Foram encontradas 40 questões.
Em uma auditoria, há 17 relatórios fiscais, 8 contábeis e
5 patrimoniais. Dois relatórios serão escolhidos ao
acaso, sem reposição, para conferência detalhada. A
equipe quer medir a chance de que os dois escolhidos
sejam de áreas diferentes.
Qual é a probabilidade desse evento?
Qual é a probabilidade desse evento?
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Um hexágono regular está inscrito em uma
circunferência de raio 10 cm. A coordenação técnica
deseja calcular a área desse polígono para estimativa de
material.
Sabendo que o hexágono pode ser dividido em 6 triângulos equiláteros, qual é sua área?
Sabendo que o hexágono pode ser dividido em 6 triângulos equiláteros, qual é sua área?
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Considerando as regras de emprego da crase, complete
as lacunas a seguir com as formas adequadas, com ou
sem crase.
I.Refiro-me___ Vossa Senhoria.
II.O bom filho volta___ casa dos pais todos os dias.
III.Devo obedecer___ em que acredito.
IV.Era um sentimento muito semelhante___ amor.
Assinale a alternativa que apresenta os elementos que completam corretamente as lacunas acima:
I.Refiro-me___ Vossa Senhoria.
II.O bom filho volta___ casa dos pais todos os dias.
III.Devo obedecer___ em que acredito.
IV.Era um sentimento muito semelhante___ amor.
Assinale a alternativa que apresenta os elementos que completam corretamente as lacunas acima:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para
o cérebro.
Não há nada menos natural do que ler" para os seres
humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista
Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo
ruim.
"A alfabetização é uma das maiores invenções da
espécie humana", diz a especialista americana. Além de
útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler
literalmente muda o cérebro."
Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias
digitais têm modificado profundamente a forma como
lemos.
Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca
— uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a
maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares
e computadores, e muita coisa é lida "por alto".
Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas
porque, entre outros motivos, a transformação de novas
informações em conhecimento consolidado nos circuitos
cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de
raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura
digital.
Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição,
não existe uma programação genética nos humanos
para aprender a ler.
Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em
um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam
umas com as outras, sua linguagem será naturalmente
ativada.
O mesmo não acontece com a leitura, que implica a
aquisição de um código simbólico completo, visual e
verbal.
É uma invenção relativamente recente — "é uma
piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil
anos", diz Wolf.
"Começou de forma simples, para marcar quantas taças
de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos
sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente
de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a
neurocientista.
"Ler é um conjunto adquirido de habilidades que
literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas
conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem,
regiões de pensamento e emoção", completa.
Essa transformação começa com cada novo leitor.
"A habilidade de ler não existe dentro de nossa cabeça.
Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo
circuito em seu cérebro."
E isso abre portas para um novo mundo.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgk00njgeevo
Os pronomes demonstrativos são importantes mecanismos de coesão e coerência.
Com base em seu uso no trecho, identifique a alternativa incorreta.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para
o cérebro.
Não há nada menos natural do que ler" para os seres
humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista
Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo
ruim.
"A alfabetização é uma das maiores invenções da
espécie humana", diz a especialista americana. Além de
útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler
literalmente muda o cérebro."
Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias
digitais têm modificado profundamente a forma como
lemos.
Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca
— uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a
maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares
e computadores, e muita coisa é lida "por alto".
Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas
porque, entre outros motivos, a transformação de novas
informações em conhecimento consolidado nos circuitos
cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de
raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura
digital.
Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição,
não existe uma programação genética nos humanos
para aprender a ler.
Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em
um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam
umas com as outras, sua linguagem será naturalmente
ativada.
O mesmo não acontece com a leitura, que implica a
aquisição de um código simbólico completo, visual e
verbal.
É uma invenção relativamente recente — "é uma
piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil
anos", diz Wolf.
"Começou de forma simples, para marcar quantas taças
de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos
sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente
de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a
neurocientista.
"Ler é um conjunto adquirido de habilidades que
literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas
conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem,
regiões de pensamento e emoção", completa.
Essa transformação começa com cada novo leitor.
"A habilidade de ler não existe dentro de nossa cabeça.
Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo
circuito em seu cérebro."
E isso abre portas para um novo mundo.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgk00njgeevo
Assinale a alternativa que apresenta o termo destacado com a mesma função sintática de 'Essas mudanças de hábito'.
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- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- SintaxeConcordância
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Número
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Pessoa
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para
o cérebro.
Não há nada menos natural do que ler" para os seres
humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista
Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo
ruim.
"A alfabetização é uma das maiores invenções da
espécie humana", diz a especialista americana. Além de
útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler
literalmente muda o cérebro."
Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias
digitais têm modificado profundamente a forma como
lemos.
Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca
— uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a
maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares
e computadores, e muita coisa é lida "por alto".
Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas
porque, entre outros motivos, a transformação de novas
informações em conhecimento consolidado nos circuitos
cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de
raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura
digital.
Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição,
não existe uma programação genética nos humanos
para aprender a ler.
Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em
um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam
umas com as outras, sua linguagem será naturalmente
ativada.
O mesmo não acontece com a leitura, que implica a
aquisição de um código simbólico completo, visual e
verbal.
É uma invenção relativamente recente — "é uma
piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil
anos", diz Wolf.
"Começou de forma simples, para marcar quantas taças
de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos
sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente
de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a
neurocientista.
"Ler é um conjunto adquirido de habilidades que
literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas
conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem,
regiões de pensamento e emoção", completa.
Essa transformação começa com cada novo leitor.
"A habilidade de ler não existe dentro de nossa cabeça.
Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo
circuito em seu cérebro."
E isso abre portas para um novo mundo.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgk00njgeevo
I.No trecho 'estamos lendo mais palavras do que nunca', o verbo 'estar' apresenta sujeito implícito, indicando que o enunciador se inclui entre os leitores, o que determina a flexão verbal na primeira pessoa do plural como única forma de concordância possível nesse contexto.
II.Em 'a maioria vem em pequenas pílulas', o verbo 'vir' concorda adequadamente com o núcleo do sujeito 'maioria', devendo obrigatoriamente permanecer no singular.
III.No trecho 'as pessoas a seu redor conversam umas com as outras', o verbo 'conversar' concorda com o núcleo do sujeito 'pessoas', no plural, seguindo a regra geral de concordância verbal, em que o verbo flexiona em número e pessoa de acordo com o sujeito.
IV.Em 'não existe uma programação genética nos humanos para aprender a ler', o verbo 'existir' está no singular, pois pertence a uma oração sem sujeito, devendo permanecer na terceira pessoa do singular.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para
o cérebro.
Não há nada menos natural do que ler" para os seres
humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista
Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo
ruim.
"A alfabetização é uma das maiores invenções da
espécie humana", diz a especialista americana. Além de
útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler
literalmente muda o cérebro."
Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias
digitais têm modificado profundamente a forma como
lemos.
Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca
— uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a
maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares
e computadores, e muita coisa é lida "por alto".
Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas
porque, entre outros motivos, a transformação de novas
informações em conhecimento consolidado nos circuitos
cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de
raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura
digital.
Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição,
não existe uma programação genética nos humanos
para aprender a ler.
Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em
um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam
umas com as outras, sua linguagem será naturalmente
ativada.
O mesmo não acontece com a leitura, que implica a
aquisição de um código simbólico completo, visual e
verbal.
É uma invenção relativamente recente — "é uma
piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil
anos", diz Wolf.
"Começou de forma simples, para marcar quantas taças
de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos
sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente
de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a
neurocientista.
"Ler é um conjunto adquirido de habilidades que
literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas
conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem,
regiões de pensamento e emoção", completa.
Essa transformação começa com cada novo leitor.
"A habilidade de ler não existe dentro de nossa cabeça.
Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo
circuito em seu cérebro."
E isso abre portas para um novo mundo.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgk00njgeevo
Com base nas regras de acentuação, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
( ) O acento gráfico em 'alfabetização' justifica-se pela regra de acentuação das palavras oxítonas terminadas em ditongo nasal.
( ) A palavra 'cérebro' recebe acento agudo por ser proparoxítona, classe de palavras que, no português brasileiro, é acentuada sem exceção, independentemente das vogais ou consoantes que compõem a sílaba tônica.
( ) O acento em 'além' é obrigatório por se tratar de palavra oxítona terminada em 'em', seguindo a mesma regra de acentuação de palavras como 'também', 'armazém' e 'ninguém'.
( ) A palavra 'útil' recebe acento agudo por ser paroxítona terminada em 'l', diferentemente de 'saúde' que segue outra regra.
Assinale a sequência que completa corretamente os itens acima.
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O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para
o cérebro.
Não há nada menos natural do que ler" para os seres
humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista
Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo
ruim.
"A alfabetização é uma das maiores invenções da
espécie humana", diz a especialista americana. Além de
útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler
literalmente muda o cérebro."
Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias
digitais têm modificado profundamente a forma como
lemos.
Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca
— uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a
maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares
e computadores, e muita coisa é lida "por alto".
Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas
porque, entre outros motivos, a transformação de novas
informações em conhecimento consolidado nos circuitos
cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de
raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura
digital.
Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição,
não existe uma programação genética nos humanos
para aprender a ler.
Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em
um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam
umas com as outras, sua linguagem será naturalmente
ativada.
O mesmo não acontece com a leitura, que implica a
aquisição de um código simbólico completo, visual e
verbal.
É uma invenção relativamente recente — "é uma
piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil
anos", diz Wolf.
"Começou de forma simples, para marcar quantas taças
de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos
sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente
de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a
neurocientista.
"Ler é um conjunto adquirido de habilidades que
literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas
conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem,
regiões de pensamento e emoção", completa.
Essa transformação começa com cada novo leitor.
"A habilidade de ler não existe dentro de nossa cabeça.
Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo
circuito em seu cérebro."
E isso abre portas para um novo mundo.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgk00njgeevo
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para
o cérebro.
Não há nada menos natural do que ler" para os seres
humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista
Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo
ruim.
"A alfabetização é uma das maiores invenções da
espécie humana", diz a especialista americana. Além de
útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler
literalmente muda o cérebro."
Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias
digitais têm modificado profundamente a forma como
lemos.
Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca
— uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a
maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares
e computadores, e muita coisa é lida "por alto".
Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas
porque, entre outros motivos, a transformação de novas
informações em conhecimento consolidado nos circuitos
cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de
raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura
digital.
Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição,
não existe uma programação genética nos humanos
para aprender a ler.
Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em
um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam
umas com as outras, sua linguagem será naturalmente
ativada.
O mesmo não acontece com a leitura, que implica a
aquisição de um código simbólico completo, visual e
verbal.
É uma invenção relativamente recente — "é uma
piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil
anos", diz Wolf.
"Começou de forma simples, para marcar quantas taças
de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos
sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente
de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a
neurocientista.
"Ler é um conjunto adquirido de habilidades que
literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas
conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem,
regiões de pensamento e emoção", completa.
Essa transformação começa com cada novo leitor.
"A habilidade de ler não existe dentro de nossa cabeça.
Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo
circuito em seu cérebro."
E isso abre portas para um novo mundo.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgk00njgeevo
No trecho todas as palavras estão grafadas corretamente. Os enunciados a seguir também apresentam palavras grafadas corretamente, exceto.
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O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para
o cérebro.
Não há nada menos natural do que ler" para os seres
humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista
Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo
ruim.
"A alfabetização é uma das maiores invenções da
espécie humana", diz a especialista americana. Além de
útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler
literalmente muda o cérebro."
Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias
digitais têm modificado profundamente a forma como
lemos.
Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca
— uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a
maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares
e computadores, e muita coisa é lida "por alto".
Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas
porque, entre outros motivos, a transformação de novas
informações em conhecimento consolidado nos circuitos
cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de
raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura
digital.
Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição,
não existe uma programação genética nos humanos
para aprender a ler.
Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em
um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam
umas com as outras, sua linguagem será naturalmente
ativada.
O mesmo não acontece com a leitura, que implica a
aquisição de um código simbólico completo, visual e
verbal.
É uma invenção relativamente recente — "é uma
piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil
anos", diz Wolf.
"Começou de forma simples, para marcar quantas taças
de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos
sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente
de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a
neurocientista.
"Ler é um conjunto adquirido de habilidades que
literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas
conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem,
regiões de pensamento e emoção", completa.
Essa transformação começa com cada novo leitor.
"A habilidade de ler não existe dentro de nossa cabeça.
Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo
circuito em seu cérebro."
E isso abre portas para um novo mundo.
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