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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tão cigarra quanto formiga

Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.
Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e
plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024.
A frase transcrita do texto que sintetiza a ideia projetada na criação do termo mesclado em destaque é:
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tão cigarra quanto formiga

Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.
Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e
plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024.
O primeiro parágrafo do texto apresenta uma construção textual pertencente ao tipo __________, no qual predomina a função __________ da linguagem, entre outros aspectos pelo uso de verbos em primeira pessoa. Com ele, um dos propósitos da autora é o de iniciar seu relato com um/uma __________ que fará acerca de conhecido e famoso clássico da literatura infantil, citando, inclusive, seu autor.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tão cigarra quanto formiga

Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.
Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e
plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024.
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tão cigarra quanto formiga

Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.
Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e
plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024.
I – Reafirma-se, nessa reescritura de “A cigarra e a formiga”, ainda que com palavras diferentes, uma reaproximação fiel da obra original do fabulista Esopo.
II – Busca-se dar uma nova forma ao texto original, revivendo e recriando a fábula da tradição oral e fazendo emergir dela um novo olhar e um novo sentido.
III – Percebe-se, desde o título, uma tentativa de atualização do texto-fonte, com um reforço da moral da história clássica, repetindo-se o ensinamento transmitido ao leitor daquela época.
IV – Observa-se o deslocamento da ideia central da fábula, com a inversão de sentido, introduzindo-se uma leitura crítico-reflexiva feita pelo narrador em primeira pessoa.
Está correto apenas o que se afirma em
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Luckesi (2011) abaliza a verificação da avaliação da
aprendizagem, na medida em que o ato da avaliação possa ser explicado como “ver se algo é ou não
verdadeiro”. No caso do estudante, pode ser explicado como verdade que ele sabe (ou não sabe) isso
ou aquilo. Quando o dado é obtido, configura-se o
objeto examinado e a verificação do aprendizado se
encerra por meio de uma aferição. O autor esclarece
que se deve considerar, ainda, o quanto a verificação
está impregnada de arbitrariedades, desde a escolha
do padrão da medida, até as categorizações que os
professores impõem aos sujeitos analisados, segundo sua performance.
Avalie as afirmações, segundo o pensamento de Luckesi (2011).
I - É fácil aos professores organizar provas que lhes permitam atribuir pontos para os acertos e retirá- -los para os erros.
II - Os professores (de modo geral) preparam os exames sob pressão: há que se apresentar, de tempos em tempos, as notas dos alunos (ou os conceitos), preenchendo-se fichas com os resultados das medidas que, supostamente, informam sobre a aprendizagem.
III - Segundo o resultado da aferição, o aluno será ou não aprovado/reprovado, repetente ou evadido, não afetando sua autoestima.
IV - A avaliação envolve uma decisão do que fazer.
Na perspectiva de Luckesi (2011), está correto apenas o que se afirma em
Avalie as afirmações, segundo o pensamento de Luckesi (2011).
I - É fácil aos professores organizar provas que lhes permitam atribuir pontos para os acertos e retirá- -los para os erros.
II - Os professores (de modo geral) preparam os exames sob pressão: há que se apresentar, de tempos em tempos, as notas dos alunos (ou os conceitos), preenchendo-se fichas com os resultados das medidas que, supostamente, informam sobre a aprendizagem.
III - Segundo o resultado da aferição, o aluno será ou não aprovado/reprovado, repetente ou evadido, não afetando sua autoestima.
IV - A avaliação envolve uma decisão do que fazer.
Na perspectiva de Luckesi (2011), está correto apenas o que se afirma em
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O documento do MEC intitulado Saberes e práticas
da inclusão: avaliação para identificação das necessidades educacionais especiais (2006) menciona cinco
tipos de decisão que antecedem a avaliação realizada pelas equipes de diagnóstico: encaminhamento
para tratamento, triagem, classificação, planejamento educacional e análise do progresso do aluno. Os
três primeiros tipos são os mais comuns, sendo que
a análise do progresso do aluno é, de todos, o que
menos ocorre.
Nesse sentido, avalie as afirmações a seguir.
I - Planejamento educacional (com as adequações necessárias) e progresso dos alunos (sob o enfoque global de seu desenvolvimento) são os que, hoje, devem nortear as práticas avaliativas escolares em geral e, particularmente, na educação especial.
II - A ideia é que avaliação é um processo contínuo, compartilhado, que não se explica pela necessidade de triagem, de encaminhamento e muito menos de classificação.
III - Os avaliados têm o direito de reconhecimento de suas características, entendendo-se que suas deficiências e limitações não são atributos imutáveis, numa visão fatalista e determinística.
IV - A mudança de atitudes nos avaliadores em relação aos avaliados é a que menos impacta, bem como sua atualização referente à base teórica e metodológica das práticas avaliativas.
Está correto apenas o que se afirma em
Nesse sentido, avalie as afirmações a seguir.
I - Planejamento educacional (com as adequações necessárias) e progresso dos alunos (sob o enfoque global de seu desenvolvimento) são os que, hoje, devem nortear as práticas avaliativas escolares em geral e, particularmente, na educação especial.
II - A ideia é que avaliação é um processo contínuo, compartilhado, que não se explica pela necessidade de triagem, de encaminhamento e muito menos de classificação.
III - Os avaliados têm o direito de reconhecimento de suas características, entendendo-se que suas deficiências e limitações não são atributos imutáveis, numa visão fatalista e determinística.
IV - A mudança de atitudes nos avaliadores em relação aos avaliados é a que menos impacta, bem como sua atualização referente à base teórica e metodológica das práticas avaliativas.
Está correto apenas o que se afirma em
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