Magna Concursos

Foram encontradas 50 questões.

3761028 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Viajar é fuga, sim

1 Jamais viajei sem carregar a sensação de estar

2 causando perturbação à vida de alguém que ficou.

3 Quase sempre, minha mãe. Eu tinha 24 anos quando

4 resolvi conhecer a Europa. Minha primeira viagem para

5 outro continente, levando mil dólares em dinheiro,

6 nomes de amigos de amigos anotados num papel e um

7 passaporte estalando de novo.

8 Seriam dois meses sem roteiro definido. Não era

9 uma viagem à Lua, nem mesmo uma mudança

10 definitiva, mas soube que, depois que eu cruzei o

11 portão de embarque do aeroporto, minha mãe teve que

12 ser amparada, mal conseguiu caminhar de volta para

13 o carro. Sua garota havia sido convocada para a

14 guerra.

15 A família preferia que eu estivesse preparando o

16 enxoval, mas eu tinha férias vencidas e férias a vencer,

17 e negociei com meu chefe a junção desses dois

18 períodos. Ele, camarada, garantiu que manteria meu

19 emprego na volta. Então lá fui eu, deixando aquele

20 rastro de tragédia atrás de mim.

21 Viajar é fuga, sim. Fuga de uma rotina cuja

22 repetição faz parecer que envelhecemos sem sair do

23 lugar. Fuga de nossas reações automáticas diante dos

24 desconfortos da alma. Fuga dos passos previsíveis até

25 chegar à morte. Fuga do relógio, do supermercado,

26 dos sapatos de salto, das aulas de ginástica, dos

27 parentes, das 24 horas supersônicas de cada dia, bom

28 dia e boa noite alternando-se a uma distância de

29 minutos.

30 Ruas estrangeiras erguem minha cabeça, eu que

31 no dia a dia caminho olhando para o chão, temendo

32 fissuras na calçada. Ao viajar, contemplo obras de

33 Monet em plena tarde de quinta-feira. Dou um

34 mergulho não planejado no mar. Fico bonita usando

35 um vestido de uma cor que achei que não combinava

36 comigo. Descubro que sou simpática com estranhos.

37 Não sinto fome ao meio-dia. Atravesso avenidas como

38 se elas fossem portais, todos os caminhos levam a um

39 lugar que nunca fui, e a coragem confirma que é a

40 minha melhor parceira. Estou tão dentro de mim que

41 não estou ao alcance de ninguém.

42 Não que desgoste de estar com as pessoas.

43 Conviver é uma aventura; conversar, uma façanha.

44 Mas estar a sós é um prazer quase lisérgico. Sei que

45 uma solidão permanente e indesejada desvirtuaria

46 esse meu discurso e colocaria em pauta um drama que

47 desconheço, mas é boa a sensação de que minha

48 existência não necessita ser confirmada pelos outros

49 de hora em hora. Eu tenho certeza de que existo muito,

50 e existo bem.

51 Voltar é a confirmação de que os outros importam

52 e de que sou capaz de abdicar de mim para me

53 acomodar a um comportamento padrão. Voltar é

54 sempre uma declaração de amor. Partir e de costas,

55 voltar e de frente, como escreveu Caio Fernando

56 Abreu Tenho lido muito neste verão, enquanto

57 economizo para mais uma fuga malsucedida. Não

58 adianta, eu sempre volto.

Autora: Martha Medeiros (adaptado)

Analise as assertivas abaixo e julgue-as V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Na frase Não era uma viagem à Lua (l.8-9), a crase é facultativa, pois antecede um substantivo feminino.

( ) A palavra supermercado (l.25) e formada pelo processo de composição por aglutinação

( ) Na frase Jamais viajei sem carregar a sensação (l. 1) a palavra sem e uma preposição

( ) Voltar (l.51) e verbo da 1ª conjugação; Partir (l.54) é verbo da 3ª conjugação.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3761027 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Viajar é fuga, sim

1 Jamais viajei sem carregar a sensação de estar

2 causando perturbação à vida de alguém que ficou.

3 Quase sempre, minha mãe. Eu tinha 24 anos quando

4 resolvi conhecer a Europa. Minha primeira viagem para

5 outro continente, levando mil dólares em dinheiro,

6 nomes de amigos de amigos anotados num papel e um

7 passaporte estalando de novo.

8 Seriam dois meses sem roteiro definido. Não era

9 uma viagem à Lua, nem mesmo uma mudança

10 definitiva, mas soube que, depois que eu cruzei o

11 portão de embarque do aeroporto, minha mãe teve que

12 ser amparada, mal conseguiu caminhar de volta para

13 o carro. Sua garota havia sido convocada para a

14 guerra.

15 A família preferia que eu estivesse preparando o

16 enxoval, mas eu tinha férias vencidas e férias a vencer,

17 e negociei com meu chefe a junção desses dois

18 períodos. Ele, camarada, garantiu que manteria meu

19 emprego na volta. Então lá fui eu, deixando aquele

20 rastro de tragédia atrás de mim.

21 Viajar é fuga, sim. Fuga de uma rotina cuja

22 repetição faz parecer que envelhecemos sem sair do

23 lugar. Fuga de nossas reações automáticas diante dos

24 desconfortos da alma. Fuga dos passos previsíveis até

25 chegar à morte. Fuga do relógio, do supermercado,

26 dos sapatos de salto, das aulas de ginástica, dos

27 parentes, das 24 horas supersônicas de cada dia, bom

28 dia e boa noite alternando-se a uma distância de

29 minutos.

30 Ruas estrangeiras erguem minha cabeça, eu que

31 no dia a dia caminho olhando para o chão, temendo

32 fissuras na calçada. Ao viajar, contemplo obras de

33 Monet em plena tarde de quinta-feira. Dou um

34 mergulho não planejado no mar. Fico bonita usando

35 um vestido de uma cor que achei que não combinava

36 comigo. Descubro que sou simpática com estranhos.

37 Não sinto fome ao meio-dia. Atravesso avenidas como

38 se elas fossem portais, todos os caminhos levam a um

39 lugar que nunca fui, e a coragem confirma que é a

40 minha melhor parceira. Estou tão dentro de mim que

41 não estou ao alcance de ninguém.

42 Não que desgoste de estar com as pessoas.

43 Conviver é uma aventura; conversar, uma façanha.

44 Mas estar a sós é um prazer quase lisérgico. Sei que

45 uma solidão permanente e indesejada desvirtuaria

46 esse meu discurso e colocaria em pauta um drama que

47 desconheço, mas é boa a sensação de que minha

48 existência não necessita ser confirmada pelos outros

49 de hora em hora. Eu tenho certeza de que existo muito,

50 e existo bem.

51 Voltar é a confirmação de que os outros importam

52 e de que sou capaz de abdicar de mim para me

53 acomodar a um comportamento padrão. Voltar é

54 sempre uma declaração de amor. Partir e de costas,

55 voltar e de frente, como escreveu Caio Fernando

56 Abreu Tenho lido muito neste verão, enquanto

57 economizo para mais uma fuga malsucedida. Não

58 adianta, eu sempre volto.

Autora: Martha Medeiros (adaptado)

Considere a seguinte frase Tenho lido muito neste verão, enquanto economizo para mais uma fuga malsucedida (l.56-57) e analise as assertivas:

l. A palavra enquanto consiste em uma conjunção.

ll. Em Tenho lido muito neste verão o sujeito é simples.

lll. A palavra malsucedida está grafada de maneira incorreta, o correto seria mal-sucedida, com hífen.

Está(ão) CoRRETA(S)

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3761026 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Viajar é fuga, sim

1 Jamais viajei sem carregar a sensação de estar

2 causando perturbação à vida de alguém que ficou.

3 Quase sempre, minha mãe. Eu tinha 24 anos quando

4 resolvi conhecer a Europa. Minha primeira viagem para

5 outro continente, levando mil dólares em dinheiro,

6 nomes de amigos de amigos anotados num papel e um

7 passaporte estalando de novo.

8 Seriam dois meses sem roteiro definido. Não era

9 uma viagem à Lua, nem mesmo uma mudança

10 definitiva, mas soube que, depois que eu cruzei o

11 portão de embarque do aeroporto, minha mãe teve que

12 ser amparada, mal conseguiu caminhar de volta para

13 o carro. Sua garota havia sido convocada para a

14 guerra.

15 A família preferia que eu estivesse preparando o

16 enxoval, mas eu tinha férias vencidas e férias a vencer,

17 e negociei com meu chefe a junção desses dois

18 períodos. Ele, camarada, garantiu que manteria meu

19 emprego na volta. Então lá fui eu, deixando aquele

20 rastro de tragédia atrás de mim.

21 Viajar é fuga, sim. Fuga de uma rotina cuja

22 repetição faz parecer que envelhecemos sem sair do

23 lugar. Fuga de nossas reações automáticas diante dos

24 desconfortos da alma. Fuga dos passos previsíveis até

25 chegar à morte. Fuga do relógio, do supermercado,

26 dos sapatos de salto, das aulas de ginástica, dos

27 parentes, das 24 horas supersônicas de cada dia, bom

28 dia e boa noite alternando-se a uma distância de

29 minutos.

30 Ruas estrangeiras erguem minha cabeça, eu que

31 no dia a dia caminho olhando para o chão, temendo

32 fissuras na calçada. Ao viajar, contemplo obras de

33 Monet em plena tarde de quinta-feira. Dou um

34 mergulho não planejado no mar. Fico bonita usando

35 um vestido de uma cor que achei que não combinava

36 comigo. Descubro que sou simpática com estranhos.

37 Não sinto fome ao meio-dia. Atravesso avenidas como

38 se elas fossem portais, todos os caminhos levam a um

39 lugar que nunca fui, e a coragem confirma que é a

40 minha melhor parceira. Estou tão dentro de mim que

41 não estou ao alcance de ninguém.

42 Não que desgoste de estar com as pessoas.

43 Conviver é uma aventura; conversar, uma façanha.

44 Mas estar a sós é um prazer quase lisérgico. Sei que

45 uma solidão permanente e indesejada desvirtuaria

46 esse meu discurso e colocaria em pauta um drama que

47 desconheço, mas é boa a sensação de que minha

48 existência não necessita ser confirmada pelos outros

49 de hora em hora. Eu tenho certeza de que existo muito,

50 e existo bem.

51 Voltar é a confirmação de que os outros importam

52 e de que sou capaz de abdicar de mim para me

53 acomodar a um comportamento padrão. Voltar é

54 sempre uma declaração de amor. Partir e de costas,

55 voltar e de frente, como escreveu Caio Fernando

56 Abreu Tenho lido muito neste verão, enquanto

57 economizo para mais uma fuga malsucedida. Não

58 adianta, eu sempre volto.

Autora: Martha Medeiros (adaptado)

Em Conviver é uma aventura; conversar, uma façanha (l.43), a vírgula é empregada para:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3761025 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Viajar é fuga, sim

1 Jamais viajei sem carregar a sensação de estar

2 causando perturbação à vida de alguém que ficou.

3 Quase sempre, minha mãe. Eu tinha 24 anos quando

4 resolvi conhecer a Europa. Minha primeira viagem para

5 outro continente, levando mil dólares em dinheiro,

6 nomes de amigos de amigos anotados num papel e um

7 passaporte estalando de novo.

8 Seriam dois meses sem roteiro definido. Não era

9 uma viagem à Lua, nem mesmo uma mudança

10 definitiva, mas soube que, depois que eu cruzei o

11 portão de embarque do aeroporto, minha mãe teve que

12 ser amparada, mal conseguiu caminhar de volta para

13 o carro. Sua garota havia sido convocada para a

14 guerra.

15 A família preferia que eu estivesse preparando o

16 enxoval, mas eu tinha férias vencidas e férias a vencer,

17 e negociei com meu chefe a junção desses dois

18 períodos. Ele, camarada, garantiu que manteria meu

19 emprego na volta. Então lá fui eu, deixando aquele

20 rastro de tragédia atrás de mim.

21 Viajar é fuga, sim. Fuga de uma rotina cuja

22 repetição faz parecer que envelhecemos sem sair do

23 lugar. Fuga de nossas reações automáticas diante dos

24 desconfortos da alma. Fuga dos passos previsíveis até

25 chegar à morte. Fuga do relógio, do supermercado,

26 dos sapatos de salto, das aulas de ginástica, dos

27 parentes, das 24 horas supersônicas de cada dia, bom

28 dia e boa noite alternando-se a uma distância de

29 minutos.

30 Ruas estrangeiras erguem minha cabeça, eu que

31 no dia a dia caminho olhando para o chão, temendo

32 fissuras na calçada. Ao viajar, contemplo obras de

33 Monet em plena tarde de quinta-feira. Dou um

34 mergulho não planejado no mar. Fico bonita usando

35 um vestido de uma cor que achei que não combinava

36 comigo. Descubro que sou simpática com estranhos.

37 Não sinto fome ao meio-dia. Atravesso avenidas como

38 se elas fossem portais, todos os caminhos levam a um

39 lugar que nunca fui, e a coragem confirma que é a

40 minha melhor parceira. Estou tão dentro de mim que

41 não estou ao alcance de ninguém.

42 Não que desgoste de estar com as pessoas.

43 Conviver é uma aventura; conversar, uma façanha.

44 Mas estar a sós é um prazer quase lisérgico. Sei que

45 uma solidão permanente e indesejada desvirtuaria

46 esse meu discurso e colocaria em pauta um drama que

47 desconheço, mas é boa a sensação de que minha

48 existência não necessita ser confirmada pelos outros

49 de hora em hora. Eu tenho certeza de que existo muito,

50 e existo bem.

51 Voltar é a confirmação de que os outros importam

52 e de que sou capaz de abdicar de mim para me

53 acomodar a um comportamento padrão. Voltar é

54 sempre uma declaração de amor. Partir e de costas,

55 voltar e de frente, como escreveu Caio Fernando

56 Abreu Tenho lido muito neste verão, enquanto

57 economizo para mais uma fuga malsucedida. Não

58 adianta, eu sempre volto.

Autora: Martha Medeiros (adaptado)

O que a autora sugere ao afirmar que estar a sós é um prazer quase lisérgico (l.44), considerando o significado da palavra lisérgico?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3761024 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Viajar é fuga, sim

1 Jamais viajei sem carregar a sensação de estar

2 causando perturbação à vida de alguém que ficou.

3 Quase sempre, minha mãe. Eu tinha 24 anos quando

4 resolvi conhecer a Europa. Minha primeira viagem para

5 outro continente, levando mil dólares em dinheiro,

6 nomes de amigos de amigos anotados num papel e um

7 passaporte estalando de novo.

8 Seriam dois meses sem roteiro definido. Não era

9 uma viagem à Lua, nem mesmo uma mudança

10 definitiva, mas soube que, depois que eu cruzei o

11 portão de embarque do aeroporto, minha mãe teve que

12 ser amparada, mal conseguiu caminhar de volta para

13 o carro. Sua garota havia sido convocada para a

14 guerra.

15 A família preferia que eu estivesse preparando o

16 enxoval, mas eu tinha férias vencidas e férias a vencer,

17 e negociei com meu chefe a junção desses dois

18 períodos. Ele, camarada, garantiu que manteria meu

19 emprego na volta. Então lá fui eu, deixando aquele

20 rastro de tragédia atrás de mim.

21 Viajar é fuga, sim. Fuga de uma rotina cuja

22 repetição faz parecer que envelhecemos sem sair do

23 lugar. Fuga de nossas reações automáticas diante dos

24 desconfortos da alma. Fuga dos passos previsíveis até

25 chegar à morte. Fuga do relógio, do supermercado,

26 dos sapatos de salto, das aulas de ginástica, dos

27 parentes, das 24 horas supersônicas de cada dia, bom

28 dia e boa noite alternando-se a uma distância de

29 minutos.

30 Ruas estrangeiras erguem minha cabeça, eu que

31 no dia a dia caminho olhando para o chão, temendo

32 fissuras na calçada. Ao viajar, contemplo obras de

33 Monet em plena tarde de quinta-feira. Dou um

34 mergulho não planejado no mar. Fico bonita usando

35 um vestido de uma cor que achei que não combinava

36 comigo. Descubro que sou simpática com estranhos.

37 Não sinto fome ao meio-dia. Atravesso avenidas como

38 se elas fossem portais, todos os caminhos levam a um

39 lugar que nunca fui, e a coragem confirma que é a

40 minha melhor parceira. Estou tão dentro de mim que

41 não estou ao alcance de ninguém.

42 Não que desgoste de estar com as pessoas.

43 Conviver é uma aventura; conversar, uma façanha.

44 Mas estar a sós é um prazer quase lisérgico. Sei que

45 uma solidão permanente e indesejada desvirtuaria

46 esse meu discurso e colocaria em pauta um drama que

47 desconheço, mas é boa a sensação de que minha

48 existência não necessita ser confirmada pelos outros

49 de hora em hora. Eu tenho certeza de que existo muito,

50 e existo bem.

51 Voltar é a confirmação de que os outros importam

52 e de que sou capaz de abdicar de mim para me

53 acomodar a um comportamento padrão. Voltar é

54 sempre uma declaração de amor. Partir e de costas,

55 voltar e de frente, como escreveu Caio Fernando

56 Abreu Tenho lido muito neste verão, enquanto

57 economizo para mais uma fuga malsucedida. Não

58 adianta, eu sempre volto.

Autora: Martha Medeiros (adaptado)

No trecho Atravesso avenidas como se elas fossem portais (l.37-38), a autora utiliza uma figura de linguagem para estabelecer uma relação simbólica entre a ação de atravessar avenidas e a ideia de passar por portais. Qual figura de linguagem predomina no trecho?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3761023 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Viajar é fuga, sim

1 Jamais viajei sem carregar a sensação de estar

2 causando perturbação à vida de alguém que ficou.

3 Quase sempre, minha mãe. Eu tinha 24 anos quando

4 resolvi conhecer a Europa. Minha primeira viagem para

5 outro continente, levando mil dólares em dinheiro,

6 nomes de amigos de amigos anotados num papel e um

7 passaporte estalando de novo.

8 Seriam dois meses sem roteiro definido. Não era

9 uma viagem à Lua, nem mesmo uma mudança

10 definitiva, mas soube que, depois que eu cruzei o

11 portão de embarque do aeroporto, minha mãe teve que

12 ser amparada, mal conseguiu caminhar de volta para

13 o carro. Sua garota havia sido convocada para a

14 guerra.

15 A família preferia que eu estivesse preparando o

16 enxoval, mas eu tinha férias vencidas e férias a vencer,

17 e negociei com meu chefe a junção desses dois

18 períodos. Ele, camarada, garantiu que manteria meu

19 emprego na volta. Então lá fui eu, deixando aquele

20 rastro de tragédia atrás de mim.

21 Viajar é fuga, sim. Fuga de uma rotina cuja

22 repetição faz parecer que envelhecemos sem sair do

23 lugar. Fuga de nossas reações automáticas diante dos

24 desconfortos da alma. Fuga dos passos previsíveis até

25 chegar à morte. Fuga do relógio, do supermercado,

26 dos sapatos de salto, das aulas de ginástica, dos

27 parentes, das 24 horas supersônicas de cada dia, bom

28 dia e boa noite alternando-se a uma distância de

29 minutos.

30 Ruas estrangeiras erguem minha cabeça, eu que

31 no dia a dia caminho olhando para o chão, temendo

32 fissuras na calçada. Ao viajar, contemplo obras de

33 Monet em plena tarde de quinta-feira. Dou um

34 mergulho não planejado no mar. Fico bonita usando

35 um vestido de uma cor que achei que não combinava

36 comigo. Descubro que sou simpática com estranhos.

37 Não sinto fome ao meio-dia. Atravesso avenidas como

38 se elas fossem portais, todos os caminhos levam a um

39 lugar que nunca fui, e a coragem confirma que é a

40 minha melhor parceira. Estou tão dentro de mim que

41 não estou ao alcance de ninguém.

42 Não que desgoste de estar com as pessoas.

43 Conviver é uma aventura; conversar, uma façanha.

44 Mas estar a sós é um prazer quase lisérgico. Sei que

45 uma solidão permanente e indesejada desvirtuaria

46 esse meu discurso e colocaria em pauta um drama que

47 desconheço, mas é boa a sensação de que minha

48 existência não necessita ser confirmada pelos outros

49 de hora em hora. Eu tenho certeza de que existo muito,

50 e existo bem.

51 Voltar é a confirmação de que os outros importam

52 e de que sou capaz de abdicar de mim para me

53 acomodar a um comportamento padrão. Voltar é

54 sempre uma declaração de amor. Partir e de costas,

55 voltar e de frente, como escreveu Caio Fernando

56 Abreu Tenho lido muito neste verão, enquanto

57 economizo para mais uma fuga malsucedida. Não

58 adianta, eu sempre volto.

Autora: Martha Medeiros (adaptado)

A frase Eu tenho certeza de que existo muito, e existo bem (l.49-50) revela uma atitude de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3761022 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Viajar é fuga, sim

1 Jamais viajei sem carregar a sensação de estar

2 causando perturbação à vida de alguém que ficou.

3 Quase sempre, minha mãe. Eu tinha 24 anos quando

4 resolvi conhecer a Europa. Minha primeira viagem para

5 outro continente, levando mil dólares em dinheiro,

6 nomes de amigos de amigos anotados num papel e um

7 passaporte estalando de novo.

8 Seriam dois meses sem roteiro definido. Não era

9 uma viagem à Lua, nem mesmo uma mudança

10 definitiva, mas soube que, depois que eu cruzei o

11 portão de embarque do aeroporto, minha mãe teve que

12 ser amparada, mal conseguiu caminhar de volta para

13 o carro. Sua garota havia sido convocada para a

14 guerra.

15 A família preferia que eu estivesse preparando o

16 enxoval, mas eu tinha férias vencidas e férias a vencer,

17 e negociei com meu chefe a junção desses dois

18 períodos. Ele, camarada, garantiu que manteria meu

19 emprego na volta. Então lá fui eu, deixando aquele

20 rastro de tragédia atrás de mim.

21 Viajar é fuga, sim. Fuga de uma rotina cuja

22 repetição faz parecer que envelhecemos sem sair do

23 lugar. Fuga de nossas reações automáticas diante dos

24 desconfortos da alma. Fuga dos passos previsíveis até

25 chegar à morte. Fuga do relógio, do supermercado,

26 dos sapatos de salto, das aulas de ginástica, dos

27 parentes, das 24 horas supersônicas de cada dia, bom

28 dia e boa noite alternando-se a uma distância de

29 minutos.

30 Ruas estrangeiras erguem minha cabeça, eu que

31 no dia a dia caminho olhando para o chão, temendo

32 fissuras na calçada. Ao viajar, contemplo obras de

33 Monet em plena tarde de quinta-feira. Dou um

34 mergulho não planejado no mar. Fico bonita usando

35 um vestido de uma cor que achei que não combinava

36 comigo. Descubro que sou simpática com estranhos.

37 Não sinto fome ao meio-dia. Atravesso avenidas como

38 se elas fossem portais, todos os caminhos levam a um

39 lugar que nunca fui, e a coragem confirma que é a

40 minha melhor parceira. Estou tão dentro de mim que

41 não estou ao alcance de ninguém.

42 Não que desgoste de estar com as pessoas.

43 Conviver é uma aventura; conversar, uma façanha.

44 Mas estar a sós é um prazer quase lisérgico. Sei que

45 uma solidão permanente e indesejada desvirtuaria

46 esse meu discurso e colocaria em pauta um drama que

47 desconheço, mas é boa a sensação de que minha

48 existência não necessita ser confirmada pelos outros

49 de hora em hora. Eu tenho certeza de que existo muito,

50 e existo bem.

51 Voltar é a confirmação de que os outros importam

52 e de que sou capaz de abdicar de mim para me

53 acomodar a um comportamento padrão. Voltar é

54 sempre uma declaração de amor. Partir e de costas,

55 voltar e de frente, como escreveu Caio Fernando

56 Abreu Tenho lido muito neste verão, enquanto

57 economizo para mais uma fuga malsucedida. Não

58 adianta, eu sempre volto.

Autora: Martha Medeiros (adaptado)

Sobre as ideias expressas no texto, analise as afirmativas a seguir:

I. A decisão de viajar foi influenciada pela família, que sempre incentivou a autora a conhecer o mundo.

ll. Ao viajar, a autora se permite experiências libertadoras, contrastando com sua rotina previsível.

lll. A autora reconhece que uma solidão prolongada e forçada poderia ter efeitos negativos, mas destaca que o isolamento ocasional é algo que aprecia.

Está(ão) CORRETA(S):

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3761021 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Viajar é fuga, sim

1 Jamais viajei sem carregar a sensação de estar

2 causando perturbação à vida de alguém que ficou.

3 Quase sempre, minha mãe. Eu tinha 24 anos quando

4 resolvi conhecer a Europa. Minha primeira viagem para

5 outro continente, levando mil dólares em dinheiro,

6 nomes de amigos de amigos anotados num papel e um

7 passaporte estalando de novo.

8 Seriam dois meses sem roteiro definido. Não era

9 uma viagem à Lua, nem mesmo uma mudança

10 definitiva, mas soube que, depois que eu cruzei o

11 portão de embarque do aeroporto, minha mãe teve que

12 ser amparada, mal conseguiu caminhar de volta para

13 o carro. Sua garota havia sido convocada para a

14 guerra.

15 A família preferia que eu estivesse preparando o

16 enxoval, mas eu tinha férias vencidas e férias a vencer,

17 e negociei com meu chefe a junção desses dois

18 períodos. Ele, camarada, garantiu que manteria meu

19 emprego na volta. Então lá fui eu, deixando aquele

20 rastro de tragédia atrás de mim.

21 Viajar é fuga, sim. Fuga de uma rotina cuja

22 repetição faz parecer que envelhecemos sem sair do

23 lugar. Fuga de nossas reações automáticas diante dos

24 desconfortos da alma. Fuga dos passos previsíveis até

25 chegar à morte. Fuga do relógio, do supermercado,

26 dos sapatos de salto, das aulas de ginástica, dos

27 parentes, das 24 horas supersônicas de cada dia, bom

28 dia e boa noite alternando-se a uma distância de

29 minutos.

30 Ruas estrangeiras erguem minha cabeça, eu que

31 no dia a dia caminho olhando para o chão, temendo

32 fissuras na calçada. Ao viajar, contemplo obras de

33 Monet em plena tarde de quinta-feira. Dou um

34 mergulho não planejado no mar. Fico bonita usando

35 um vestido de uma cor que achei que não combinava

36 comigo. Descubro que sou simpática com estranhos.

37 Não sinto fome ao meio-dia. Atravesso avenidas como

38 se elas fossem portais, todos os caminhos levam a um

39 lugar que nunca fui, e a coragem confirma que é a

40 minha melhor parceira. Estou tão dentro de mim que

41 não estou ao alcance de ninguém.

42 Não que desgoste de estar com as pessoas.

43 Conviver é uma aventura; conversar, uma façanha.

44 Mas estar a sós é um prazer quase lisérgico. Sei que

45 uma solidão permanente e indesejada desvirtuaria

46 esse meu discurso e colocaria em pauta um drama que

47 desconheço, mas é boa a sensação de que minha

48 existência não necessita ser confirmada pelos outros

49 de hora em hora. Eu tenho certeza de que existo muito,

50 e existo bem.

51 Voltar é a confirmação de que os outros importam

52 e de que sou capaz de abdicar de mim para me

53 acomodar a um comportamento padrão. Voltar é

54 sempre uma declaração de amor. Partir e de costas,

55 voltar e de frente, como escreveu Caio Fernando

56 Abreu Tenho lido muito neste verão, enquanto

57 economizo para mais uma fuga malsucedida. Não

58 adianta, eu sempre volto.

Autora: Martha Medeiros (adaptado)

Em Estou tão dentro de mim que não estou ao alcance de ninguém (l.40-41), a autora expressa:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3761020 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Viajar é fuga, sim

1 Jamais viajei sem carregar a sensação de estar

2 causando perturbação à vida de alguém que ficou.

3 Quase sempre, minha mãe. Eu tinha 24 anos quando

4 resolvi conhecer a Europa. Minha primeira viagem para

5 outro continente, levando mil dólares em dinheiro,

6 nomes de amigos de amigos anotados num papel e um

7 passaporte estalando de novo.

8 Seriam dois meses sem roteiro definido. Não era

9 uma viagem à Lua, nem mesmo uma mudança

10 definitiva, mas soube que, depois que eu cruzei o

11 portão de embarque do aeroporto, minha mãe teve que

12 ser amparada, mal conseguiu caminhar de volta para

13 o carro. Sua garota havia sido convocada para a

14 guerra.

15 A família preferia que eu estivesse preparando o

16 enxoval, mas eu tinha férias vencidas e férias a vencer,

17 e negociei com meu chefe a junção desses dois

18 períodos. Ele, camarada, garantiu que manteria meu

19 emprego na volta. Então lá fui eu, deixando aquele

20 rastro de tragédia atrás de mim.

21 Viajar é fuga, sim. Fuga de uma rotina cuja

22 repetição faz parecer que envelhecemos sem sair do

23 lugar. Fuga de nossas reações automáticas diante dos

24 desconfortos da alma. Fuga dos passos previsíveis até

25 chegar à morte. Fuga do relógio, do supermercado,

26 dos sapatos de salto, das aulas de ginástica, dos

27 parentes, das 24 horas supersônicas de cada dia, bom

28 dia e boa noite alternando-se a uma distância de

29 minutos.

30 Ruas estrangeiras erguem minha cabeça, eu que

31 no dia a dia caminho olhando para o chão, temendo

32 fissuras na calçada. Ao viajar, contemplo obras de

33 Monet em plena tarde de quinta-feira. Dou um

34 mergulho não planejado no mar. Fico bonita usando

35 um vestido de uma cor que achei que não combinava

36 comigo. Descubro que sou simpática com estranhos.

37 Não sinto fome ao meio-dia. Atravesso avenidas como

38 se elas fossem portais, todos os caminhos levam a um

39 lugar que nunca fui, e a coragem confirma que é a

40 minha melhor parceira. Estou tão dentro de mim que

41 não estou ao alcance de ninguém.

42 Não que desgoste de estar com as pessoas.

43 Conviver é uma aventura; conversar, uma façanha.

44 Mas estar a sós é um prazer quase lisérgico. Sei que

45 uma solidão permanente e indesejada desvirtuaria

46 esse meu discurso e colocaria em pauta um drama que

47 desconheço, mas é boa a sensação de que minha

48 existência não necessita ser confirmada pelos outros

49 de hora em hora. Eu tenho certeza de que existo muito,

50 e existo bem.

51 Voltar é a confirmação de que os outros importam

52 e de que sou capaz de abdicar de mim para me

53 acomodar a um comportamento padrão. Voltar é

54 sempre uma declaração de amor. Partir e de costas,

55 voltar e de frente, como escreveu Caio Fernando

56 Abreu Tenho lido muito neste verão, enquanto

57 economizo para mais uma fuga malsucedida. Não

58 adianta, eu sempre volto.

Autora: Martha Medeiros (adaptado)

O efeito causado pelo uso da expressão Sua garota havia sido convocada para a guerra (l.13-14) no texto tem como principal objetivo:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3761019 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Viajar é fuga, sim

1 Jamais viajei sem carregar a sensação de estar

2 causando perturbação à vida de alguém que ficou.

3 Quase sempre, minha mãe. Eu tinha 24 anos quando

4 resolvi conhecer a Europa. Minha primeira viagem para

5 outro continente, levando mil dólares em dinheiro,

6 nomes de amigos de amigos anotados num papel e um

7 passaporte estalando de novo.

8 Seriam dois meses sem roteiro definido. Não era

9 uma viagem à Lua, nem mesmo uma mudança

10 definitiva, mas soube que, depois que eu cruzei o

11 portão de embarque do aeroporto, minha mãe teve que

12 ser amparada, mal conseguiu caminhar de volta para

13 o carro. Sua garota havia sido convocada para a

14 guerra.

15 A família preferia que eu estivesse preparando o

16 enxoval, mas eu tinha férias vencidas e férias a vencer,

17 e negociei com meu chefe a junção desses dois

18 períodos. Ele, camarada, garantiu que manteria meu

19 emprego na volta. Então lá fui eu, deixando aquele

20 rastro de tragédia atrás de mim.

21 Viajar é fuga, sim. Fuga de uma rotina cuja

22 repetição faz parecer que envelhecemos sem sair do

23 lugar. Fuga de nossas reações automáticas diante dos

24 desconfortos da alma. Fuga dos passos previsíveis até

25 chegar à morte. Fuga do relógio, do supermercado,

26 dos sapatos de salto, das aulas de ginástica, dos

27 parentes, das 24 horas supersônicas de cada dia, bom

28 dia e boa noite alternando-se a uma distância de

29 minutos.

30 Ruas estrangeiras erguem minha cabeça, eu que

31 no dia a dia caminho olhando para o chão, temendo

32 fissuras na calçada. Ao viajar, contemplo obras de

33 Monet em plena tarde de quinta-feira. Dou um

34 mergulho não planejado no mar. Fico bonita usando

35 um vestido de uma cor que achei que não combinava

36 comigo. Descubro que sou simpática com estranhos.

37 Não sinto fome ao meio-dia. Atravesso avenidas como

38 se elas fossem portais, todos os caminhos levam a um

39 lugar que nunca fui, e a coragem confirma que é a

40 minha melhor parceira. Estou tão dentro de mim que

41 não estou ao alcance de ninguém.

42 Não que desgoste de estar com as pessoas.

43 Conviver é uma aventura; conversar, uma façanha.

44 Mas estar a sós é um prazer quase lisérgico. Sei que

45 uma solidão permanente e indesejada desvirtuaria

46 esse meu discurso e colocaria em pauta um drama que

47 desconheço, mas é boa a sensação de que minha

48 existência não necessita ser confirmada pelos outros

49 de hora em hora. Eu tenho certeza de que existo muito,

50 e existo bem.

51 Voltar é a confirmação de que os outros importam

52 e de que sou capaz de abdicar de mim para me

53 acomodar a um comportamento padrão. Voltar é

54 sempre uma declaração de amor. Partir e de costas,

55 voltar e de frente, como escreveu Caio Fernando

56 Abreu Tenho lido muito neste verão, enquanto

57 economizo para mais uma fuga malsucedida. Não

58 adianta, eu sempre volto.

Autora: Martha Medeiros (adaptado)

Sobre as reflexões da autora em relação a viajar e voltar, analise as assertivas a seguir:

I. A experiência de viajar faz com que a autora se sinta mais confiante e conectada consigo mesma.

ll. A autora considera a volta como uma obrigação imposta pela família e pela sociedade.

lll. A autora enxerga a viagem como uma fuga da rotina e da previsibilidade da vida cotidiana.

Está(ão) CORRETA(S)

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas