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Foram encontradas 50 questões.

4286372 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Ilhabela-SP
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.
    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.
    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.
    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.
(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

“Daí” tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa.

De acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa, quanto à significação das palavras e às classes de palavras, a palavra “daí” é utilizada no texto como
 

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4286371 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Ilhabela-SP
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.
    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.
    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.
    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.
(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las.

De acordo com norma-padrão da Língua Portuguesa, quanto ao uso da vírgula, assinale a alternativa correta.
 

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4286370 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
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    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.
    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.
    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.
    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.
(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Assinale a alternativa que apresenta um antônimo de “exposta”, destacado no texto, de acordo com o contexto.
 

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4286369 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
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    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.
    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.
    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.
    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.
(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

Você precisa estar lá e você precisa, peloamordeDeus, sair correndo de lá. Você adora “aquelas pessoas” e você, nossaSenhora, tem pavor daquelas pessoas.

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, quanto ao uso de pronomes, assinale a alternativa em que os termos destacados foram corretamente substituídos por um pronome pessoal.
 

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4286368 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Ilhabela-SP
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.
    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.
    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.
    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.
(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

Você precisa estar lá e você precisa, “peloamordeDeus”, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, “nossaSenhora”, tem pavor daquelas pessoas.

De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa que apresenta o efeito de sentido gerado pelo uso das palavras sem espaço entre elas nos trechos destacados.
 

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4286367 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Ilhabela-SP
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.
    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.
    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.
    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.
(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Assinale a alternativa que apresenta como contrastam a atitude da autora e a das mães das crianças no último parágrafo.
 

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4286366 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Ilhabela-SP
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.
    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.
    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.
    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.
(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras.

De acordo com o que aparece no texto logo após o trecho, assinale a alternativa que apresenta a correta interpretação da frase acima.
 

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4286365 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Ilhabela-SP
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.
    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.
    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.
    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.
(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

A artista contou que “só” conseguiu voltar porque "mudou completamente".

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, quanto às classes de palavras, assinale a alternativa em que a palavra destacada ocupa a mesma classe que “só” destacada no trecho acima.
 

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4286364 Ano: 2026
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    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.
    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.
    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.
    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.
(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
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A artista contou que “só” conseguiu voltar porque "mudou completamente".

Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta quanto à relação da frase dita pela artista plástica e da conclusão da autora.
 

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4286363 Ano: 2026
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    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.
    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.
    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.
    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.
(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar que a autora
 

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