Magna Concursos

Foram encontradas 60 questões.

4128443 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Mãe Rio-PA
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
QUANDO MORDI A MINHA LÍNGUA
O que sentimos ou deixamos de sentir está impresso nos mínimos gestos.
Você pode ser uma pedra, não falar nada, mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.
Não adianta sonegar emoções, traficar amores, camuflar problemas, porque será descoberto. Entregará o que vem lhe preocupando pela aparência. Somos horóscopos ambulantes, biscoitos da sorte prestes a serem quebrados por uma mensagem.
No fim do Ensino Médio, eu vivia brigando com os meus colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que fui forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometi a mim mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a me analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Eu me ajeitei na poltrona com o meu estojo e caderno de aula debaixo do braço e a indisposição macabra de silenciar a cada pergunta. Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando. Ela me observava com interesse, e eu querendo cada vez mais me esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho de nossas dúvidas. Ela me provocava não me provocando, ela me emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar me aprisionava.
Mexi em meu estojo para me distrair.
Ela perguntou se eu poderia emprestar uma caneta.
Alcancei uma Bic azul. Ela viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:
− Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Eu ri de nervoso e demonstrei curiosidade.
− Morder a tampa significa alguma coisa?
− Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião com ninguém, nem com seus melhores amigos.
Não revelei coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela me decifrou inteiramente apenas analisando a tampinha mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o meu comportamento.
A partir daquele dia, nunca mais subestimei a psicanálise e cuidei para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade.
(Carpinejar. Amizade é também amor. 6. ed. Bertrand Brasil: 2017, p. 205)
Assinale a alternativa em que o termo destacado não sofre flexão de gênero.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128442 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Mãe Rio-PA
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
QUANDO MORDI A MINHA LÍNGUA
O que sentimos ou deixamos de sentir está impresso nos mínimos gestos.
Você pode ser uma pedra, não falar nada, mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.
Não adianta sonegar emoções, traficar amores, camuflar problemas, porque será descoberto. Entregará o que vem lhe preocupando pela aparência. Somos horóscopos ambulantes, biscoitos da sorte prestes a serem quebrados por uma mensagem.
No fim do Ensino Médio, eu vivia brigando com os meus colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que fui forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometi a mim mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a me analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Eu me ajeitei na poltrona com o meu estojo e caderno de aula debaixo do braço e a indisposição macabra de silenciar a cada pergunta. Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando. Ela me observava com interesse, e eu querendo cada vez mais me esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho de nossas dúvidas. Ela me provocava não me provocando, ela me emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar me aprisionava.
Mexi em meu estojo para me distrair.
Ela perguntou se eu poderia emprestar uma caneta.
Alcancei uma Bic azul. Ela viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:
− Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Eu ri de nervoso e demonstrei curiosidade.
− Morder a tampa significa alguma coisa?
− Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião com ninguém, nem com seus melhores amigos.
Não revelei coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela me decifrou inteiramente apenas analisando a tampinha mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o meu comportamento.
A partir daquele dia, nunca mais subestimei a psicanálise e cuidei para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade.
(Carpinejar. Amizade é também amor. 6. ed. Bertrand Brasil: 2017, p. 205)
A função dos "quês" em: "(...) Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões (...) que reprime o desejo (...)" é de:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128441 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Mãe Rio-PA
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
QUANDO MORDI A MINHA LÍNGUA
O que sentimos ou deixamos de sentir está impresso nos mínimos gestos.
Você pode ser uma pedra, não falar nada, mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.
Não adianta sonegar emoções, traficar amores, camuflar problemas, porque será descoberto. Entregará o que vem lhe preocupando pela aparência. Somos horóscopos ambulantes, biscoitos da sorte prestes a serem quebrados por uma mensagem.
No fim do Ensino Médio, eu vivia brigando com os meus colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que fui forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometi a mim mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a me analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Eu me ajeitei na poltrona com o meu estojo e caderno de aula debaixo do braço e a indisposição macabra de silenciar a cada pergunta. Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando. Ela me observava com interesse, e eu querendo cada vez mais me esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho de nossas dúvidas. Ela me provocava não me provocando, ela me emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar me aprisionava.
Mexi em meu estojo para me distrair.
Ela perguntou se eu poderia emprestar uma caneta.
Alcancei uma Bic azul. Ela viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:
− Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Eu ri de nervoso e demonstrei curiosidade.
− Morder a tampa significa alguma coisa?
− Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião com ninguém, nem com seus melhores amigos.
Não revelei coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela me decifrou inteiramente apenas analisando a tampinha mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o meu comportamento.
A partir daquele dia, nunca mais subestimei a psicanálise e cuidei para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade.
(Carpinejar. Amizade é também amor. 6. ed. Bertrand Brasil: 2017, p. 205)
A troca de posição do pronome em relação ao nome ou ao verbo provoca modificação de significado em:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128440 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Mãe Rio-PA
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
QUANDO MORDI A MINHA LÍNGUA
O que sentimos ou deixamos de sentir está impresso nos mínimos gestos.
Você pode ser uma pedra, não falar nada, mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.
Não adianta sonegar emoções, traficar amores, camuflar problemas, porque será descoberto. Entregará o que vem lhe preocupando pela aparência. Somos horóscopos ambulantes, biscoitos da sorte prestes a serem quebrados por uma mensagem.
No fim do Ensino Médio, eu vivia brigando com os meus colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que fui forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometi a mim mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a me analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Eu me ajeitei na poltrona com o meu estojo e caderno de aula debaixo do braço e a indisposição macabra de silenciar a cada pergunta. Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando. Ela me observava com interesse, e eu querendo cada vez mais me esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho de nossas dúvidas. Ela me provocava não me provocando, ela me emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar me aprisionava.
Mexi em meu estojo para me distrair.
Ela perguntou se eu poderia emprestar uma caneta.
Alcancei uma Bic azul. Ela viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:
− Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Eu ri de nervoso e demonstrei curiosidade.
− Morder a tampa significa alguma coisa?
− Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião com ninguém, nem com seus melhores amigos.
Não revelei coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela me decifrou inteiramente apenas analisando a tampinha mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o meu comportamento.
A partir daquele dia, nunca mais subestimei a psicanálise e cuidei para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade.
(Carpinejar. Amizade é também amor. 6. ed. Bertrand Brasil: 2017, p. 205)
"Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando.". Analise as afirmações sobre o excerto e marque a alternativa correta.

I- "Mas" e "e" são conjunções adversativas.
II- "Não" e "nada" exemplificam dupla negação.
III- A vírgula indica mudança no sujeito das orações coordenadas.
IV- A colocação pronominal proclítica ao verbo auxiliar está incorreta.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128439 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Mãe Rio-PA
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
QUANDO MORDI A MINHA LÍNGUA
O que sentimos ou deixamos de sentir está impresso nos mínimos gestos.
Você pode ser uma pedra, não falar nada, mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.
Não adianta sonegar emoções, traficar amores, camuflar problemas, porque será descoberto. Entregará o que vem lhe preocupando pela aparência. Somos horóscopos ambulantes, biscoitos da sorte prestes a serem quebrados por uma mensagem.
No fim do Ensino Médio, eu vivia brigando com os meus colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que fui forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometi a mim mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a me analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Eu me ajeitei na poltrona com o meu estojo e caderno de aula debaixo do braço e a indisposição macabra de silenciar a cada pergunta. Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando. Ela me observava com interesse, e eu querendo cada vez mais me esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho de nossas dúvidas. Ela me provocava não me provocando, ela me emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar me aprisionava.
Mexi em meu estojo para me distrair.
Ela perguntou se eu poderia emprestar uma caneta.
Alcancei uma Bic azul. Ela viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:
− Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Eu ri de nervoso e demonstrei curiosidade.
− Morder a tampa significa alguma coisa?
− Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião com ninguém, nem com seus melhores amigos.
Não revelei coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela me decifrou inteiramente apenas analisando a tampinha mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o meu comportamento.
A partir daquele dia, nunca mais subestimei a psicanálise e cuidei para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade.
(Carpinejar. Amizade é também amor. 6. ed. Bertrand Brasil: 2017, p. 205)
Há falha na indicação de equivalência semântica em:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128438 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Mãe Rio-PA
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
QUANDO MORDI A MINHA LÍNGUA
O que sentimos ou deixamos de sentir está impresso nos mínimos gestos.
Você pode ser uma pedra, não falar nada, mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.
Não adianta sonegar emoções, traficar amores, camuflar problemas, porque será descoberto. Entregará o que vem lhe preocupando pela aparência. Somos horóscopos ambulantes, biscoitos da sorte prestes a serem quebrados por uma mensagem.
No fim do Ensino Médio, eu vivia brigando com os meus colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que fui forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometi a mim mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a me analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Eu me ajeitei na poltrona com o meu estojo e caderno de aula debaixo do braço e a indisposição macabra de silenciar a cada pergunta. Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando. Ela me observava com interesse, e eu querendo cada vez mais me esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho de nossas dúvidas. Ela me provocava não me provocando, ela me emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar me aprisionava.
Mexi em meu estojo para me distrair.
Ela perguntou se eu poderia emprestar uma caneta.
Alcancei uma Bic azul. Ela viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:
− Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Eu ri de nervoso e demonstrei curiosidade.
− Morder a tampa significa alguma coisa?
− Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião com ninguém, nem com seus melhores amigos.
Não revelei coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela me decifrou inteiramente apenas analisando a tampinha mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o meu comportamento.
A partir daquele dia, nunca mais subestimei a psicanálise e cuidei para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade.
(Carpinejar. Amizade é também amor. 6. ed. Bertrand Brasil: 2017, p. 205)
Observe a frase: "(...) mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.". Quanto à classificação da voz verbal, essa é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128437 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Mãe Rio-PA
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
QUANDO MORDI A MINHA LÍNGUA
O que sentimos ou deixamos de sentir está impresso nos mínimos gestos.
Você pode ser uma pedra, não falar nada, mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.
Não adianta sonegar emoções, traficar amores, camuflar problemas, porque será descoberto. Entregará o que vem lhe preocupando pela aparência. Somos horóscopos ambulantes, biscoitos da sorte prestes a serem quebrados por uma mensagem.
No fim do Ensino Médio, eu vivia brigando com os meus colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que fui forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometi a mim mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a me analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Eu me ajeitei na poltrona com o meu estojo e caderno de aula debaixo do braço e a indisposição macabra de silenciar a cada pergunta. Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando. Ela me observava com interesse, e eu querendo cada vez mais me esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho de nossas dúvidas. Ela me provocava não me provocando, ela me emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar me aprisionava.
Mexi em meu estojo para me distrair.
Ela perguntou se eu poderia emprestar uma caneta.
Alcancei uma Bic azul. Ela viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:
− Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Eu ri de nervoso e demonstrei curiosidade.
− Morder a tampa significa alguma coisa?
− Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião com ninguém, nem com seus melhores amigos.
Não revelei coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela me decifrou inteiramente apenas analisando a tampinha mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o meu comportamento.
A partir daquele dia, nunca mais subestimei a psicanálise e cuidei para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade.
(Carpinejar. Amizade é também amor. 6. ed. Bertrand Brasil: 2017, p. 205)
O significado da expressão idiomática "morder a língua" é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128436 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Mãe Rio-PA
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
QUANDO MORDI A MINHA LÍNGUA
O que sentimos ou deixamos de sentir está impresso nos mínimos gestos.
Você pode ser uma pedra, não falar nada, mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.
Não adianta sonegar emoções, traficar amores, camuflar problemas, porque será descoberto. Entregará o que vem lhe preocupando pela aparência. Somos horóscopos ambulantes, biscoitos da sorte prestes a serem quebrados por uma mensagem.
No fim do Ensino Médio, eu vivia brigando com os meus colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que fui forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometi a mim mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a me analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Eu me ajeitei na poltrona com o meu estojo e caderno de aula debaixo do braço e a indisposição macabra de silenciar a cada pergunta. Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando. Ela me observava com interesse, e eu querendo cada vez mais me esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho de nossas dúvidas. Ela me provocava não me provocando, ela me emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar me aprisionava.
Mexi em meu estojo para me distrair.
Ela perguntou se eu poderia emprestar uma caneta.
Alcancei uma Bic azul. Ela viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:
− Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Eu ri de nervoso e demonstrei curiosidade.
− Morder a tampa significa alguma coisa?
− Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião com ninguém, nem com seus melhores amigos.
Não revelei coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela me decifrou inteiramente apenas analisando a tampinha mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o meu comportamento.
A partir daquele dia, nunca mais subestimei a psicanálise e cuidei para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade.
(Carpinejar. Amizade é também amor. 6. ed. Bertrand Brasil: 2017, p. 205)
A figura de linguagem presente em "(...) ela me emparedava abrindo todas as portas." é :
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128435 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Mãe Rio-PA
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
QUANDO MORDI A MINHA LÍNGUA
O que sentimos ou deixamos de sentir está impresso nos mínimos gestos.
Você pode ser uma pedra, não falar nada, mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.
Não adianta sonegar emoções, traficar amores, camuflar problemas, porque será descoberto. Entregará o que vem lhe preocupando pela aparência. Somos horóscopos ambulantes, biscoitos da sorte prestes a serem quebrados por uma mensagem.
No fim do Ensino Médio, eu vivia brigando com os meus colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que fui forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometi a mim mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a me analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Eu me ajeitei na poltrona com o meu estojo e caderno de aula debaixo do braço e a indisposição macabra de silenciar a cada pergunta. Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando. Ela me observava com interesse, e eu querendo cada vez mais me esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho de nossas dúvidas. Ela me provocava não me provocando, ela me emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar me aprisionava.
Mexi em meu estojo para me distrair.
Ela perguntou se eu poderia emprestar uma caneta.
Alcancei uma Bic azul. Ela viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:
− Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Eu ri de nervoso e demonstrei curiosidade.
− Morder a tampa significa alguma coisa?
− Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião com ninguém, nem com seus melhores amigos.
Não revelei coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela me decifrou inteiramente apenas analisando a tampinha mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o meu comportamento.
A partir daquele dia, nunca mais subestimei a psicanálise e cuidei para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade.
(Carpinejar. Amizade é também amor. 6. ed. Bertrand Brasil: 2017, p. 205)
O excerto que confirma a tese do primeiro período do texto é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128434 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Mãe Rio-PA
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
QUANDO MORDI A MINHA LÍNGUA
O que sentimos ou deixamos de sentir está impresso nos mínimos gestos.
Você pode ser uma pedra, não falar nada, mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.
Não adianta sonegar emoções, traficar amores, camuflar problemas, porque será descoberto. Entregará o que vem lhe preocupando pela aparência. Somos horóscopos ambulantes, biscoitos da sorte prestes a serem quebrados por uma mensagem.
No fim do Ensino Médio, eu vivia brigando com os meus colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que fui forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometi a mim mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a me analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Eu me ajeitei na poltrona com o meu estojo e caderno de aula debaixo do braço e a indisposição macabra de silenciar a cada pergunta. Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando. Ela me observava com interesse, e eu querendo cada vez mais me esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho de nossas dúvidas. Ela me provocava não me provocando, ela me emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar me aprisionava.
Mexi em meu estojo para me distrair.
Ela perguntou se eu poderia emprestar uma caneta.
Alcancei uma Bic azul. Ela viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:
− Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Eu ri de nervoso e demonstrei curiosidade.
− Morder a tampa significa alguma coisa?
− Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião com ninguém, nem com seus melhores amigos.
Não revelei coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela me decifrou inteiramente apenas analisando a tampinha mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o meu comportamento.
A partir daquele dia, nunca mais subestimei a psicanálise e cuidei para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade.
(Carpinejar. Amizade é também amor. 6. ed. Bertrand Brasil: 2017, p. 205)
O acento grave em: "(...) estava vinculada preconceituosamente à loucura." assinala:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas