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Leia o texto a seguir.
TWISTER: Filme de 1996 ganhará sequência Steven Spielberg ficou impressionado com roteiro da continuação Omelete 2 min de leitura, Giovanna Breve 17.10.2022, às 21h - Atualizada em 18.10.2022, às 09h25
Twister, filme de aventura sobre cientistas que perseguem tornados, ganhará uma continuação, segundo informação dada pelo Deadline nesta segunda (17). A Universal Pictures e a Amblin Entertainment estariam desenvolvendo uma sequência de grande escala chamada Twisters, que contará com Frank Marshall (Indiana Jones 5) na produção.
Segundo o portal, o próprio Steven Spielberg, da Amblin, ficou impressionado com o roteiro do longa-metragem, escrito por Mark L. Smith (Seance). Os estúdios estão em busca de diretores e alguns nomes na mesa são Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin (Free Solo), Dan Trachtenberg (O Predador: A Caçada) e Travis Knight (Bumblebee).
Fontes disseram que a esperança é trazer Helen Hunt de volta, com um drama que foca na filha que ela teve com o personagem interpretado pelo falecido Bill Paxton.
Lançado em 1996, Twister aborda sobre dois grupos rivais de pesquisadores de tempestades. Enquanto a tempestade mais devastadora das últimas décadas se aproxima, a professora universitária Jo Harding e uma equipe de alunos com poucos recursos preparam o protótipo de Dorothy, um dispositivo inovador que coleta dados de tornados, criado por seu ex-marido Bill. Quando Harding diz a Bill que Dorothy está pronto para testes, e que seu rival Jonas Miller roubou sua ideia, Bill se junta à equipe para uma última missão na busca de tornados.
BREVE, Giovanna. Twister: Filme de 1996 ganhará sequência. Omelete, 17 de outubro de 2022. Filmes. Disponível em: www.omelete.com.br/filmes/twister-ganhara-sequencia. Acesso em: 19 out. 2022.
A principal finalidade desse texto é a de:
TWISTER: Filme de 1996 ganhará sequência Steven Spielberg ficou impressionado com roteiro da continuação Omelete 2 min de leitura, Giovanna Breve 17.10.2022, às 21h - Atualizada em 18.10.2022, às 09h25
Twister, filme de aventura sobre cientistas que perseguem tornados, ganhará uma continuação, segundo informação dada pelo Deadline nesta segunda (17). A Universal Pictures e a Amblin Entertainment estariam desenvolvendo uma sequência de grande escala chamada Twisters, que contará com Frank Marshall (Indiana Jones 5) na produção.
Segundo o portal, o próprio Steven Spielberg, da Amblin, ficou impressionado com o roteiro do longa-metragem, escrito por Mark L. Smith (Seance). Os estúdios estão em busca de diretores e alguns nomes na mesa são Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin (Free Solo), Dan Trachtenberg (O Predador: A Caçada) e Travis Knight (Bumblebee).
Fontes disseram que a esperança é trazer Helen Hunt de volta, com um drama que foca na filha que ela teve com o personagem interpretado pelo falecido Bill Paxton.
Lançado em 1996, Twister aborda sobre dois grupos rivais de pesquisadores de tempestades. Enquanto a tempestade mais devastadora das últimas décadas se aproxima, a professora universitária Jo Harding e uma equipe de alunos com poucos recursos preparam o protótipo de Dorothy, um dispositivo inovador que coleta dados de tornados, criado por seu ex-marido Bill. Quando Harding diz a Bill que Dorothy está pronto para testes, e que seu rival Jonas Miller roubou sua ideia, Bill se junta à equipe para uma última missão na busca de tornados.
BREVE, Giovanna. Twister: Filme de 1996 ganhará sequência. Omelete, 17 de outubro de 2022. Filmes. Disponível em: www.omelete.com.br/filmes/twister-ganhara-sequencia. Acesso em: 19 out. 2022.
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Leia o texto a seguir para responder a questão.
EU ME DEMITO:
fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.
Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados,
brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de
saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número
de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
https://vocesa.abril.com.br/economia
Nessa frase, o modo e o tempo do verbo sublinhado indicam
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EU ME DEMITO:
fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.
Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados,
brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de
saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número
de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
https://vocesa.abril.com.br/economia
“[...] em meio à nossa ‘grande resignação’.” 7º§
Das alterações feitas no fragmento acima, há erro no emprego do acento indicativo da crase em:
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EU ME DEMITO:
fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.
Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados,
brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de
saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número
de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
https://vocesa.abril.com.br/economia
O emprego da vírgula, nesse período do texto, justifica-se em função de que:
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EU ME DEMITO:
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Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados,
brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
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11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
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de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
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A palavra sublinhada na frase acima corresponde à locução “de boa vontade”. Marque a alternativa em que a locução adjetiva não corresponde ao adjetivo destacado.
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meio milhão por mês.
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11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de
saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número
de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
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fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.
Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados,
brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de
saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número
de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
https://vocesa.abril.com.br/economia
O sujeito dessa oração é classificado como:
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EU ME DEMITO:
fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.
Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados,
brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de
saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número
de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
https://vocesa.abril.com.br/economia
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder a questão.
EU ME DEMITO:
fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.
Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados,
brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de
saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número
de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
https://vocesa.abril.com.br/economia
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Leia o texto a seguir para responder a questão.
EU ME DEMITO:
fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.
Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados,
brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de
saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número
de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
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