Foram encontradas 260 questões.
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 11.
Olhavam-no sempre como a perguntar quando ele iria. E muitas vezes a senhora que se comovera com a sua história, contada na porta em voz soluçante, e o acolhera, mostrava evidentes sinais de arrependimento. Para o Sem-Pernas elas o acolhiam de remorso. Porque o Sem-Pernas achava que eles eram todos culpados da situação de todas as crianças pobres. E odiava a todos, com um ódio profundo. Sua grande e quase única alegria era calcular o desespero das famílias após o roubo, ao pensar que aquele garoto esfomeado a quem tinham dado comida fora quem fizera o reconhecimento da casa e indicara a outras crianças esfomeadas onde estavam os objetos de valor.
Mas desta vez estava sendo diferente. Desta vez não o deixaram na cozinha com seus molambos, não o puseram a dormir no quintal. Deram-lhe roupa, um quarto, comida na sala de jantar. Era como um hóspede, era como um hóspede querido. E fumando o seu cigarro escondido (o Sem-Pernas pergunta a si mesmo por que está se escondendo para fumar), o Sem-Pernas pensa sem compreender. Não compreende nada do que se passa. Sua cara está franzida. Lembra os dias da cadeia, a surra que lhe deram, os sonhos que nunca deixaram de persegui-lo. E, de súbito, tem medo de que nesta casa sejam bons para ele. Sim, um grande medo de que sejam bons para ele. Não sabe mesmo por quê, mas tem medo. E levanta-se, sai do seu esconderijo e vai fumar bem por baixo da janela da senhora. Assim verão que ele é um menino perdido, que não merece um quarto, roupa nova, comida na sala de jantar. Assim o mandarão para a cozinha, ele poderá levar para diante sua obra de vingança, conservar o ódio no seu coração.
(Jorge Amado. Capitães de areia. Companhia das Letras, 2008)
Segundo o texto, é correto afirmar que
Provas
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 06.
Em Pompeia, os mortos contam a história dos vivos. Em nenhum outro lugar do mundo antigo apareceram tantos corpos de pessoas congelados no tempo, preservados ao longo dos séculos no exato momento de sua morte. A erupção do Vesúvio no ano 79 foi um processo implacável e progressivo que durou horas. Alguns habitantes da cidade romana tiveram tempo de fugir, outros acreditaram que poderiam se salvar, e seus corpos ficaram enterrados sob toneladas de pedras, barro e lava quando aconteceu a segunda, e mais letal, corrente piroclástica.
Desde o início das escavações, no final do século XVIII, começaram a aparecer corpos. Desde então, os mortos de Pompeia nunca deixaram de surgir: os últimos acabam de ser encontrados, segundo anunciou o Parque Arqueológico de Pompeia, que administra o sítio. Trata-se dos corpos de dois homens que morreram juntos. Os arqueólogos deduziram que eram um escravo e seu dono e conseguiram extrair muitas informações, não apenas sobre a maneira como morreram, mas, principalmente, sobre sua vida.
Os mortos de Pompeia não são importantes apenas pelas informações que podem fornecer, mas pelo laço de proximidade que estabelecem com aqueles que os contemplam no presente, porque, parafraseando William Faulkner, graças a eles, o passado deixa de ser um país estranho. É possível perceber como se vestiam, sua angústia nos momentos finais, o que tentaram levar consigo em sua fuga desesperada, assim como sua recusa em abandonar o lugar onde viviam, apesar do perigo iminente. A nova campanha de escavações revelou, por exemplo, uma vítima que teve um fim particularmente atroz: uma enorme pedra atingiu-a na cabeça. O exame de seus ossos revelou que tinha uma infecção em uma das pernas e não conseguia correr. Simplesmente não pôde escapar. A grande latinista britânica Mary Beard, autora do estudo de referência sobre o sítio arqueológico, Pompeia – A Vida de uma Cidade Romana, diz: “Os moldes de gesso das vítimas do Vesúvio são uma lembrança constante de que se trata de pessoas como nós”.
(Guillermo Altares. Os mortos de Pompeia narram a vida da cidade romana destruída pelo Vesúvio. https://brasil.elpais.com, 23.11.2020. Adaptado)
No trecho – A erupção do Vesúvio no ano 79 foi um processo implacável e progressivo que durou horas (1º parágrafo) – os vocábulos em destaque têm como sinônimo, respectivamente:
Provas
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 06.
Em Pompeia, os mortos contam a história dos vivos. Em nenhum outro lugar do mundo antigo apareceram tantos corpos de pessoas congelados no tempo, preservados ao longo dos séculos no exato momento de sua morte. A erupção do Vesúvio no ano 79 foi um processo implacável e progressivo que durou horas. Alguns habitantes da cidade romana tiveram tempo de fugir, outros acreditaram que poderiam se salvar, e seus corpos ficaram enterrados sob toneladas de pedras, barro e lava quando aconteceu a segunda, e mais letal, corrente piroclástica.
Desde o início das escavações, no final do século XVIII, começaram a aparecer corpos. Desde então, os mortos de Pompeia nunca deixaram de surgir: os últimos acabam de ser encontrados, segundo anunciou o Parque Arqueológico de Pompeia, que administra o sítio. Trata-se dos corpos de dois homens que morreram juntos. Os arqueólogos deduziram que eram um escravo e seu dono e conseguiram extrair muitas informações, não apenas sobre a maneira como morreram, mas, principalmente, sobre sua vida.
Os mortos de Pompeia não são importantes apenas pelas informações que podem fornecer, mas pelo laço de proximidade que estabelecem com aqueles que os contemplam no presente, porque, parafraseando William Faulkner, graças a eles, o passado deixa de ser um país estranho. É possível perceber como se vestiam, sua angústia nos momentos finais, o que tentaram levar consigo em sua fuga desesperada, assim como sua recusa em abandonar o lugar onde viviam, apesar do perigo iminente. A nova campanha de escavações revelou, por exemplo, uma vítima que teve um fim particularmente atroz: uma enorme pedra atingiu-a na cabeça. O exame de seus ossos revelou que tinha uma infecção em uma das pernas e não conseguia correr. Simplesmente não pôde escapar. A grande latinista britânica Mary Beard, autora do estudo de referência sobre o sítio arqueológico, Pompeia – A Vida de uma Cidade Romana, diz: “Os moldes de gesso das vítimas do Vesúvio são uma lembrança constante de que se trata de pessoas como nós”.
(Guillermo Altares. Os mortos de Pompeia narram a vida da cidade romana destruída pelo Vesúvio. https://brasil.elpais.com, 23.11.2020. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase corresponde às ideias do texto e está escrita em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
Provas
Todo cidadão, sem qualquer tipo de discriminação, incluindo os estrangeiros e refugiados, tem acesso ao Sistema Único de Saúde. Trata de um princípio do SUS denominado
Provas
Sobre as Conferências de Saúde, é correto afirmar que
Provas
A Constituição Federal de 1988 tornou relevante a inserção da população brasileira na formulação de políticas públicas em defesa do direito à saúde. O órgão colegiado que atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde é denominado
Provas
A implantação da estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) possibilitou a reorganização da Atenção Básica com vistas à implantação gradual da Estratégia de Saúde da Família. É correto afirmar:
Provas
Disciplina: Estatuto do Idoso - Lei 10.741/2003
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Marília-SP
De acordo com o Estatuto do Idoso, é correto afirmar:
Provas
Algumas doenças, agravos e eventos de saúde pública devem ser notificados em até 24 (vinte e quatro) horas a partir do seu conhecimento, pelo meio de comunicação mais rápido disponível. Trata-se da definição de
Provas
O processo de transferência de responsabilidades de gestão de saúde para os municípios, atendendo às determinações constitucionais e legais, é o que caracteriza um importante princípio do SUS denominado
Provas
Caderno Container