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Foram encontradas 40 questões.

3401379 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda às questões 09 e 10, que a ele se referem.

Texto 03

“Viver é uma questão de

rasgar-se e remendar-se.”

Guimarães Rosa

Disponível em: https://ospontosdevista.blogs.sapo.pt/frases-de-guimaraes-rosa. Acesso em: 22 maio 2024.

Em “rasgar-se” e “remendar-se”, o “se” insere, na frase, uma ideia de

 

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3401377 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda às questões 09 e 10, que a ele se referem.

Texto 03

“Viver é uma questão de

rasgar-se e remendar-se.”

Guimarães Rosa

Disponível em: https://ospontosdevista.blogs.sapo.pt/frases-de-guimaraes-rosa. Acesso em: 22 maio 2024.

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias que se podem inferir da frase de Guimarães Rosa.

I. O termo “rasgar-se” remete à ideia dos sofrimentos impostos pelo processo de viver.

II. O termo “remendar-se” remete à ideia de recuperar-se dos sofrimentos da vida.

III. O termo “remendar-se” remete à ideia de recuperar-se plenamente dos sofrimentos.

IV. O termo “viver” remete a um processo em que são inerentes “ferimentos” e “cicatrizações”.

V. O termo “viver” remete a um processo em que nem sempre se consegue reestabelecer-se.

Estão CORRETAS as afirmativas

 

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3401371 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda às questões 06 a 08, que a ele se referem.

Texto 02

Enunciado 3891108-1

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/hoje-nas-redes-sociais/. Acesso em: 21 maio 2024.

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de construção das falas do texto 03.

I. A palavra “que”, nas três falas, foi usada para retomar substantivos anteriores.

II. A palavra “jamais” expressa, simultaneamente, as ideias de negação e tempo.

III. O infinitivo, uma das formas nominais do verbo, foi usado nas três falas da tira.

IV. A locução verbal “vou repassar” poderia ser substituída pelo verbo “repassarei”.

V. A circunstância de negação apresenta-se em todas as falas que compõe a tira.

Estão CORRETAS as afirmativas

 

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3401368 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda às questões 06 a 08, que a ele se referem.

Texto 02

Enunciado 3891105-1

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/hoje-nas-redes-sociais/. Acesso em: 21 maio 2024.

Na fala do primeiro quadro do texto 02, as vírgulas foram usadas, de acordo com a norma, para separar um(a)

 

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3401365 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda às questões 06 a 08, que a ele se referem.

Texto 02

Enunciado 3891102-1

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/hoje-nas-redes-sociais/. Acesso em: 21 maio 2024.

O comportamento das pessoas nas redes sociais que é criticado no texto, por meio das falas da personagem Joana, é o(a)

 

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3401362 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões 01 a 05, que a ele se referem.

Texto 01

Por onde andam os vagalumes?

Recentemente sonhei com vagalumes. Mais do que tentar entender a relação do sonho com a minha vida ou então tentar captar algum recado urgente vindo do meu inconsciente, fui tomado primeiro por um impulso de memória e, em seguida, por um questionamento. Ainda na cama perguntei para Andréia: Por onde andam os vagalumes?

Passado seu espanto com minha pergunta, antes mesmo de lhe dar um bom dia, meu questionamento ganhou reforço com sua resposta: “Pois é, por onde andam? Eles ainda existem?”. Ah, os vagalumes?.

Minha memória me levou à infância, mais precisamente a Peruíbe, no litoral paulista, nos anos 1980.

Lembrei-me das noites em que muitos vagalumes salpicaram suas luzes entre os galhos das enormes primaveras vermelhas do jardim de minha avó.

Havia muitos outros que também transformavam o terreno pantanoso do outro lado da rua em que morávamos numa pequena constelação de luzes. Que lembrança boa!

Como qualquer ser humano nesses tempos conectados e de respostas na palma da mão, corri para o Google e digitei: “Por onde andam os vagalumes?”

Resposta: “Infelizmente, esses animais estão desaparecendo rapidamente em todo o mundo. Trata-se de uma perda significativa para a biodiversidade, além de ser um alerta para a saúde do nosso ecossistema.”

Quis saber um pouco mais e fiz uma segunda pergunta: Mas por que isso está acontecendo?

“Com o crescente aumento da população humana, mais e mais habitats selvagens estão sendo invadidos para atender às nossas ‘necessidades’. À medida que construímos casas, pavimentamos áreas verdes e drenamos pântanos, estamos destruindo o habitat natural dos vagalumes”.

Minha fase mais reflexiva desses últimos tempos me manteve no jardim de minha avó para além do meu sonho daquela manhã. Tive uma forte intuição – a ponto de querer escrever sobre isso – de que a crise ecológica de que tanto se fala e se discute hoje, não é uma crise técnica em que a geoengenharia resolverá todos os problemas, e nos “salvará” da catástrofe iminente como muitos querem nos fazer crer.

Penso que a natureza também tem morrido em nome de uma falsa sustentabilidade, que hoje virou um negócio também. Deixe-me voltar para o jardim de minha avó para explicar um pouco melhor o que quero dizer com essa breve reflexão. Dona Nena jamais tentaria “salvar” qualquer ecossistema que fosse, como muitos vivem propagando como grandes “salvadores”.

Aliás, dado ao seu jeito muito mais voltado ao universo do sentir do que do falar, desconfio que minha avó jamais cairia na tentação de “salvar” o que quer que fosse nesse mundo. Não que ela ignorasse as causas e os sofrimentos humanos, mas é que ela já intuía que não se “salva” aquilo que já está dentro de nós. O cuidado com o ecossistema já estava subentendido no jardim de sua casa, regado pelo coração.

Tenho certeza de que se a minha avó estivesse viva, ela concordaria com um certo espírito do ambientalista genuíno, que mesmo que o aumento da temperatura parasse ou fosse revertido – como almejam os especialistas e as entidades ao redor do planeta –, valeria a pena continuar cuidando com todo o empenho de nossas florestas e, “consequentemente”, dos nossos vagalumes. Não apenas porque são o epicentro da biodiversidade, vida e beleza, mas porque são sagrados por direito.

Jamais cuidaremos do mundo se não amarmos o mundo. O mundo somos nós. Saudades dos vagalumes. Saudades de Dona Nena.

Disponível em: https://revistavidasimples.com. Acesso em 18 maio 2024. Adaptado.

Quanto ao tipo, é CORRETO afirmar que se trata, predominantemente, de um texto

 

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3401361 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões 01 a 05, que a ele se referem.

Texto 01

Por onde andam os vagalumes?

Recentemente sonhei com vagalumes. Mais do que tentar entender a relação do sonho com a minha vida ou então tentar captar algum recado urgente vindo do meu inconsciente, fui tomado primeiro por um impulso de memória e, em seguida, por um questionamento. Ainda na cama perguntei para Andréia: Por onde andam os vagalumes?

Passado seu espanto com minha pergunta, antes mesmo de lhe dar um bom dia, meu questionamento ganhou reforço com sua resposta: “Pois é, por onde andam? Eles ainda existem?”. Ah, os vagalumes?.

Minha memória me levou à infância, mais precisamente a Peruíbe, no litoral paulista, nos anos 1980.

Lembrei-me das noites em que muitos vagalumes salpicaram suas luzes entre os galhos das enormes primaveras vermelhas do jardim de minha avó.

Havia muitos outros que também transformavam o terreno pantanoso do outro lado da rua em que morávamos numa pequena constelação de luzes. Que lembrança boa!

Como qualquer ser humano nesses tempos conectados e de respostas na palma da mão, corri para o Google e digitei: “Por onde andam os vagalumes?”

Resposta: “Infelizmente, esses animais estão desaparecendo rapidamente em todo o mundo. Trata-se de uma perda significativa para a biodiversidade, além de ser um alerta para a saúde do nosso ecossistema.”

Quis saber um pouco mais e fiz uma segunda pergunta: Mas por que isso está acontecendo?

“Com o crescente aumento da população humana, mais e mais habitats selvagens estão sendo invadidos para atender às nossas ‘necessidades’. À medida que construímos casas, pavimentamos áreas verdes e drenamos pântanos, estamos destruindo o habitat natural dos vagalumes”.

Minha fase mais reflexiva desses últimos tempos me manteve no jardim de minha avó para além do meu sonho daquela manhã. Tive uma forte intuição – a ponto de querer escrever sobre isso – de que a crise ecológica de que tanto se fala e se discute hoje, não é uma crise técnica em que a geoengenharia resolverá todos os problemas, e nos “salvará” da catástrofe iminente como muitos querem nos fazer crer.

Penso que a natureza também tem morrido em nome de uma falsa sustentabilidade, que hoje virou um negócio também. Deixe-me voltar para o jardim de minha avó para explicar um pouco melhor o que quero dizer com essa breve reflexão. Dona Nena jamais tentaria “salvar” qualquer ecossistema que fosse, como muitos vivem propagando como grandes “salvadores”.

Aliás, dado ao seu jeito muito mais voltado ao universo do sentir do que do falar, desconfio que minha avó jamais cairia na tentação de “salvar” o que quer que fosse nesse mundo. Não que ela ignorasse as causas e os sofrimentos humanos, mas é que ela já intuía que não se “salva” aquilo que já está dentro de nós. O cuidado com o ecossistema já estava subentendido no jardim de sua casa, regado pelo coração.

Tenho certeza de que se a minha avó estivesse viva, ela concordaria com um certo espírito do ambientalista genuíno, que mesmo que o aumento da temperatura parasse ou fosse revertido – como almejam os especialistas e as entidades ao redor do planeta –, valeria a pena continuar cuidando com todo o empenho de nossas florestas e, “consequentemente”, dos nossos vagalumes. Não apenas porque são o epicentro da biodiversidade, vida e beleza, mas porque são sagrados por direito.

Jamais cuidaremos do mundo se não amarmos o mundo. O mundo somos nós. Saudades dos vagalumes. Saudades de Dona Nena.

Disponível em: https://revistavidasimples.com. Acesso em 18 maio 2024. Adaptado.

Em “‘Pois é, por onde andam? Eles ainda existem?’. Ah, os vagalumes?”, as aspas assinalam o uso de

 

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3401360 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões 01 a 05, que a ele se referem.

Texto 01

Por onde andam os vagalumes?

Recentemente sonhei com vagalumes. Mais do que tentar entender a relação do sonho com a minha vida ou então tentar captar algum recado urgente vindo do meu inconsciente, fui tomado primeiro por um impulso de memória e, em seguida, por um questionamento. Ainda na cama perguntei para Andréia: Por onde andam os vagalumes?

Passado seu espanto com minha pergunta, antes mesmo de lhe dar um bom dia, meu questionamento ganhou reforço com sua resposta: “Pois é, por onde andam? Eles ainda existem?”. Ah, os vagalumes?.

Minha memória me levou à infância, mais precisamente a Peruíbe, no litoral paulista, nos anos 1980.

Lembrei-me das noites em que muitos vagalumes salpicaram suas luzes entre os galhos das enormes primaveras vermelhas do jardim de minha avó.

Havia muitos outros que também transformavam o terreno pantanoso do outro lado da rua em que morávamos numa pequena constelação de luzes. Que lembrança boa!

Como qualquer ser humano nesses tempos conectados e de respostas na palma da mão, corri para o Google e digitei: “Por onde andam os vagalumes?”

Resposta: “Infelizmente, esses animais estão desaparecendo rapidamente em todo o mundo. Trata-se de uma perda significativa para a biodiversidade, além de ser um alerta para a saúde do nosso ecossistema.”

Quis saber um pouco mais e fiz uma segunda pergunta: Mas por que isso está acontecendo?

“Com o crescente aumento da população humana, mais e mais habitats selvagens estão sendo invadidos para atender às nossas ‘necessidades’. À medida que construímos casas, pavimentamos áreas verdes e drenamos pântanos, estamos destruindo o habitat natural dos vagalumes”.

Minha fase mais reflexiva desses últimos tempos me manteve no jardim de minha avó para além do meu sonho daquela manhã. Tive uma forte intuição – a ponto de querer escrever sobre isso – de que a crise ecológica de que tanto se fala e se discute hoje, não é uma crise técnica em que a geoengenharia resolverá todos os problemas, e nos “salvará” da catástrofe iminente como muitos querem nos fazer crer.

Penso que a natureza também tem morrido em nome de uma falsa sustentabilidade, que hoje virou um negócio também. Deixe-me voltar para o jardim de minha avó para explicar um pouco melhor o que quero dizer com essa breve reflexão. Dona Nena jamais tentaria “salvar” qualquer ecossistema que fosse, como muitos vivem propagando como grandes “salvadores”.

Aliás, dado ao seu jeito muito mais voltado ao universo do sentir do que do falar, desconfio que minha avó jamais cairia na tentação de “salvar” o que quer que fosse nesse mundo. Não que ela ignorasse as causas e os sofrimentos humanos, mas é que ela já intuía que não se “salva” aquilo que já está dentro de nós. O cuidado com o ecossistema já estava subentendido no jardim de sua casa, regado pelo coração.

Tenho certeza de que se a minha avó estivesse viva, ela concordaria com um certo espírito do ambientalista genuíno, que mesmo que o aumento da temperatura parasse ou fosse revertido – como almejam os especialistas e as entidades ao redor do planeta –, valeria a pena continuar cuidando com todo o empenho de nossas florestas e, “consequentemente”, dos nossos vagalumes. Não apenas porque são o epicentro da biodiversidade, vida e beleza, mas porque são sagrados por direito.

Jamais cuidaremos do mundo se não amarmos o mundo. O mundo somos nós. Saudades dos vagalumes. Saudades de Dona Nena.

Disponível em: https://revistavidasimples.com. Acesso em 18 maio 2024. Adaptado.

Analise os itens a seguir, tendo em vista os recursos de expressão usados na construção do texto.

I. Intertextualidade.

II. Coloquialidade.

III. Conotação.

IV. Denotação.

V. Subjetividade.

Estão CORRETOS os itens

 

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3401356 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões 01 a 05, que a ele se referem.

Texto 01

Por onde andam os vagalumes?

Recentemente sonhei com vagalumes. Mais do que tentar entender a relação do sonho com a minha vida ou então tentar captar algum recado urgente vindo do meu inconsciente, fui tomado primeiro por um impulso de memória e, em seguida, por um questionamento. Ainda na cama perguntei para Andréia: Por onde andam os vagalumes?

Passado seu espanto com minha pergunta, antes mesmo de lhe dar um bom dia, meu questionamento ganhou reforço com sua resposta: “Pois é, por onde andam? Eles ainda existem?”. Ah, os vagalumes?.

Minha memória me levou à infância, mais precisamente a Peruíbe, no litoral paulista, nos anos 1980.

Lembrei-me das noites em que muitos vagalumes salpicaram suas luzes entre os galhos das enormes primaveras vermelhas do jardim de minha avó.

Havia muitos outros que também transformavam o terreno pantanoso do outro lado da rua em que morávamos numa pequena constelação de luzes. Que lembrança boa!

Como qualquer ser humano nesses tempos conectados e de respostas na palma da mão, corri para o Google e digitei: “Por onde andam os vagalumes?”

Resposta: “Infelizmente, esses animais estão desaparecendo rapidamente em todo o mundo. Trata-se de uma perda significativa para a biodiversidade, além de ser um alerta para a saúde do nosso ecossistema.”

Quis saber um pouco mais e fiz uma segunda pergunta: Mas por que isso está acontecendo?

“Com o crescente aumento da população humana, mais e mais habitats selvagens estão sendo invadidos para atender às nossas ‘necessidades’. À medida que construímos casas, pavimentamos áreas verdes e drenamos pântanos, estamos destruindo o habitat natural dos vagalumes”.

Minha fase mais reflexiva desses últimos tempos me manteve no jardim de minha avó para além do meu sonho daquela manhã. Tive uma forte intuição – a ponto de querer escrever sobre isso – de que a crise ecológica de que tanto se fala e se discute hoje, não é uma crise técnica em que a geoengenharia resolverá todos os problemas, e nos “salvará” da catástrofe iminente como muitos querem nos fazer crer.

Penso que a natureza também tem morrido em nome de uma falsa sustentabilidade, que hoje virou um negócio também. Deixe-me voltar para o jardim de minha avó para explicar um pouco melhor o que quero dizer com essa breve reflexão. Dona Nena jamais tentaria “salvar” qualquer ecossistema que fosse, como muitos vivem propagando como grandes “salvadores”.

Aliás, dado ao seu jeito muito mais voltado ao universo do sentir do que do falar, desconfio que minha avó jamais cairia na tentação de “salvar” o que quer que fosse nesse mundo. Não que ela ignorasse as causas e os sofrimentos humanos, mas é que ela já intuía que não se “salva” aquilo que já está dentro de nós. O cuidado com o ecossistema já estava subentendido no jardim de sua casa, regado pelo coração.

Tenho certeza de que se a minha avó estivesse viva, ela concordaria com um certo espírito do ambientalista genuíno, que mesmo que o aumento da temperatura parasse ou fosse revertido – como almejam os especialistas e as entidades ao redor do planeta –, valeria a pena continuar cuidando com todo o empenho de nossas florestas e, “consequentemente”, dos nossos vagalumes. Não apenas porque são o epicentro da biodiversidade, vida e beleza, mas porque são sagrados por direito.

Jamais cuidaremos do mundo se não amarmos o mundo. O mundo somos nós. Saudades dos vagalumes. Saudades de Dona Nena.

Disponível em: https://revistavidasimples.com. Acesso em 18 maio 2024. Adaptado.

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculadas no texto.

I. As pessoas que falam em sustentabilidade se preocupam de fato com ela.

II. As ações individuais são muito importantes para a preservação da natureza.

III. O discurso da sustentabilidade hoje é explorado apenas para se obter lucro.

IV. A perda da biodiversidade acontece não só no Brasil, mas em todo o mundo.

V. O sentir é mais importante que o falar quando a questão é cuidar do planeta.

Estão CORRETAS as afirmativas

 

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3401351 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões 01 a 05, que a ele se referem.

Texto 01

Por onde andam os vagalumes?

Recentemente sonhei com vagalumes. Mais do que tentar entender a relação do sonho com a minha vida ou então tentar captar algum recado urgente vindo do meu inconsciente, fui tomado primeiro por um impulso de memória e, em seguida, por um questionamento. Ainda na cama perguntei para Andréia: Por onde andam os vagalumes?

Passado seu espanto com minha pergunta, antes mesmo de lhe dar um bom dia, meu questionamento ganhou reforço com sua resposta: “Pois é, por onde andam? Eles ainda existem?”. Ah, os vagalumes?.

Minha memória me levou à infância, mais precisamente a Peruíbe, no litoral paulista, nos anos 1980.

Lembrei-me das noites em que muitos vagalumes salpicaram suas luzes entre os galhos das enormes primaveras vermelhas do jardim de minha avó.

Havia muitos outros que também transformavam o terreno pantanoso do outro lado da rua em que morávamos numa pequena constelação de luzes. Que lembrança boa!

Como qualquer ser humano nesses tempos conectados e de respostas na palma da mão, corri para o Google e digitei: “Por onde andam os vagalumes?”

Resposta: “Infelizmente, esses animais estão desaparecendo rapidamente em todo o mundo. Trata-se de uma perda significativa para a biodiversidade, além de ser um alerta para a saúde do nosso ecossistema.”

Quis saber um pouco mais e fiz uma segunda pergunta: Mas por que isso está acontecendo?

“Com o crescente aumento da população humana, mais e mais habitats selvagens estão sendo invadidos para atender às nossas ‘necessidades’. À medida que construímos casas, pavimentamos áreas verdes e drenamos pântanos, estamos destruindo o habitat natural dos vagalumes”.

Minha fase mais reflexiva desses últimos tempos me manteve no jardim de minha avó para além do meu sonho daquela manhã. Tive uma forte intuição – a ponto de querer escrever sobre isso – de que a crise ecológica de que tanto se fala e se discute hoje, não é uma crise técnica em que a geoengenharia resolverá todos os problemas, e nos “salvará” da catástrofe iminente como muitos querem nos fazer crer.

Penso que a natureza também tem morrido em nome de uma falsa sustentabilidade, que hoje virou um negócio também. Deixe-me voltar para o jardim de minha avó para explicar um pouco melhor o que quero dizer com essa breve reflexão. Dona Nena jamais tentaria “salvar” qualquer ecossistema que fosse, como muitos vivem propagando como grandes “salvadores”.

Aliás, dado ao seu jeito muito mais voltado ao universo do sentir do que do falar, desconfio que minha avó jamais cairia na tentação de “salvar” o que quer que fosse nesse mundo. Não que ela ignorasse as causas e os sofrimentos humanos, mas é que ela já intuía que não se “salva” aquilo que já está dentro de nós. O cuidado com o ecossistema já estava subentendido no jardim de sua casa, regado pelo coração.

Tenho certeza de que se a minha avó estivesse viva, ela concordaria com um certo espírito do ambientalista genuíno, que mesmo que o aumento da temperatura parasse ou fosse revertido – como almejam os especialistas e as entidades ao redor do planeta –, valeria a pena continuar cuidando com todo o empenho de nossas florestas e, “consequentemente”, dos nossos vagalumes. Não apenas porque são o epicentro da biodiversidade, vida e beleza, mas porque são sagrados por direito.

Jamais cuidaremos do mundo se não amarmos o mundo. O mundo somos nós. Saudades dos vagalumes. Saudades de Dona Nena.

Disponível em: https://revistavidasimples.com. Acesso em 18 maio 2024. Adaptado.

Entre as reflexões presentes no texto, está(ão) a(s)

 

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