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Leia o texto para responder às questões de números 02 a 08.
Redes de Risco
Novas tecnologias de comunicação despertam fascínio quando surgem e, depois, preocupação, até pânico. Foi assim com o cinema, a televisão e, neste século 21, é o que se passa com as redes sociais.
Na quarta, 24 de maio, o médico e secretário de Saúde dos EUA, Vivek Murthy, emitiu um alerta sobre os riscos dessas mídias. O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.
Há pesquisas que mostram que o sistema de recompensa das redes sociais, por meio das chamadas “curtidas”, estimula processos neurológicos similares aos verificados em dependentes químicos; já outras revelam benefícios, como conexão emocional e comunitária entre os jovens.
A falta de consenso leva o relatório americano a pedir por um esforço científico de investigação. Enquanto isso, medidas vão sendo tomadas. Em março, Utah proibiu que menores de 18 anos tenham contas em redes sem a anuência de pais ou responsáveis.
Entretanto, em vez da proibição, especialistas apontam para a importância da educação digital. O objetivo deve ser capacitar crianças e adolescentes para lidarem com a poluição informacional das redes: diferenciar textos opinativos de noticiosos, investigar a veracidade das informações, produzir conteúdos com responsabilidade, proteger a privacidade, reconhecer abusos e buscar ajuda, quando necessário.
Assim, busca-se a redução dos potenciais efeitos nocivos das fake news, do discurso de ódio, da superexposição e do cyberbullying – que podem gerar ou agravar transtornos mentais.
Pela disseminação recente e pelas mudanças provocadas, é natural que o uso das redes sociais gere preocupação e até medo. Mas o conhecimento obtido pela ciência e pela educação é a forma mais sensata de lidar com as adversidades.
(Editorial, Folha de S.Paulo, 25.05.2023. Adaptado)
Considerando-se o emprego de conjunção, a flexão verbal e a concordância verbal, o trecho do 2º parágrafo – O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens. – está corretamente reescrito em:
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Redes de Risco
Novas tecnologias de comunicação despertam fascínio quando surgem e, depois, preocupação, até pânico. Foi assim com o cinema, a televisão e, neste século 21, é o que se passa com as redes sociais.
Na quarta, 24 de maio, o médico e secretário de Saúde dos EUA, Vivek Murthy, emitiu um alerta sobre os riscos dessas mídias. O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.
Há pesquisas que mostram que o sistema de recompensa das redes sociais, por meio das chamadas “curtidas”, estimula processos neurológicos similares aos verificados em dependentes químicos; já outras revelam benefícios, como conexão emocional e comunitária entre os jovens.
A falta de consenso leva o relatório americano a pedir por um esforço científico de investigação. Enquanto isso, medidas vão sendo tomadas. Em março, Utah proibiu que menores de 18 anos tenham contas em redes sem a anuência de pais ou responsáveis.
Entretanto, em vez da proibição, especialistas apontam para a importância da educação digital. O objetivo deve ser capacitar crianças e adolescentes para lidarem com a poluição informacional das redes: diferenciar textos opinativos de noticiosos, investigar a veracidade das informações, produzir conteúdos com responsabilidade, proteger a privacidade, reconhecer abusos e buscar ajuda, quando necessário.
Assim, busca-se a redução dos potenciais efeitos nocivos das fake news, do discurso de ódio, da superexposição e do cyberbullying – que podem gerar ou agravar transtornos mentais.
Pela disseminação recente e pelas mudanças provocadas, é natural que o uso das redes sociais gere preocupação e até medo. Mas o conhecimento obtido pela ciência e pela educação é a forma mais sensata de lidar com as adversidades.
(Editorial, Folha de S.Paulo, 25.05.2023. Adaptado)
No trecho do 3º parágrafo – Há pesquisas que mostram que o sistema de recompensa das redes sociais, por meio das chamadas “curtidas”... –, pertencem à mesma classe de palavras os termos:
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Redes de Risco
Novas tecnologias de comunicação despertam fascínio quando surgem e, depois, preocupação, até pânico. Foi assim com o cinema, a televisão e, neste século 21, é o que se passa com as redes sociais.
Na quarta, 24 de maio, o médico e secretário de Saúde dos EUA, Vivek Murthy, emitiu um alerta sobre os riscos dessas mídias. O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.
Há pesquisas que mostram que o sistema de recompensa das redes sociais, por meio das chamadas “curtidas”, estimula processos neurológicos similares aos verificados em dependentes químicos; já outras revelam benefícios, como conexão emocional e comunitária entre os jovens.
A falta de consenso leva o relatório americano a pedir por um esforço científico de investigação. Enquanto isso, medidas vão sendo tomadas. Em março, Utah proibiu que menores de 18 anos tenham contas em redes sem a anuência de pais ou responsáveis.
Entretanto, em vez da proibição, especialistas apontam para a importância da educação digital. O objetivo deve ser capacitar crianças e adolescentes para lidarem com a poluição informacional das redes: diferenciar textos opinativos de noticiosos, investigar a veracidade das informações, produzir conteúdos com responsabilidade, proteger a privacidade, reconhecer abusos e buscar ajuda, quando necessário.
Assim, busca-se a redução dos potenciais efeitos nocivos das fake news, do discurso de ódio, da superexposição e do cyberbullying – que podem gerar ou agravar transtornos mentais.
Pela disseminação recente e pelas mudanças provocadas, é natural que o uso das redes sociais gere preocupação e até medo. Mas o conhecimento obtido pela ciência e pela educação é a forma mais sensata de lidar com as adversidades.
(Editorial, Folha de S.Paulo, 25.05.2023. Adaptado)
Mantém-se o sentido do trecho do 1º parágrafo – Novas tecnologias de comunicação despertam fascínio quando surgem e, depois, preocupação, até pânico. –, se os termos destacados forem substituídos, correta e respectivamente, por:
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Redes de Risco
Novas tecnologias de comunicação despertam fascínio quando surgem e, depois, preocupação, até pânico. Foi assim com o cinema, a televisão e, neste século 21, é o que se passa com as redes sociais.
Na quarta, 24 de maio, o médico e secretário de Saúde dos EUA, Vivek Murthy, emitiu um alerta sobre os riscos dessas mídias. O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.
Há pesquisas que mostram que o sistema de recompensa das redes sociais, por meio das chamadas “curtidas”, estimula processos neurológicos similares aos verificados em dependentes químicos; já outras revelam benefícios, como conexão emocional e comunitária entre os jovens.
A falta de consenso leva o relatório americano a pedir por um esforço científico de investigação. Enquanto isso, medidas vão sendo tomadas. Em março, Utah proibiu que menores de 18 anos tenham contas em redes sem a anuência de pais ou responsáveis.
Entretanto, em vez da proibição, especialistas apontam para a importância da educação digital. O objetivo deve ser capacitar crianças e adolescentes para lidarem com a poluição informacional das redes: diferenciar textos opinativos de noticiosos, investigar a veracidade das informações, produzir conteúdos com responsabilidade, proteger a privacidade, reconhecer abusos e buscar ajuda, quando necessário.
Assim, busca-se a redução dos potenciais efeitos nocivos das fake news, do discurso de ódio, da superexposição e do cyberbullying – que podem gerar ou agravar transtornos mentais.
Pela disseminação recente e pelas mudanças provocadas, é natural que o uso das redes sociais gere preocupação e até medo. Mas o conhecimento obtido pela ciência e pela educação é a forma mais sensata de lidar com as adversidades.
(Editorial, Folha de S.Paulo, 25.05.2023. Adaptado)
De acordo com o texto, uma forma de reduzir os potenciais efeitos nocivos das fake news, do discurso de ódio, da superexposição e do cyberbullying consiste em reconhecer
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Redes de Risco
Novas tecnologias de comunicação despertam fascínio quando surgem e, depois, preocupação, até pânico. Foi assim com o cinema, a televisão e, neste século 21, é o que se passa com as redes sociais.
Na quarta, 24 de maio, o médico e secretário de Saúde dos EUA, Vivek Murthy, emitiu um alerta sobre os riscos dessas mídias. O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.
Há pesquisas que mostram que o sistema de recompensa das redes sociais, por meio das chamadas “curtidas”, estimula processos neurológicos similares aos verificados em dependentes químicos; já outras revelam benefícios, como conexão emocional e comunitária entre os jovens.
A falta de consenso leva o relatório americano a pedir por um esforço científico de investigação. Enquanto isso, medidas vão sendo tomadas. Em março, Utah proibiu que menores de 18 anos tenham contas em redes sem a anuência de pais ou responsáveis.
Entretanto, em vez da proibição, especialistas apontam para a importância da educação digital. O objetivo deve ser capacitar crianças e adolescentes para lidarem com a poluição informacional das redes: diferenciar textos opinativos de noticiosos, investigar a veracidade das informações, produzir conteúdos com responsabilidade, proteger a privacidade, reconhecer abusos e buscar ajuda, quando necessário.
Assim, busca-se a redução dos potenciais efeitos nocivos das fake news, do discurso de ódio, da superexposição e do cyberbullying – que podem gerar ou agravar transtornos mentais.
Pela disseminação recente e pelas mudanças provocadas, é natural que o uso das redes sociais gere preocupação e até medo. Mas o conhecimento obtido pela ciência e pela educação é a forma mais sensata de lidar com as adversidades.
(Editorial, Folha de S.Paulo, 25.05.2023. Adaptado)
O editorial deixa claro que a controvérsia em torno do uso das redes sociais reforça
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Leia a tira.

(Caco Galhardo, “Daiquiri”. Folha de S.Paulo, 01.05.2023)
Deflagrando o sentido de humor da tira, a frase do último quadrinho permite concluir corretamente que a Dra. Gislaine
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.
O selvagem
Saía para a balada todas as noites. Pai e mãe descabelados. Dormia até tarde. Apareceu com uma tatuagem no braço.
– O que é, meu filho? – gemeu a mãe.
– Tribal.
O pai quase teve um infarto. Piorou quando soube que a turminha do prédio estava se reunindo em um apartamento vazio para ouvir música. O porteiro dedurou. Foram expulsos.
A tia comentou:
– Se ao menos ele tivesse uma boa namorada!
Apareceu uma candidata. Tinha piercing nas sobrancelhas e na língua. A mãe tentou se conformar com a escolha.
De noite, na solidão do quarto, o pai se contorcia.
– O que vai ser desse rapaz?
Prestou vestibular. Para surpresa de todos, passou. Dali a alguns meses, anunciou:
– Arrumei trabalho! É voluntário, em uma ONG para proteger meninos de rua.
– Pode ser voluntário porque tem quem o sustente! No meu tempo, eu só pensava em comprar um carro novo! – esbravejou o pai.
Era o caso de chamar um terapeuta. Marcaram consulta. O psicólogo o recebeu em uma sala aconchegante.
– Por que veio aqui?
– Meu pai me mandou. Eu mesmo não tinha a menor vontade. Eles não me entendem.
– Quem sabe você possa me dizer por quê?
– Eu quero qualidade de vida, sabe? Não passar o tempo todo me matando para ter coisas. Quem sabe mais tarde vou morar numa praia... e trabalhar com alguma coisa de que eu goste.
O terapeuta observou as tatuagens, o brinco ousado, a camiseta torta, os cabelos espetados. Atrás da aparência selvagem, reconheceu seu passado. Em sua época, a juventude também fora assim. Com projetos de vida. Teve uma sensação de alegria, porque afinal... a juventude continuava sendo... a juventude.
– O que eu mais quero é dividir a vida com alguém. O mundo anda complicado. Eu queria ter uma relação fixa. Eu só dela, ela só minha! Quem sabe até ter um filho, mais tarde.
Despediu-se do terapeuta com um abraço.
– Qual o problema do meu filho? – quis saber o pai.
– O problema é nosso, que esquecemos como fomos.
Quem disse que os jovens não têm mais sonhos?
(Walcyr Carrasco. Veja SP, 08.06.2005. Adaptado)
Assinale a alternativa cuja frase atende à norma-padrão de concordância verbal.
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O selvagem
Saía para a balada todas as noites. Pai e mãe descabelados. Dormia até tarde. Apareceu com uma tatuagem no braço.
– O que é, meu filho? – gemeu a mãe.
– Tribal.
O pai quase teve um infarto. Piorou quando soube que a turminha do prédio estava se reunindo em um apartamento vazio para ouvir música. O porteiro dedurou. Foram expulsos.
A tia comentou:
– Se ao menos ele tivesse uma boa namorada!
Apareceu uma candidata. Tinha piercing nas sobrancelhas e na língua. A mãe tentou se conformar com a escolha.
De noite, na solidão do quarto, o pai se contorcia.
– O que vai ser desse rapaz?
Prestou vestibular. Para surpresa de todos, passou. Dali a alguns meses, anunciou:
– Arrumei trabalho! É voluntário, em uma ONG para proteger meninos de rua.
– Pode ser voluntário porque tem quem o sustente! No meu tempo, eu só pensava em comprar um carro novo! – esbravejou o pai.
Era o caso de chamar um terapeuta. Marcaram consulta. O psicólogo o recebeu em uma sala aconchegante.
– Por que veio aqui?
– Meu pai me mandou. Eu mesmo não tinha a menor vontade. Eles não me entendem.
– Quem sabe você possa me dizer por quê?
– Eu quero qualidade de vida, sabe? Não passar o tempo todo me matando para ter coisas. Quem sabe mais tarde vou morar numa praia... e trabalhar com alguma coisa de que eu goste.
O terapeuta observou as tatuagens, o brinco ousado, a camiseta torta, os cabelos espetados. Atrás da aparência selvagem, reconheceu seu passado. Em sua época, a juventude também fora assim. Com projetos de vida. Teve uma sensação de alegria, porque afinal... a juventude continuava sendo... a juventude.
– O que eu mais quero é dividir a vida com alguém. O mundo anda complicado. Eu queria ter uma relação fixa. Eu só dela, ela só minha! Quem sabe até ter um filho, mais tarde.
Despediu-se do terapeuta com um abraço.
– Qual o problema do meu filho? – quis saber o pai.
– O problema é nosso, que esquecemos como fomos.
Quem disse que os jovens não têm mais sonhos?
(Walcyr Carrasco. Veja SP, 08.06.2005. Adaptado)
O sinal indicativo de crase está corretamente empregado na frase da alternativa:
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O selvagem
Saía para a balada todas as noites. Pai e mãe descabelados. Dormia até tarde. Apareceu com uma tatuagem no braço.
– O que é, meu filho? – gemeu a mãe.
– Tribal.
O pai quase teve um infarto. Piorou quando soube que a turminha do prédio estava se reunindo em um apartamento vazio para ouvir música. O porteiro dedurou. Foram expulsos.
A tia comentou:
– Se ao menos ele tivesse uma boa namorada!
Apareceu uma candidata. Tinha piercing nas sobrancelhas e na língua. A mãe tentou se conformar com a escolha.
De noite, na solidão do quarto, o pai se contorcia.
– O que vai ser desse rapaz?
Prestou vestibular. Para surpresa de todos, passou. Dali a alguns meses, anunciou:
– Arrumei trabalho! É voluntário, em uma ONG para proteger meninos de rua.
– Pode ser voluntário porque tem quem o sustente! No meu tempo, eu só pensava em comprar um carro novo! – esbravejou o pai.
Era o caso de chamar um terapeuta. Marcaram consulta. O psicólogo o recebeu em uma sala aconchegante.
– Por que veio aqui?
– Meu pai me mandou. Eu mesmo não tinha a menor vontade. Eles não me entendem.
– Quem sabe você possa me dizer por quê?
– Eu quero qualidade de vida, sabe? Não passar o tempo todo me matando para ter coisas. Quem sabe mais tarde vou morar numa praia... e trabalhar com alguma coisa de que eu goste.
O terapeuta observou as tatuagens, o brinco ousado, a camiseta torta, os cabelos espetados. Atrás da aparência selvagem, reconheceu seu passado. Em sua época, a juventude também fora assim. Com projetos de vida. Teve uma sensação de alegria, porque afinal... a juventude continuava sendo... a juventude.
– O que eu mais quero é dividir a vida com alguém. O mundo anda complicado. Eu queria ter uma relação fixa. Eu só dela, ela só minha! Quem sabe até ter um filho, mais tarde.
Despediu-se do terapeuta com um abraço.
– Qual o problema do meu filho? – quis saber o pai.
– O problema é nosso, que esquecemos como fomos.
Quem disse que os jovens não têm mais sonhos?
(Walcyr Carrasco. Veja SP, 08.06.2005. Adaptado)
Considere as frases elaboradas com base no texto.
• Decidiram-se por uma consulta com um psicólogo e imediatamente .
• O rapaz estava com um brinco ousado e uma camiseta torta, e o terapeuta com atenção.
• Quanto à juventude, são os sonhos e os projetos de vida que melhor servem para .
De acordo com a norma-padrão de emprego e de colocação dos pronomes, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoReorganização e Reescrita de Orações e Períodos
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O selvagem
Saía para a balada todas as noites. Pai e mãe descabelados. Dormia até tarde. Apareceu com uma tatuagem no braço.
– O que é, meu filho? – gemeu a mãe.
– Tribal.
O pai quase teve um infarto. Piorou quando soube que a turminha do prédio estava se reunindo em um apartamento vazio para ouvir música. O porteiro dedurou. Foram expulsos.
A tia comentou:
– Se ao menos ele tivesse uma boa namorada!
Apareceu uma candidata. Tinha piercing nas sobrancelhas e na língua. A mãe tentou se conformar com a escolha.
De noite, na solidão do quarto, o pai se contorcia.
– O que vai ser desse rapaz?
Prestou vestibular. Para surpresa de todos, passou. Dali a alguns meses, anunciou:
– Arrumei trabalho! É voluntário, em uma ONG para proteger meninos de rua.
– Pode ser voluntário porque tem quem o sustente! No meu tempo, eu só pensava em comprar um carro novo! – esbravejou o pai.
Era o caso de chamar um terapeuta. Marcaram consulta. O psicólogo o recebeu em uma sala aconchegante.
– Por que veio aqui?
– Meu pai me mandou. Eu mesmo não tinha a menor vontade. Eles não me entendem.
– Quem sabe você possa me dizer por quê?
– Eu quero qualidade de vida, sabe? Não passar o tempo todo me matando para ter coisas. Quem sabe mais tarde vou morar numa praia... e trabalhar com alguma coisa de que eu goste.
O terapeuta observou as tatuagens, o brinco ousado, a camiseta torta, os cabelos espetados. Atrás da aparência selvagem, reconheceu seu passado. Em sua época, a juventude também fora assim. Com projetos de vida. Teve uma sensação de alegria, porque afinal... a juventude continuava sendo... a juventude.
– O que eu mais quero é dividir a vida com alguém. O mundo anda complicado. Eu queria ter uma relação fixa. Eu só dela, ela só minha! Quem sabe até ter um filho, mais tarde.
Despediu-se do terapeuta com um abraço.
– Qual o problema do meu filho? – quis saber o pai.
– O problema é nosso, que esquecemos como fomos.
Quem disse que os jovens não têm mais sonhos?
(Walcyr Carrasco. Veja SP, 08.06.2005. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a reescrita da frase – O problema é nosso, que esquecemos como fomos. (22º parágrafo) – apresenta relação de concessão entre as ideias.
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