ele
achou graça, elogiou a aluna etc.
Depois disso é que surgiu a piada narrada no primeiro parágrafo, uma
montagem. A graça está no fato de que, na resposta (no lo puedo “crer”), ocorre o
mesmo fenômeno que ocorre em “ler”.
Que é o seguinte: em espanhol “culto”, as formas do infinitivo destes dois
verbos são “leer” e “creer”. O fato de o Secretário dizer “ler” indica, evidentemente,
que esta pronúncia está desaparecendo: “ler” e “crer”.
Observe-se que o fenômeno ocorre nos dois casos, o que favorece a tese
dos sociolinguistas que defendem que, nos mesmos contextos, ocorrem as mesmas variações (ou mudanças).
Observe-se, também, que esta mudança em curso no espanhol (do México, pelo menos), como o indica a fala do secretário, e depois, a montagem com
“crer”, já ocorreu no português.
Mesmo quem não conhece linguística histórica ou não tem um manual que
descreva as mudanças ocorridas pode ver o registro em dicionários como o
Houaiss, que fornece uma etimologia mínima (eu grifo leer e creer):
ler: cf. esp. leer, it. lèggere, fr. lire; ver le- e leg- e as remissivas aí citadas;
f.hist. 1258-1261 leer, sXIII liia, sXIII leer, sXIV leendo, sXIV lyi, sXV le, sXV leese,
sXV lia
crer: pelo lat. vulg. *credére > port. arc. creer; ver cred-; f.hist. sXIII creer,
sXIII creo, sXIV creyo, sXV crer, sXV creio
O fato histórico pode ser atestado. E a variação no espanhol deve ser bem
óbvia, pelo menos para muitos falantes. Se não fosse, a piada não funcionaria
(como não funcionou comigo).
Observe-se, também, por muito relevante, que uma aluna de uma escola
modesta aprendeu que se deve dizer “leer”.
É um fato conhecido que instituições diversas (a escola, a imprensa, a
própria escrita) retardam mudanças linguísticas. Pode-se apostar que, se essas
instituições não existissem, ou se sua política fosse outra, ninguém mais saberia
que as formas verbais em questão são (?) “leer” e “creer”. Aliás, para os falantes
menos letrados, e mesmo para letrados em situação informal, já não são essas.
A piada seria impossível.
O que seria lamentável.
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