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Foram encontradas 50 questões.

2687493 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

Leia o texto para responder a questão.

Cineclube inverte tendência

Nas proximidades da Praça da República, na capital paulista, um estacionamento passou por oito meses de reforma para dar lugar a um espaço cada vez mais raro de surgir na capital: um cinema de rua. “Esta sala é a materialização de um sonho. Traz acolhimento, celebração e troca entre o cinema e o público. Nós queremos valorizar o setor e trazer de volta ao centro [da cidade] a possibilidade de viver o cinema em que acreditamos”, destaca P. Vidiz, um dos sócios do Cineclube Cortina, ao lado de M. Sarti e R. Barreto.

Quem entra pela porta principal se depara com as diversas mesas do bar e restaurante que fazem parte do espaço multicultural. O grande diferencial, porém, está no subsolo: onde antes ficavam os carros, hoje há um espaço, com telão e 80 cadeiras dobráveis, para apreciar filmes. Quando abertas as cortinas e retiradas as cadeiras, o mesmo lugar pode virar um espaço que comporta até 500 pessoas para shows e festas.

As festas e os shows terão valor do ingresso de acordo com o evento, mas contam com “meia solidária”: doando alimentos, paga-se a metade do valor.

Os sócios visitaram mais de 50 imóveis e escolheram o local por ser próximo da Praça da República e por ser um estacionamento, buscando reverter a tendência da região onde cinemas fecharam ao longo dos anos, transformando- se justamente em estacionamentos ou igrejas.

“Queremos estar perto do público antenado, vanguardista e que não desiste da cultura”, salienta Sarti. A programação dos filmes pretende priorizar obras prestigiadas pela crítica e que sejam opção ao circuito tradicional dos cinemas. Também há a intenção de que sejam frequentes os debates com os diretores ou criadores dos filmes, em momentos de troca com o público, fazendo valer o nome de cineclube.

As festas e shows apostarão na diversidade da música nacional, com apresentações inéditas de nomes conhecidos e de novos artistas, de diversos estilos e regiões do País.

(André Carlos Zorzi. https://cultura.estadao.com.br Publicado em 26.07.2022. Adaptado)

O sinal indicativo de crase está corretamente empregado na alternativa:

 

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2687492 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

Leia o texto para responder a questão.

Cineclube inverte tendência

Nas proximidades da Praça da República, na capital paulista, um estacionamento passou por oito meses de reforma para dar lugar a um espaço cada vez mais raro de surgir na capital: um cinema de rua. “Esta sala é a materialização de um sonho. Traz acolhimento, celebração e troca entre o cinema e o público. Nós queremos valorizar o setor e trazer de volta ao centro [da cidade] a possibilidade de viver o cinema em que acreditamos”, destaca P. Vidiz, um dos sócios do Cineclube Cortina, ao lado de M. Sarti e R. Barreto.

Quem entra pela porta principal se depara com as diversas mesas do bar e restaurante que fazem parte do espaço multicultural. O grande diferencial, porém, está no subsolo: onde antes ficavam os carros, hoje há um espaço, com telão e 80 cadeiras dobráveis, para apreciar filmes. Quando abertas as cortinas e retiradas as cadeiras, o mesmo lugar pode virar um espaço que comporta até 500 pessoas para shows e festas.

As festas e os shows terão valor do ingresso de acordo com o evento, mas contam com “meia solidária”: doando alimentos, paga-se a metade do valor.

Os sócios visitaram mais de 50 imóveis e escolheram o local por ser próximo da Praça da República e por ser um estacionamento, buscando reverter a tendência da região onde cinemas fecharam ao longo dos anos, transformando- se justamente em estacionamentos ou igrejas.

“Queremos estar perto do público antenado, vanguardista e que não desiste da cultura”, salienta Sarti. A programação dos filmes pretende priorizar obras prestigiadas pela crítica e que sejam opção ao circuito tradicional dos cinemas. Também há a intenção de que sejam frequentes os debates com os diretores ou criadores dos filmes, em momentos de troca com o público, fazendo valer o nome de cineclube.

As festas e shows apostarão na diversidade da música nacional, com apresentações inéditas de nomes conhecidos e de novos artistas, de diversos estilos e regiões do País.

(André Carlos Zorzi. https://cultura.estadao.com.br Publicado em 26.07.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma- -padrão de concordância verbal e nominal.

 

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2687491 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

Leia o texto para responder a questão.

Cineclube inverte tendência

Nas proximidades da Praça da República, na capital paulista, um estacionamento passou por oito meses de reforma para dar lugar a um espaço cada vez mais raro de surgir na capital: um cinema de rua. “Esta sala é a materialização de um sonho. Traz acolhimento, celebração e troca entre o cinema e o público. Nós queremos valorizar o setor e trazer de volta ao centro [da cidade] a possibilidade de viver o cinema em que acreditamos”, destaca P. Vidiz, um dos sócios do Cineclube Cortina, ao lado de M. Sarti e R. Barreto.

Quem entra pela porta principal se depara com as diversas mesas do bar e restaurante que fazem parte do espaço multicultural. O grande diferencial, porém, está no subsolo: onde antes ficavam os carros, hoje há um espaço, com telão e 80 cadeiras dobráveis, para apreciar filmes. Quando abertas as cortinas e retiradas as cadeiras, o mesmo lugar pode virar um espaço que comporta até 500 pessoas para shows e festas.

As festas e os shows terão valor do ingresso de acordo com o evento, mas contam com “meia solidária”: doando alimentos, paga-se a metade do valor.

Os sócios visitaram mais de 50 imóveis e escolheram o local por ser próximo da Praça da República e por ser um estacionamento, buscando reverter a tendência da região onde cinemas fecharam ao longo dos anos, transformando- se justamente em estacionamentos ou igrejas.

“Queremos estar perto do público antenado, vanguardista e que não desiste da cultura”, salienta Sarti. A programação dos filmes pretende priorizar obras prestigiadas pela crítica e que sejam opção ao circuito tradicional dos cinemas. Também há a intenção de que sejam frequentes os debates com os diretores ou criadores dos filmes, em momentos de troca com o público, fazendo valer o nome de cineclube.

As festas e shows apostarão na diversidade da música nacional, com apresentações inéditas de nomes conhecidos e de novos artistas, de diversos estilos e regiões do País.

(André Carlos Zorzi. https://cultura.estadao.com.br Publicado em 26.07.2022. Adaptado)

Com base no estudo das conjunções, a expressão destacada no trecho reescrito do segundo parágrafo estabelece relação de condição em:

 

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2687490 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

Leia o texto para responder a questão.

Cineclube inverte tendência

Nas proximidades da Praça da República, na capital paulista, um estacionamento passou por oito meses de reforma para dar lugar a um espaço cada vez mais raro de surgir na capital: um cinema de rua. “Esta sala é a materialização de um sonho. Traz acolhimento, celebração e troca entre o cinema e o público. Nós queremos valorizar o setor e trazer de volta ao centro [da cidade] a possibilidade de viver o cinema em que acreditamos”, destaca P. Vidiz, um dos sócios do Cineclube Cortina, ao lado de M. Sarti e R. Barreto.

Quem entra pela porta principal se depara com as diversas mesas do bar e restaurante que fazem parte do espaço multicultural. O grande diferencial, porém, está no subsolo: onde antes ficavam os carros, hoje há um espaço, com telão e 80 cadeiras dobráveis, para apreciar filmes. Quando abertas as cortinas e retiradas as cadeiras, o mesmo lugar pode virar um espaço que comporta até 500 pessoas para shows e festas.

As festas e os shows terão valor do ingresso de acordo com o evento, mas contam com “meia solidária”: doando alimentos, paga-se a metade do valor.

Os sócios visitaram mais de 50 imóveis e escolheram o local por ser próximo da Praça da República e por ser um estacionamento, buscando reverter a tendência da região onde cinemas fecharam ao longo dos anos, transformando- se justamente em estacionamentos ou igrejas.

“Queremos estar perto do público antenado, vanguardista e que não desiste da cultura”, salienta Sarti. A programação dos filmes pretende priorizar obras prestigiadas pela crítica e que sejam opção ao circuito tradicional dos cinemas. Também há a intenção de que sejam frequentes os debates com os diretores ou criadores dos filmes, em momentos de troca com o público, fazendo valer o nome de cineclube.

As festas e shows apostarão na diversidade da música nacional, com apresentações inéditas de nomes conhecidos e de novos artistas, de diversos estilos e regiões do País.

(André Carlos Zorzi. https://cultura.estadao.com.br Publicado em 26.07.2022. Adaptado)

Sobre as informações contidas no texto, é correto afirmar que

 

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2687489 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

Leia a crônica de Moacyr Scliar para responder a questão.

Os emergentes

Enquanto boa parte da população brasileira afunda em dívidas, no desespero ou em ambos, uma nova classe surge, triunfante: a dos emergentes. São as pessoas que estão na crista da onda, na mídia, nos negócios, na vida social, na política. Pessoas que fazem render aqueles 15 minutos de fama a que, segundo Andy Warhol, todos terão direito um dia.

Os emergentes não são necessariamente simpáticos, ou inteligentes ou mesmo agradáveis. E isso porque emergir é uma tarefa árdua. Não é uma misteriosa corrente submarina que traz o emergente à tona; não, é o esforço, é o trabalho dos cotovelos – é preciso conquistar espaço à força entre os muitos que lutam por um lugar ao sol do sucesso. Quando se fala em emergentes, muitos são atraídos pelas luzes da celebridade – poucos são os bem-sucedidos.

Emergir é uma glória. O emergente está sempre feliz; feliz, não, eufórico. Ri à toa, é só haver uma lente fotográfica por perto e pronto, um sorriso invade sua face, e lá estão os dentes, às vezes com próteses precárias, recordações da época pré-emergência.

Emergente, no Brasil, ganha muito dinheiro. É a nova riqueza que surge e que, diferente da riqueza tradicional, não está ligada à terra ou a empresas. Não, ele enriquece pela simples razão de que ele é emergente: uma piadinha sem graça na tevê, e ganha mais do que um operário num ano de trabalho.

Agora, o emergente paga um preço pela fama e pela fortuna. Ele tem um secreto terror que, às vezes, o faz acordar no meio da noite gritando. O emergente teme submergir. Teme voltar para o fundo escuro e lodoso de onde saiu, povoado por estranhos monstros que, desprovidos de olhos, não podem ver o emergente e muito menos aplaudi-lo.

Enquanto isso não acontece, desde que ele esteja na capa de uma revista qualquer, tudo bem, tudo ótimo. Emergir ou não emergir, eis a questão.

(Coleção melhores crônicas: Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

Em conformidade com a norma-padrão de emprego e de colocação dos pronomes, está correta a substituição do trecho em destaque indicada entre parênteses em:

 

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2687488 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

Leia a crônica de Moacyr Scliar para responder a questão.

Os emergentes

Enquanto boa parte da população brasileira afunda em dívidas, no desespero ou em ambos, uma nova classe surge, triunfante: a dos emergentes. São as pessoas que estão na crista da onda, na mídia, nos negócios, na vida social, na política. Pessoas que fazem render aqueles 15 minutos de fama a que, segundo Andy Warhol, todos terão direito um dia.

Os emergentes não são necessariamente simpáticos, ou inteligentes ou mesmo agradáveis. E isso porque emergir é uma tarefa árdua. Não é uma misteriosa corrente submarina que traz o emergente à tona; não, é o esforço, é o trabalho dos cotovelos – é preciso conquistar espaço à força entre os muitos que lutam por um lugar ao sol do sucesso. Quando se fala em emergentes, muitos são atraídos pelas luzes da celebridade – poucos são os bem-sucedidos.

Emergir é uma glória. O emergente está sempre feliz; feliz, não, eufórico. Ri à toa, é só haver uma lente fotográfica por perto e pronto, um sorriso invade sua face, e lá estão os dentes, às vezes com próteses precárias, recordações da época pré-emergência.

Emergente, no Brasil, ganha muito dinheiro. É a nova riqueza que surge e que, diferente da riqueza tradicional, não está ligada à terra ou a empresas. Não, ele enriquece pela simples razão de que ele é emergente: uma piadinha sem graça na tevê, e ganha mais do que um operário num ano de trabalho.

Agora, o emergente paga um preço pela fama e pela fortuna. Ele tem um secreto terror que, às vezes, o faz acordar no meio da noite gritando. O emergente teme submergir. Teme voltar para o fundo escuro e lodoso de onde saiu, povoado por estranhos monstros que, desprovidos de olhos, não podem ver o emergente e muito menos aplaudi-lo.

Enquanto isso não acontece, desde que ele esteja na capa de uma revista qualquer, tudo bem, tudo ótimo. Emergir ou não emergir, eis a questão.

(Coleção melhores crônicas: Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

Observe as passagens do texto.

• ... uma nova classe surge, triunfante: a dos emergentes. (1º parágrafo)

• ... o trabalho dos cotovelos – é preciso conquistar espaço à força... (2º parágrafo)

• ... muitos são atraídos pelas luzes da celebridade – poucos são os bem-sucedidos. (2º parágrafo)

Essas passagens podem ser reescritas, sem alteração do sentido do texto, como exposto em:

 

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2687487 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

Leia a crônica de Moacyr Scliar para responder a questão.

Os emergentes

Enquanto boa parte da população brasileira afunda em dívidas, no desespero ou em ambos, uma nova classe surge, triunfante: a dos emergentes. São as pessoas que estão na crista da onda, na mídia, nos negócios, na vida social, na política. Pessoas que fazem render aqueles 15 minutos de fama a que, segundo Andy Warhol, todos terão direito um dia.

Os emergentes não são necessariamente simpáticos, ou inteligentes ou mesmo agradáveis. E isso porque emergir é uma tarefa árdua. Não é uma misteriosa corrente submarina que traz o emergente à tona; não, é o esforço, é o trabalho dos cotovelos – é preciso conquistar espaço à força entre os muitos que lutam por um lugar ao sol do sucesso. Quando se fala em emergentes, muitos são atraídos pelas luzes da celebridade – poucos são os bem-sucedidos.

Emergir é uma glória. O emergente está sempre feliz; feliz, não, eufórico. Ri à toa, é só haver uma lente fotográfica por perto e pronto, um sorriso invade sua face, e lá estão os dentes, às vezes com próteses precárias, recordações da época pré-emergência.

Emergente, no Brasil, ganha muito dinheiro. É a nova riqueza que surge e que, diferente da riqueza tradicional, não está ligada à terra ou a empresas. Não, ele enriquece pela simples razão de que ele é emergente: uma piadinha sem graça na tevê, e ganha mais do que um operário num ano de trabalho.

Agora, o emergente paga um preço pela fama e pela fortuna. Ele tem um secreto terror que, às vezes, o faz acordar no meio da noite gritando. O emergente teme submergir. Teme voltar para o fundo escuro e lodoso de onde saiu, povoado por estranhos monstros que, desprovidos de olhos, não podem ver o emergente e muito menos aplaudi-lo.

Enquanto isso não acontece, desde que ele esteja na capa de uma revista qualquer, tudo bem, tudo ótimo. Emergir ou não emergir, eis a questão.

(Coleção melhores crônicas: Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

Considere as frases elaboradas a partir do texto.

• Existem 15 minutos de fama , segundo o artista Andy Warhol, todos anseiam.

• Há um secreto temor o emergente procura se apartar: o temor de submergir.

• Ele receia voltar ao fundo escuro e lodoso pertencia.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:

 

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2687486 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

Leia a crônica de Moacyr Scliar para responder a questão.

Os emergentes

Enquanto boa parte da população brasileira afunda em dívidas, no desespero ou em ambos, uma nova classe surge, triunfante: a dos emergentes. São as pessoas que estão na crista da onda, na mídia, nos negócios, na vida social, na política. Pessoas que fazem render aqueles 15 minutos de fama a que, segundo Andy Warhol, todos terão direito um dia.

Os emergentes não são necessariamente simpáticos, ou inteligentes ou mesmo agradáveis. E isso porque emergir é uma tarefa árdua. Não é uma misteriosa corrente submarina que traz o emergente à tona; não, é o esforço, é o trabalho dos cotovelos – é preciso conquistar espaço à força entre os muitos que lutam por um lugar ao sol do sucesso. Quando se fala em emergentes, muitos são atraídos pelas luzes da celebridade – poucos são os bem-sucedidos.

Emergir é uma glória. O emergente está sempre feliz; feliz, não, eufórico. Ri à toa, é só haver uma lente fotográfica por perto e pronto, um sorriso invade sua face, e lá estão os dentes, às vezes com próteses precárias, recordações da época pré-emergência.

Emergente, no Brasil, ganha muito dinheiro. É a nova riqueza que surge e que, diferente da riqueza tradicional, não está ligada à terra ou a empresas. Não, ele enriquece pela simples razão de que ele é emergente: uma piadinha sem graça na tevê, e ganha mais do que um operário num ano de trabalho.

Agora, o emergente paga um preço pela fama e pela fortuna. Ele tem um secreto terror que, às vezes, o faz acordar no meio da noite gritando. O emergente teme submergir. Teme voltar para o fundo escuro e lodoso de onde saiu, povoado por estranhos monstros que, desprovidos de olhos, não podem ver o emergente e muito menos aplaudi-lo.

Enquanto isso não acontece, desde que ele esteja na capa de uma revista qualquer, tudo bem, tudo ótimo. Emergir ou não emergir, eis a questão.

(Coleção melhores crônicas: Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a palavra ou a expressão destacada está em sentido figurado e acompanhada de significado pertinente ao texto original.

 

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2687485 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

Leia a crônica de Moacyr Scliar para responder a questão.

Os emergentes

Enquanto boa parte da população brasileira afunda em dívidas, no desespero ou em ambos, uma nova classe surge, triunfante: a dos emergentes. São as pessoas que estão na crista da onda, na mídia, nos negócios, na vida social, na política. Pessoas que fazem render aqueles 15 minutos de fama a que, segundo Andy Warhol, todos terão direito um dia.

Os emergentes não são necessariamente simpáticos, ou inteligentes ou mesmo agradáveis. E isso porque emergir é uma tarefa árdua. Não é uma misteriosa corrente submarina que traz o emergente à tona; não, é o esforço, é o trabalho dos cotovelos – é preciso conquistar espaço à força entre os muitos que lutam por um lugar ao sol do sucesso. Quando se fala em emergentes, muitos são atraídos pelas luzes da celebridade – poucos são os bem-sucedidos.

Emergir é uma glória. O emergente está sempre feliz; feliz, não, eufórico. Ri à toa, é só haver uma lente fotográfica por perto e pronto, um sorriso invade sua face, e lá estão os dentes, às vezes com próteses precárias, recordações da época pré-emergência.

Emergente, no Brasil, ganha muito dinheiro. É a nova riqueza que surge e que, diferente da riqueza tradicional, não está ligada à terra ou a empresas. Não, ele enriquece pela simples razão de que ele é emergente: uma piadinha sem graça na tevê, e ganha mais do que um operário num ano de trabalho.

Agora, o emergente paga um preço pela fama e pela fortuna. Ele tem um secreto terror que, às vezes, o faz acordar no meio da noite gritando. O emergente teme submergir. Teme voltar para o fundo escuro e lodoso de onde saiu, povoado por estranhos monstros que, desprovidos de olhos, não podem ver o emergente e muito menos aplaudi-lo.

Enquanto isso não acontece, desde que ele esteja na capa de uma revista qualquer, tudo bem, tudo ótimo. Emergir ou não emergir, eis a questão.

(Coleção melhores crônicas: Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

É correto afirmar que, no texto, o autor

 

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2687484 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

Leia a crônica de Moacyr Scliar para responder a questão.

Os emergentes

Enquanto boa parte da população brasileira afunda em dívidas, no desespero ou em ambos, uma nova classe surge, triunfante: a dos emergentes. São as pessoas que estão na crista da onda, na mídia, nos negócios, na vida social, na política. Pessoas que fazem render aqueles 15 minutos de fama a que, segundo Andy Warhol, todos terão direito um dia.

Os emergentes não são necessariamente simpáticos, ou inteligentes ou mesmo agradáveis. E isso porque emergir é uma tarefa árdua. Não é uma misteriosa corrente submarina que traz o emergente à tona; não, é o esforço, é o trabalho dos cotovelos – é preciso conquistar espaço à força entre os muitos que lutam por um lugar ao sol do sucesso. Quando se fala em emergentes, muitos são atraídos pelas luzes da celebridade – poucos são os bem-sucedidos.

Emergir é uma glória. O emergente está sempre feliz; feliz, não, eufórico. Ri à toa, é só haver uma lente fotográfica por perto e pronto, um sorriso invade sua face, e lá estão os dentes, às vezes com próteses precárias, recordações da época pré-emergência.

Emergente, no Brasil, ganha muito dinheiro. É a nova riqueza que surge e que, diferente da riqueza tradicional, não está ligada à terra ou a empresas. Não, ele enriquece pela simples razão de que ele é emergente: uma piadinha sem graça na tevê, e ganha mais do que um operário num ano de trabalho.

Agora, o emergente paga um preço pela fama e pela fortuna. Ele tem um secreto terror que, às vezes, o faz acordar no meio da noite gritando. O emergente teme submergir. Teme voltar para o fundo escuro e lodoso de onde saiu, povoado por estranhos monstros que, desprovidos de olhos, não podem ver o emergente e muito menos aplaudi-lo.

Enquanto isso não acontece, desde que ele esteja na capa de uma revista qualquer, tudo bem, tudo ótimo. Emergir ou não emergir, eis a questão.

(Coleção melhores crônicas: Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

Na opinião do autor, para estar entre os emergentes, a pessoa deve

 

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