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Foram encontradas 60 questões.

3624249 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: UFRN
Orgão: Pref. Natal-RN
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Leia o excerto abaixo, retirado do livro “Ensino de Português: fundamentos, percursos, objetos”
[...] A língua é uma instituição social, uma criação histórica e coletiva. Ordinariamente, os indivíduos a adquirem e a aceitam como “uma coisa natural”, e limitam-se a servir-se dela pelo resto da vida. A aquisição de uma língua 一 especialmente da língua materna 一 não se resume, porém, à aprendizagem de um meio de comunicação. Com a língua, aprendemos também 一 e sobretudo 一 uma certa maneira de conhecer o mundo, de entender a realidade no que ela tem de significativo para as relações com as outras pessoas. (Azeredo, 2007, p. 36)
Nesse fragmento, Azeredo (2007) compreende a língua como
 

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3624248 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: UFRN
Orgão: Pref. Natal-RN
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Considere o trecho abaixo.
[...] Todos esses três elementos 一 o conteúdo temático, o estilo, a construção composicional 一 estão indissoluvelmente ligados no conjunto do enunciado e são igualmente determinados pela especificidade de um campo da comunicação. Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados [...] (Bakhtin, 2016, p. 11).
Nesse trecho, especificamente, Bakhtin (2016) define o que se conhece como
 

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3624247 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: UFRN
Orgão: Pref. Natal-RN
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Um livro didático de língua portuguesa do ensino fundamental traz a atividade reproduzida abaixo, para trabalhar a formação de palavras.
Agora, leia a tirinha.
Enunciado 4259865-1 Disponível em: https ://bibliotecauc s .wordpres s .com/2016/02/14/20-tirinhas -sobre-paixao-por-liv ros /. Aces so em: 20 Out. 2022.

Considerando as concepções de linguagem, língua e texto, as quais dão sustentação teórica aos documentos oficiais que regulamentam o currículo do ensino de língua portuguesa no Brasil, essa atividade está
 

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3624246 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRN
Orgão: Pref. Natal-RN
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Sobre a leitura do texto literário, considere a seguinte afirmativa de Cândido (2006):
"A literatura humaniza na medida em que é assumida como uma visão do mundo elaborada em termos de ficção, e, por isso mesmo, nos leva a sentir e compreender com os outros, a nos colocar no lugar deles." (Cândido, 2006).
Com base nessa perspectiva, a afirmação que melhor reflete a concepção de leitura literária é:
 

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3624245 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFRN
Orgão: Pref. Natal-RN
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Leia o trecho abaixo, retirado da BNCC de Língua Portuguesa - Ensino Fundamental.
Como já destacado, os eixos apresentados relacionam-se com práticas de linguagem situadas. Em função disso, outra categoria organizadora do currículo que se articula com as práticas são os campos de atuação em que essas práticas se realizam. Assim, na BNCC, a organização das práticas de linguagem (leitura de textos, produção de textos, oralidade e análise linguística/semiótica) por campos de atuação aponta para a importância da contextualização do conhecimento escolar, para a ideia de que essas práticas derivam de situações da vida social e, ao mesmo tempo, precisam ser situadas em contextos significativos para os estudantes. (Brasil, 2018, p. 84)
Com base nesse trecho, quanto à relação entre as práticas de linguagem e os campos de atuação,
 

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3624244 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: UFRN
Orgão: Pref. Natal-RN
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Analise o excerto abaixo.
De uma forma muito geral, pode-se dizer que, ao longo dos estudos linguísticos, duas grandes tendências têm marcado a percepção dos fatos da linguagem:
a) uma tendência centrada na língua enquanto sistema em potencial, enquanto conjunto abstrato de signos e de regras, desvinculado de suas condições de realização;
b) uma tendência centrada na língua enquanto atuação social, enquanto atividade e interação verbal de dois ou mais interlocutores e, assim, enquanto sistema-em-função, vinculado, portanto, às circunstâncias concretas e diversificadas de sua atualização. (Antunes, 2003, p.41)
O trecho explicita, respectivamente, tendências teóricas que concebem a linguagem como
 

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3624243 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: UFRN
Orgão: Pref. Natal-RN
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Para responder à questão, considere o texto abaixo.


Enunciado 4259861-1

Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: 02 nov. 2024.

No texto, o autor, na tentativa de provocar o riso e fazer uma crítica, recorre, marcadamente, à
 

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3624242 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: UFRN
Orgão: Pref. Natal-RN
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Para responder à questão, considere o texto abaixo.


Enunciado 4259860-1

Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: 02 nov. 2024.

Para que o leitor possa construir o sentido do texto, ele precisa acionar, prioritariamente, o conhecimento
 

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3624241 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: UFRN
Orgão: Pref. Natal-RN
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Qual é o problema da educação no Brasil?

Rodrigo Bouyer

O problema da educação no Brasil é fruto da desigualdade social. Este é um país, cujo pano de fundo parece ter sido escrito por Carolina de Jesus, Lima Barreto, Darcy Ribeiro e Graciliano Ramos. E, de certa maneira, tais protagonistas da literatura foram também observadores perspicazes da realidade caótica do país, retratando-a com maestria. Decerto, tais autores compartilhavam um desconforto quanto ao ambiente que os cercava, o qual permanece – em outro contexto e em outra época – o mesmo. Dizer que o ensino, no Brasil, tem raízes profundas na condição sistêmica pela qual a nossa sociedade se dinamiza significa entender que as adversidades impostas são materiais e inerentes à nossa história.

Quando abolida a escravidão, por exemplo, a população “livre” que aqui vivia foi vilipendiada por um projeto de branqueamento que trouxe imigrantes de fora para que, aos poucos, não houvesse mais retintos no território. Sim, trata-se de um projeto eugenista que aparta todo um povo, cuja memória foi apagada, perdendo-se no tempo-espaço. Esse processo fez haver uma amálgama étnica que se miscigenou, de maneira que o racismo, por aqui, foi se arraigando, conforme a gradação da coloração da pele do indivíduo. Não é à toa que a população que mais sofre encarceramento, adversidades climáticas e com a falta de acesso a ensino e direitos básicos é negra.

Quanto mais pobre, menos há a garantia de que a pessoa consiga estudar. Quanto maior a distância dos grandes centros urbanos, mais difícil é o acesso a universidades e a um preparo pré-acadêmico no ensino de base, o qual, muitas vezes, é menos que insatisfatório. No entanto, por que insistir na ideia de que o problema na educação está arraigado à desigualdade social e acomete, primordialmente, a população pobre e preta no país? Porque isso é um fato. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a maior parte dos trabalhadores no Brasil possui ensino médio completo, e a maioria das vagas ofertadas também é direcionada a esse perfil. Nos últimos anos, o crescimento brasileiro tem sido muito focado nos serviços. Essas são as funções que menos exigem qualificação e escolaridade.

Muitos têm o diploma, mas não possuem o conhecimento necessário que o mercado exige para aplicar o aprendizado à rotina diária. Alguns fatos podem explicar esse fenômeno. Atentemo-nos a eles. Destacam-se alguns aspectos sobre a recente massificação do ensino no Brasil. Com a criação do Prouni e Fies, mais indivíduos puderam ter acesso à educação no país, pelas universidades não gratuitas (que cobram mensalidade). O Sisu também o promove por meio de um método semelhante aos que eram aplicados pelos vestibulares antigamente. Essa foi uma maneira de franquear um segmento quase hermético, a que somente as classes dominantes tivessem acesso. Um fenômeno estranho, contudo, ocorre com os discentes que tentam ingressar no mercado de trabalho; apesar da escolaridade avançada, a colocação no âmbito profissional é escassa. E se a resposta para isso estiver na estrutura da empregabilidade de que é oriunda a demanda por serviços no país? Sabe-se que o assalariamento desses indivíduos nos remete aos tempos da abolição.

Isso gerou uma massa preterida dos direitos, sem acesso à educação, à saúde e ao trabalho. Conforme dados apurados pelo Ipea, a maior parte dos trabalhadores se encaixa no perfil de vagas direcionadas a quem possui apenas o fundamental e o médio. Isso significa que muitos indivíduos, apesar de formados, serão cooptados pela precarização de um mercado que foi, aos poucos, sendo desmantelado por uma série de reformas que tolheram direitos dos seus postulantes.

As universidades têm papel preponderante na formação de profissionais, os quais, muitas vezes, se evadem a outros países para atuarem nas áreas para as quais estes se prepararam durante a instrução acadêmica. O número de estudantes que quer estudar fora é grande. Lá, há mais chance de serem ouvidos e de cumprirem jornadas menos exaustivas no ambiente laboral.

Adquirir conhecimento, aqui, muitas vezes, é um privilégio.

Tudo ocorre por meio da educação. Entretanto, o cidadão – para que possa ter acesso a esse direito – tem de ter condições dignas de locomoção, trabalho, moradia e alimentação. Crer em modernização é o mesmo que dar créditos a uma falácia. Tivemos, há alguns anos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do governo Temer que congelou as arrecadações da saúde, educação e previdência por vinte anos.

Uma reforma é necessária. Contudo, a mudança, no âmbito estratégico das universidades não pagas, também é importante. Que, juntos, trabalhemos em prol de um projeto de nação. Isso conta com esforços coletivos e individuais de todos os brasileiros. As instituições de ensino superior veem um desafio diante de si para as próximas gerações. Oferecer experiência e qualidade é a chave para que mais pessoas se interessem por este que é um dos mais importantes meios de ascensão social existentes no país. Educação hoje e sempre!

Disponível em: https://diplomatique.org.br/qual-e-o-problema-da-educacao-no-brasil/. Acesso em: 06 nov. 2024.

Analise as afirmativas abaixo a respeito da seguinte oração: Adquirir conhecimento, aqui, muitas vezes, é um privilégio.
I "Adquirir conhecimento" é um sujeito oracional.
II "aqui" funciona como adjunto adverbial de modo.
III "Muitas vezes" é adjunto adverbial de tempo.
IV A oração apresenta um predicado nominal.
Das afirmativas, estão corretas
 

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3624240 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: UFRN
Orgão: Pref. Natal-RN
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Qual é o problema da educação no Brasil?

Rodrigo Bouyer

O problema da educação no Brasil é fruto da desigualdade social. Este é um país, cujo pano de fundo parece ter sido escrito por Carolina de Jesus, Lima Barreto, Darcy Ribeiro e Graciliano Ramos. E, de certa maneira, tais protagonistas da literatura foram também observadores perspicazes da realidade caótica do país, retratando-a com maestria. Decerto, tais autores compartilhavam um desconforto quanto ao ambiente que os cercava, o qual permanece – em outro contexto e em outra época – o mesmo. Dizer que o ensino, no Brasil, tem raízes profundas na condição sistêmica pela qual a nossa sociedade se dinamiza significa entender que as adversidades impostas são materiais e inerentes à nossa história.

Quando abolida a escravidão, por exemplo, a população “livre” que aqui vivia foi vilipendiada por um projeto de branqueamento que trouxe imigrantes de fora para que, aos poucos, não houvesse mais retintos no território. Sim, trata-se de um projeto eugenista que aparta todo um povo, cuja memória foi apagada, perdendo-se no tempo-espaço. Esse processo fez haver uma amálgama étnica que se miscigenou, de maneira que o racismo, por aqui, foi se arraigando, conforme a gradação da coloração da pele do indivíduo. Não é à toa que a população que mais sofre encarceramento, adversidades climáticas e com a falta de acesso a ensino e direitos básicos é negra.

Quanto mais pobre, menos há a garantia de que a pessoa consiga estudar. Quanto maior a distância dos grandes centros urbanos, mais difícil é o acesso a universidades e a um preparo pré-acadêmico no ensino de base, o qual, muitas vezes, é menos que insatisfatório. No entanto, por que insistir na ideia de que o problema na educação está arraigado à desigualdade social e acomete, primordialmente, a população pobre e preta no país? Porque isso é um fato. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a maior parte dos trabalhadores no Brasil possui ensino médio completo, e a maioria das vagas ofertadas também é direcionada a esse perfil. Nos últimos anos, o crescimento brasileiro tem sido muito focado nos serviços. Essas são as funções que menos exigem qualificação e escolaridade.

Muitos têm o diploma, mas não possuem o conhecimento necessário que o mercado exige para aplicar o aprendizado à rotina diária. Alguns fatos podem explicar esse fenômeno. Atentemo-nos a eles. Destacam-se alguns aspectos sobre a recente massificação do ensino no Brasil. Com a criação do Prouni e Fies, mais indivíduos puderam ter acesso à educação no país, pelas universidades não gratuitas (que cobram mensalidade). O Sisu também o promove por meio de um método semelhante aos que eram aplicados pelos vestibulares antigamente. Essa foi uma maneira de franquear um segmento quase hermético, a que somente as classes dominantes tivessem acesso. Um fenômeno estranho, contudo, ocorre com os discentes que tentam ingressar no mercado de trabalho; apesar da escolaridade avançada, a colocação no âmbito profissional é escassa. E se a resposta para isso estiver na estrutura da empregabilidade de que é oriunda a demanda por serviços no país? Sabe-se que o assalariamento desses indivíduos nos remete aos tempos da abolição.

Isso gerou uma massa preterida dos direitos, sem acesso à educação, à saúde e ao trabalho. Conforme dados apurados pelo Ipea, a maior parte dos trabalhadores se encaixa no perfil de vagas direcionadas a quem possui apenas o fundamental e o médio. Isso significa que muitos indivíduos, apesar de formados, serão cooptados pela precarização de um mercado que foi, aos poucos, sendo desmantelado por uma série de reformas que tolheram direitos dos seus postulantes.

As universidades têm papel preponderante na formação de profissionais, os quais, muitas vezes, se evadem a outros países para atuarem nas áreas para as quais estes se prepararam durante a instrução acadêmica. O número de estudantes que quer estudar fora é grande. Lá, há mais chance de serem ouvidos e de cumprirem jornadas menos exaustivas no ambiente laboral.

Adquirir conhecimento, aqui, muitas vezes, é um privilégio.

Tudo ocorre por meio da educação. Entretanto, o cidadão – para que possa ter acesso a esse direito – tem de ter condições dignas de locomoção, trabalho, moradia e alimentação. Crer em modernização é o mesmo que dar créditos a uma falácia. Tivemos, há alguns anos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do governo Temer que congelou as arrecadações da saúde, educação e previdência por vinte anos.

Uma reforma é necessária. Contudo, a mudança, no âmbito estratégico das universidades não pagas, também é importante. Que, juntos, trabalhemos em prol de um projeto de nação. Isso conta com esforços coletivos e individuais de todos os brasileiros. As instituições de ensino superior veem um desafio diante de si para as próximas gerações. Oferecer experiência e qualidade é a chave para que mais pessoas se interessem por este que é um dos mais importantes meios de ascensão social existentes no país. Educação hoje e sempre!

Disponível em: https://diplomatique.org.br/qual-e-o-problema-da-educacao-no-brasil/. Acesso em: 06 nov. 2024.

Considere o período reproduzido abaixo
Quando abolida a escravidão, por exemplo, a população “livre” que aqui vivia foi vilipendiada por um projeto de branqueamento que trouxe imigrantes de fora para que, aos poucos, não houvesse mais retintos no território.
As aspas duplas foram utilizadas para marcar
 

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