Foram encontradas 40 questões.
Tomando por base o excerto da matéria abaixo exposta, responda a questão abaixo.
NADA ALÉM DO NECESSÁRIO
No quiet quitting, nova e ruidosa tendência do mundo corporativo, o funcionário cumpre apenas o que foi estabelecido pelo
contrato de trabalho – nem mais, nem menos
“O trabalho dignifica o homem.” A máxima do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) perdura há mais de um século
como a mais nobre definição sobre o termo que, a rigor, deriva do latim tripalium, que designava um instrumento de tortura. O conceito
parece estar cada vez mais embaralhado em tempos pós-pandêmicos. A Covid-19 alterou para sempre a dinâmica corporativa,
normalizou o home office e escancarou a necessidade de priorizar o bem-estar. Especialmente no começo do surto, funcionários
esticaram a jornada por temer a demissão. [...] A conta chegou com efeitos devastadores à saúde física e mental dos sobreviventes.
Nesse contexto, surgiu uma alternativa inusitada: o quiet quitting, algo como “desistência silenciosa”, em tradução livre.
Não se trata exatamente de uma tendência consolidada, mas de uma ideia que ganhou tração nas redes sociais, especialmente
no Tik Tok, depois que Zaid Khan, um engenheiro de 24 anos, passou a detalhar seu propósito. [...]
Por trás disso tudo está um termo em inglês mundialmente conhecido: o burnout, que desde 1º de janeiro é classificado pela
Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença ocupacional. Apane pode acometer qualquer funcionário e deve ser tratada
com urgência. [...]
A consagração do trabalho remoto ou híbrido impôs novos desafios: é possível treinar um estagiário à distância com a mesma
eficiência? Para Priscyla Queiroz, analista de recrutamento e seleção do CIEE, trata-se de um caminho sem volta. [...]
O conceito, ressalve-se, é recauchutado. Em 1996, o sociólogo suíço Johannes Siegrist documentou a necessidade de
equilíbrio entre esforço e recompensa no ambiente do trabalho. A falta de reciprocidade pode desencadear uma série de emoções
negativas.[...]
As maiores corporações estão atentas. Há inclusive implicações legais para quem negligenciar a saúde de seus colaboradores.
[...]
Os especialistas entrevistados por Veja afirmaram que o termo quiet quitting não é o mais adequado, por não se tratar de
desistência do trabalho e por não ser uma reação silenciosa, às escondidas. O mérito de Zaid Khan e de seus seguidores foi, na verdade,
trazer a questão para o centro dos debates. O segredo é encontrar o equilíbrio.
(Luiz Felipe Castro/Veja, 14/09/22)
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Tomando por base o excerto da matéria abaixo exposta, responda a questão abaixo.
NADA ALÉM DO NECESSÁRIO
No quiet quitting, nova e ruidosa tendência do mundo corporativo, o funcionário cumpre apenas o que foi estabelecido pelo
contrato de trabalho – nem mais, nem menos
“O trabalho dignifica o homem.” A máxima do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) perdura há mais de um século
como a mais nobre definição sobre o termo que, a rigor, deriva do latim tripalium, que designava um instrumento de tortura. O conceito
parece estar cada vez mais embaralhado em tempos pós-pandêmicos. A Covid-19 alterou para sempre a dinâmica corporativa,
normalizou o home office e escancarou a necessidade de priorizar o bem-estar. Especialmente no começo do surto, funcionários
esticaram a jornada por temer a demissão. [...] A conta chegou com efeitos devastadores à saúde física e mental dos sobreviventes.
Nesse contexto, surgiu uma alternativa inusitada: o quiet quitting, algo como “desistência silenciosa”, em tradução livre.
Não se trata exatamente de uma tendência consolidada, mas de uma ideia que ganhou tração nas redes sociais, especialmente
no Tik Tok, depois que Zaid Khan, um engenheiro de 24 anos, passou a detalhar seu propósito. [...]
Por trás disso tudo está um termo em inglês mundialmente conhecido: o burnout, que desde 1º de janeiro é classificado pela
Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença ocupacional. Apane pode acometer qualquer funcionário e deve ser tratada
com urgência. [...]
A consagração do trabalho remoto ou híbrido impôs novos desafios: é possível treinar um estagiário à distância com a mesma
eficiência? Para Priscyla Queiroz, analista de recrutamento e seleção do CIEE, trata-se de um caminho sem volta. [...]
O conceito, ressalve-se, é recauchutado. Em 1996, o sociólogo suíço Johannes Siegrist documentou a necessidade de
equilíbrio entre esforço e recompensa no ambiente do trabalho. A falta de reciprocidade pode desencadear uma série de emoções
negativas.[...]
As maiores corporações estão atentas. Há inclusive implicações legais para quem negligenciar a saúde de seus colaboradores.
[...]
Os especialistas entrevistados por Veja afirmaram que o termo quiet quitting não é o mais adequado, por não se tratar de
desistência do trabalho e por não ser uma reação silenciosa, às escondidas. O mérito de Zaid Khan e de seus seguidores foi, na verdade,
trazer a questão para o centro dos debates. O segredo é encontrar o equilíbrio.
(Luiz Felipe Castro/Veja, 14/09/22)
I- Mudança de percepção sobre o que representa o trabalho, com tendência para a valorização do bem-estar do funcionário. II- O novo modo de encarar o trabalho como resultante das queixas de funcionários em relação à saúde, fato este não evidenciado no período anterior à pandemia da Covid-19. III- Reconhecimento da iniciativa do engenheiro Zaid Khan não pelo movimento quiet quitting em si, mas pelo estímulo ao debate sobre as demandas pessoais e profissionais e jornada de trabalho. IV- Descontentamento dos empregadores, motivado pela reivindicação dos funcionários quanto aos direitos, exigência de benefícios, sem que se verifique melhor desempenho no trabalho.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Após a leitura da matéria exposta emSuperinteressante (set/22),responda a questão abaixo):
A quantidade de dinheiro de papel já está diminuindo?
Está, sim. Existem R$ 323,5 bilhões na forma de cédulas e moedas no Brasil (85% circulando, 15% nos cofres dos bancos). Só que já
foi mais. Em janeiro de 2021, havia R$ 368,5 bilhões. E esse foi o recorde histórico – dali em diante, a quantidade passou a cair.
“Culpa” do Pix, que estreou em novembro de 2020. Note que o dinheiro físico representa uma quantidade ínfima do total de reais na
economia. Contando depósitos em conta corrente, fundos, títulos públicos, etc., há R$ 10,1 trilhões. Ou seja: só 3,2% da grana existe
na forma de cédulas e moedas. O resto é tudo bit. Entre as notas, a mais popular é a de R$ 50. São 2,5 bilhões de unidades, que
representam 130 bilhões. As moedas, juntas, somam só R$ 10,8 bilhões. A quantidade de dinheiro de papel varia porque os bancos
entregam ao Banco Central as notas muito gastas que chegam à boca do caixa. O BC, então, devolve a quantia na forma de dinheiro
eletrônico. E os bancos só pedem mais cédulas se precisarem. Como a demanda por saques está caindo, eles têm pedido cada vez
menos.
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Após a leitura da matéria exposta emSuperinteressante (set/22),responda a questão abaixo):
A quantidade de dinheiro de papel já está diminuindo?
Está, sim. Existem R$ 323,5 bilhões na forma de cédulas e moedas no Brasil (85% circulando, 15% nos cofres dos bancos). Só que já
foi mais. Em janeiro de 2021, havia R$ 368,5 bilhões. E esse foi o recorde histórico – dali em diante, a quantidade passou a cair.
“Culpa” do Pix, que estreou em novembro de 2020. Note que o dinheiro físico representa uma quantidade ínfima do total de reais na
economia. Contando depósitos em conta corrente, fundos, títulos públicos, etc., há R$ 10,1 trilhões. Ou seja: só 3,2% da grana existe
na forma de cédulas e moedas. O resto é tudo bit. Entre as notas, a mais popular é a de R$ 50. São 2,5 bilhões de unidades, que
representam 130 bilhões. As moedas, juntas, somam só R$ 10,8 bilhões. A quantidade de dinheiro de papel varia porque os bancos
entregam ao Banco Central as notas muito gastas que chegam à boca do caixa. O BC, então, devolve a quantia na forma de dinheiro
eletrônico. E os bancos só pedem mais cédulas se precisarem. Como a demanda por saques está caindo, eles têm pedido cada vez
menos.
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Segue um trecho de um artigo de opinião publicado em Veja (20/07/22), a partir do qual devem ser respondidas a questão abaixo: .
UMA BOBAGEM PERIGOSA
É uma ilusão achar que se vai neutralizar a violência política eliminando o rival
É razoável relacionar a estabilidade e a paz política com a capacidade de o Estado construir consensos majoritários. E são duas
as ferramentas fundamentais para essa construção: o convencimento da sociedade com e sem coação. Na vida real, a resultante é
sempre uma combinação dos dois vetores.
Nenhum governo se sustenta apenas com base na força, mas governos que não têm força tampouco param em pé. E em
democracias constitucionais plurais como a nossa os governos dependem de uma variável externa a eles: os grupos sociais
hegemônicos, mesmo os opostos, conseguirem dialogar e alcançar convergências. Algo como uma mútua aceitação, ainda que
implícita.
I- O constituinte DUAS, (L.1) na função de predicativo, é uma forma anafórica que faz remissão a: “o convencimento da sociedade com e (o convencimento) sem coação”. II- O grupo nominal ESSA CONSTRUÇÃO (L.2) recupera o conteúdo expresso na oração “a capacidade de o Estado construir consensos majoritários”. III- O grupo nominal UMAVARIÁVELEXTERNA(L.5) faz remissão catafórica a “grupos sociais hegemônicos.” IV- Aexpressão que constitui o título do texto tem não só um caráter referencial, ao sinalizar, cataforicamente, para o conteúdo a ser desenvolvido, mas um teor avaliativo, visível na escolha do substantivo BOBAGEM e do adjetivo PERIGOSA.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Segue um trecho de um artigo de opinião publicado em Veja (20/07/22), a partir do qual devem ser respondidas a questão abaixo: .
UMA BOBAGEM PERIGOSA
É uma ilusão achar que se vai neutralizar a violência política eliminando o rival
É razoável relacionar a estabilidade e a paz política com a capacidade de o Estado construir consensos majoritários. E são duas
as ferramentas fundamentais para essa construção: o convencimento da sociedade com e sem coação. Na vida real, a resultante é
sempre uma combinação dos dois vetores.
Nenhum governo se sustenta apenas com base na força, mas governos que não têm força tampouco param em pé. E em
democracias constitucionais plurais como a nossa os governos dependem de uma variável externa a eles: os grupos sociais
hegemônicos, mesmo os opostos, conseguirem dialogar e alcançar convergências. Algo como uma mútua aceitação, ainda que
implícita.
( ) O período, formado pelo processo de subordinação, contém duas orações substantivas – uma sob a forma reduzida de infinitivo e outra sob a forma desenvolvida, ambas com função de sujeito. ( ) O uso do verbo ACHAR no infinitivo sinaliza que o sujeito é indeterminado. ( ) Aparáfrase correspondente à oração em que ocorre a partícula SE, com função “apassivadora”, é: “É ilusão achar que a violência política será (ou vai ser) neutralizada eliminando o rival”. ( ) Aoração subordinada adverbial reduzida de gerúndio “[...] eliminando o rival” tem sentido de consequência.
A sequência CORRETA de avaliação é:
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Tendo como suporte o texto que se apresenta na sequência, responda ao que se pede.
95% DOS PLANTADORES de maconha na Califórnia fecharam o ano passado com prejuízo, segundo levantamento da empresa New Leaf Data Services, que monitora o mercado da cannabis. Depois que esse estado americano legalizou o uso recreativo da erva, em 2016, houve uma corrida para explorá-la comercialmente: e, devido ao excesso de oferta, o preço do produto despencou (só em 2022, a queda foi de 35%). (BG)
Indique a alternativa em que a explicação fornecida na proposição NÃO se aplica ao recurso em foco.
95% DOS PLANTADORES de maconha na Califórnia fecharam o ano passado com prejuízo, segundo levantamento da empresa New Leaf Data Services, que monitora o mercado da cannabis. Depois que esse estado americano legalizou o uso recreativo da erva, em 2016, houve uma corrida para explorá-la comercialmente: e, devido ao excesso de oferta, o preço do produto despencou (só em 2022, a queda foi de 35%). (BG)
Indique a alternativa em que a explicação fornecida na proposição NÃO se aplica ao recurso em foco.
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Os elementos de articulação oracional orientam a construção de sentido do texto, sendo uma importante ferramenta na organização do
texto argumentativo. Avalie as proposições que apresentam explicações quanto ao emprego dos elementos de conexão no fragmento da
entrevista O RISCO DOS EXTREMOS, extraída de Veja (30/03/22).
Já ouvimos frases como “os seres humanos são irracionais”. Afinal, somos racionais ou irracionais? Somos racionais a respeito das necessidades práticas de nossa vida cotidiana. A maioria das pessoas consegue manter seus trabalhos, se alimentar e educar os filhos. Mas, quando se trata de crenças, digamos, cósmicas, históricas ou políticas, é aí que vemos a irracionalidade entrar em cena. Acreditamos em coisas não porque elas são verdadeiras ou falsas, mas porque elas são moralmente edificantes. Além disso, nós não somos tão racionais quanto poderíamos ou deveríamos ser. A racionalidade tende a se misturar com nosso conhecimento, nossos sensos comuns. Podemos expor áreas da irracionalidade humana se você as desafia com argumentos vindos de dados governamentais, reportagens sérias e estudos científicos.
I- O conector MAS, em sua 1ª ocorrência, viabiliza a inferência de sentido de contraste e de compensação entre as orações: há racionalidade em relação às atividades práticas; enquanto, em compensação, a irracionalidade ganha espaço em relação à tomada de posição em casos que envolvem crenças em diferentes esferas. II- O conector MAS, em sua 2ª ocorrência, estabelece uma relação de coordenação entre duas orações subordinadas causais, expondo-as numa gradação em que a causa considerada mais forte se apresenta por último, em contraponto à primeira. III- Os elementos TÃO ... QUANTO põem em comparação dois estados de coisas: ser racional e não ser racional; e, dada a presença do intensificador na estrutura do período, depreende-se também o sentido de proporção.
É CORRETO o que se afirma em:
Já ouvimos frases como “os seres humanos são irracionais”. Afinal, somos racionais ou irracionais? Somos racionais a respeito das necessidades práticas de nossa vida cotidiana. A maioria das pessoas consegue manter seus trabalhos, se alimentar e educar os filhos. Mas, quando se trata de crenças, digamos, cósmicas, históricas ou políticas, é aí que vemos a irracionalidade entrar em cena. Acreditamos em coisas não porque elas são verdadeiras ou falsas, mas porque elas são moralmente edificantes. Além disso, nós não somos tão racionais quanto poderíamos ou deveríamos ser. A racionalidade tende a se misturar com nosso conhecimento, nossos sensos comuns. Podemos expor áreas da irracionalidade humana se você as desafia com argumentos vindos de dados governamentais, reportagens sérias e estudos científicos.
I- O conector MAS, em sua 1ª ocorrência, viabiliza a inferência de sentido de contraste e de compensação entre as orações: há racionalidade em relação às atividades práticas; enquanto, em compensação, a irracionalidade ganha espaço em relação à tomada de posição em casos que envolvem crenças em diferentes esferas. II- O conector MAS, em sua 2ª ocorrência, estabelece uma relação de coordenação entre duas orações subordinadas causais, expondo-as numa gradação em que a causa considerada mais forte se apresenta por último, em contraponto à primeira. III- Os elementos TÃO ... QUANTO põem em comparação dois estados de coisas: ser racional e não ser racional; e, dada a presença do intensificador na estrutura do período, depreende-se também o sentido de proporção.
É CORRETO o que se afirma em:
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Após a leitura do excerto da reportagem DE VOLTA AOS TRILHOS, exposta em Veja (20/07/22), responda a questão abaixo:
A busca por experiências únicas e a contemplação dos mais deslumbrantes cenários reavivam um hábito há muito esquecido:
viajar de trem noite adentro cercado de mimos
[...] Mas daí veio a II Guerra, seguida do boom das companhias aéreas, mais baratas e rápidas – e deu-se o declínio dos trens fabulosos e
seus imperdíveis roteiros de românticas noites adentro.
[...] o mundo voltou a girar e eles estão de volta a todo o vapor, impulsionados por um conceito que anda em voga neste século XXI: o de
viver experiências completas, sem tanto frenesi e muita imersão.
[...] Em nenhum outro canto do planeta as viagens ferroviárias, que também existem nos Estados Unidos e na Ásia, causam tanto
encanto quanto na Europa – não só pelos cartões-postais que se descortinam, mas pelos mimos que conferem especial glamour ao
percurso.[...] Um levantamento da empresa austríaca Österreichische Bundesbahn (ÖBB) – que deu um consistente empurrão à
retomada das viagens sob a luz da Lua, ao comprar dezenas de trens da rede federal alemã – mostra que, de 2019, quando eles estrearam
as linhas Nightjet, até 2021, o número de pessoas a bordo saltou de 1,5 milhão para 3,3 milhões, uma multidão que opta entre vinte
trajetos por catorze países.
Os últimos tempos foram vitais para alavancar a alternativa ferroviária, uma vez que, na pandemia, muita gente repensou seu estilo de
vida e uma parcela acabou por abraçar um ritmo mais vagaroso. [...] Em paralelo, o trem vem caindo nas graças da população
preocupada com o meio ambiente. [...]
Matheus Deccache
“Os últimos tempos foram vitais para alavancar a alternativa ferroviária, uma vez que, na pandemia, muita gente repensou seu estilo de vida e uma parcela acabou por abraçar um ritmo mais vagaroso”.
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- SintaxeTermos Acessórios e Independentes
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Adjetiva
- SintaxeConectivos
Após a leitura do excerto da reportagem DE VOLTA AOS TRILHOS, exposta em Veja (20/07/22), responda a questão abaixo:
A busca por experiências únicas e a contemplação dos mais deslumbrantes cenários reavivam um hábito há muito esquecido:
viajar de trem noite adentro cercado de mimos
[...] Mas daí veio a II Guerra, seguida do boom das companhias aéreas, mais baratas e rápidas – e deu-se o declínio dos trens fabulosos e
seus imperdíveis roteiros de românticas noites adentro.
[...] o mundo voltou a girar e eles estão de volta a todo o vapor, impulsionados por um conceito que anda em voga neste século XXI: o de
viver experiências completas, sem tanto frenesi e muita imersão.
[...] Em nenhum outro canto do planeta as viagens ferroviárias, que também existem nos Estados Unidos e na Ásia, causam tanto
encanto quanto na Europa – não só pelos cartões-postais que se descortinam, mas pelos mimos que conferem especial glamour ao
percurso.[...] Um levantamento da empresa austríaca Österreichische Bundesbahn (ÖBB) – que deu um consistente empurrão à
retomada das viagens sob a luz da Lua, ao comprar dezenas de trens da rede federal alemã – mostra que, de 2019, quando eles estrearam
as linhas Nightjet, até 2021, o número de pessoas a bordo saltou de 1,5 milhão para 3,3 milhões, uma multidão que opta entre vinte
trajetos por catorze países.
Os últimos tempos foram vitais para alavancar a alternativa ferroviária, uma vez que, na pandemia, muita gente repensou seu estilo de
vida e uma parcela acabou por abraçar um ritmo mais vagaroso. [...] Em paralelo, o trem vem caindo nas graças da população
preocupada com o meio ambiente. [...]
Matheus Deccache
I- No sub-título, o emprego do verbo REAVIVAR no plural se justifica pela existência do sujeito composto, cujos núcleos – busca e contemplação – vêm seguidos dos complementos nominais. II- No 3º período (L.6 e 7), a causa do encanto por viagens ferroviárias é expressa por meio de uma estrutura coordenada correlata de valor aditivo: “não só pelos cartões- postais ... mas pelos mimos...percurso”, com efeito de ênfase. III- Em: “Um levantamento da empresa austríaca ... mostra que, de 2019, quando eles estrearam as linhas Nightjet, até 2021, o número de pessoas a bordo saltou de 1,5 milhão para 3,3 milhões”, o QUANDO assume função de pronome relativo, introduzindo uma oração adjetiva, dentro da qual tem função de adjunto adverbial de lugar. IV- Em: “[...] o número de pessoas a bordo saltou de 1,5 milhão para 3,3 milhões, uma multidão que opta entre vinte trajetos por catorze países”, a estrutura que se apresenta após a vírgula caracteriza-se como oração adjetiva explicativa.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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