Foram encontradas 40 questões.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Quais os desafios dos professores para
incorporar as novas tecnologias no ensino?
A incorporação das novas tecnologias no
ensino tornou-se um dos principais debates da
educação na atualidade. Robótica, jogos
eletrônicos, inteligência artificial e realidade
aumentada são apenas algumas das novidades
que têm movimentado o mercado educacional e
sido inseridas nas escolas.
Na realidade da sala de aula, porém, ainda há
muita discussão sobre como integrar as novidades
ao dia a dia escolar. Por mais que a desconfiança
docente com relação ao uso das novas
tecnologias venha diminuindo, ainda há muitos
desafios para incorporar essas ferramentas de
forma efetiva, contribuindo para a aprendizagem
dos alunos. Para compreender quais são esses
obstáculos, professores da educação básica
falaram sobre o panorama da área e
compartilharam suas experiências com o uso dos
recursos tecnológicos em sala de aula. Entre as
principais dificuldades apontadas pelos
educadores está a formação docente insuficiente
para a área.
“As novas tecnologias ajudam no aprendizado
a partir do momento em que o professor se
apropria desse conhecimento”, avalia Diego
Trujillo: “Mas vejo que a formação ainda é carente.
Há um desejo do professor de aprender, mas ele
não sabe para onde ou como ir.”
Os números demonstram que a formação é
mesmo um dos grandes desafios no que diz
respeito ao uso da tecnologia. De acordo com a
pesquisa TIC Educação 2016, do Centro Regional
de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade
da Informação (Cetic.br), 54% dos professores
não cursaram na graduação disciplina específica
sobre como usar computador e internet em
atividades com os alunos. Além disso, 70% não
realizaram formação continuada sobre o tema no
ano anterior ao levantamento. Dos que realizaram,
20% afirmaram que a capacitação “contribuiu
muito” para a atualização na área.
Nesse cenário, a busca por novas formas de
explorar os recursos tecnológicos acaba por
depender da iniciativa do próprio professor. Na
visão de Trujillo, a própria escola pode ajudar a
reverter o quadro oferecendo apoio ao docente. “É
necessário que a equipe pedagógica tenha um
especialista em tecnologia educacional. Esse é um novo profissional de extrema importância”,
afirma.
Dada a formação insuficiente, torna-se mais
difícil explorar as potencialidades pedagógicas
das novas tecnologias. E, em muitos casos, isso
pode levar a uma certa resistência com relação ao
seu uso, fazendo com que métodos mais
tradicionais sigam sendo reproduzidos.
“O maior desafio atualmente é os professores
conseguirem notar que a tecnologia pode tornar o
processo de ensino-aprendizagem melhor”, opina
Rafael Ribeiro. Para o educador, parte da
desconfiança de alguns docentes com relação ao
uso das novas tecnologias vem das mudanças
que elas causam na própria rotina da aula. “É algo
que tira o professor da zona de conforto. É uma
ferramenta que precisa de estudo em casa, de um
planejamento maior, de um período semanal que
exige reflexão e estudo.” Outro fator que gera
desconfiança é o medo de a tecnologia atuar como
um distrator. No uso da internet, por exemplo, o
receio é que os alunos acabem desviando a
atenção do conteúdo para as redes sociais.
Na visão de Edilene von Wallwitz, driblar o
problema também passa pela formação docente.
“O professor precisa dominar essas ferramentas,
participar de cursos, se inteirar a respeito, praticar.
É preciso estar embasado para manter a atenção
do aluno”, analisa.
No caso da rede pública, há um problema
ainda anterior à apropriação das novas
tecnologias: a falta de infraestrutura. Segundo
uma pesquisa de 2017 do movimento Todos pela
Educação, 66% dos professores da rede apontam
o número insuficiente de equipamentos como
limitador no uso dos recursos tecnológicos no
ensino. Além disso, 64% indicam a velocidade
insuficiente da internet como restrição. “[Nas
escolas públicas] temos o básico, que é internet
na escola para documentação, secretaria. Para
uso de aluno e professor, a gente não tem”, conta
Regina de Freitas, professora de língua
portuguesa na rede pública.
Quando a escola dispõe do equipamento,
podem surgir novos empecilhos — como a falta de
manutenção. “A gente não consegue terminar o
trabalho com o aluno porque o computador está
com problema, a lousa digital tem algum defeito, a
internet não funciona legal”, diz Angélica
Guimarães, professora de Língua Portuguesa na
rede pública. “Muitos professores optam por não
utilizar [os recursos tecnológicos] para não perder
tempo da aula. Às vezes, ao invés de otimizar o
aprendizado, otimizar o tempo, acaba
prejudicando.”
O que eles fazem:
Regina de Freitas, professora de Língua
Portuguesa na rede pública, criou, um projeto que
incorporou o uso do WhatsApp para o estudo dos
gêneros textuais. Para isso, ela criou grupos com
os estudantes dos oitavo e nono anos, que
passaram a mandar os textos produzidos em casa
pelo aplicativo de mensagens. Com um projeto
simples, ela afirma ter observado como resultados
a facilitação da comunicação e um aumento da
motivação das turmas. “Alguns alunos que já
tinham gosto pela escrita me enviaram até outros
textos, que não estavam relacionados com o
gênero que eu estava pedindo. Eu aceitava e
revisava”, conta.
Edilene von Wallwitz, professora de Língua
Portuguesa e Alemão na rede privada, é uma
entusiasta do uso da tecnologia na educação,
especialmente pela aproximação com o cotidiano
dos adolescentes. A educadora utiliza, entre
outras ferramentas, aplicativos que permitem
gamificar as aulas — como o Kahoot. “O fator
motivação, com jogos e competição, ajuda no
aprendizado”, avalia.
Rafael Ribeiro, professor de Biologia na rede
privada, explora a tecnologia em sala de aula
desde 2014. Entre as principais vantagens da
utilização desses recursos, ele destaca a
possibilidade de mostrar vídeos e modelos 3D aos
alunos, o que facilita a visualização dos conteúdos
estudados. Além disso, o educador busca utilizar
ferramentas que otimizem processos. “Também
aplico provas utilizando formulário Google, que
corrige automaticamente as questões-testes. Já
as dissertativas eu corrijo individualmente e envio
a nota para o aluno por e-mail com o gabarito
embaixo. Ou seja, todo esse processo ficou muito
mais instantâneo.”
Fonte: FONTOURA, Juliana. Revista Educação. Edição 249. 09 maio 2018. Disponível em: <https://revistaeducacao.com.br>. Acesso em: 09 jul. 2024 (adaptado).
I. Maior interesse do aluno com a escrita e com o aprendizado. II. Facilitação da comunicação e aumento da motivação por parte dos alunos. III. Aprendizado mais próximo do cotidiano dos alunos. IV. Melhor visualização dos conteúdos estudados, tornando o aprendizado mais acessível e compreensível.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Quais os desafios dos professores para
incorporar as novas tecnologias no ensino?
A incorporação das novas tecnologias no
ensino tornou-se um dos principais debates da
educação na atualidade. Robótica, jogos
eletrônicos, inteligência artificial e realidade
aumentada são apenas algumas das novidades
que têm movimentado o mercado educacional e
sido inseridas nas escolas.
Na realidade da sala de aula, porém, ainda há
muita discussão sobre como integrar as novidades
ao dia a dia escolar. Por mais que a desconfiança
docente com relação ao uso das novas
tecnologias venha diminuindo, ainda há muitos
desafios para incorporar essas ferramentas de
forma efetiva, contribuindo para a aprendizagem
dos alunos. Para compreender quais são esses
obstáculos, professores da educação básica
falaram sobre o panorama da área e
compartilharam suas experiências com o uso dos
recursos tecnológicos em sala de aula. Entre as
principais dificuldades apontadas pelos
educadores está a formação docente insuficiente
para a área.
“As novas tecnologias ajudam no aprendizado
a partir do momento em que o professor se
apropria desse conhecimento”, avalia Diego
Trujillo: “Mas vejo que a formação ainda é carente.
Há um desejo do professor de aprender, mas ele
não sabe para onde ou como ir.”
Os números demonstram que a formação é
mesmo um dos grandes desafios no que diz
respeito ao uso da tecnologia. De acordo com a
pesquisa TIC Educação 2016, do Centro Regional
de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade
da Informação (Cetic.br), 54% dos professores
não cursaram na graduação disciplina específica
sobre como usar computador e internet em
atividades com os alunos. Além disso, 70% não
realizaram formação continuada sobre o tema no
ano anterior ao levantamento. Dos que realizaram,
20% afirmaram que a capacitação “contribuiu
muito” para a atualização na área.
Nesse cenário, a busca por novas formas de
explorar os recursos tecnológicos acaba por
depender da iniciativa do próprio professor. Na
visão de Trujillo, a própria escola pode ajudar a
reverter o quadro oferecendo apoio ao docente. “É
necessário que a equipe pedagógica tenha um
especialista em tecnologia educacional. Esse é um novo profissional de extrema importância”,
afirma.
Dada a formação insuficiente, torna-se mais
difícil explorar as potencialidades pedagógicas
das novas tecnologias. E, em muitos casos, isso
pode levar a uma certa resistência com relação ao
seu uso, fazendo com que métodos mais
tradicionais sigam sendo reproduzidos.
“O maior desafio atualmente é os professores
conseguirem notar que a tecnologia pode tornar o
processo de ensino-aprendizagem melhor”, opina
Rafael Ribeiro. Para o educador, parte da
desconfiança de alguns docentes com relação ao
uso das novas tecnologias vem das mudanças
que elas causam na própria rotina da aula. “É algo
que tira o professor da zona de conforto. É uma
ferramenta que precisa de estudo em casa, de um
planejamento maior, de um período semanal que
exige reflexão e estudo.” Outro fator que gera
desconfiança é o medo de a tecnologia atuar como
um distrator. No uso da internet, por exemplo, o
receio é que os alunos acabem desviando a
atenção do conteúdo para as redes sociais.
Na visão de Edilene von Wallwitz, driblar o
problema também passa pela formação docente.
“O professor precisa dominar essas ferramentas,
participar de cursos, se inteirar a respeito, praticar.
É preciso estar embasado para manter a atenção
do aluno”, analisa.
No caso da rede pública, há um problema
ainda anterior à apropriação das novas
tecnologias: a falta de infraestrutura. Segundo
uma pesquisa de 2017 do movimento Todos pela
Educação, 66% dos professores da rede apontam
o número insuficiente de equipamentos como
limitador no uso dos recursos tecnológicos no
ensino. Além disso, 64% indicam a velocidade
insuficiente da internet como restrição. “[Nas
escolas públicas] temos o básico, que é internet
na escola para documentação, secretaria. Para
uso de aluno e professor, a gente não tem”, conta
Regina de Freitas, professora de língua
portuguesa na rede pública.
Quando a escola dispõe do equipamento,
podem surgir novos empecilhos — como a falta de
manutenção. “A gente não consegue terminar o
trabalho com o aluno porque o computador está
com problema, a lousa digital tem algum defeito, a
internet não funciona legal”, diz Angélica
Guimarães, professora de Língua Portuguesa na
rede pública. “Muitos professores optam por não
utilizar [os recursos tecnológicos] para não perder
tempo da aula. Às vezes, ao invés de otimizar o
aprendizado, otimizar o tempo, acaba
prejudicando.”
O que eles fazem:
Regina de Freitas, professora de Língua
Portuguesa na rede pública, criou, um projeto que
incorporou o uso do WhatsApp para o estudo dos
gêneros textuais. Para isso, ela criou grupos com
os estudantes dos oitavo e nono anos, que
passaram a mandar os textos produzidos em casa
pelo aplicativo de mensagens. Com um projeto
simples, ela afirma ter observado como resultados
a facilitação da comunicação e um aumento da
motivação das turmas. “Alguns alunos que já
tinham gosto pela escrita me enviaram até outros
textos, que não estavam relacionados com o
gênero que eu estava pedindo. Eu aceitava e
revisava”, conta.
Edilene von Wallwitz, professora de Língua
Portuguesa e Alemão na rede privada, é uma
entusiasta do uso da tecnologia na educação,
especialmente pela aproximação com o cotidiano
dos adolescentes. A educadora utiliza, entre
outras ferramentas, aplicativos que permitem
gamificar as aulas — como o Kahoot. “O fator
motivação, com jogos e competição, ajuda no
aprendizado”, avalia.
Rafael Ribeiro, professor de Biologia na rede
privada, explora a tecnologia em sala de aula
desde 2014. Entre as principais vantagens da
utilização desses recursos, ele destaca a
possibilidade de mostrar vídeos e modelos 3D aos
alunos, o que facilita a visualização dos conteúdos
estudados. Além disso, o educador busca utilizar
ferramentas que otimizem processos. “Também
aplico provas utilizando formulário Google, que
corrige automaticamente as questões-testes. Já
as dissertativas eu corrijo individualmente e envio
a nota para o aluno por e-mail com o gabarito
embaixo. Ou seja, todo esse processo ficou muito
mais instantâneo.”
Fonte: FONTOURA, Juliana. Revista Educação. Edição 249. 09 maio 2018. Disponível em: <https://revistaeducacao.com.br>. Acesso em: 09 jul. 2024 (adaptado).
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Leia o texto a seguir para responder a questão.
Quais os desafios dos professores para
incorporar as novas tecnologias no ensino?
A incorporação das novas tecnologias no
ensino tornou-se um dos principais debates da
educação na atualidade. Robótica, jogos
eletrônicos, inteligência artificial e realidade
aumentada são apenas algumas das novidades
que têm movimentado o mercado educacional e
sido inseridas nas escolas.
Na realidade da sala de aula, porém, ainda há
muita discussão sobre como integrar as novidades
ao dia a dia escolar. Por mais que a desconfiança
docente com relação ao uso das novas
tecnologias venha diminuindo, ainda há muitos
desafios para incorporar essas ferramentas de
forma efetiva, contribuindo para a aprendizagem
dos alunos. Para compreender quais são esses
obstáculos, professores da educação básica
falaram sobre o panorama da área e
compartilharam suas experiências com o uso dos
recursos tecnológicos em sala de aula. Entre as
principais dificuldades apontadas pelos
educadores está a formação docente insuficiente
para a área.
“As novas tecnologias ajudam no aprendizado
a partir do momento em que o professor se
apropria desse conhecimento”, avalia Diego
Trujillo: “Mas vejo que a formação ainda é carente.
Há um desejo do professor de aprender, mas ele
não sabe para onde ou como ir.”
Os números demonstram que a formação é
mesmo um dos grandes desafios no que diz
respeito ao uso da tecnologia. De acordo com a
pesquisa TIC Educação 2016, do Centro Regional
de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade
da Informação (Cetic.br), 54% dos professores
não cursaram na graduação disciplina específica
sobre como usar computador e internet em
atividades com os alunos. Além disso, 70% não
realizaram formação continuada sobre o tema no
ano anterior ao levantamento. Dos que realizaram,
20% afirmaram que a capacitação “contribuiu
muito” para a atualização na área.
Nesse cenário, a busca por novas formas de
explorar os recursos tecnológicos acaba por
depender da iniciativa do próprio professor. Na
visão de Trujillo, a própria escola pode ajudar a
reverter o quadro oferecendo apoio ao docente. “É
necessário que a equipe pedagógica tenha um
especialista em tecnologia educacional. Esse é um novo profissional de extrema importância”,
afirma.
Dada a formação insuficiente, torna-se mais
difícil explorar as potencialidades pedagógicas
das novas tecnologias. E, em muitos casos, isso
pode levar a uma certa resistência com relação ao
seu uso, fazendo com que métodos mais
tradicionais sigam sendo reproduzidos.
“O maior desafio atualmente é os professores
conseguirem notar que a tecnologia pode tornar o
processo de ensino-aprendizagem melhor”, opina
Rafael Ribeiro. Para o educador, parte da
desconfiança de alguns docentes com relação ao
uso das novas tecnologias vem das mudanças
que elas causam na própria rotina da aula. “É algo
que tira o professor da zona de conforto. É uma
ferramenta que precisa de estudo em casa, de um
planejamento maior, de um período semanal que
exige reflexão e estudo.” Outro fator que gera
desconfiança é o medo de a tecnologia atuar como
um distrator. No uso da internet, por exemplo, o
receio é que os alunos acabem desviando a
atenção do conteúdo para as redes sociais.
Na visão de Edilene von Wallwitz, driblar o
problema também passa pela formação docente.
“O professor precisa dominar essas ferramentas,
participar de cursos, se inteirar a respeito, praticar.
É preciso estar embasado para manter a atenção
do aluno”, analisa.
No caso da rede pública, há um problema
ainda anterior à apropriação das novas
tecnologias: a falta de infraestrutura. Segundo
uma pesquisa de 2017 do movimento Todos pela
Educação, 66% dos professores da rede apontam
o número insuficiente de equipamentos como
limitador no uso dos recursos tecnológicos no
ensino. Além disso, 64% indicam a velocidade
insuficiente da internet como restrição. “[Nas
escolas públicas] temos o básico, que é internet
na escola para documentação, secretaria. Para
uso de aluno e professor, a gente não tem”, conta
Regina de Freitas, professora de língua
portuguesa na rede pública.
Quando a escola dispõe do equipamento,
podem surgir novos empecilhos — como a falta de
manutenção. “A gente não consegue terminar o
trabalho com o aluno porque o computador está
com problema, a lousa digital tem algum defeito, a
internet não funciona legal”, diz Angélica
Guimarães, professora de Língua Portuguesa na
rede pública. “Muitos professores optam por não
utilizar [os recursos tecnológicos] para não perder
tempo da aula. Às vezes, ao invés de otimizar o
aprendizado, otimizar o tempo, acaba
prejudicando.”
O que eles fazem:
Regina de Freitas, professora de Língua
Portuguesa na rede pública, criou, um projeto que
incorporou o uso do WhatsApp para o estudo dos
gêneros textuais. Para isso, ela criou grupos com
os estudantes dos oitavo e nono anos, que
passaram a mandar os textos produzidos em casa
pelo aplicativo de mensagens. Com um projeto
simples, ela afirma ter observado como resultados
a facilitação da comunicação e um aumento da
motivação das turmas. “Alguns alunos que já
tinham gosto pela escrita me enviaram até outros
textos, que não estavam relacionados com o
gênero que eu estava pedindo. Eu aceitava e
revisava”, conta.
Edilene von Wallwitz, professora de Língua
Portuguesa e Alemão na rede privada, é uma
entusiasta do uso da tecnologia na educação,
especialmente pela aproximação com o cotidiano
dos adolescentes. A educadora utiliza, entre
outras ferramentas, aplicativos que permitem
gamificar as aulas — como o Kahoot. “O fator
motivação, com jogos e competição, ajuda no
aprendizado”, avalia.
Rafael Ribeiro, professor de Biologia na rede
privada, explora a tecnologia em sala de aula
desde 2014. Entre as principais vantagens da
utilização desses recursos, ele destaca a
possibilidade de mostrar vídeos e modelos 3D aos
alunos, o que facilita a visualização dos conteúdos
estudados. Além disso, o educador busca utilizar
ferramentas que otimizem processos. “Também
aplico provas utilizando formulário Google, que
corrige automaticamente as questões-testes. Já
as dissertativas eu corrijo individualmente e envio
a nota para o aluno por e-mail com o gabarito
embaixo. Ou seja, todo esse processo ficou muito
mais instantâneo.”
Fonte: FONTOURA, Juliana. Revista Educação. Edição 249. 09 maio 2018. Disponível em: <https://revistaeducacao.com.br>. Acesso em: 09 jul. 2024 (adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Quais os desafios dos professores para
incorporar as novas tecnologias no ensino?
A incorporação das novas tecnologias no
ensino tornou-se um dos principais debates da
educação na atualidade. Robótica, jogos
eletrônicos, inteligência artificial e realidade
aumentada são apenas algumas das novidades
que têm movimentado o mercado educacional e
sido inseridas nas escolas.
Na realidade da sala de aula, porém, ainda há
muita discussão sobre como integrar as novidades
ao dia a dia escolar. Por mais que a desconfiança
docente com relação ao uso das novas
tecnologias venha diminuindo, ainda há muitos
desafios para incorporar essas ferramentas de
forma efetiva, contribuindo para a aprendizagem
dos alunos. Para compreender quais são esses
obstáculos, professores da educação básica
falaram sobre o panorama da área e
compartilharam suas experiências com o uso dos
recursos tecnológicos em sala de aula. Entre as
principais dificuldades apontadas pelos
educadores está a formação docente insuficiente
para a área.
“As novas tecnologias ajudam no aprendizado
a partir do momento em que o professor se
apropria desse conhecimento”, avalia Diego
Trujillo: “Mas vejo que a formação ainda é carente.
Há um desejo do professor de aprender, mas ele
não sabe para onde ou como ir.”
Os números demonstram que a formação é
mesmo um dos grandes desafios no que diz
respeito ao uso da tecnologia. De acordo com a
pesquisa TIC Educação 2016, do Centro Regional
de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade
da Informação (Cetic.br), 54% dos professores
não cursaram na graduação disciplina específica
sobre como usar computador e internet em
atividades com os alunos. Além disso, 70% não
realizaram formação continuada sobre o tema no
ano anterior ao levantamento. Dos que realizaram,
20% afirmaram que a capacitação “contribuiu
muito” para a atualização na área.
Nesse cenário, a busca por novas formas de
explorar os recursos tecnológicos acaba por
depender da iniciativa do próprio professor. Na
visão de Trujillo, a própria escola pode ajudar a
reverter o quadro oferecendo apoio ao docente. “É
necessário que a equipe pedagógica tenha um
especialista em tecnologia educacional. Esse é um novo profissional de extrema importância”,
afirma.
Dada a formação insuficiente, torna-se mais
difícil explorar as potencialidades pedagógicas
das novas tecnologias. E, em muitos casos, isso
pode levar a uma certa resistência com relação ao
seu uso, fazendo com que métodos mais
tradicionais sigam sendo reproduzidos.
“O maior desafio atualmente é os professores
conseguirem notar que a tecnologia pode tornar o
processo de ensino-aprendizagem melhor”, opina
Rafael Ribeiro. Para o educador, parte da
desconfiança de alguns docentes com relação ao
uso das novas tecnologias vem das mudanças
que elas causam na própria rotina da aula. “É algo
que tira o professor da zona de conforto. É uma
ferramenta que precisa de estudo em casa, de um
planejamento maior, de um período semanal que
exige reflexão e estudo.” Outro fator que gera
desconfiança é o medo de a tecnologia atuar como
um distrator. No uso da internet, por exemplo, o
receio é que os alunos acabem desviando a
atenção do conteúdo para as redes sociais.
Na visão de Edilene von Wallwitz, driblar o
problema também passa pela formação docente.
“O professor precisa dominar essas ferramentas,
participar de cursos, se inteirar a respeito, praticar.
É preciso estar embasado para manter a atenção
do aluno”, analisa.
No caso da rede pública, há um problema
ainda anterior à apropriação das novas
tecnologias: a falta de infraestrutura. Segundo
uma pesquisa de 2017 do movimento Todos pela
Educação, 66% dos professores da rede apontam
o número insuficiente de equipamentos como
limitador no uso dos recursos tecnológicos no
ensino. Além disso, 64% indicam a velocidade
insuficiente da internet como restrição. “[Nas
escolas públicas] temos o básico, que é internet
na escola para documentação, secretaria. Para
uso de aluno e professor, a gente não tem”, conta
Regina de Freitas, professora de língua
portuguesa na rede pública.
Quando a escola dispõe do equipamento,
podem surgir novos empecilhos — como a falta de
manutenção. “A gente não consegue terminar o
trabalho com o aluno porque o computador está
com problema, a lousa digital tem algum defeito, a
internet não funciona legal”, diz Angélica
Guimarães, professora de Língua Portuguesa na
rede pública. “Muitos professores optam por não
utilizar [os recursos tecnológicos] para não perder
tempo da aula. Às vezes, ao invés de otimizar o
aprendizado, otimizar o tempo, acaba
prejudicando.”
O que eles fazem:
Regina de Freitas, professora de Língua
Portuguesa na rede pública, criou, um projeto que
incorporou o uso do WhatsApp para o estudo dos
gêneros textuais. Para isso, ela criou grupos com
os estudantes dos oitavo e nono anos, que
passaram a mandar os textos produzidos em casa
pelo aplicativo de mensagens. Com um projeto
simples, ela afirma ter observado como resultados
a facilitação da comunicação e um aumento da
motivação das turmas. “Alguns alunos que já
tinham gosto pela escrita me enviaram até outros
textos, que não estavam relacionados com o
gênero que eu estava pedindo. Eu aceitava e
revisava”, conta.
Edilene von Wallwitz, professora de Língua
Portuguesa e Alemão na rede privada, é uma
entusiasta do uso da tecnologia na educação,
especialmente pela aproximação com o cotidiano
dos adolescentes. A educadora utiliza, entre
outras ferramentas, aplicativos que permitem
gamificar as aulas — como o Kahoot. “O fator
motivação, com jogos e competição, ajuda no
aprendizado”, avalia.
Rafael Ribeiro, professor de Biologia na rede
privada, explora a tecnologia em sala de aula
desde 2014. Entre as principais vantagens da
utilização desses recursos, ele destaca a
possibilidade de mostrar vídeos e modelos 3D aos
alunos, o que facilita a visualização dos conteúdos
estudados. Além disso, o educador busca utilizar
ferramentas que otimizem processos. “Também
aplico provas utilizando formulário Google, que
corrige automaticamente as questões-testes. Já
as dissertativas eu corrijo individualmente e envio
a nota para o aluno por e-mail com o gabarito
embaixo. Ou seja, todo esse processo ficou muito
mais instantâneo.”
Fonte: FONTOURA, Juliana. Revista Educação. Edição 249. 09 maio 2018. Disponível em: <https://revistaeducacao.com.br>. Acesso em: 09 jul. 2024 (adaptado).
I. Formação insuficiente – muitos professores não receberam formação específica sobre o uso de tecnologias. II. Carência de apoio institucional – necessidade da presença de especialistas em tecnologia educacional nas escolas. III. Resistência – os professores podem sentir desconforto com mudanças na rotina e maior necessidade de planejamento e estudo. IV. Infraestrutura deficiente por parte da escola – faltam equipamentos e a velocidade da internet é baixa. V. Falta de engajamento – ausência de vontade dos professores de aprender e de se atualizar.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Quais os desafios dos professores para
incorporar as novas tecnologias no ensino?
A incorporação das novas tecnologias no
ensino tornou-se um dos principais debates da
educação na atualidade. Robótica, jogos
eletrônicos, inteligência artificial e realidade
aumentada são apenas algumas das novidades
que têm movimentado o mercado educacional e
sido inseridas nas escolas.
Na realidade da sala de aula, porém, ainda há
muita discussão sobre como integrar as novidades
ao dia a dia escolar. Por mais que a desconfiança
docente com relação ao uso das novas
tecnologias venha diminuindo, ainda há muitos
desafios para incorporar essas ferramentas de
forma efetiva, contribuindo para a aprendizagem
dos alunos. Para compreender quais são esses
obstáculos, professores da educação básica
falaram sobre o panorama da área e
compartilharam suas experiências com o uso dos
recursos tecnológicos em sala de aula. Entre as
principais dificuldades apontadas pelos
educadores está a formação docente insuficiente
para a área.
“As novas tecnologias ajudam no aprendizado
a partir do momento em que o professor se
apropria desse conhecimento”, avalia Diego
Trujillo: “Mas vejo que a formação ainda é carente.
Há um desejo do professor de aprender, mas ele
não sabe para onde ou como ir.”
Os números demonstram que a formação é
mesmo um dos grandes desafios no que diz
respeito ao uso da tecnologia. De acordo com a
pesquisa TIC Educação 2016, do Centro Regional
de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade
da Informação (Cetic.br), 54% dos professores
não cursaram na graduação disciplina específica
sobre como usar computador e internet em
atividades com os alunos. Além disso, 70% não
realizaram formação continuada sobre o tema no
ano anterior ao levantamento. Dos que realizaram,
20% afirmaram que a capacitação “contribuiu
muito” para a atualização na área.
Nesse cenário, a busca por novas formas de
explorar os recursos tecnológicos acaba por
depender da iniciativa do próprio professor. Na
visão de Trujillo, a própria escola pode ajudar a
reverter o quadro oferecendo apoio ao docente. “É
necessário que a equipe pedagógica tenha um
especialista em tecnologia educacional. Esse é um novo profissional de extrema importância”,
afirma.
Dada a formação insuficiente, torna-se mais
difícil explorar as potencialidades pedagógicas
das novas tecnologias. E, em muitos casos, isso
pode levar a uma certa resistência com relação ao
seu uso, fazendo com que métodos mais
tradicionais sigam sendo reproduzidos.
“O maior desafio atualmente é os professores
conseguirem notar que a tecnologia pode tornar o
processo de ensino-aprendizagem melhor”, opina
Rafael Ribeiro. Para o educador, parte da
desconfiança de alguns docentes com relação ao
uso das novas tecnologias vem das mudanças
que elas causam na própria rotina da aula. “É algo
que tira o professor da zona de conforto. É uma
ferramenta que precisa de estudo em casa, de um
planejamento maior, de um período semanal que
exige reflexão e estudo.” Outro fator que gera
desconfiança é o medo de a tecnologia atuar como
um distrator. No uso da internet, por exemplo, o
receio é que os alunos acabem desviando a
atenção do conteúdo para as redes sociais.
Na visão de Edilene von Wallwitz, driblar o
problema também passa pela formação docente.
“O professor precisa dominar essas ferramentas,
participar de cursos, se inteirar a respeito, praticar.
É preciso estar embasado para manter a atenção
do aluno”, analisa.
No caso da rede pública, há um problema
ainda anterior à apropriação das novas
tecnologias: a falta de infraestrutura. Segundo
uma pesquisa de 2017 do movimento Todos pela
Educação, 66% dos professores da rede apontam
o número insuficiente de equipamentos como
limitador no uso dos recursos tecnológicos no
ensino. Além disso, 64% indicam a velocidade
insuficiente da internet como restrição. “[Nas
escolas públicas] temos o básico, que é internet
na escola para documentação, secretaria. Para
uso de aluno e professor, a gente não tem”, conta
Regina de Freitas, professora de língua
portuguesa na rede pública.
Quando a escola dispõe do equipamento,
podem surgir novos empecilhos — como a falta de
manutenção. “A gente não consegue terminar o
trabalho com o aluno porque o computador está
com problema, a lousa digital tem algum defeito, a
internet não funciona legal”, diz Angélica
Guimarães, professora de Língua Portuguesa na
rede pública. “Muitos professores optam por não
utilizar [os recursos tecnológicos] para não perder
tempo da aula. Às vezes, ao invés de otimizar o
aprendizado, otimizar o tempo, acaba
prejudicando.”
O que eles fazem:
Regina de Freitas, professora de Língua
Portuguesa na rede pública, criou, um projeto que
incorporou o uso do WhatsApp para o estudo dos
gêneros textuais. Para isso, ela criou grupos com
os estudantes dos oitavo e nono anos, que
passaram a mandar os textos produzidos em casa
pelo aplicativo de mensagens. Com um projeto
simples, ela afirma ter observado como resultados
a facilitação da comunicação e um aumento da
motivação das turmas. “Alguns alunos que já
tinham gosto pela escrita me enviaram até outros
textos, que não estavam relacionados com o
gênero que eu estava pedindo. Eu aceitava e
revisava”, conta.
Edilene von Wallwitz, professora de Língua
Portuguesa e Alemão na rede privada, é uma
entusiasta do uso da tecnologia na educação,
especialmente pela aproximação com o cotidiano
dos adolescentes. A educadora utiliza, entre
outras ferramentas, aplicativos que permitem
gamificar as aulas — como o Kahoot. “O fator
motivação, com jogos e competição, ajuda no
aprendizado”, avalia.
Rafael Ribeiro, professor de Biologia na rede
privada, explora a tecnologia em sala de aula
desde 2014. Entre as principais vantagens da
utilização desses recursos, ele destaca a
possibilidade de mostrar vídeos e modelos 3D aos
alunos, o que facilita a visualização dos conteúdos
estudados. Além disso, o educador busca utilizar
ferramentas que otimizem processos. “Também
aplico provas utilizando formulário Google, que
corrige automaticamente as questões-testes. Já
as dissertativas eu corrijo individualmente e envio
a nota para o aluno por e-mail com o gabarito
embaixo. Ou seja, todo esse processo ficou muito
mais instantâneo.”
Fonte: FONTOURA, Juliana. Revista Educação. Edição 249. 09 maio 2018. Disponível em: <https://revistaeducacao.com.br>. Acesso em: 09 jul. 2024 (adaptado).
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Leia o texto a seguir para responder a questão.
Quais os desafios dos professores para
incorporar as novas tecnologias no ensino?
A incorporação das novas tecnologias no
ensino tornou-se um dos principais debates da
educação na atualidade. Robótica, jogos
eletrônicos, inteligência artificial e realidade
aumentada são apenas algumas das novidades
que têm movimentado o mercado educacional e
sido inseridas nas escolas.
Na realidade da sala de aula, porém, ainda há
muita discussão sobre como integrar as novidades
ao dia a dia escolar. Por mais que a desconfiança
docente com relação ao uso das novas
tecnologias venha diminuindo, ainda há muitos
desafios para incorporar essas ferramentas de
forma efetiva, contribuindo para a aprendizagem
dos alunos. Para compreender quais são esses
obstáculos, professores da educação básica
falaram sobre o panorama da área e
compartilharam suas experiências com o uso dos
recursos tecnológicos em sala de aula. Entre as
principais dificuldades apontadas pelos
educadores está a formação docente insuficiente
para a área.
“As novas tecnologias ajudam no aprendizado
a partir do momento em que o professor se
apropria desse conhecimento”, avalia Diego
Trujillo: “Mas vejo que a formação ainda é carente.
Há um desejo do professor de aprender, mas ele
não sabe para onde ou como ir.”
Os números demonstram que a formação é
mesmo um dos grandes desafios no que diz
respeito ao uso da tecnologia. De acordo com a
pesquisa TIC Educação 2016, do Centro Regional
de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade
da Informação (Cetic.br), 54% dos professores
não cursaram na graduação disciplina específica
sobre como usar computador e internet em
atividades com os alunos. Além disso, 70% não
realizaram formação continuada sobre o tema no
ano anterior ao levantamento. Dos que realizaram,
20% afirmaram que a capacitação “contribuiu
muito” para a atualização na área.
Nesse cenário, a busca por novas formas de
explorar os recursos tecnológicos acaba por
depender da iniciativa do próprio professor. Na
visão de Trujillo, a própria escola pode ajudar a
reverter o quadro oferecendo apoio ao docente. “É
necessário que a equipe pedagógica tenha um
especialista em tecnologia educacional. Esse é um novo profissional de extrema importância”,
afirma.
Dada a formação insuficiente, torna-se mais
difícil explorar as potencialidades pedagógicas
das novas tecnologias. E, em muitos casos, isso
pode levar a uma certa resistência com relação ao
seu uso, fazendo com que métodos mais
tradicionais sigam sendo reproduzidos.
“O maior desafio atualmente é os professores
conseguirem notar que a tecnologia pode tornar o
processo de ensino-aprendizagem melhor”, opina
Rafael Ribeiro. Para o educador, parte da
desconfiança de alguns docentes com relação ao
uso das novas tecnologias vem das mudanças
que elas causam na própria rotina da aula. “É algo
que tira o professor da zona de conforto. É uma
ferramenta que precisa de estudo em casa, de um
planejamento maior, de um período semanal que
exige reflexão e estudo.” Outro fator que gera
desconfiança é o medo de a tecnologia atuar como
um distrator. No uso da internet, por exemplo, o
receio é que os alunos acabem desviando a
atenção do conteúdo para as redes sociais.
Na visão de Edilene von Wallwitz, driblar o
problema também passa pela formação docente.
“O professor precisa dominar essas ferramentas,
participar de cursos, se inteirar a respeito, praticar.
É preciso estar embasado para manter a atenção
do aluno”, analisa.
No caso da rede pública, há um problema
ainda anterior à apropriação das novas
tecnologias: a falta de infraestrutura. Segundo
uma pesquisa de 2017 do movimento Todos pela
Educação, 66% dos professores da rede apontam
o número insuficiente de equipamentos como
limitador no uso dos recursos tecnológicos no
ensino. Além disso, 64% indicam a velocidade
insuficiente da internet como restrição. “[Nas
escolas públicas] temos o básico, que é internet
na escola para documentação, secretaria. Para
uso de aluno e professor, a gente não tem”, conta
Regina de Freitas, professora de língua
portuguesa na rede pública.
Quando a escola dispõe do equipamento,
podem surgir novos empecilhos — como a falta de
manutenção. “A gente não consegue terminar o
trabalho com o aluno porque o computador está
com problema, a lousa digital tem algum defeito, a
internet não funciona legal”, diz Angélica
Guimarães, professora de Língua Portuguesa na
rede pública. “Muitos professores optam por não
utilizar [os recursos tecnológicos] para não perder
tempo da aula. Às vezes, ao invés de otimizar o
aprendizado, otimizar o tempo, acaba
prejudicando.”
O que eles fazem:
Regina de Freitas, professora de Língua
Portuguesa na rede pública, criou, um projeto que
incorporou o uso do WhatsApp para o estudo dos
gêneros textuais. Para isso, ela criou grupos com
os estudantes dos oitavo e nono anos, que
passaram a mandar os textos produzidos em casa
pelo aplicativo de mensagens. Com um projeto
simples, ela afirma ter observado como resultados
a facilitação da comunicação e um aumento da
motivação das turmas. “Alguns alunos que já
tinham gosto pela escrita me enviaram até outros
textos, que não estavam relacionados com o
gênero que eu estava pedindo. Eu aceitava e
revisava”, conta.
Edilene von Wallwitz, professora de Língua
Portuguesa e Alemão na rede privada, é uma
entusiasta do uso da tecnologia na educação,
especialmente pela aproximação com o cotidiano
dos adolescentes. A educadora utiliza, entre
outras ferramentas, aplicativos que permitem
gamificar as aulas — como o Kahoot. “O fator
motivação, com jogos e competição, ajuda no
aprendizado”, avalia.
Rafael Ribeiro, professor de Biologia na rede
privada, explora a tecnologia em sala de aula
desde 2014. Entre as principais vantagens da
utilização desses recursos, ele destaca a
possibilidade de mostrar vídeos e modelos 3D aos
alunos, o que facilita a visualização dos conteúdos
estudados. Além disso, o educador busca utilizar
ferramentas que otimizem processos. “Também
aplico provas utilizando formulário Google, que
corrige automaticamente as questões-testes. Já
as dissertativas eu corrijo individualmente e envio
a nota para o aluno por e-mail com o gabarito
embaixo. Ou seja, todo esse processo ficou muito
mais instantâneo.”
Fonte: FONTOURA, Juliana. Revista Educação. Edição 249. 09 maio 2018. Disponível em: <https://revistaeducacao.com.br>. Acesso em: 09 jul. 2024 (adaptado).
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As organelas estão dispersas no citoplasma das
células e atuam como “pequenos órgãos”, que
realizam funções diversas. Dentre as organelas,
há uma que é responsável pela produção e
transporte de substâncias no interior da célula, e
que obtém energia dos nutrientes utilizando o gás
oxigênio. Esta organela denomina-se:
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A teoria da evolução das espécies, inicialmente
proposta por Charles Darwin no século XIX,
revolucionou a compreensão científica sobre a
diversidade da vida na Terra. Desde então, vários
conceitos e evidências têm sido adicionados ao
corpo de conhecimento sobre a evolução. Com
relação à evolução das espécies, analise as
afirmativas a seguir:
I. A seleção natural é um processo pelo qual indivíduos com características favoráveis a um ambiente específico têm maior probabilidade de sobreviver e reproduzir, passando essas características adiante para a próxima geração. II. A comparação das estruturas anatômicas de diferentes espécies revela analogias, que embora desempenhem funções diferentes, têm uma mesma estrutura básica. III. Mutações são alterações no DNA que podem introduzir novas variações genéticas em uma população. A recombinação genética, que ocorre durante a reprodução sexual, combina o DNA dos pais de maneiras novas, aumentando a variabilidade genética. IV. A evolução divergente ocorre quando espécies não relacionadas desenvolvem características semelhantes devido a pressões ambientais similares.
Assinale a alternativa CORRETA.
I. A seleção natural é um processo pelo qual indivíduos com características favoráveis a um ambiente específico têm maior probabilidade de sobreviver e reproduzir, passando essas características adiante para a próxima geração. II. A comparação das estruturas anatômicas de diferentes espécies revela analogias, que embora desempenhem funções diferentes, têm uma mesma estrutura básica. III. Mutações são alterações no DNA que podem introduzir novas variações genéticas em uma população. A recombinação genética, que ocorre durante a reprodução sexual, combina o DNA dos pais de maneiras novas, aumentando a variabilidade genética. IV. A evolução divergente ocorre quando espécies não relacionadas desenvolvem características semelhantes devido a pressões ambientais similares.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Analise as afirmativas a seguir sobre a população
de Palmas:
I. Segundo o último Censo do IBGE (2022), Palmas possui mais de 400 mil habitantes. II. Palmas é considerada uma área de atração populacional, sendo o destino de um considerável número de migrantes, com especial ênfase de nordestinos e de pessoas nascidas no interior do Tocantins. III. A população de Palmas se concentra majoritariamente na zona urbana. IV. A população estrangeira cresceu exponencialmente em Palmas na última década, atraída especialmente pelos incentivos fiscais específicos para este grupo e pela internacionalização do seu aeroporto. V. Como consequência do seu crescimento populacional recente, Palmas deixou de ser a Capital de Estado menos populosa do Brasil, segundo o último Censo do IBGE (2022).
Assinale a alternativa CORRETA.
I. Segundo o último Censo do IBGE (2022), Palmas possui mais de 400 mil habitantes. II. Palmas é considerada uma área de atração populacional, sendo o destino de um considerável número de migrantes, com especial ênfase de nordestinos e de pessoas nascidas no interior do Tocantins. III. A população de Palmas se concentra majoritariamente na zona urbana. IV. A população estrangeira cresceu exponencialmente em Palmas na última década, atraída especialmente pelos incentivos fiscais específicos para este grupo e pela internacionalização do seu aeroporto. V. Como consequência do seu crescimento populacional recente, Palmas deixou de ser a Capital de Estado menos populosa do Brasil, segundo o último Censo do IBGE (2022).
Assinale a alternativa CORRETA.
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A Lei Nº 9.304/1996, Lei de Diretrizes e Bases da
Educação – LDB define, em seu artigo 6º o dever
dos pais ou responsáveis sobre a educação dos
filhos. É CORRETO afirmar que:
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