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Foram encontradas 40 questões.

4194023 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Mato Leitão-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Economia do cuidado e economia circular
    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.
Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
No último parágrafo, o texto destaca o papel das organizações de catadores e catadoras de resíduos solidos. De acordo com a conclusão do autor, a participação feminina nesses espaços promove uma mudança de paradigma porque:
 

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4194022 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Mato Leitão-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Economia do cuidado e economia circular
    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.
Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
No quinto parágrafo, ao analisar as diretrizes econôrnicas, o autor aÍirma que o PIB é um indicador limitado de progresso. O uso da palavra limitado nesse contexto produz o eÍeito de sentido de:
 

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4194021 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Mato Leitão-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Economia do cuidado e economia circular
    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.
Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
Acerca de aspectos fonéticos, ortográficos e morfologicos presentes no texto, assinale a alternativa cuja análise gramatical está INCORRETA.
 

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4194020 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Mato Leitão-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Economia do cuidado e economia circular
    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.
Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
Considere o seguinte trecho extraído do texto e, com base em aspectos sintáticos e de regência nominal, analise as assertivas que seguem:
a inovação social envolve criar soluções originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias.
I. O termo a inovação social exerce a função sintática de sujeito da oração principal, classificando-se como um sujeito simples cujo núcleo é o substantivo inovação.
II. A substituição de às desigualdades por a desigualdades (sem o sinal indicativo de crase) mantém a correção gramatical da frase, desde que o termo a permaneça no singular diante do substantivo plural.
Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
 

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4194019 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Mato Leitão-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Economia do cuidado e economia circular
    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.
Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
No que diz respeito à estruturação logica do texto e às estratégias argumentativas adotadas pelo autor para correlacionar a economia do cuidado à economia circular, analise as partes que seguem:
(1ª parte) O texto adota uma estrutura díssertativoargumentativa, organízando-se a partír da apresentação de um problema (a insustentabrlrdade da economia línear) que se desdobra em uma análise social e normatíva.
(2ª parte) O Para sustentar que a transição ecológica exige novos Índicadores sobre o trabalho invísível, o dutor recorre do senso comum e a ditados populares para convencer o leitor sobre a divisão do trabalho.
Pode-se afirmar que
 

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4194018 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Mato Leitão-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Economia do cuidado e economia circular
    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.
Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
Analise o seguinte período extraído do texto
Sem uma gestão adequada dos resíduos sólidos, ocorre degradação ambiental progressiva...
Do ponto de vista morfológico, o termo sublinhado classifica-se como:
 

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Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Economia do cuidado e economia circular
    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.
Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
O texto destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais no Brasil, recorrendo a relatórios internacionais e decretos federais recentes para discutir o trabalho invisível e a sustentabilidade. Com base nas referências normativas e teoricas apresentadas pelo autor, analise as assertivas a seguir:
I. O relatório Stiglitz-Sen-Fitoussi sustenta o argumento de que o PIB deve continuar sendo o único norteador das políticas públicas, já que ele computa com precisão o valor econômico da reciclagem.
II. O Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) estabelece que o cuidado não e um dever individual, mas uma responsabilidade compartilhada entre Estado, família e sociedade.
Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
 

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4194016 Ano: 2026
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Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Economia do cuidado e economia circular
    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.
Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
O texto propõe uma articulação crítica entre os modelos de produção economica e as estruturas sociais de gênero e raça no Brasil. Tendo em vista o percurso argumentativo do autor e os dados apresentados, assinale a alternativa que apresenta uma afirmação INCOERENTE com as ideias defendidas no texto.
 

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4194015 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Mato Leitão-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Economia do cuidado e economia circular
    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.
Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
O quarto parágrafo do texto utiliza dados do IBGE (2024) para mapear a realidade socioeconômica das mulheres brasileiras. A análise conjunta desses dados permite concluir que:
 

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4194014 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Mato Leitão-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Economia do cuidado e economia circular
    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.
Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
A leitura do texto revela que o argumento central do autor converge para a necessidade de uma mudança estrutural no modelo de desenvolvimento contemporâneo. Considerando isso, assinale a alternativa que sintetiza CORRETAMENTE a principal tese defendida ao longo do texto.
 

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