Foram encontradas 405 questões.
Em um departamento de pós-graduação, os estudantes foram questionados sobre a habilidade de escrever textos acadêmicos em espanhol e inglês. Após uma breve pesquisa, concluiu-se que: 27 estudantes escrevem apenas em espanhol; 12 estudantes escrevem em inglês e espanhol; 46 estudantes escrevem em inglês; e, 6 estudantes não escrevem em nenhuma dessas línguas. Do total de estudantes questionados, qual a porcentagem aproximada dos que escrevem apenas em inglês?
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Em cada círculo a seguir os números obedecem a uma mesma regra lógica; observe.

Dessa forma, o valor da razão !$ \dfrac{X}{Y} !$ é dado por:
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Uma indústria de calçados possuía 46 trabalhadores responsáveis pela produção de 2.700 pares de tênis por dia, trabalhando em um regime de 6 horas diárias. Após uma intensa ação de marketing, a indústria desenvolveu uma nova coleção que aumentou a demanda diária para 10.800 pares de tênis e ampliou o regime de trabalho para 8 horas por dia. Considerando que todos os trabalhadores possuem o mesmo desempenho, qual o número de funcionários necessários para que a nova demanda diária fosse atendida?
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“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas
Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam da presença do gênero neutro em nosso vocabulário, uma batalha para pessoas não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.
Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.
Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.
Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.
Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.
O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?
Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).
De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.
“Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.
“Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.
O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.
“Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.
(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em: https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais- que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas- 0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)
O principal propósito comunicativo do texto é:
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“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas
Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam da presença do gênero neutro em nosso vocabulário, uma batalha para pessoas não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.
Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.
Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.
Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.
Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.
O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?
Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).
De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.
“Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.
“Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.
O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.
“Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.
(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em: https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais- que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas- 0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)
A respeito de fatos ou acontecimentos, opiniões podem ser emitidas. Qual alternativa apresenta uma opinião veiculada pelo do autor do texto?
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“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas
Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam da presença do gênero neutro em nosso vocabulário, uma batalha para pessoas não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.
Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.
Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.
Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.
Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.
O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?
Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).
De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.
“Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.
“Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.
O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.
“Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.
(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em: https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais- que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas- 0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)
O tema do texto é(são):
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“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas
Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam da presença do gênero neutro em nosso vocabulário, uma batalha para pessoas não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.
Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.
Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.
Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.
Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.
O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?
Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).
De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.
“Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.
“Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.
O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.
“Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.
(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em: https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais- que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas- 0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)
No trecho “Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda.” (11º§), depreende-se que há um efeito ou uma consequência motivada pelo fato de:
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“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas
Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam da presença do gênero neutro em nosso vocabulário, uma batalha para pessoas não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.
Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.
Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.
Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.
Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.
O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?
Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).
De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.
“Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.
“Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.
O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.
“Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.
(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em: https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais- que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas- 0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)
“Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? (...) Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto.” (9º§) É possível inferir a respeito dessa passagem que a língua varia conforme:
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“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas
Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam da presença do gênero neutro em nosso vocabulário, uma batalha para pessoas não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.
Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.
Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.
Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.
Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.
O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?
Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).
De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.
“Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.
“Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.
O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.
“Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.
(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em: https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais- que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas- 0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)
De acordo com o texto, o uso da linguagem não-binária se justifica porque há:
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“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas
Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam da presença do gênero neutro em nosso vocabulário, uma batalha para pessoas não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.
Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.
Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.
Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.
Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.
O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?
Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).
De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.
“Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.
“Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.
O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.
“Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.
(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em: https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais- que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas- 0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)
De acordo com os exemplos apontados no texto, os termos “todes”, “todxs”, “tod@s” e “bem-vindes” são utilizados para alterar a indicação tradicional relacionada à flexão morfológica de:
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