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Foram encontradas 30 questões.

2564727 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Nova Candelária-RS
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Vasconcellos fala sobre planejamento e, nesse sentido, diz que: “Há, então, esta questão mais elementar hoje colocada, que é a valorização do planejamento, o estar mobilizado para fazê-lo, entendê-lo realmente como uma necessidade. Trata-se de um problema filosófico-axiológico, de posicionamento valorativo, de ver sentido, acreditar. O planejamento é político, é hora de tomada de decisões, de resgate dos princípios que embasam a prática pedagógica. Mas para chegar a isso, é preciso atribuir-lhe valor, acreditar nele, sentir que planejar faz sentido, que é preciso.”

Para a efetivação disso, é preciso considerar as afirmativas abaixo:

I. Acreditar que o planejamento é uma necessidade do professor
II. Entender que são as ações que mudam a realidade.
III. Compreender que o professor, norteado pelo planejamento, age sobre si mesmo e sobre as condições reais de existência.
IV. Pensar que não é preciso direcionar a nossa ação pedagógica,

Está (estão) correta(s):

 

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2564726 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Nova Candelária-RS
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A educação do futuro deverá ser o ensino primeiro e universal, centrado na condição humana. Estamos na era planetária, uma aventura comum conduz os seres humanos onde quer que se encontrem. Estes devem reconhecer-se em sua humanidade comum e, ao mesmo tempo, reconhecer a diversidade cultural inerente a tudo que é humano.

Conforme a citação de Morin (2011), são condições para ensinar:

I. Conhecer o ser humano, situá-lo no universo e não separá-lo dele.
II. Questionar nossa posição no mundo.
III. Perceber que é impossível um ensino centrado na condição humana.
IV. Perceber que as ciências humanas estão fragmentadas e compartimentadas.
V. Perceber que o novo saber não precisa ser religado aos demais.

Está (estão) correto(s):

 

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2564725 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Nova Candelária-RS
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“O mundo não é. O mundo está sendo. Como subjetividade curiosa, interferidora na objetividade com que dialeticamente me relaciono, meu papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre, mas também o de que intervém como sujeito de ocorrências.” (Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, pag. 74)

Essa afirmação, para os educadores, corresponde ao significado corretamente descrito na alternativa:

 

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2564724 Ano: 2018
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: URI
Orgão: Pref. Nova Candelária-RS
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A educação, ao longo de toda a vida, baseia-se em 4 pilares: aprender a conhecer, a fazer, a viver juntos e a aprender a ser. Por isso, a educação é uma construção contínua da pessoa humana, de seu saber e de suas aptidões, mas também da sua capacidade de discernir e agir.

Diante dessa colocação, podemos afirmar que a educação, baseada nos 4 pilares recomendados pela UNESCO, é uma educação que corresponde corretamente ao item da alternativa:

 

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2564723 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Nova Candelária-RS
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Piaget define a aprendizagem humana como a construção de estruturas de assimilação, ou seja, aprender é construir estruturas de assimilação. Em outras palavras, aprende-se porque se age para conseguir algo e, em um segundo momento, para se apropriar dos mecanismos dessa ação primeira. Aprende-se porque se age e não porque se ensina. Isso significa que:

I. O ensino não pode ser visto como a fonte da aprendizagem.
II. A fonte da aprendizagem é a ação do sujeito para conseguir aprender.

De acordo com a proposição acima:

 

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2564722 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Nova Candelária-RS
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Ensinar exige, pois, que revelemos as nossas razões, que apresentemos nossos argumentos, que sustentemos nossas opiniões e justifiquemos nossas escolhas perante nossos alunos, o que não é verdadeiro para ações como doutrinar ou treinar.

( ) Substituindo a primeira pessoa do plural pela primeira do singular, nove palavras ao todo (verbos e pronomes) deverão ser alteradas a fim de atender à sintaxe de concordância.

( ) Os verbos revelar, apresentar, sustentar e justificar estão empregados no modo subjuntivo.

( ) O que nas orações “que revelemos ...”, “que apresentemos...” e “que sustentemos...” é, nas três orações, pronome relativo.

( ) A única palavra acentuada recebe acento por ser oxítona.

( ) A conjunção ou expressa ideia de exclusão.

 

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2564721 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Nova Candelária-RS
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O conceito de ensino

Gostaria de propor uma breve reflexão sobre um tema que, paradoxalmente, parece fora de moda na educação: o ensino. Já .....há.......... algumas décadas que os discursos educacionais ................se.voltam.............. prioritariamente para a aprendizagem, o desenvolvimento psíquico, o protagonismo de jovens e crianças, deixando de lado o ensino e seu agente profissional: o professor (que sintomaticamente passou a ser chamado de facilitador da aprendizagem, de mediador do conhecimento...).

Numa definição ao mesmo tempo sumária e fecunda, o filósofo norte-americano Israel Scheffler caracteriza o ensino como uma atividade cujo propósito é a realização da aprendizagem, sendo praticado de maneira ........a......... respeitar a integridade intelectual do aluno e sua capacidade de fazer juízos independentes. Aparentemente estamos em face do óbvio, mas há aqui elementos que merecem consideração.

O primeiro deles é o fato intrigante de que a classificação de um ato como ‘ensino’ não é possível .........a.partir.................. da simples descrição de um conjunto de procedimentos diretamente observáveis. Uma pessoa a declamar uma poesia está ensinando algo a alguém? A resposta sempre dependerá de um contexto e de um propósito. Esse mesmo ato pode ser parte de uma encenação teatral, uma declaração de amor, um ato político ou uma aula de literatura. O que faz de um gesto, de uma palavra ou observação crítica um ato de ‘ensino’ é seu propósito de produzir a aprendizagem e o contexto que o justifica, nunca uma técnica ou prática isolada.

E se assim o é, podemos pensar que a formação de professores implica mais fortemente uma preparação intelectual que vise compreender os propósitos educacionais e os contextos institucionais nos quais se inserem nossos atos de ensino do que um treinamento em técnicas, práticas ou competências individuais.

A observação de Scheffer nos sugere ainda que há uma importante diferença formal entre ‘ensinar’ e, por exemplo, ‘doutrinar’ alguém. Em ambos os casos, o resultado pode ser funcionalmente análogo: alguém passou, por exemplo, a crer na verdade de uma afirmação ou teoria que até então desconhecia ou em que não acreditava. Mas o conceito de ensino não se define só pelo seu resultado final. Ele faz apelo a um tipo de procedimento específico: o respeito à integridade intelectual e ao juízo independente do aluno a quem se ensinou. Assim, ‘ensinar’ implica que, ao tentar fazer com que o aluno acredite que as coisas são deste ou daquele modo, tentemos fazer com que ele o creia por razões que, dentro dos limites de sua capacidade de compreensão, são nossas razões. Ensinar exige, pois, que revelemos as nossas razões, que apresentemos nossos argumentos, que sustentemos nossas opiniões e justifiquemos nossas escolhas perante nossos alunos, o que não é verdadeiro para ações como doutrinar ou treinar.

Nessa perspectiva, ‘qualidade de ensino’ não se mede somente a partir dos resultados aos quais se chegou, mas faz necessária referência ao modo pelo qual lá se chegou.

Jose Sérgio Fonseca de Carvalho Doutor em Filosofia de Educação pela Feusp.
Revista Educação, dezembro, 2008. pag. 52.

Atribua 100 pontos para cada afirmativa correta sobre o texto e 50 pontos para cada afirmativa incorreta. Após, assinale a alternativa que apresenta a soma de todos os pontos.

( ) De acordo com o sentido no texto, as palavras sumária e fecunda referem-se à definição e estabelecem entre si uma relação de sinonímia.

( ) Os dois pontos no primeiro parágrafo foram empregados de acordo com a mesma regra para o uso dos dois pontos no quinto parágrafo.

( ) No período: “mas há aqui elementos que merecem consideração", se substituirmos o verbo haver pelo verbo existir, o verbo existir deverá ser flexionado no mesmo tempo e modo verbal, mas na terceira pessoa do plural.

( ) O pronome oblíquo, empregado no final do terceiro parágrafo, retoma o substantivo gesto (linha 17).

( ) As conjunções Mas, pois e a conjunção e expressam, respectivamente, sentido de adversidade, conclusão e adição de ideias.

( ) A expressão “fora de moda” caracteriza a linguagem do texto como coloquial e comprova a predominância do sentido conotativo no texto.

 

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2564720 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Nova Candelária-RS
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O conceito de ensino

Gostaria de propor uma breve reflexão sobre um tema que, paradoxalmente, parece fora de moda na educação: o ensino. Já .....há.......... algumas décadas que os discursos educacionais ................se.voltam.............. prioritariamente para a aprendizagem, o desenvolvimento psíquico, o protagonismo de jovens e crianças, deixando de lado o ensino e seu agente profissional: o professor (que sintomaticamente passou a ser chamado de facilitador da aprendizagem, de mediador do conhecimento...).

Numa definição ao mesmo tempo sumária e fecunda, o filósofo norte-americano Israel Scheffler caracteriza o ensino como uma atividade cujo propósito é a realização da aprendizagem, sendo praticado de maneira ........a......... respeitar a integridade intelectual do aluno e sua capacidade de fazer juízos independentes. Aparentemente estamos em face do óbvio, mas há aqui elementos que merecem consideração.

O primeiro deles é o fato intrigante de que a classificação de um ato como ‘ensino’ não é possível .........a.partir.................. da simples descrição de um conjunto de procedimentos diretamente observáveis. Uma pessoa a declamar uma poesia está ensinando algo a alguém? A resposta sempre dependerá de um contexto e de um propósito. Esse mesmo ato pode ser parte de uma encenação teatral, uma declaração de amor, um ato político ou uma aula de literatura. O que faz de um gesto, de uma palavra ou observação crítica um ato de ‘ensino’ é seu propósito de produzir a aprendizagem e o contexto que o justifica, nunca uma técnica ou prática isolada.

E se assim o é, podemos pensar que a formação de professores implica mais fortemente uma preparação intelectual que vise compreender os propósitos educacionais e os contextos institucionais nos quais se inserem nossos atos de ensino do que um treinamento em técnicas, práticas ou competências individuais.

A observação de Scheffer nos sugere ainda que há uma importante diferença formal entre ‘ensinar’ e, por exemplo, ‘doutrinar’ alguém. Em ambos os casos, o resultado pode ser funcionalmente análogo: alguém passou, por exemplo, a crer na verdade de uma afirmação ou teoria que até então desconhecia ou em que não acreditava. Mas o conceito de ensino não se define só pelo seu resultado final. Ele faz apelo a um tipo de procedimento específico: o respeito à integridade intelectual e ao juízo independente do aluno a quem se ensinou. Assim, ‘ensinar’ implica que, ao tentar fazer com que o aluno acredite que as coisas são deste ou daquele modo, tentemos fazer com que ele o creia por razões que, dentro dos limites de sua capacidade de compreensão, são nossas razões. Ensinar exige, pois, que revelemos as nossas razões, que apresentemos nossos argumentos, que sustentemos nossas opiniões e justifiquemos nossas escolhas perante nossos alunos, o que não é verdadeiro para ações como doutrinar ou treinar.

Nessa perspectiva, ‘qualidade de ensino’ não se mede somente a partir dos resultados aos quais se chegou, mas faz necessária referência ao modo pelo qual lá se chegou.

Jose Sérgio Fonseca de Carvalho Doutor em Filosofia de Educação pela Feusp.
Revista Educação, dezembro, 2008. pag. 52.

Use as letras C e E para indicar se as acepções a respeito do texto estão certas ou erradas. Após, marque a alternativa que contém a sequência das letras, de cima para baixo.

( ) O texto, por discorrer sobre o conceito de ensino, abordando a diferença entre “ensinar” e “doutrinar”, pertence à tipologia descritiva.

( ) “Desenvolvimento Psíquico” e “protagonismo de jovens e crianças” estão para a aprendizagem do aluno, assim como “facilitador da aprendizagem” e “mediador do conhecimento’ estão para o professor.

( ) As ideias defendidas no quarto parágrafo correspondem ao conceito de ensinar descrito no último período do quinto parágrafo.

( ) Fazer com que um gesto, uma palavra, uma observação crítica se traduzam como um ato de ensino está associado ao propósito de produzir a aprendizagem e ao contexto em que ocorre.

( ) O uso do termo parodoxalmente denota a contradição entre ensinar, doutrinar ou treinar.

 

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2564719 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Nova Candelária-RS
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O conceito de ensino

Gostaria de propor uma breve reflexão sobre um tema que, paradoxalmente, parece fora de moda na educação: o ensino. Já .....há.......... algumas décadas que os discursos educacionais ................se.voltam.............. prioritariamente para a aprendizagem, o desenvolvimento psíquico, o protagonismo de jovens e crianças, deixando de lado o ensino e seu agente profissional: o professor (que sintomaticamente passou a ser chamado de facilitador da aprendizagem, de mediador do conhecimento...).

Numa definição ao mesmo tempo sumária e fecunda, o filósofo norte-americano Israel Scheffler caracteriza o ensino como uma atividade cujo propósito é a realização da aprendizagem, sendo praticado de maneira ........a......... respeitar a integridade intelectual do aluno e sua capacidade de fazer juízos independentes. Aparentemente estamos em face do óbvio, mas há aqui elementos que merecem consideração.

O primeiro deles é o fato intrigante de que a classificação de um ato como ‘ensino’ não é possível .........a.partir.................. da simples descrição de um conjunto de procedimentos diretamente observáveis. Uma pessoa a declamar uma poesia está ensinando algo a alguém? A resposta sempre dependerá de um contexto e de um propósito. Esse mesmo ato pode ser parte de uma encenação teatral, uma declaração de amor, um ato político ou uma aula de literatura. O que faz de um gesto, de uma palavra ou observação crítica um ato de ‘ensino’ é seu propósito de produzir a aprendizagem e o contexto que o justifica, nunca uma técnica ou prática isolada.

E se assim o é, podemos pensar que a formação de professores implica mais fortemente uma preparação intelectual que vise compreender os propósitos educacionais e os contextos institucionais nos quais se inserem nossos atos de ensino do que um treinamento em técnicas, práticas ou competências individuais.

A observação de Scheffer nos sugere ainda que há uma importante diferença formal entre ‘ensinar’ e, por exemplo, ‘doutrinar’ alguém. Em ambos os casos, o resultado pode ser funcionalmente análogo: alguém passou, por exemplo, a crer na verdade de uma afirmação ou teoria que até então desconhecia ou em que não acreditava. Mas o conceito de ensino não se define só pelo seu resultado final. Ele faz apelo a um tipo de procedimento específico: o respeito à integridade intelectual e ao juízo independente do aluno a quem se ensinouIII. Assim, ‘ensinar’ implica que, ao tentar fazer com que o aluno acredite que as coisas são deste ou daquele modo, tentemos fazer com que ele o creia por razões que, dentro dos limites de sua capacidade de compreensão, são nossas razões. Ensinar exige, pois, que revelemos as nossas razões, que apresentemos nossos argumentos, que sustentemos nossas opiniões e justifiquemos nossas escolhas perante nossos alunos, o que não é verdadeiro para ações como doutrinar ou treinar.

Nessa perspectiva, ‘qualidade de ensino’ não se mede somente a partir dos resultados aos quais se chegou, mas faz necessária referência ao modo pelo qual lá se chegou.

Jose Sérgio Fonseca de Carvalho Doutor em Filosofia de Educação pela Feusp.
Revista Educação, dezembro, 2008. pag. 52.

Leia as afirmações sobre o texto:

I. A reflexão proposta pelo autor contempla repensar o ensino, de modo que se reconsiderem o propósito de ensinar e o professor como agente profissional desse processo.

II. Para justificar que a classificação de um ato como “ensino” não é possível com base em uma simples descrição de um conjunto de procedimentos, o autor exemplifica que “declamar uma poesia” não ensina nada a alguém e que é uma atividade que corresponde mais ao “doutrinar” do que ao “ensinar”.

III. O conceito de ensino implica “o respeito à integridade intelectual e ao juízo independente do aluno a quem se ensinou”.

De acordo com as ideias do texto:

 

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2564718 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
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O conceito de ensino

Gostaria de propor uma breve reflexão sobre um tema que, paradoxalmente, parece fora de moda na educação: o ensino. Já ............... algumas décadas que os discursos educacionais ............................... prioritariamente para a aprendizagem, o desenvolvimento psíquico, o protagonismo de jovens e crianças, deixando de lado o ensino e seu agente profissional: o professor (que sintomaticamente passou a ser chamado de facilitador da aprendizagem, de mediador do conhecimento...).

Numa definição ao mesmo tempo sumária e fecunda, o filósofo norte-americano Israel Scheffler caracteriza o ensino como uma atividade cujo propósito é a realização da aprendizagem, sendo praticado de maneira ................. respeitar a integridade intelectual do aluno e sua capacidade de fazer juízos independentes. Aparentemente estamos em face do óbvio, mas há aqui elementos que merecem consideração.

O primeiro deles é o fato intrigante de que a classificação de um ato como ‘ensino’ não é possível ............................ da simples descrição de um conjunto de procedimentos diretamente observáveis. Uma pessoa a declamar uma poesia está ensinando algo a alguém? A resposta sempre dependerá de um contexto e de um propósito. Esse mesmo ato pode ser parte de uma encenação teatral, uma declaração de amor, um ato político ou uma aula de literatura. O que faz de um gesto, de uma palavra ou observação crítica um ato de ‘ensino’ é seu propósito de produzir a aprendizagem e o contexto que o justifica, nunca uma técnica ou prática isolada.

E se assim o é, podemos pensar que a formação de professores implica mais fortemente uma preparação intelectual que vise compreender os propósitos educacionais e os contextos institucionais nos quais se inserem nossos atos de ensino do que um treinamento em técnicas, práticas ou competências individuais.

A observação de Scheffer nos sugere ainda que há uma importante diferença formal entre ‘ensinar’ e, por exemplo, ‘doutrinar’ alguém. Em ambos os casos, o resultado pode ser funcionalmente análogo: alguém passou, por exemplo, a crer na verdade de uma afirmação ou teoria que até então desconhecia ou em que não acreditava. Mas o conceito de ensino não se define só pelo seu resultado final. Ele faz apelo a um tipo de procedimento específico: o respeito à integridade intelectual e ao juízo independente do aluno a quem se ensinou. Assim, ‘ensinar’ implica que, ao tentar fazer com que o aluno acredite que as coisas são deste ou daquele modo, tentemos fazer com que ele o creia por razões que, dentro dos limites de sua capacidade de compreensão, são nossas razões. Ensinar exige, pois, que revelemos as nossas razões, que apresentemos nossos argumentos, que sustentemos nossas opiniões e justifiquemos nossas escolhas perante nossos alunos, o que não é verdadeiro para ações como doutrinar ou treinar.

Nessa perspectiva, ‘qualidade de ensino’ não se mede somente a partir dos resultados aos quais se chegou, mas faz necessária referência ao modo pelo qual lá se chegou.

Jose Sérgio Fonseca de Carvalho Doutor em Filosofia de Educação pela Feusp.
Revista Educação, dezembro, 2008. pag. 52.

Completa corretamente os espaços pontilhados do texto a sequência de palavras da alternativa:

 

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