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Ações imediatas no meio ambiente
A tragédia no Sul do país é prova eloquente e
dolorosa de que o meio ambiente não pode
mais ser tratado como assunto etéreo
Correio Braziliense | 02/06/24
A Semana Nacional do Meio Ambiente
iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de
uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de
ontem, passava de 170 o número de mortos
pelas enchentes que devastam o Rio Grande
do Sul há pouco mais de um mês. A força das
águas atingiu tamanho grau de destruição que
varreu do mapa praticamente cidades inteiras,
como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580
mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4
milhões de gaúchos afetados em mais de 90%
dos municípios.
Até o momento, o governo federal
dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao
estado. Dentro de suas possibilidades, o
governo estadual também ofereceu ajuda,
particularmente no pagamento de um auxílio
para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no
entanto], que essas ações são emergenciais.
Mal começou o trabalho de reconstrução, e
muitos gaúchos nem sequer tiveram condições
de assimilar a perda de entes queridos, o que
dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40
pessoas permanecem desaparecidas sob o
mar de lama, escombros e tristeza.
A tragédia no Sul do país é prova
eloquente e dolorosa de que o meio ambiente
não pode mais ser tratado como assunto
etéreo. Passou há muito o tempo de restringir
o tema a debate em conferências globais ou
fóruns de especialistas. É hora de ação. De
uma vez por todas, é hora de enfrentar as
mudanças climáticas com todos os
instrumentos à disposição.
O poder público tem papel
preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado
cumprir acordos internacionais para reduzir a
emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos
governos fiscalizar atividades danosas ao meio
ambiente, como desmatamento ilegal e
garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo
impedir o crescimento desordenado das
cidades, de modo que milhares de famílias
fixem residências em encostas ou às margens
dos rios.
Em relação ao Legislativo, cumpre aos
parlamentares preservar o meio ambiente de
interesses diversos que põem em risco a
sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais
avançadas, mas a profusão de iniciativas
perigosas — da privatização de áreas da União
no litoral ao marco temporal de terras
indígenas — mina o esforço necessário de
tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade
é levada a sério.
Por fim, o Judiciário, assim como os
demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente
tratamento diferenciado e preventivo, sob o
risco de restringir sua atuação à reparação de
danos decorrentes de tragédias ambientais.
Assegurar um meio ambiente ecologicamente
equilibrado, conforme determina o artigo 225
da Constituição Federal,
CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme
valor social para o sistema de Justiça.
A sociedade também tem um papel a
cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e
organizações, algumas de caráter global, que
se mobilizam em favor da sustentabilidade.
Mas ainda não é possível observar uma
consciência ambiental predominante, em parte
por causa do negacionismo climático que
persiste em diversos setores.
Os alertas da ciência são inequívocos,
e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há
mais como protelar medidas firmes, constantes
e duradouras para evitar novas catástrofes
climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente,
marcada pelo sofrimento de milhares no Rio
Grande do Sul, dê início a um despertar em
favor da natureza — e do futuro da
humanidade.
AÇÕES imediatas no meio ambiente. Correio
Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível
em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/
2024/06/6869017-visao-do-correio-acoesimediatas-no-meio-ambiente.html. Acesso em:
02 jun. 2024. Adaptado.
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A Semana Nacional do Meio Ambiente
iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de
uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de
ontem, passava de 170 o número de mortos
pelas enchentes que devastam o Rio Grande
do Sul há pouco mais de um mês. A força das
águas atingiu tamanho grau de destruição que
varreu do mapa praticamente cidades inteiras,
como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580
mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4
milhões de gaúchos afetados em mais de 90%
dos municípios.
Até o momento, o governo federal
dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao
estado. Dentro de suas possibilidades, o
governo estadual também ofereceu ajuda,
particularmente no pagamento de um auxílio
para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no
entanto], que essas ações são emergenciais.
Mal começou o trabalho de reconstrução, e
muitos gaúchos nem sequer tiveram condições
de assimilar a perda de entes queridos, o que
dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40
pessoas permanecem desaparecidas sob o
mar de lama, escombros e tristeza.
A tragédia no Sul do país é prova
eloquente e dolorosa de que o meio ambiente
não pode mais ser tratado como assunto
etéreo. Passou há muito o tempo de restringir
o tema a debate em conferências globais ou
fóruns de especialistas. É hora de ação. De
uma vez por todas, é hora de enfrentar as
mudanças climáticas com todos os
instrumentos à disposição.
O poder público tem papel
preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado
cumprir acordos internacionais para reduzir a
emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos
governos fiscalizar atividades danosas ao meio
ambiente, como desmatamento ilegal e
garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo
impedir o crescimento desordenado das
cidades, de modo que milhares de famílias
fixem residências em encostas ou às margens
dos rios.
Em relação ao Legislativo, cumpre aos
parlamentares preservar o meio ambiente de
interesses diversos que põem em risco a
sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais
avançadas, mas a profusão de iniciativas
perigosas — da privatização de áreas da União
no litoral ao marco temporal de terras
indígenas — mina o esforço necessário de
tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade
é levada a sério.
Por fim, o Judiciário, assim como os
demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente
tratamento diferenciado e preventivo, sob o
risco de restringir sua atuação à reparação de
danos decorrentes de tragédias ambientais.
Assegurar um meio ambiente ecologicamente
equilibrado, conforme determina o artigo 225
da Constituição Federal,
CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme
valor social para o sistema de Justiça.
A sociedade também tem um papel a
cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e
organizações, algumas de caráter global, que
se mobilizam em favor da sustentabilidade.
Mas ainda não é possível observar uma
consciência ambiental predominante, em parte
por causa do negacionismo climático que
persiste em diversos setores.
Os alertas da ciência são inequívocos,
e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há
mais como protelar medidas firmes, constantes
e duradouras para evitar novas catástrofes
climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente,
marcada pelo sofrimento de milhares no Rio
Grande do Sul, dê início a um despertar em
favor da natureza — e do futuro da
humanidade.
AÇÕES imediatas no meio ambiente. Correio
Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível
em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/
2024/06/6869017-visao-do-correio-acoesimediatas-no-meio-ambiente.html. Acesso em:
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mais ser tratado como assunto etéreo
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A Semana Nacional do Meio Ambiente
iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de
uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de
ontem, passava de 170 o número de mortos
pelas enchentes que devastam o Rio Grande
do Sul há pouco mais de um mês. A força das
águas atingiu tamanho grau de destruição que
varreu do mapa praticamente cidades inteiras,
como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580
mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4
milhões de gaúchos afetados em mais de 90%
dos municípios.
Até o momento, o governo federal
dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao
estado. Dentro de suas possibilidades, o
governo estadual também ofereceu ajuda,
particularmente no pagamento de um auxílio
para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no
entanto], que essas ações são emergenciais.
Mal começou o trabalho de reconstrução, e
muitos gaúchos nem sequer tiveram condições
de assimilar a perda de entes queridos, o que
dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40
pessoas permanecem desaparecidas sob o
mar de lama, escombros e tristeza.
A tragédia no Sul do país é prova
eloquente e dolorosa de que o meio ambiente
não pode mais ser tratado como assunto
etéreo. Passou há muito o tempo de restringir
o tema a debate em conferências globais ou
fóruns de especialistas. É hora de ação. De
uma vez por todas, é hora de enfrentar as
mudanças climáticas com todos os
instrumentos à disposição.
O poder público tem papel
preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado
cumprir acordos internacionais para reduzir a
emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos
governos fiscalizar atividades danosas ao meio
ambiente, como desmatamento ilegal e
garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo
impedir o crescimento desordenado das
cidades, de modo que milhares de famílias
fixem residências em encostas ou às margens
dos rios.
Em relação ao Legislativo, cumpre aos
parlamentares preservar o meio ambiente de
interesses diversos que põem em risco a
sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais
avançadas, mas a profusão de iniciativas
perigosas — da privatização de áreas da União
no litoral ao marco temporal de terras
indígenas — mina o esforço necessário de
tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade
é levada a sério.
Por fim, o Judiciário, assim como os
demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente
tratamento diferenciado e preventivo, sob o
risco de restringir sua atuação à reparação de
danos decorrentes de tragédias ambientais.
Assegurar um meio ambiente ecologicamente
equilibrado, conforme determina o artigo 225
da Constituição Federal,
CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme
valor social para o sistema de Justiça.
A sociedade também tem um papel a
cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e
organizações, algumas de caráter global, que
se mobilizam em favor da sustentabilidade.
Mas ainda não é possível observar uma
consciência ambiental predominante, em parte
por causa do negacionismo climático que
persiste em diversos setores.
Os alertas da ciência são inequívocos,
e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há
mais como protelar medidas firmes, constantes
e duradouras para evitar novas catástrofes
climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente,
marcada pelo sofrimento de milhares no Rio
Grande do Sul, dê início a um despertar em
favor da natureza — e do futuro da
humanidade.
AÇÕES imediatas no meio ambiente. Correio
Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível
em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/
2024/06/6869017-visao-do-correio-acoesimediatas-no-meio-ambiente.html. Acesso em:
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A Semana Nacional do Meio Ambiente
iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de
uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de
ontem, passava de 170 o número de mortos
pelas enchentes que devastam o Rio Grande
do Sul há pouco mais de um mês. A força das
águas atingiu tamanho grau de destruição que
varreu do mapa praticamente cidades inteiras,
como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580
mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4
milhões de gaúchos afetados em mais de 90%
dos municípios.
Até o momento, o governo federal
dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao
estado. Dentro de suas possibilidades, o
governo estadual também ofereceu ajuda,
particularmente no pagamento de um auxílio
para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no
entanto], que essas ações são emergenciais.
Mal começou o trabalho de reconstrução, e
muitos gaúchos nem sequer tiveram condições
de assimilar a perda de entes queridos, o que
dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40
pessoas permanecem desaparecidas sob o
mar de lama, escombros e tristeza.
A tragédia no Sul do país é prova
eloquente e dolorosa de que o meio ambiente
não pode mais ser tratado como assunto
etéreo. Passou há muito o tempo de restringir
o tema a debate em conferências globais ou
fóruns de especialistas. É hora de ação. De
uma vez por todas, é hora de enfrentar as
mudanças climáticas com todos os
instrumentos à disposição.
O poder público tem papel
preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado
cumprir acordos internacionais para reduzir a
emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos
governos fiscalizar atividades danosas ao meio
ambiente, como desmatamento ilegal e
garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo
impedir o crescimento desordenado das
cidades, de modo que milhares de famílias
fixem residências em encostas ou às margens
dos rios.
Em relação ao Legislativo, cumpre aos
parlamentares preservar o meio ambiente de
interesses diversos que põem em risco a
sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais
avançadas, mas a profusão de iniciativas
perigosas — da privatização de áreas da União
no litoral ao marco temporal de terras
indígenas — mina o esforço necessário de
tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade
é levada a sério.
Por fim, o Judiciário, assim como os
demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente
tratamento diferenciado e preventivo, sob o
risco de restringir sua atuação à reparação de
danos decorrentes de tragédias ambientais.
Assegurar um meio ambiente ecologicamente
equilibrado, conforme determina o artigo 225
da Constituição Federal,
CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme
valor social para o sistema de Justiça.
A sociedade também tem um papel a
cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e
organizações, algumas de caráter global, que
se mobilizam em favor da sustentabilidade.
Mas ainda não é possível observar uma
consciência ambiental predominante, em parte
por causa do negacionismo climático que
persiste em diversos setores.
Os alertas da ciência são inequívocos,
e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há
mais como protelar medidas firmes, constantes
e duradouras para evitar novas catástrofes
climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente,
marcada pelo sofrimento de milhares no Rio
Grande do Sul, dê início a um despertar em
favor da natureza — e do futuro da
humanidade.
AÇÕES imediatas no meio ambiente. Correio
Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível
em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/
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dolorosa de que o meio ambiente não pode
mais ser tratado como assunto etéreo
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A Semana Nacional do Meio Ambiente
iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de
uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de
ontem, passava de 170 o número de mortos
pelas enchentes que devastam o Rio Grande
do Sul há pouco mais de um mês. A força das
águas atingiu tamanho grau de destruição que
varreu do mapa praticamente cidades inteiras,
como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580
mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4
milhões de gaúchos afetados em mais de 90%
dos municípios.
Até o momento, o governo federal
dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao
estado. Dentro de suas possibilidades, o
governo estadual também ofereceu ajuda,
particularmente no pagamento de um auxílio
para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no
entanto], que essas ações são emergenciais.
Mal começou o trabalho de reconstrução, e
muitos gaúchos nem sequer tiveram condições
de assimilar a perda de entes queridos, o que
dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40
pessoas permanecem desaparecidas sob o
mar de lama, escombros e tristeza.
A tragédia no Sul do país é prova
eloquente e dolorosa de que o meio ambiente
não pode mais ser tratado como assunto
etéreo. Passou há muito o tempo de restringir
o tema a debate em conferências globais ou
fóruns de especialistas. É hora de ação. De
uma vez por todas, é hora de enfrentar as
mudanças climáticas com todos os
instrumentos à disposição.
O poder público tem papel
preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado
cumprir acordos internacionais para reduzir a
emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos
governos fiscalizar atividades danosas ao meio
ambiente, como desmatamento ilegal e
garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo
impedir o crescimento desordenado das
cidades, de modo que milhares de famílias
fixem residências em encostas ou às margens
dos rios.
Em relação ao Legislativo, cumpre aos
parlamentares preservar o meio ambiente de
interesses diversos que põem em risco a
sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais
avançadas, mas a profusão de iniciativas
perigosas — da privatização de áreas da União
no litoral ao marco temporal de terras
indígenas — mina o esforço necessário de
tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade
é levada a sério.
Por fim, o Judiciário, assim como os
demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente
tratamento diferenciado e preventivo, sob o
risco de restringir sua atuação à reparação de
danos decorrentes de tragédias ambientais.
Assegurar um meio ambiente ecologicamente
equilibrado, conforme determina o artigo 225
da Constituição Federal,
CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme
valor social para o sistema de Justiça.
A sociedade também tem um papel a
cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e
organizações, algumas de caráter global, que
se mobilizam em favor da sustentabilidade.
Mas ainda não é possível observar uma
consciência ambiental predominante, em parte
por causa do negacionismo climático que
persiste em diversos setores.
Os alertas da ciência são inequívocos,
e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há
mais como protelar medidas firmes, constantes
e duradouras para evitar novas catástrofes
climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente,
marcada pelo sofrimento de milhares no Rio
Grande do Sul, dê início a um despertar em
favor da natureza — e do futuro da
humanidade.
AÇÕES imediatas no meio ambiente. Correio
Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível
em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/
2024/06/6869017-visao-do-correio-acoesimediatas-no-meio-ambiente.html. Acesso em:
02 jun. 2024. Adaptado.
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A tragédia no Sul do país é prova eloquente e
dolorosa de que o meio ambiente não pode
mais ser tratado como assunto etéreo
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A Semana Nacional do Meio Ambiente
iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de
uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de
ontem, passava de 170 o número de mortos
pelas enchentes que devastam o Rio Grande
do Sul há pouco mais de um mês. A força das
águas atingiu tamanho grau de destruição que
varreu do mapa praticamente cidades inteiras,
como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580
mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4
milhões de gaúchos afetados em mais de 90%
dos municípios.
Até o momento, o governo federal
dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao
estado. Dentro de suas possibilidades, o
governo estadual também ofereceu ajuda,
particularmente no pagamento de um auxílio
para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no
entanto], que essas ações são emergenciais.
Mal começou o trabalho de reconstrução, e
muitos gaúchos nem sequer tiveram condições
de assimilar a perda de entes queridos, o que
dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40
pessoas permanecem desaparecidas sob o
mar de lama, escombros e tristeza.
A tragédia no Sul do país é prova
eloquente e dolorosa de que o meio ambiente
não pode mais ser tratado como assunto
etéreo. Passou há muito o tempo de restringir
o tema a debate em conferências globais ou
fóruns de especialistas. É hora de ação. De
uma vez por todas, é hora de enfrentar as
mudanças climáticas com todos os
instrumentos à disposição.
O poder público tem papel
preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado
cumprir acordos internacionais para reduzir a
emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos
governos fiscalizar atividades danosas ao meio
ambiente, como desmatamento ilegal e
garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo
impedir o crescimento desordenado das
cidades, de modo que milhares de famílias
fixem residências em encostas ou às margens
dos rios.
Em relação ao Legislativo, cumpre aos
parlamentares preservar o meio ambiente de
interesses diversos que põem em risco a
sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais
avançadas, mas a profusão de iniciativas
perigosas — da privatização de áreas da União
no litoral ao marco temporal de terras
indígenas — mina o esforço necessário de
tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade
é levada a sério.
Por fim, o Judiciário, assim como os
demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente
tratamento diferenciado e preventivo, sob o
risco de restringir sua atuação à reparação de
danos decorrentes de tragédias ambientais.
Assegurar um meio ambiente ecologicamente
equilibrado, conforme determina o artigo 225
da Constituição Federal,
CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme
valor social para o sistema de Justiça.
A sociedade também tem um papel a
cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e
organizações, algumas de caráter global, que
se mobilizam em favor da sustentabilidade.
Mas ainda não é possível observar uma
consciência ambiental predominante, em parte
por causa do negacionismo climático que
persiste em diversos setores.
Os alertas da ciência são inequívocos,
e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há
mais como protelar medidas firmes, constantes
e duradouras para evitar novas catástrofes
climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente,
marcada pelo sofrimento de milhares no Rio
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Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível
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iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de
uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de
ontem, passava de 170 o número de mortos
pelas enchentes que devastam o Rio Grande
do Sul há pouco mais de um mês. A força das
águas atingiu tamanho grau de destruição que
varreu do mapa praticamente cidades inteiras,
como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580
mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4
milhões de gaúchos afetados em mais de 90%
dos municípios.
Até o momento, o governo federal
dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao
estado. Dentro de suas possibilidades, o
governo estadual também ofereceu ajuda,
particularmente no pagamento de um auxílio
para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no
entanto], que essas ações são emergenciais.
Mal começou o trabalho de reconstrução, e
muitos gaúchos nem sequer tiveram condições
de assimilar a perda de entes queridos, o que
dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40
pessoas permanecem desaparecidas sob o
mar de lama, escombros e tristeza.
A tragédia no Sul do país é prova
eloquente e dolorosa de que o meio ambiente
não pode mais ser tratado como assunto
etéreo. Passou há muito o tempo de restringir
o tema a debate em conferências globais ou
fóruns de especialistas. É hora de ação. De
uma vez por todas, é hora de enfrentar as
mudanças climáticas com todos os
instrumentos à disposição.
O poder público tem papel
preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado
cumprir acordos internacionais para reduzir a
emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos
governos fiscalizar atividades danosas ao meio
ambiente, como desmatamento ilegal e
garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo
impedir o crescimento desordenado das
cidades, de modo que milhares de famílias
fixem residências em encostas ou às margens
dos rios.
Em relação ao Legislativo, cumpre aos
parlamentares preservar o meio ambiente de
interesses diversos que põem em risco a
sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais
avançadas, mas a profusão de iniciativas
perigosas — da privatização de áreas da União
no litoral ao marco temporal de terras
indígenas — mina o esforço necessário de
tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade
é levada a sério.
Por fim, o Judiciário, assim como os
demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente
tratamento diferenciado e preventivo, sob o
risco de restringir sua atuação à reparação de
danos decorrentes de tragédias ambientais.
Assegurar um meio ambiente ecologicamente
equilibrado, conforme determina o artigo 225
da Constituição Federal,
CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme
valor social para o sistema de Justiça.
A sociedade também tem um papel a
cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e
organizações, algumas de caráter global, que
se mobilizam em favor da sustentabilidade.
Mas ainda não é possível observar uma
consciência ambiental predominante, em parte
por causa do negacionismo climático que
persiste em diversos setores.
Os alertas da ciência são inequívocos,
e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há
mais como protelar medidas firmes, constantes
e duradouras para evitar novas catástrofes
climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente,
marcada pelo sofrimento de milhares no Rio
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favor da natureza — e do futuro da
humanidade.
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A tragédia no Sul do país é prova eloquente e
dolorosa de que o meio ambiente não pode
mais ser tratado como assunto etéreo
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A Semana Nacional do Meio Ambiente
iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de
uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de
ontem, passava de 170 o número de mortos
pelas enchentes que devastam o Rio Grande
do Sul há pouco mais de um mês. A força das
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como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580
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milhões de gaúchos afetados em mais de 90%
dos municípios.
Até o momento, o governo federal
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governo estadual também ofereceu ajuda,
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Mal começou o trabalho de reconstrução, e
muitos gaúchos nem sequer tiveram condições
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dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40
pessoas permanecem desaparecidas sob o
mar de lama, escombros e tristeza.
A tragédia no Sul do país é prova
eloquente e dolorosa de que o meio ambiente
não pode mais ser tratado como assunto
etéreo. Passou há muito o tempo de restringir
o tema a debate em conferências globais ou
fóruns de especialistas. É hora de ação. De
uma vez por todas, é hora de enfrentar as
mudanças climáticas com todos os
instrumentos à disposição.
O poder público tem papel
preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado
cumprir acordos internacionais para reduzir a
emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos
governos fiscalizar atividades danosas ao meio
ambiente, como desmatamento ilegal e
garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo
impedir o crescimento desordenado das
cidades, de modo que milhares de famílias
fixem residências em encostas ou às margens
dos rios.
Em relação ao Legislativo, cumpre aos
parlamentares preservar o meio ambiente de
interesses diversos que põem em risco a
sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais
avançadas, mas a profusão de iniciativas
perigosas — da privatização de áreas da União
no litoral ao marco temporal de terras
indígenas — mina o esforço necessário de
tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade
é levada a sério.
Por fim, o Judiciário, assim como os
demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente
tratamento diferenciado e preventivo, sob o
risco de restringir sua atuação à reparação de
danos decorrentes de tragédias ambientais.
Assegurar um meio ambiente ecologicamente
equilibrado, conforme determina o artigo 225
da Constituição Federal,
CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme
valor social para o sistema de Justiça.
A sociedade também tem um papel a
cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e
organizações, algumas de caráter global, que
se mobilizam em favor da sustentabilidade.
Mas ainda não é possível observar uma
consciência ambiental predominante, em parte
por causa do negacionismo climático que
persiste em diversos setores.
Os alertas da ciência são inequívocos,
e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há
mais como protelar medidas firmes, constantes
e duradouras para evitar novas catástrofes
climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente,
marcada pelo sofrimento de milhares no Rio
Grande do Sul, dê início a um despertar em
favor da natureza — e do futuro da
humanidade.
AÇÕES imediatas no meio ambiente. Correio
Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível
em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/
2024/06/6869017-visao-do-correio-acoesimediatas-no-meio-ambiente.html. Acesso em:
02 jun. 2024. Adaptado.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Ações imediatas no meio ambiente
A tragédia no Sul do país é prova eloquente e
dolorosa de que o meio ambiente não pode
mais ser tratado como assunto etéreo
Correio Braziliense | 02/06/24
A Semana Nacional do Meio Ambiente
iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de
uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de
ontem, passava de 170 o número de mortos
pelas enchentes que devastam o Rio Grande
do Sul há pouco mais de um mês. A força das
águas atingiu tamanho grau de destruição que
varreu do mapa praticamente cidades inteiras,
como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580
mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4
milhões de gaúchos afetados em mais de 90%
dos municípios.
Até o momento, o governo federal
dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao
estado. Dentro de suas possibilidades, o
governo estadual também ofereceu ajuda,
particularmente no pagamento de um auxílio
para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no
entanto], que essas ações são emergenciais.
Mal começou o trabalho de reconstrução, e
muitos gaúchos nem sequer tiveram condições
de assimilar a perda de entes queridos, o que
dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40
pessoas permanecem desaparecidas sob o
mar de lama, escombros e tristeza.
A tragédia no Sul do país é prova
eloquente e dolorosa de que o meio ambiente
não pode mais ser tratado como assunto
etéreo. Passou há muito o tempo de restringir
o tema a debate em conferências globais ou
fóruns de especialistas. É hora de ação. De
uma vez por todas, é hora de enfrentar as
mudanças climáticas com todos os
instrumentos à disposição.
O poder público tem papel
preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado
cumprir acordos internacionais para reduzir a
emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos
governos fiscalizar atividades danosas ao meio
ambiente, como desmatamento ilegal e
garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo
impedir o crescimento desordenado das
cidades, de modo que milhares de famílias
fixem residências em encostas ou às margens
dos rios.
Em relação ao Legislativo, cumpre aos
parlamentares preservar o meio ambiente de
interesses diversos que põem em risco a
sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais
avançadas, mas a profusão de iniciativas
perigosas — da privatização de áreas da União
no litoral ao marco temporal de terras
indígenas — mina o esforço necessário de
tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade
é levada a sério.
Por fim, o Judiciário, assim como os
demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente
tratamento diferenciado e preventivo, sob o
risco de restringir sua atuação à reparação de
danos decorrentes de tragédias ambientais.
Assegurar um meio ambiente ecologicamente
equilibrado, conforme determina o artigo 225
da Constituição Federal,
CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme
valor social para o sistema de Justiça.
A sociedade também tem um papel a
cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e
organizações, algumas de caráter global, que
se mobilizam em favor da sustentabilidade.
Mas ainda não é possível observar uma
consciência ambiental predominante, em parte
por causa do negacionismo climático que
persiste em diversos setores.
Os alertas da ciência são inequívocos,
e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há
mais como protelar medidas firmes, constantes
e duradouras para evitar novas catástrofes
climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente,
marcada pelo sofrimento de milhares no Rio
Grande do Sul, dê início a um despertar em
favor da natureza — e do futuro da
humanidade.
AÇÕES imediatas no meio ambiente. Correio
Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível
em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/
2024/06/6869017-visao-do-correio-acoesimediatas-no-meio-ambiente.html. Acesso em:
02 jun. 2024. Adaptado.
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Ações imediatas no meio ambiente
A tragédia no Sul do país é prova eloquente e
dolorosa de que o meio ambiente não pode
mais ser tratado como assunto etéreo
Correio Braziliense | 02/06/24
A Semana Nacional do Meio Ambiente
iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de
uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de
ontem, passava de 170 o número de mortos
pelas enchentes que devastam o Rio Grande
do Sul há pouco mais de um mês. A força das
águas atingiu tamanho grau de destruição que
varreu do mapa praticamente cidades inteiras,
como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580
mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4
milhões de gaúchos afetados em mais de 90%
dos municípios.
Até o momento, o governo federal
dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao
estado. Dentro de suas possibilidades, o
governo estadual também ofereceu ajuda,
particularmente no pagamento de um auxílio
para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no
entanto], que essas ações são emergenciais.
Mal começou o trabalho de reconstrução, e
muitos gaúchos nem sequer tiveram condições
de assimilar a perda de entes queridos, o que
dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40
pessoas permanecem desaparecidas sob o
mar de lama, escombros e tristeza.
A tragédia no Sul do país é prova
eloquente e dolorosa de que o meio ambiente
não pode mais ser tratado como assunto
etéreo. Passou há muito o tempo de restringir
o tema a debate em conferências globais ou
fóruns de especialistas. É hora de ação. De
uma vez por todas, é hora de enfrentar as
mudanças climáticas com todos os
instrumentos à disposição.
O poder público tem papel
preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado
cumprir acordos internacionais para reduzir a
emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos
governos fiscalizar atividades danosas ao meio
ambiente, como desmatamento ilegal e
garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo
impedir o crescimento desordenado das
cidades, de modo que milhares de famílias
fixem residências em encostas ou às margens
dos rios.
Em relação ao Legislativo, cumpre aos
parlamentares preservar o meio ambiente de
interesses diversos que põem em risco a
sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais
avançadas, mas a profusão de iniciativas
perigosas — da privatização de áreas da União
no litoral ao marco temporal de terras
indígenas — mina o esforço necessário de
tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade
é levada a sério.
Por fim, o Judiciário, assim como os
demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente
tratamento diferenciado e preventivo, sob o
risco de restringir sua atuação à reparação de
danos decorrentes de tragédias ambientais.
Assegurar um meio ambiente ecologicamente
equilibrado, conforme determina o artigo 225
da Constituição Federal,
CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme
valor social para o sistema de Justiça.
A sociedade também tem um papel a
cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e
organizações, algumas de caráter global, que
se mobilizam em favor da sustentabilidade.
Mas ainda não é possível observar uma
consciência ambiental predominante, em parte
por causa do negacionismo climático que
persiste em diversos setores.
Os alertas da ciência são inequívocos,
e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há
mais como protelar medidas firmes, constantes
e duradouras para evitar novas catástrofes
climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente,
marcada pelo sofrimento de milhares no Rio
Grande do Sul, dê início a um despertar em
favor da natureza — e do futuro da
humanidade.
AÇÕES imediatas no meio ambiente. Correio
Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível
em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/
2024/06/6869017-visao-do-correio-acoesimediatas-no-meio-ambiente.html. Acesso em:
02 jun. 2024. Adaptado.
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