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O inimigo em nós
Num curso sobre doenças crônicas, o professor nos fez uma pergunta perturbadora, mas muito
pertinente: de que enfermidade vocês prefeririam morrer? A maioria optou por enfarte do miocárdio. A
pergunta seguinte, que doença vocês prefeririam não ter, igualmente recebeu uma resposta quase unânime:
câncer.
Não é difícil entender as razões de tais escolhas. Doenças cardiovasculares são a principal causa de
óbito entre nós, mas têm um aspecto misericordioso: frequentemente são rápidas e indolores. Fulano foi
dormir e acordou morto, era a macabra piada que usávamos na Faculdade de Medicina. O câncer é diferente.
O câncer é lento. Ele é – como os espiões – insidioso. E, finalmente, ele é desmoralizante. O estado geral
decai, o emagrecimento é evidente. Os efeitos da quimioterapia não contribuem para melhorar esse quadro.
No passado, o papel desempenhado pelo câncer correspondia às doenças transmissíveis
especialmente a tuberculose, como nota a escritora Susan Sontag num livro que ficou famoso, A doença
como Metáfora. A pessoa igualmente definhava, e a morte era quase certa. Mas a tuberculose,
paradoxalmente, não desmoralizava o paciente. Doença febril, acompanhava-se de uma espécie de exaltação
orgânica e emocional, inclusive com aumento da libido. A pessoa viveria pouco, mas viveria intensamente,
como a Dama das Camélias.
[...]
(SCLIAR, Moacyr. A face oculta – inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2010.)
( ) No período O estado geral decai, o emagrecimento é evidente., a vírgula separa orações assindéticas.
( ) Na oração que doença vocês prefeririam não ter, a forma verbal sublinhada está no futuro do presente, pois indica uma ação a ser realizada depois do momento da fala/escrita.
( ) No trecho o papel desempenhado pelo câncer correspondia às doenças transmissíveis, a regência do verbo corresponder exige o uso de preposição.
( ) Dos adjetivos constantes do trecho Doenças cardiovasculares são a principal causa de óbito entre nós, mas têm um aspecto misericordioso: frequentemente são rápidas e indolores., somente principal não se flexiona em gênero.
( ) Na frase A pessoa viveria pouco, mas viveria intensamente, como a Dama das Camélias., estão presentes dois conectores: o primeiro inicia ideia de explicitação e o segundo, ideia de comparação.
Assinale a sequência correta.
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O inimigo em nós
Num curso sobre doenças crônicas, o professor nos fez uma pergunta perturbadora, mas muito
pertinente: de que enfermidade vocês prefeririam morrer? A maioria optou por enfarte do miocárdio. A
pergunta seguinte, que doença vocês prefeririam não ter, igualmente recebeu uma resposta quase unânime:
câncer.
Não é difícil entender as razões de tais escolhas. Doenças cardiovasculares são a principal causa de
óbito entre nós, mas têm um aspecto misericordioso: frequentemente são rápidas e indolores. Fulano foi
dormir e acordou morto, era a macabra piada que usávamos na Faculdade de Medicina. O câncer é diferente.
O câncer é lento. Ele é – como os espiões – insidioso. E, finalmente, ele é desmoralizante. O estado geral
decai, o emagrecimento é evidente. Os efeitos da quimioterapia não contribuem para melhorar esse quadro.
No passado, o papel desempenhado pelo câncer correspondia às doenças transmissíveis
especialmente a tuberculose, como nota a escritora Susan Sontag num livro que ficou famoso, A doença
como Metáfora. A pessoa igualmente definhava, e a morte era quase certa. Mas a tuberculose,
paradoxalmente, não desmoralizava o paciente. Doença febril, acompanhava-se de uma espécie de exaltação
orgânica e emocional, inclusive com aumento da libido. A pessoa viveria pouco, mas viveria intensamente,
como a Dama das Camélias.
[...]
(SCLIAR, Moacyr. A face oculta – inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2010.)
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O inimigo em nós
Num curso sobre doenças crônicas, o professor nos fez uma pergunta perturbadora, mas muito
pertinente: de que enfermidade vocês prefeririam morrer? A maioria optou por enfarte do miocárdio. A
pergunta seguinte, que doença vocês prefeririam não ter, igualmente recebeu uma resposta quase unânime:
câncer.
Não é difícil entender as razões de tais escolhas. Doenças cardiovasculares são a principal causa de
óbito entre nós, mas têm um aspecto misericordioso: frequentemente são rápidas e indolores. Fulano foi
dormir e acordou morto, era a macabra piada que usávamos na Faculdade de Medicina. O câncer é diferente.
O câncer é lento. Ele é – como os espiões – insidioso. E, finalmente, ele é desmoralizante. O estado geral
decai, o emagrecimento é evidente. Os efeitos da quimioterapia não contribuem para melhorar esse quadro.
No passado, o papel desempenhado pelo câncer correspondia às doenças transmissíveis
especialmente a tuberculose, como nota a escritora Susan Sontag num livro que ficou famoso, A doença
como Metáfora. A pessoa igualmente definhava, e a morte era quase certa. Mas a tuberculose,
paradoxalmente, não desmoralizava o paciente. Doença febril, acompanhava-se de uma espécie de exaltação
orgânica e emocional, inclusive com aumento da libido. A pessoa viveria pouco, mas viveria intensamente,
como a Dama das Camélias.
[...]
(SCLIAR, Moacyr. A face oculta – inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2010.)
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O primeiro cigarro a gente não esquece
Diz uma propaganda que o primeiro sutiã a gente não esquece (não esquece quem o veste e não
esquece quem o tira). O mesmo pode ser dito, e por razões semelhantes, em relação ao cigarro. É uma
experiência em geral precoce – e marcante. Como no caso do sutiã, tem um pouco do delicioso sabor da
transgressão.
Delicioso sabor, disse eu? Disse-o mal. Poucas coisas são tão repugnantes quanto o primeiro cigarro.
É uma experiência penosa para dizer o mínimo. Nós nos engasgamos com a fumaça, ficamos tontos,
nauseados, às vezes vomitamos as tripas. Ou seja: o nosso organismo não aceita a introdução das substâncias
estranhas, e perigosas, que entram na composição do cigarro. Não faça isso, diz nosso organismo, você está
correndo riscos.
Mas nós não escutamos a voz do corpo. Nós perseveramos. Vamos ao segundo cigarro, ao terceiro,
ao décimo, ao centésimo. E lá pelas tantas o organismo dá-se por vencido e deixa-se aprisionar. Mais um
escravo do tabaco surge.
[...] O primeiro cigarro é o nosso ingresso no mundo dos adultos, o mundo da pretensa sofisticação. É
pois uma vitória da cultura sobre a biologia. Cultura no sentido antropológico, bem-entendido, no sentido de
costumes de determinados grupos.
[...]
Muitos tratamentos foram bolados para fazer com que as pessoas deixem o tabagismo. Um deles é a
terapia da aversão. Consiste em fazer as pessoas fumarem um cigarro atrás do outro a fim de sentirem um
mal-estar semelhante àquele induzido pela primeira tragada. Ou seja: trazer de volta a criança que temos
dentro de nós, agora mais sábia e alerta. Essa criança garantirá que o primeiro cigarro a gente não esquece.
Principalmente se ela for agora um adulto com câncer de pulmão.
(SCLIAR, Moacyr. A face oculta – inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2010.)
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O primeiro cigarro a gente não esquece
Diz uma propaganda que o primeiro sutiã a gente não esquece (não esquece quem o veste e não
esquece quem o tira). O mesmo pode ser dito, e por razões semelhantes, em relação ao cigarro. É uma
experiência em geral precoce – e marcante. Como no caso do sutiã, tem um pouco do delicioso sabor da
transgressão.
Delicioso sabor, disse eu? Disse-o mal. Poucas coisas são tão repugnantes quanto o primeiro cigarro.
É uma experiência penosa para dizer o mínimo. Nós nos engasgamos com a fumaça, ficamos tontos,
nauseados, às vezes vomitamos as tripas. Ou seja: o nosso organismo não aceita a introdução das substâncias
estranhas, e perigosas, que entram na composição do cigarro. Não faça isso, diz nosso organismo, você está
correndo riscos.
Mas nós não escutamos a voz do corpo. Nós perseveramos. Vamos ao segundo cigarro, ao terceiro,
ao décimo, ao centésimo. E lá pelas tantas o organismo dá-se por vencido e deixa-se aprisionar. Mais um
escravo do tabaco surge.
[...] O primeiro cigarro é o nosso ingresso no mundo dos adultos, o mundo da pretensa sofisticação. É
pois uma vitória da cultura sobre a biologia. Cultura no sentido antropológico, bem-entendido, no sentido de
costumes de determinados grupos.
[...]
Muitos tratamentos foram bolados para fazer com que as pessoas deixem o tabagismo. Um deles é a
terapia da aversão. Consiste em fazer as pessoas fumarem um cigarro atrás do outro a fim de sentirem um
mal-estar semelhante àquele induzido pela primeira tragada. Ou seja: trazer de volta a criança que temos
dentro de nós, agora mais sábia e alerta. Essa criança garantirá que o primeiro cigarro a gente não esquece.
Principalmente se ela for agora um adulto com câncer de pulmão.
(SCLIAR, Moacyr. A face oculta – inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2010.)
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O primeiro cigarro a gente não esquece
Diz uma propaganda que o primeiro sutiã a gente não esquece (não esquece quem o veste e não
esquece quem o tira). O mesmo pode ser dito, e por razões semelhantes, em relação ao cigarro. É uma
experiência em geral precoce – e marcante. Como no caso do sutiã, tem um pouco do delicioso sabor da
transgressão.
Delicioso sabor, disse eu? Disse-o mal. Poucas coisas são tão repugnantes quanto o primeiro cigarro.
É uma experiência penosa para dizer o mínimo. Nós nos engasgamos com a fumaça, ficamos tontos,
nauseados, às vezes vomitamos as tripas. Ou seja: o nosso organismo não aceita a introdução das substâncias
estranhas, e perigosas, que entram na composição do cigarro. Não faça isso, diz nosso organismo, você está
correndo riscos.
Mas nós não escutamos a voz do corpo. Nós perseveramos. Vamos ao segundo cigarro, ao terceiro,
ao décimo, ao centésimo. E lá pelas tantas o organismo dá-se por vencido e deixa-se aprisionar. Mais um
escravo do tabaco surge.
[...] O primeiro cigarro é o nosso ingresso no mundo dos adultos, o mundo da pretensa sofisticação. É
pois uma vitória da cultura sobre a biologia. Cultura no sentido antropológico, bem-entendido, no sentido de
costumes de determinados grupos.
[...]
Muitos tratamentos foram bolados para fazer com que as pessoas deixem o tabagismo. Um deles é a
terapia da aversão. Consiste em fazer as pessoas fumarem um cigarro atrás do outro a fim de sentirem um
mal-estar semelhante àquele induzido pela primeira tragada. Ou seja: trazer de volta a criança que temos
dentro de nós, agora mais sábia e alerta. Essa criança garantirá que o primeiro cigarro a gente não esquece.
Principalmente se ela for agora um adulto com câncer de pulmão.
(SCLIAR, Moacyr. A face oculta – inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2010.)
I - A construção do texto baseia-se na comparação entre o primeiro sutiã e o primeiro cigarro, destacando o que cada um acarreta de efeitos prejudiciais.
II - A palavra gente é usada no título, no início e no fim do texto, com sentido de nós, mas ao longo do texto é usada a primeira pessoa do plural, primordialmente.
III - No segundo e no terceiro parágrafos, é mostrada a reação do organismo humano ao primeiro cigarro e o descaso a essa reação.
Está correto o que se afirma em
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O primeiro cigarro a gente não esquece
Diz uma propaganda que o primeiro sutiã a gente não esquece (não esquece quem o veste e não
esquece quem o tira). O mesmo pode ser dito, e por razões semelhantes, em relação ao cigarro. É uma
experiência em geral precoce – e marcante. Como no caso do sutiã, tem um pouco do delicioso sabor da
transgressão.
Delicioso sabor, disse eu? Disse-o mal. Poucas coisas são tão repugnantes quanto o primeiro cigarro.
É uma experiência penosa para dizer o mínimo. Nós nos engasgamos com a fumaça, ficamos tontos,
nauseados, às vezes vomitamos as tripas. Ou seja: o nosso organismo não aceita a introdução das substâncias
estranhas, e perigosas, que entram na composição do cigarro. Não faça isso, diz nosso organismo, você está
correndo riscos.
Mas nós não escutamos a voz do corpo. Nós perseveramos. Vamos ao segundo cigarro, ao terceiro,
ao décimo, ao centésimo. E lá pelas tantas o organismo dá-se por vencido e deixa-se aprisionar. Mais um
escravo do tabaco surge.
[...] O primeiro cigarro é o nosso ingresso no mundo dos adultos, o mundo da pretensa sofisticação. É
pois uma vitória da cultura sobre a biologia. Cultura no sentido antropológico, bem-entendido, no sentido de
costumes de determinados grupos.
[...]
Muitos tratamentos foram bolados para fazer com que as pessoas deixem o tabagismo. Um deles é a
terapia da aversão. Consiste em fazer as pessoas fumarem um cigarro atrás do outro a fim de sentirem um
mal-estar semelhante àquele induzido pela primeira tragada. Ou seja: trazer de volta a criança que temos
dentro de nós, agora mais sábia e alerta. Essa criança garantirá que o primeiro cigarro a gente não esquece.
Principalmente se ela for agora um adulto com câncer de pulmão.
(SCLIAR, Moacyr. A face oculta – inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2010.)
1. Ideia de finalidade 2. Ideia de comparação
( ) Como no caso do sutiã, tem um pouco do delicioso sabor da transgressão.
( ) Poucas coisas são tão repugnantes quanto o primeiro cigarro.
( ) Muitos tratamentos foram bolados para fazer com que as pessoas deixem o tabagismo.
( ) Consiste em fazer as pessoas fumarem um cigarro atrás do outro a fim de sentirem um mal-estar semelhante àquele induzido pela primeira tragada.
Assinale a sequência correta.
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Hoje, em muitas partes, reclama-se maior segurança. No entanto, enquanto não se eliminarem a
exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos, será impossível desarreigar a
violência. Acusam-se da violência os pobres e as populações mais pobres, mas, sem igualdade de
oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou
mais tarde, há de provocar a explosão. Quando a sociedade – local, nacional ou mundial – abandona uma
parte de si mesma na periferia, não há programas políticos nem forças da ordem ou serviços secretos que
possam garantir indefinidamente a tranquilidade. Isto não ocorre apenas porque a desigualdade social
provoca a reação violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e econômico é
injusto na sua raiz. Assim como o bem tende a difundir-se, o mal consentido, que é a injustiça, tende a
expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por
mais sólido que pareça. Se cada ação tem consequências, um mal embrenhado nas estruturas de uma
sociedade sempre contém um potencial de dissolução e de morte. É o mal cristalizado nas estruturas sociais
injustas, a partir do qual não podemos esperar um futuro melhor. Estamos longe do chamado “fim da
história”, já que as condições de um desenvolvimento sustentável e pacífico ainda não estão adequadamente
implantadas e realizadas.
(Exortação apostólica do Sumo Pontífice Francisco. Evangelii Gaudium. São Paulo: Loyola, 2013.)
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Hoje, em muitas partes, reclama-se maior segurança. No entanto, enquanto não se eliminarem a
exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos, será impossível desarreigar a
violência. Acusam-se da violência os pobres e as populações mais pobres, mas, sem igualdade de
oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou
mais tarde, há de provocar a explosão. Quando a sociedade – local, nacional ou mundial – abandona uma
parte de si mesma na periferia, não há programas políticos nem forças da ordem ou serviços secretos que
possam garantir indefinidamente a tranquilidade. Isto não ocorre apenas porque a desigualdade social
provoca a reação violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e econômico é
injusto na sua raiz. Assim como o bem tende a difundir-se, o mal consentido, que é a injustiça, tende a
expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por
mais sólido que pareça. Se cada ação tem consequências, um mal embrenhado nas estruturas de uma
sociedade sempre contém um potencial de dissolução e de morte. É o mal cristalizado nas estruturas sociais
injustas, a partir do qual não podemos esperar um futuro melhor. Estamos longe do chamado “fim da
história”, já que as condições de um desenvolvimento sustentável e pacífico ainda não estão adequadamente
implantadas e realizadas.
(Exortação apostólica do Sumo Pontífice Francisco. Evangelii Gaudium. São Paulo: Loyola, 2013.)
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Hoje, em muitas partes, reclama-se maior segurança. No entanto, enquanto não se eliminarem a
exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos, será impossível desarreigar a
violência. Acusam-se da violência os pobres e as populações mais pobres, mas, sem igualdade de
oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou
mais tarde, há de provocar a explosão. Quando a sociedade – local, nacional ou mundial – abandona uma
parte de si mesma na periferia, não há programas políticos nem forças da ordem ou serviços secretos que
possam garantir indefinidamente a tranquilidade. Isto não ocorre apenas porque a desigualdade social
provoca a reação violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e econômico é
injusto na sua raiz. Assim como o bem tende a difundir-se, o mal consentido, que é a injustiça, tende a
expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por
mais sólido que pareça. Se cada ação tem consequências, um mal embrenhado nas estruturas de uma
sociedade sempre contém um potencial de dissolução e de morte. É o mal cristalizado nas estruturas sociais
injustas, a partir do qual não podemos esperar um futuro melhor. Estamos longe do chamado “fim da
história”, já que as condições de um desenvolvimento sustentável e pacífico ainda não estão adequadamente
implantadas e realizadas.
(Exortação apostólica do Sumo Pontífice Francisco. Evangelii Gaudium. São Paulo: Loyola, 2013.)
I - Países em que a injustiça acontece fortemente, mas que apresentam um sistema político e social firme, não têm suas estruturas sociais abaladas.
II - A existência da exclusão e da desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos é razão pela qual a violência perdura.
III - Enquanto não houver igualdade de condições a todos os seus habitantes, um país não garante a inexistência da violência.
IV - Um futuro sem agressão e guerra pode ser vislumbrado para os países que ainda têm parte de seu povo na periferia, em condições precárias.
Estão corretas as afirmativas
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