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De acordo com Álvares Méndez (2002), NÃO se inclui entre as causas do fracasso de reformas curriculares o que se afirma em:
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Considere as proposições:
I – O conceito de intertextualidade envolve, em seu sentido amplo, as relações que se estabelecem entre objetos e processos culturais, considerados como textos.
II – A tradução e a metalinguagem, modernamente, são consideradas processos intertextuais.
III – O Manifesto Antropofágico propõe uma ruptura com os modelos culturais e defende a originalidade como requisito para o reconhecimento da obra pela crítica literária.
É CORRETO afirmar que:
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A alternativa cuja definição NÃO corresponde ao conceito abarcado pelo termo entre parênteses é:
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TEXTO II
O poeta concretista acordou inspirado. Sonhara a noite toda com a namorada. E pensou: lábio, lábia. O lábio em que pensou era o da namorada, a lábia era a própria. Em todo o caso, na pior das hipóteses, já tinha um bom começo de poema. Todavia, cada vez mais obcecado pela lembrança daqueles lábios, achou que podia aproveitar a sua lábia e, provisoriamente desinteressado da poesia pura, resolveu telefonar à criatura amada, na esperança de maiores intimidades e vantagens. Até os poetas concretistas podem ser homens práticos.
Como, porém, transmitir a mensagem amorosa em termos vulgares, de toda a gente, se era um poeta concretista e nisto justamente residia (segundo julgava) todo o seu prestígio aos olhos das moças? Tinha que fazer um poema. A moça chamava-se Ema, era fácil. Discou. Assim que ouviu, do outro lado da linha, o “alô” sonolento do objeto amado, foi logo disparando:
- Ema. Amo. Amas?
- Como? – surpreendeu-se a jovem – Quem fala?
- Falo. Falas. Falemos.
A pequena, julgando-se vítima de um “trote”, ficou por conta e, como era muito bem-educada (essas meninas de hoje!), desligou violentamente, não antes de perpetrar, sem querer, um precioso “hai-kai” concretista:
- Basta, besta!
O poeta ficou fulminado. Não podia, não podia compreender. Sofreu, que também os concretistas sofrem; estava apaixonado, que também os concretistas se apaixonam, quando são jovens – e todo poeta concretista é jovem. Não tinha lábia. Não teria os lábios. Por que não viajar para a Líbia? Desaparecer, sumir… Sentia-se profundamente desgraçado, inútil. Um triste. Um traste.
O consolo possível era a poesia. Sentou e escreveu:
“Bela. Bola. Bala.”
O que, traduzindo em vulgar, vem a dar esta banalidade: “A minha bela, não me dá bola. Isto acaba em bala.”
Não acabou, naturalmente. Tomou uma bebedeira e tratou de arranjar outra namorada, a quem dedicou um soneto parnasiano. Foi a conta. Casaram-se e são muito falazes… Oh! Perdão: felizes.
(MARTINS, Luís. Tragédia concretista. In.: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org.) As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 132.)
Sobre as características estilísticas presentes nessa crônica que retomam a estética concretista, é INCORRETO afirmar que:
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TEXTO II
O poeta concretista acordou inspirado. Sonhara a noite toda com a namorada. E pensou: lábio, lábia. O lábio em que pensou era o da namorada, a lábia era a própria. Em todo o caso, na pior das hipóteses, já tinha um bom começo de poema. Todavia, cada vez mais obcecado pela lembrança daqueles lábios, achou que podia aproveitar a sua lábia e, provisoriamente desinteressado da poesia pura, resolveu telefonar à criatura amada, na esperança de maiores intimidades e vantagens. Até os poetas concretistas podem ser homens práticos.
Como, porém, transmitir a mensagem amorosa em termos vulgares, de toda a gente, se era um poeta concretista e nisto justamente residia (segundo julgava) todo o seu prestígio aos olhos das moças? Tinha que fazer um poema. A moça chamava-se Ema, era fácil. Discou. Assim que ouviu, do outro lado da linha, o “alô” sonolento do objeto amado, foi logo disparando:
- Ema. Amo. Amas?
- Como? – surpreendeu-se a jovem – Quem fala?
- Falo. Falas. Falemos.
A pequena, julgando-se vítima de um “trote”, ficou por conta e, como era muito bem-educada (essas meninas de hoje!), desligou violentamente, não antes de perpetrar, sem querer, um precioso “hai-kai” concretista:
- Basta, besta!
O poeta ficou fulminado. Não podia, não podia compreender. Sofreu, que também os concretistas sofrem; estava apaixonado, que também os concretistas se apaixonam, quando são jovens – e todo poeta concretista é jovem. Não tinha lábia. Não teria os lábios. Por que não viajar para a Líbia? Desaparecer, sumir… Sentia-se profundamente desgraçado, inútil. Um triste. Um traste.
O consolo possível era a poesia. Sentou e escreveu:
“Bela. Bola. Bala.”
O que, traduzindo em vulgar, vem a dar esta banalidade: “A minha bela, não me dá bola. Isto acaba em bala.”
Não acabou, naturalmente. Tomou uma bebedeira e tratou de arranjar outra namorada, a quem dedicou um soneto parnasiano. Foi a conta. Casaram-se e são muito falazes… Oh! Perdão: felizes.
(MARTINS, Luís. Tragédia concretista. In.: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org.) As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 132.)
Em relação ao papel do professor como formador de leitores, ao eleger essa crônica como texto a ser trabalhado em sala de aula:
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TEXTO II
O poeta concretista acordou inspirado. Sonhara a noite toda com a namorada. E pensou: lábio, lábia. O lábio em que pensou era o da namorada, a lábia era a própria. Em todo o caso, na pior das hipóteses, já tinha um bom começo de poema. Todavia, cada vez mais obcecado pela lembrança daqueles lábios, achou que podia aproveitar a sua lábia e, provisoriamente desinteressado da poesia pura, resolveu telefonar à criatura amada, na esperança de maiores intimidades e vantagens. Até os poetas concretistas podem ser homens práticos.
Como, porém, transmitir a mensagem amorosa em termos vulgares, de toda a gente, se era um poeta concretista e nisto justamente residia (segundo julgava) todo o seu prestígio aos olhos das moças? Tinha que fazer um poema. A moça chamava-se Ema, era fácil. Discou. Assim que ouviu, do outro lado da linha, o “alô” sonolento do objeto amado, foi logo disparando:
- Ema. Amo. Amas?
- Como? – surpreendeu-se a jovem – Quem fala?
- Falo. Falas. Falemos.
A pequena, julgando-se vítima de um “trote”, ficou por conta e, como era muito bem-educada (essas meninas de hoje!), desligou violentamente, não antes de perpetrar, sem querer, um precioso “hai-kai” concretista:
- Basta, besta!
O poeta ficou fulminado. Não podia, não podia compreender. Sofreu, que também os concretistas sofrem; estava apaixonado, que também os concretistas se apaixonam, quando são jovens – e todo poeta concretista é jovem. Não tinha lábia. Não teria os lábios. Por que não viajar para a Líbia? Desaparecer, sumir… Sentia-se profundamente desgraçado, inútil. Um triste. Um traste.
O consolo possível era a poesia. Sentou e escreveu:
“Bela. Bola. Bala.”
O que, traduzindo em vulgar, vem a dar esta banalidade: “A minha bela, não me dá bola. Isto acaba em bala.”
Não acabou, naturalmente. Tomou uma bebedeira e tratou de arranjar outra namorada, a quem dedicou um soneto parnasiano. Foi a conta. Casaram-se e são muito falazes… Oh! Perdão: felizes.
(MARTINS, Luís. Tragédia concretista. In.: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org.) As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 132.)
Nessa crônica, o objetivo do autor é:
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Como todo processo em que predominam práticas administrativas, a tendência tecnicista privilegia as funções de planejar, organizar, dirigir, e controlar, intensificando a burocracia que leva à divisão de trabalho.
PORQUE
Os técnicos são responsáveis pelo planejamento e controle, o diretor é o intermediário entre eles e os professores, agora reduzidos a simples executores. Com isso, o plano pedagógico se submete ao administrativo.
A respeito dessas duas asserções, assinale a opção CORRETA.
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O professor desenvolve dois tipos de ação pedagógica. Uma é o planejamento da situação de aprendizagem, para a qual tenta criar as condições ideais: oferecer informações, montar proposta de trabalho de tal forma que o aluno possa por em jogo o que sabe, arriscar-se, avançar e compreender mais à frente do que sabia. O outro eixo de seu trabalho é a intervenção propriamente dita no processo que está acontecendo, no qual o aluno, os grupos ou classes, diante de uma situação proposta, realizam coisas, e o professor participa, desenvolvendo vários papeis. [...] Uma intervenção clássica é a correção. Não é a única intervenção possível, nem a mais importante, mas é a que mais tem preocupado os professores.
(WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2002, 83.)
Sob a perspectiva da correção como prática de intervenção, assinale a alternativa INCORRETA.
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Pacheco (2007) defende a ideia da criação de comunidades de aprendizagem, nas quais os estudantes vão construindo o seu próprio conhecimento a partir da interação entre professor-aluno e aluno-aluno. Partindo dessa perspectiva, o professor deve atuar como mediador no processo de aprendizagem. Seu livro “Caminhos para a Inclusão” traz um consenso de três medidas educacionais que devem auxiliar a prática da sala de aula inclusiva. A respeito desse tema, a alternativa que NÃO corresponde às medidas educacionais apontadas pelo autor.
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“As pesquisas pedagógicas demonstram cientificamente – através de amostragens, de coleta de dados – aquilo que percebemos pela nossa observação atenta do cotidiano da escola: a situação atual da sala de aula, em grandes linhas, pode ser caracterizada como baseada numa metodologia tradicional, de cunho academicista, uma vez que a pedagogia liberal tradicional é viva e atuante em nossas escolas [...] sendo que esta se aproxima mais do modelo de escola predominante em nossa história educacional”.
(VASCONCELLOS, C. S. A construção do conhecimento em sala de aula. São Paulo: Libertad, 1999, p. 17.)
Segundo essa perspectiva, o autor Vasconcelos faz uma crítica à metodologia expositiva e aponta que ela não leva em consideração:
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