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1952309 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Pariconha-AL
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Vigilância e território

É no território, onde acontecem as relações de vida e trabalho, que a determinação social do processo de saúde e de doença se operacionaliza por meio da organização dos serviços de saúde em redes de Vigilância em Saúde. Essas redes se configuram em ambientes participativos e intersetoriais que possibilitam um ciclo contínuo de compreensão das possibilidades de riscos e de resiliência de problemas relacionados à vigilância sanitária, epidemiológica, de saúde ambiental e de saúde do trabalhador. O resultado deste processo se configura em elaborar um mapa de intervenção sobre os condicionantes, os riscos e os impactos à saúde.

Ao considerar os aspectos de natureza econômica, social, ambiental, cultural, política e suas mediações, a Vigilância em Saúde amplia e empodera a sua capacidade de identificar onde e como devem ser feitas as intervenções de maior impacto no território.

O conceito de território oferece uma possibilidade da observação das dinâmicas das situações de risco e das atividades humanas nele materializados, com uma historicidade e mobilidade intercambiadas com cenários mais amplos e trajetórias da população e seus modos de reprodução, as quais são dadas por fluxos e configurações demográficas relacionadas aos modos de desenvolvimento regionais.

Os casos e as situações de risco, os quais são objetos concretos da Vigilância em Saúde, operam uma interconexão de territórios, estabelecendo redes de vigilância sanitária articuladoras das diferentes abordagens da Vigilância em Saúde. Tendo, além da expressão local, uma configuração articulada com outros territórios, transpondo, assim, fronteiras de um determinado local, oferecendo e absorvendo informações da dinâmica de determinação, condicionamentos e nexos causais dos casos e situações de risco em foco.

O território na Vigilância em Saúde responde às interações espaciais configuradas por problemas sanitários que conectam distintos territórios, por fluxos de cadeias produtivas e distributivas de produtos de interesse sanitário e pela vigilância de situações de risco similares.

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2ML3aXw.

Com base no texto 'Vigilância e território', leia as afirmativas a seguir:
I. O conceito de território oferece uma possibilidade da observação das dinâmicas das situações de risco e das atividades humanas nele materializados com uma historicidade e mobilidade intercambiadas com cenários mais amplos e trajetórias da população e seus modos de reprodução, as quais são dadas por fluxos e configurações demográficas relacionadas aos modos de desenvolvimento regionais, de acordo com o texto. II. As características territoriais e demográficas de uma região, o perfil econômico da população e o nível de escolaridade dos cidadãos são fatores que afetam diretamente a eficiência dos serviços, ações e projetos de Vigilância em Saúde, de acordo com o texto.
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1952308 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Pariconha-AL
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Vigilância e território

É no território, onde acontecem as relações de vida e trabalho, que a determinação social do processo de saúde e de doença se operacionaliza por meio da organização dos serviços de saúde em redes de Vigilância em Saúde. Essas redes se configuram em ambientes participativos e intersetoriais que possibilitam um ciclo contínuo de compreensão das possibilidades de riscos e de resiliência de problemas relacionados à vigilância sanitária, epidemiológica, de saúde ambiental e de saúde do trabalhador. O resultado deste processo se configura em elaborar um mapa de intervenção sobre os condicionantes, os riscos e os impactos à saúde.

Ao considerar os aspectos de natureza econômica, social, ambiental, cultural, política e suas mediações, a Vigilância em Saúde amplia e empodera a sua capacidade de identificar onde e como devem ser feitas as intervenções de maior impacto no território.

O conceito de território oferece uma possibilidade da observação das dinâmicas das situações de risco e das atividades humanas nele materializados, com uma historicidade e mobilidade intercambiadas com cenários mais amplos e trajetórias da população e seus modos de reprodução, as quais são dadas por fluxos e configurações demográficas relacionadas aos modos de desenvolvimento regionais.

Os casos e as situações de risco, os quais são objetos concretos da Vigilância em Saúde, operam uma interconexão de territórios, estabelecendo redes de vigilância sanitária articuladoras das diferentes abordagens da Vigilância em Saúde. Tendo, além da expressão local, uma configuração articulada com outros territórios, transpondo, assim, fronteiras de um determinado local, oferecendo e absorvendo informações da dinâmica de determinação, condicionamentos e nexos causais dos casos e situações de risco em foco.

O território na Vigilância em Saúde responde às interações espaciais configuradas por problemas sanitários que conectam distintos territórios, por fluxos de cadeias produtivas e distributivas de produtos de interesse sanitário e pela vigilância de situações de risco similares.

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2ML3aXw.

Com base no texto 'Vigilância e território', leia as afirmativas a seguir:
I. Os profissionais que atuam nas ações e projetos de Vigilância em Saúde devem possuir formação em nível superior e profundo conhecimento do território de atuação, assim como devem demonstrar domínio de ferramentas de informática, de acordo com o texto. II. É no território, onde acontecem as relações de vida e trabalho, que a determinação social do processo de saúde e de doença se operacionaliza por meio da organização dos serviços de saúde em redes de Vigilância em Saúde, de acordo com o texto.
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1952307 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Pariconha-AL

EDUCAÇÃO CRÍTICA

A educação crítica é orientada para a tomada de decisões e para o exercício da prática de uma responsabilidade social e política. Modificando-se assim, a própria relação entre o professor e o aluno, a qual é marcada pelo pressuposto básico que Paulo Freire estabelece para esta relação, a saber, a prática do diálogo enquanto dimensão essencial no trabalho de compreensão da realidade a partir das experiências do sujeito ensinante, assim como do sujeito aprendente.

Portanto, a comunicação entre o educador e o educando, na partilha de suas experiências pelo diálogo, abre caminhos para uma participação responsável. O diálogo implica reconhecimento do outro, através do respeito a sua dignidade, o que só é possível entre pessoas, e o qual se fundamenta na democracia.

Paulo Freire traz para a escola o princípio da relação professoraluno. Muitas vezes, como em nossa vida social, tem se apresentado também, envolvida pelo autoritarismo, a ausência do diálogo, exigindo de todos, a aprendizagem da democracia, através da dialogação entre alunos, pais e professores, transformando a vida escolar em assunto de todos os envolvidos, assim como a vida política é assunto de toda a sociedade.

Para tanto, Paulo Freire propõe uma educação transformadora, uma educação para a democracia pela participação de todos, calcada no homem livre, racional, capaz de promover mudanças através do consenso entre grupos e classes sociais, por meio de reformas histórico-culturais, ou seja, no pensar a realidade do trabalho humano como uma obra de cultura, um ato cultural.

Assim, compreender a cultura como processo histórico pelo qual o homem se relaciona com o mundo transformando-o com os outros homens, reconhecendo e transformando a natureza e a si próprios. Representando a somatória de toda a experiência, criação e recriação ligada ao homem no seu espaço de hoje e na sua vivência de ontem, configurando-se como a real manifestação do homem sobre e com o mundo. Portanto, compreendendo que a cultura é tudo o que é criado pelo homem.

Desta forma, é relevante considerar o homem inserido na cultura por ele constituída, compreendendo as relações que se estabelecem na escola. Em que o professor perceba que cada indivíduo, deve despertar para a consciência de sentido do seu existir, devendo a ele o respeito com a necessária competência e compromisso pedagógico, o que deve servir de referência na organização e valoração do quefazer escolar. Perceber a existência de duas culturas, a do educando e a do educador, numa sociedade competitiva e de contradições.

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2SuTsfD.

Com base no texto 'EDUCAÇÃO CRÍTICA', leia as afirmativas a seguir:

I. Paulo Freire propõe uma educação calcada no pensar a realidade do trabalho humano como uma obra de cultura, um ato cultural, afirma o texto. Assim, na perspectiva de Freire, a educação deve distanciar-se da realidade do educando, para, assim, refletir a cultura das classes dominantes, de acordo com o texto.

II. Paulo Freire propõe uma educação calcada no homem livre, racional, incapaz de promover mudanças através do consenso entre grupos e classes sociais, afirma o texto.

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1952306 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Pariconha-AL

Pecados do atendimento

Um bom atendimento ao usuário é capaz de levar a entidade a ter uma boa imagem perante o seu público, pois leva em consideração a satisfação do usuário em virtude da resolução de problemas ou da clareza quanto às informações oferecidas.

É por isso que é importante conhecer as falhas mais comuns no atendimento ao usuário dos serviços. Assim, é possível saber quais atitudes evitar e quais buscar na performance da sua equipe, deixando os usuários mais propensos a elogiar a instituição e ter uma boa imagem da mesma.

INFORMAÇÕES RASAS OU IMPRECISAS

Um dos erros fatais no atendimento ao usuário é quando o mesmo liga para a instituição e não consegue sanar a sua dúvida. É vital que os atendentes sejam treinados para dar informações precisas ou transferir a ligação para alguém mais capacitado. Se o usuário entra em contato com uma dúvida e o servidor não a soluciona, ele se sentirá desnorteado e desrespeitado, pois não saberá qual caminho tomar a seguir.

TRATAMENTO INADEQUADO

Na maioria das vezes, o usuário liga para a instituição porque está frustrado com algo e precisa de um bom atendimento para tirá-lo do estado atual. Desse modo, se há grosseria, ignorância ou até mesmo falta de tato, o usuário se sentirá desrespeitado e avaliará mal o atendimento. Mesmo se o erro for do próprio usuário, saiba relevar.

Por outro lado, se a organização for responsável pela frustração do usuário, o servidor não deve hesitar, procurando oferecer uma solução para o problema do usuário imediatamente. O cidadão poderá perdoar um erro se ele for solucionado com atenção e dedicação.

SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO USUÁRIO INEXISTENTE

Independentemente da natureza da instituição, é fundamental que haja canais de atendimento para que os usuários possam entrar em contato quando quiserem. A inexistência de profissionais dedicados ao atendimento dos usuários pode ser prejudicial para a imagem da entidade. É recomendável que a instituição descubra quais são as formas preferidas de comunicação dos usuários e, assim, prover a devida comunicação por esses canais.

DESVALORIZAÇÃO DA EQUIPE E FALTA DE FEEDBACK

Um excelente atendimento ao usuário gera resultados muito bons nas pesquisas de satisfação. Portanto, desvalorizar o trabalho eficiente ou não congratular a equipe por ter diminuído queixas ou deixado os usuários mais felizes não faz de você um bom líder. Isso faz com que haja desmotivação na equipe e, logo, falhas no atendimento.

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/39qApsS.

Com base no texto 'Pecados do atendimento', leia as afirmativas a seguir:

I. É vital para o bom atendimento que, na instituição, os atendentes sejam treinados para dar informações precisas ou transferir a ligação para alguém mais capacitado, de acordo com o texto.

II. Se o usuário dos serviços entra em contato com o atendimento para sanar uma dúvida e o servidor não a soluciona, ele se sentirá desnorteado e desrespeitado, pois não saberá qual caminho tomar a seguir, de acordo com o texto.

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1952305 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Pariconha-AL

ARGENTINA

Por Lara Rizério

16 de dezembro de 2019

Medidas consideradas intervencionistas já eram esperadas logo nos primeiros dias de governo de Alberto Fernández, que tomou posse como presidente da Argentina no dia 10 de dezembro de 2019. E foi justamente o que aconteceu.

No último fim de semana, ganharam as páginas dos jornais o decreto do governo, instituindo, além do aumento dos custos dos empregadores para demissão de funcionários, a elevação dos impostos sobre as exportações de soja e grãos, como forma de “enfrentar a grave situação das finanças públicas” do país (segundo destaca o documento).

Com isso, o teto de taxação de 4 Pesos por Dólar definido pelo governo do ex-presidente Maurício Macri perde o efeito e as retenções ficam em 12%. O decreto de Fernández é aplicado parcialmente para o trigo, o milho e a soja, que voltarão à taxa de 12%. Para a soja, principal produto de exportação, o índice se somará aos 18% que já se pagavam. Desta forma, essa exportação será taxada com 30% de seu preço.

As tarifas de exportação da Argentina, em uma base de doze meses até novembro de 2019, representaram cerca de 1,6% do PIB do país, de acordo com cálculos feitos pelo Credit Suisse. O governo aposta que, com a elevação das tarifas, haja mais fundos para o seu pacote emergencial.

As medidas de Fernández, inclusive, têm o potencial de reverberar por aqui. Afinal, o país vizinho é o principal fornecedor de trigo para o Brasil – de acordo com o Ministério da Agricultura, mais de 80% da commodity utilizado pelas indústrias brasileiras vêm da Argentina.

Desta forma, a princípio, o anúncio poderia representar mais uma fonte de pressão nos preços dos alimentos no Brasil, já que a elevação das cotações do trigo pode ser repassada para produtos que usam o insumo, como o pão francês.

Vale destacar que, no mês de novembro de 2019, a inflação oficial brasileira medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou uma aceleração de 0,51% na comparação mensal, maior alta do mês desde 2015 e acima do esperado. Quem guiou esse resultado foi a carne, cujo preço disparou 8,09% de outubro para novembro de 2019 por conta da escassez de proteína animal na Ásia, onde a demanda por importações de carne suína, bovina e de frango aumentou. A peste suína africana está dizimando rebanhos, reduzindo a oferta e aumentando a exportação brasileira para a região.

Porém, conforme aponta a equipe de análise econômica da XP Investimentos, a dimensão do impacto da medida da Argentina sobre a inflação brasileira ainda é difícil de ser calculada, uma vez que o Brasil poderia redirecionar suas compras para outros países que também são grandes produtores do grão, como EUA e Canadá.

EFEITO NAS EMPRESAS

Enquanto o cenário é incerto, algumas empresas brasileiras e associações já se pronunciaram. Foi o caso da Marfrig Global Foods (uma companhia de alimentos à base de proteína animal), que possui operações na Argentina e afirmou que a taxação para os produtos em geral não terá impacto material na geração de resultado da companhia. O governo argentino aumentou para 9% o imposto sobre as exportações de carne bovina. Antes, eram cobrados 3 Pesos por Dólar exportado.

A companhia destacou que a receita líquida da operação da empresa na Argentina representou apenas 3,6% da receita líquida consolidada no período acumulado até setembro de 2019, sendo que, desse montante, aproximadamente 50% é proveniente de vendas no mercado doméstico, o que minimiza o impacto da medida, enquanto outros 50% vieram de exportações.

“Aproximadamente 60% das receitas de exportações de carne bovina da Marfrig, na Argentina, foi para China, um dos destinos mais rentáveis do mundo dado o novo cenário global de proteínas”, destacou em comunicado.

Por outro lado, com relação, especificamente, ao trigo e à soja, o efeito da elevação dos tributos será estimular agricultores argentinos a produzirem menos, conforme aponta a analista Michaela Kuhl, do Commerzbank. “Para agricultores, o imposto significa que eles ganham menos ao exportar seus produtos. Em geral, isso significa que produzirão menos dos produtos em questão”, destaca a analista.

Assim, qualquer recuo significativo na produção do país terá efeito nos mercados globais, já que o país é o maior exportador de farelo de soja e sexto maior exportador de trigo, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2EyfGFu.

Com base no texto 'Argentina eleva taxas sobre exportação', leia as afirmativas a seguir:
I. É possível subentender-se, a partir do texto, que o decreto do governo da Argentina é aplicado parcialmente para o trigo, o milho e a soja, que voltarão à taxa de 12%. Para a soja, o índice se somará aos 18% que já se pagavam e, assim, essa exportação será taxada com 30% de seu preço. II. No texto, a autora afirma que, de acordo com o Ministério da Agricultura do Brasil, mais de 80% do trigo utilizado pelas indústrias brasileiras vêm de países da América Central, como a Argentina, o México e o Caribe. Ainda de acordo com a autora, o baixo acesso dos produtores agrícolas desses países às novas tecnologias produtivas é um fator que afeta negativamente a eficiência desses fornecedores, elevando o preço do trigo e, assim, reduzindo a competitividade das indústrias brasileiras. III. O texto informa que, na perspectiva da equipe de análise econômica da XP Investimentos, a dimensão do impacto da medida da Argentina sobre a inflação brasileira ainda é difícil de ser calculada, uma vez que o Brasil poderia redirecionar suas compras para outros países que também são grandes produtores de trigo, como EUA e Canadá.
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1952304 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Pariconha-AL
ARGENTINA
Por Lara Rizério
16 de dezembro de 2019
Medidas consideradas intervencionistas já eram esperadas logo nos primeiros dias de governo de Alberto Fernández, que tomou posse como presidente da Argentina no dia 10 de dezembro de 2019. E foi justamente o que aconteceu.
No último fim de semana, ganharam as páginas dos jornais o decreto do governo, instituindo, além do aumento dos custos dos empregadores para demissão de funcionários, a elevação dos impostos sobre as exportações de soja e grãos, como forma de “enfrentar a grave situação das finanças públicas” do país (segundo destaca o documento).
Com isso, o teto de taxação de 4 Pesos por Dólar definido pelo governo do ex-presidente Maurício Macri perde o efeito e as retenções ficam em 12%. O decreto de Fernández é aplicado parcialmente para o trigo, o milho e a soja, que voltarão à taxa de 12%. Para a soja, principal produto de exportação, o índice se somará aos 18% que já se pagavam. Desta forma, essa exportação será taxada com 30% de seu preço.
As tarifas de exportação da Argentina, em uma base de doze meses até novembro de 2019, representaram cerca de 1,6% do PIB do país, de acordo com cálculos feitos pelo Credit Suisse. O governo aposta que, com a elevação das tarifas, haja mais fundos para o seu pacote emergencial.
As medidas de Fernández, inclusive, têm o potencial de reverberar por aqui. Afinal, o país vizinho é o principal fornecedor de trigo para o Brasil – de acordo com o Ministério da Agricultura, mais de 80% da commodity utilizado pelas indústrias brasileiras vêm da Argentina.
Desta forma, a princípio, o anúncio poderia representar mais uma fonte de pressão nos preços dos alimentos no Brasil, já que a elevação das cotações do trigo pode ser repassada para produtos que usam o insumo, como o pão francês.
Vale destacar que, no mês de novembro de 2019, a inflação oficial brasileira medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou uma aceleração de 0,51% na comparação mensal, maior alta do mês desde 2015 e acima do esperado. Quem guiou esse resultado foi a carne, cujo preço disparou 8,09% de outubro para novembro de 2019 por conta da escassez de proteína animal na Ásia, onde a demanda por importações de carne suína, bovina e de frango aumentou. A peste suína africana está dizimando rebanhos, reduzindo a oferta e aumentando a exportação brasileira para a região.
Porém, conforme aponta a equipe de análise econômica da XP Investimentos, a dimensão do impacto da medida da Argentina sobre a inflação brasileira ainda é difícil de ser calculada, uma vez que o Brasil poderia redirecionar suas compras para outros países que também são grandes produtores do grão, como EUA e Canadá.
EFEITO NAS EMPRESAS
Enquanto o cenário é incerto, algumas empresas brasileiras e associações já se pronunciaram. Foi o caso da Marfrig Global Foods (uma companhia de alimentos à base de proteína animal), que possui operações na Argentina e afirmou que a taxação para os produtos em geral não terá impacto material na geração de resultado da companhia. O governo argentino aumentou para 9% o imposto sobre as exportações de carne bovina. Antes, eram cobrados 3 Pesos por Dólar exportado.
A companhia destacou que a receita líquida da operação da empresa na Argentina representou apenas 3,6% da receita líquida consolidada no período acumulado até setembro de 2019, sendo que, desse montante, aproximadamente 50% é proveniente de vendas no mercado doméstico, o que minimiza o impacto da medida, enquanto outros 50% vieram de exportações.
“Aproximadamente 60% das receitas de exportações de carne bovina da Marfrig, na Argentina, foi para China, um dos destinos mais rentáveis do mundo dado o novo cenário global de proteínas”, destacou em comunicado.
Por outro lado, com relação, especificamente, ao trigo e à soja, o efeito da elevação dos tributos será estimular agricultores argentinos a produzirem menos, conforme aponta a analista Michaela Kuhl, do Commerzbank. “Para agricultores, o imposto significa que eles ganham menos ao exportar seus produtos. Em geral, isso significa que produzirão menos dos produtos em questão”, destaca a analista.
Assim, qualquer recuo significativo na produção do país terá efeito nos mercados globais, já que o país é o maior exportador de farelo de soja e sexto maior exportador de trigo, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2EyfGFu.
Com base no texto 'Argentina eleva taxas sobre exportação', leia as afirmativas a seguir:
I. No texto, é possível identificar a ideia de que as medidas do governo da Argentina têm o potencial de reverberar no Brasil. Afinal, o país vizinho é o principal fornecedor de melaço para as indústrias brasileiras. II. A autora destacar que, no mês de novembro de 2019, a inflação oficial brasileira medida pelo IBGE e divulgada pelo IPCA, mostrou uma aceleração de 8,09% na comparação mensal, maior alta do mês desde 2015 e acima do esperado. Ainda de acordo com a autora, a redução da taxa de inflação e o aumento do custo de vida do brasileiro foi fortemente influenciado pela redução na oferta de trigo da Argentina. III. De acordo com as informações apresentadas pelo texto, a Marfrig Global Foods afirmou que a receita líquida da sua operação na Argentina representou mais de 6,3% da receita bruta global no período acumulado até julho de 2019.
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1952303 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Pariconha-AL

EDUCAÇÃO CRÍTICA

A educação crítica é orientada para a tomada de decisões e para o exercício da prática de uma responsabilidade social e política. Modificando-se assim, a própria relação entre o professor e o aluno, a qual é marcada pelo pressuposto básico que Paulo Freire estabelece para esta relação, a saber, a prática do diálogo enquanto dimensão essencial no trabalho de compreensão da realidade a partir das experiências do sujeito ensinante, assim como do sujeito aprendente.

Portanto, a comunicação entre o educador e o educando, na partilha de suas experiências pelo diálogo, abre caminhos para uma participação responsável. O diálogo implica reconhecimento do outro, através do respeito a sua dignidade, o que só é possível entre pessoas, e o qual se fundamenta na democracia.

Paulo Freire traz para a escola o princípio da relação professoraluno. Muitas vezes, como em nossa vida social, tem se apresentado também, envolvida pelo autoritarismo, a ausência do diálogo, exigindo de todos, a aprendizagem da democracia, através da dialogação entre alunos, pais e professores, transformando a vida escolar em assunto de todos os envolvidos, assim como a vida política é assunto de toda a sociedade.

Para tanto, Paulo Freire propõe uma educação transformadora, uma educação para a democracia pela participação de todos, calcada no homem livre, racional, capaz de promover mudanças através do consenso entre grupos e classes sociais, por meio de reformas histórico-culturais, ou seja, no pensar a realidade do trabalho humano como uma obra de cultura, um ato cultural.

Assim, compreender a cultura como processo histórico pelo qual o homem se relaciona com o mundo transformando-o com os outros homens, reconhecendo e transformando a natureza e a si próprios. Representando a somatória de toda a experiência, criação e recriação ligada ao homem no seu espaço de hoje e na sua vivência de ontem, configurando-se como a real manifestação do homem sobre e com o mundo. Portanto, compreendendo que a cultura é tudo o que é criado pelo homem.

Desta forma, é relevante considerar o homem inserido na cultura por ele constituída, compreendendo as relações que se estabelecem na escola. Em que o professor perceba que cada indivíduo, deve despertar para a consciência de sentido do seu existir, devendo a ele o respeito com a necessária competência e compromisso pedagógico, o que deve servir de referência na organização e valoração do quefazer escolar. Perceber a existência de duas culturas, a do educando e a do educador, numa sociedade competitiva e de contradições.

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2SuTsfD.

Com base no texto 'EDUCAÇÃO CRÍTICA', leia as afirmativas a seguir:

I. Paulo Freire propõe uma educação calcada no homem capaz de promover mudanças por meio de atos culturais e movimentos artísticos, afirma o texto.

II. O diálogo entre o educador e o educando implica reconhecimento do outro, através do respeito à sua dignidade, o que só é possível entre pessoas, e que se fundamenta na democracia, afirma o texto.

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1952302 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Pariconha-AL

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E ÉTICA

O agente público deve observar algumas regras para um bom desempenho da atividade no setor público. Essas regras constituem os princípios da Administração Pública, que estão presentes no artigo 37 da Constituição Federal de 1988. Esses princípios devem ser levados em conta na hora de pensar as políticas públicas e, de um modo geral, influenciam as bases da gestão pública brasileira.

A violação dos princípios da Administração Pública implica nulidade do ato administrativo e podem incidir na Lei de Improbidade Administrativa. Ou seja, qualquer ação ou omissão dos servidores públicos que viole os princípios constitucionais pode ser considerada improbidade administrativa.

Segundo o artigo 37 da Constituição Federal: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”

PRINCÍPIO DA LEGALIDADE

O princípio da legalidade, que é uma das principais garantias de direitos individuais, remete ao fato de que a Administração Pública só pode fazer aquilo que a lei permite, ou seja, só pode ser exercido em conformidade com o que é apontado na lei, esse princípio ganha tanta relevância pelo fato de não proteger o cidadão de vários abusos emanados de agentes do poder público.

É importante diferenciar que, para o cidadão comum, tudo o que não é proibido é permitido. Já para o servidor público, só é permitido aquilo que está legalizado. Suas ações administrativas só podem ser feitas baseadas em leis.

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2ZkKT8L.

Com base no texto 'ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E ÉTICA', leia as afirmativas a seguir:

I. De acordo com o texto, segundo o artigo 37 da Constituição Federal, a Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios deve obedecer aos princípios de legalidade, de impessoalidade, de moralidade, de publicidade e de eficiência.

II. De acordo com o texto, o princípio da legalidade, que é uma das principais garantias de direitos individuais, remete ao fato de que a Administração Pública só pode fazer aquilo que a lei permite, ou seja, só pode ser exercido em conformidade com o que é apontado na lei.

III. De acordo com o texto, é importante diferenciar que, para o cidadão comum, tudo o que não é proibido é permitido. Já para o servidor público, afirma o texto, só é permitido aquilo que está legalizado. Assim, as ações administrativas dos agentes públicos só podem ser feitas baseadas em leis, afirma o autor do texto.

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Questão presente nas seguintes provas
1952301 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Pariconha-AL

EDUCAÇÃO CRÍTICA

A educação crítica é orientada para a tomada de decisões e para o exercício da prática de uma responsabilidade social e política. Modificando-se assim, a própria relação entre o professor e o aluno, a qual é marcada pelo pressuposto básico que Paulo Freire estabelece para esta relação, a saber, a prática do diálogo enquanto dimensão essencial no trabalho de compreensão da realidade a partir das experiências do sujeito ensinante, assim como do sujeito aprendente.

Portanto, a comunicação entre o educador e o educando, na partilha de suas experiências pelo diálogo, abre caminhos para uma participação responsável. O diálogo implica reconhecimento do outro, através do respeito a sua dignidade, o que só é possível entre pessoas, e o qual se fundamenta na democracia.

Paulo Freire traz para a escola o princípio da relação professoraluno. Muitas vezes, como em nossa vida social, tem se apresentado também, envolvida pelo autoritarismo, a ausência do diálogo, exigindo de todos, a aprendizagem da democracia, através da dialogação entre alunos, pais e professores, transformando a vida escolar em assunto de todos os envolvidos, assim como a vida política é assunto de toda a sociedade.

Para tanto, Paulo Freire propõe uma educação transformadora, uma educação para a democracia pela participação de todos, calcada no homem livre, racional, capaz de promover mudanças através do consenso entre grupos e classes sociais, por meio de reformas histórico-culturais, ou seja, no pensar a realidade do trabalho humano como uma obra de cultura, um ato cultural.

Assim, compreender a cultura como processo histórico pelo qual o homem se relaciona com o mundo transformando-o com os outros homens, reconhecendo e transformando a natureza e a si próprios. Representando a somatória de toda a experiência, criação e recriação ligada ao homem no seu espaço de hoje e na sua vivência de ontem, configurando-se como a real manifestação do homem sobre e com o mundo. Portanto, compreendendo que a cultura é tudo o que é criado pelo homem.

Desta forma, é relevante considerar o homem inserido na cultura por ele constituída, compreendendo as relações que se estabelecem na escola. Em que o professor perceba que cada indivíduo, deve despertar para a consciência de sentido do seu existir, devendo a ele o respeito com a necessária competência e compromisso pedagógico, o que deve servir de referência na organização e valoração do quefazer escolar. Perceber a existência de duas culturas, a do educando e a do educador, numa sociedade competitiva e de contradições.

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2SuTsfD.

Com base no texto 'EDUCAÇÃO CRÍTICA', leia as afirmativas a seguir:

I. Paulo Freire traz para a escola o princípio da relação professoraluno. Essa relação, não costuma apresentar qualquer indício de autoritarismo ou da ausência de diálogo, de acordo com o texto.

II. A educação crítica é orientada para a tomada de decisões e para o exercício da prática de uma responsabilidade social e política, de acordo com o texto.

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1952300 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Pariconha-AL

FRIGORÍFICOS

Por Bloomberg Brasil

Publicado em 16 de dezembro de 2019

Produtos que imitam a carne podem ser a onda do momento, mas os produtores da carne de verdade vão muito bem, obrigado.

A fabricante de hambúrgueres veganos Beyond Meat dominou o noticiário este ano de 2019 com uma estreia de enorme sucesso no mercado financeiro e uma vertiginosa valorização de 200% sobre suas ações.

Mas os frigoríficos Minerva e JBS não estão muito atrás. Até empresas americanas prejudicadas pela guerra comercial com a China, como a Tyson Foods, recentemente tiveram os maiores ganhos nas ações em anos.

Por trás da disparada nos preços das ações dessas empresas está a escassez de proteína animal na Ásia, onde a demanda por importações de carne suína, bovina e de frango aumentou. A peste suína africana está dizimando rebanhos da China ao Vietnã, provocando situações que vão afetar o comércio de carne por anos.

Enquanto a oferta de carne nos Estados Unidos bate recordes, a demanda por lá também começa a dar sinais de aceleração. Os preços do presunto naquele país estão próximos aos maiores níveis sazonais devido à forte procura externa, elevando os preços da carne de porco. Empresas como a Tyson Foods, com sede em Springdale, Arkansas, relatam interesse “extremo” de compradores chineses por carne de frango, após a suspensão de uma proibição que vigorou por vários anos.

A demanda doméstica por carne também é robusta nos Estados Unidos, à medida que o consumo desse alimento aumenta junto com a renda dos consumidores norte americanos, explicou Mike Sands, dono da consultoria MBS Research, sediada em Memphis.

O movimento ainda tem fôlego, de acordo com Heather Jones, analista de renda variável e proprietária da Heather Jones Research. Cerca de 8% do volume mundial de proteína foi exterminado pela peste suína e a oferta deve chegar ao ponto mínimo no primeiro semestre de 2020.

O salto das ações de empresas de proteína animal coincide com o avanço de negócios de imitação de carne. Em novembro de 2019, as vendas de alternativas à carne subiram 40% com a chegada de mais produtos aos supermercados, de acordo com dados da firma de pesquisas IRI.

Embora substitutos à base de plantas representem apenas 1% do mercado de carne dos Estados Unidos, que movimenta US$ 86 bilhões, as vendas podem chegar a US$ 15 bilhões nos próximos cinco a sete anos, segundo a empresa Hormel Foods, que lançou uma linha própria.

Por ora, as empresas tradicionais não parecem temer a perda de clientes. Além do movimento causado pela peste suína, a expansão da população global significa que a produção de alimentos precisa aumentar 70% até 2050, de acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês). O aumento da renda geralmente significa aumento do consumo de proteína.

Nos Estados Unidos, os frigoríficos também se beneficiaram após um incêndio atingir uma unidade da Tyson Foods em agosto de 2019. Assim, com a capacidade reduzida, criou-se um excesso de animais vivos, o que derrubou os preços do gado. Paralelamente, compradores de carne bovina entraram em pânico com a perspectiva de escassez desse alimento e aceitaram pagar mais caro por ele. Assim, as margens de lucro dos frigoríficos bateram recordes.

Nos Estados Unidos, quatro empresas dominam o segmento de processamento de carne bovina e o Departamento de Agricultura daquele país iniciou uma investigação sobre concorrência desleal.

“As margens dos frigoríficos melhoraram até que fez sentido economicamente funcionar agressivamente não apenas durante a semana, mas também aos sábados”, disse Mike Sands, da MBS. “As margens da carne bovina têm sido muito boas, mas isso é necessário para impedir que o setor fique com gado sem condições.”

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/38SoAeV

Com base no texto 'FRIGORÍFICOS', leia as afirmativas a seguir:

I. O texto informa que o salto das ações de empresas de proteína animal coincide com o avanço de negócios de imitação de carne. O texto traz ainda informações da firma de pesquisas IRI as quais apontam que, em novembro de 2019, as vendas de alternativas à carne subiram 40% com a chegada de mais produtos aos supermercados.

II. De acordo com o texto, na perspectiva de Mike Sands, as margens dos frigoríficos melhoraram até que fez sentido economicamente funcionar não apenas durante a semana, mas também aos sábados. Ainda de acordo com Sands, as margens da carne bovina têm sido muito boas.

III. Segundo o autor do texto, por trás da disparada nos preços das ações das empresas que vendem proteína animal está a escassez de carne na Ásia, onde a demanda por importações de carne suína, bovina e de frango aumentou.


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