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Foram encontradas 348 questões.

1846571 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Portalegre-RN
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Texto - Para responder a questão.
A conversa que não se pode ouvir
Incomodado com uma reportagem sobre uma tentativa de extorsão contra sua mulher, o presidente Michel Temer acionou a Justiça na semana passada e conseguiu proibir que os jornais Folha de S.Paulo e O Globo publicassem notícias referentes ao assunto. [...]
A reportagem que motivou a ação do presidente trazia uma troca de mensagens entre Marcela Temer e o hacker Silvonei José de Jesus. Nela, o hacker dizia que uma gravação encontrada no telefone de Marcela poderia jogar o nome de Temer na “lama”. [...]
A troca de mensagens entre Marcela e o hacker estava na parte pública do processo, mas o áudio (a conversa que jogaria o nome de Temer “na lama”) não foi divulgado. Como era justamente um dos conteúdos que motivavam a tentativa de extorsão, está sob sigilo desde o início. [...] Sem que a íntegra da conversa venha à tona, é impossível saber se é inócua ou se compromete Temer. Como o governo certamente está convicto de que nada o compromete, bem faria se brigasse pela divulgação, e não pela censura.
(Veja, 22/02/17)
Considere as proposições a seguir a respeito das relações de sentido inferidas das orações que formam os períodos do texto:
I - Em: “Incomodado com uma reportagem sobre uma tentativa de extorsão contra sua mulher, o presidente Michel Temer acionou a Justiça na semana passada...” infere-se relação de causa e consequência entre oração subordinada anteposta e a oração principal.
II - Em: “Sem que a íntegra da conversa venha à tona, é impossível saber se é inócua ou se compromete Temer.” a relação semântica é de concessão.
III - Em: “Como era justamente um dos conteúdos que motivavam a tentativa de extorsão, está sob sigilo...” e “Como o governo certamente está convicto de que nada o compromete, bem faria se...censura” a relação inferida das orações adverbiais introduzidas por como é de causa e conformidade, respectivamente.
Aponte a alternativa que avalia CORRETAMENTE as proposições:
 

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1846570 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Portalegre-RN
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Texto - Para responder a questão.
Maconha na farmácia
O presidente uruguaio, que é médico, explica como está cumprindo a lei de regularização da droga e como quer escapar das amarras do Mercosul com um tratado comercial com a China
Como médico, qual é sua opinião sobre a venda de maconha em farmácias? Não se devem consumir drogas. Digo isso sempre. Esta não é uma campanha de liberalização da maconha, mas de regularização. Do ponto de vista médico, não é necessário consumir nenhum entorpecente. A maconha tem componentes cancerígenos, assim como o tabaco. O organismo humano está preparado para viver com uma alimentação natural, com exercícios físicos e evitando determinados tipos de comida. A droga só deve ser consumida quando há uma ruptura na saúde(e), que é quando o médico prescreve um medicamento. Pode-se fumar tabaco, maconha e usar cocaína, mas essas não são coisas que uma pessoa precise fazer.
Trecho da entrevista com o presidente uruguaio – Tabaré Vázquéz, (Veja, 21/12/16)
Sobre as funções de determinadas partículas que fazem parte das estruturas oracionais do texto, é CORRETO afirmar que
 

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1846569 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Portalegre-RN
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Texto - Para responder a questão.
Maconha na farmácia
O presidente uruguaio, que é médico, explica como está cumprindo a lei de regularização da droga e como quer escapar das amarras do Mercosul com um tratado comercial com a China
Como médico, qual é sua opinião sobre a venda de maconha em farmácias? Não se devem consumir drogas. Digo isso sempre. Esta não é uma campanha de liberalização da maconha, mas de regularização. Do ponto de vista médico, não é necessário consumir nenhum entorpecente. A maconha tem componentes cancerígenos, assim como o tabaco. O organismo humano está preparado para viver com uma alimentação natural, com exercícios físicos e evitando determinados tipos de comida. A droga só deve ser consumida quando há uma ruptura na saúde, que é quando o médico prescreve um medicamento. Pode-se fumar tabaco, maconha e usar cocaína, mas essas não são coisas que uma pessoa precise fazer.
Trecho da entrevista com o presidente uruguaio – Tabaré Vázquéz, (Veja, 21/12/16)
Na entrevista estão em destaque quatro períodos para os quais são propostas novas versões, nas quais há pequenas modificações:
I - Do ponto de vista médico, não se pode consumir nenhum entorpecente.
II - Do ponto de vista médico, não se tem que consumir nenhum entorpecente.
III - Embora se possa fumar tabaco, maconha e usar cocaína, essas não são coisas que uma pessoa deva fazer.
IV - A maconha tem componentes cancerígenos, conforme o tabaco.
V - Deve-se fumar tabaco, maconha e usar cocaína, mas essas não são coisas que uma pessoa possa fazer.
Indique em qual das alternativas estão mencionadas as versões cujo valor semântico equivale ao da versão original presente na fala do médico.
 

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1846568 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Portalegre-RN
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Leia os excertos abaixo listados, que compõem um só texto, intitulado A lava-jato não parou (Veja, 1º de fev./17), com o olhar voltado para a pontuação, em particular o uso das vírgulas:
I - A morte do ministro Teori Zavascki gerou questionamentos sobre o futuro da Lava-jato. Os fatos, porém, cuidaram de deixar claro que, ao menos no horizonte onde os olhos alcançam, não há motivos para preocupação. O presidente Michel Temer, numa atitude correta, anunciou que só indicará um substituto para a vaga de Teori depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) tiver escolhido o novo relator do processo.
II - A decisão, além de evitar o atraso nas investigações, afasta as suspeitas de eventuais tentativas de interferência do governo. Na mesma toada, a ministra Carmem Lúcia, presidente do STF, determinou a continuação das audiências de homologação do acordo de delação da empreiteira.
III - Por fim, na semana passada, em mais uma etapa da operação, a Justiça decretou a prisão de Eike Batista, o ex-sétimo homem mais rico do mundo, e fulminou de vez a biografia do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, um político que chegou a sonhar com a Presidência da República.
Avalie como Verdadeiras (V) ou Falsas (F) as justificativas apresentadas para o emprego das vírgulas.
( ) Nos dois primeiros períodos, em I, as duas primeiras vírgulas isolam um conector de oposição, e as duas últimas, uma informação/ressalva, com sentido de restrição.
( ) No último período, em I, as vírgulas servem para isolar o aposto.
( ) No primeiro período, em II, as vírgulas marcam a inserção de um comentário que reforça o argumento subsequente.
( ) No segundo período, em II, a primeira vírgula é usada para separar uma expressão/circunstância de confirmação, e as duas outras vírgulas isolam uma oração adjetiva explicativa.
( ) Em III, a primeira vírgula separa uma expressão de ordenação, as duas vírgulas seguintes são opcionais, por se tratar de pequenas expressões de valor circunstancial, logo após o aposto referente a Eike Batista também vem isolado por duas vírgulas, e a última vírgula é usada para separar oração adjetiva.
A sequência CORRETA é
 

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1846567 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Portalegre-RN
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Texto – Para responder a questão.
A falácia que pesa no bolso
A mão pesada do Estado tem colocado(a), frequentemente(a), o brasileiro contra a parede para dissipar ainda mais a renda familiar por meio de aumento ou criação de impostos(e). Nessa linha, o atual ministro da Fazenda protagoniza um jogo de tentativa e erro em busca da melhor chance de empurrar goela abaixo dos contribuintes uma nova CPMF ou elevação dos tributos já praticados.
O argumento do ministro é que, sem(b) elevar os impostos, a meta fiscal do ano será descumprida(c) e, por isso, haverá prejuízo para o Brasil. Trata-se de uma falácia que a OAB enfrentará na Justiça e com uma campanha nacional, como a que fez no governo anterior contra a CPMF em parceria com mais de 100 entidades representativas de diversos setores da sociedade.
Fica de fora do governo o fato de o brasileiro já arcar com uma das mais altas cargas tributárias do mundo, sem ter, em contrapartida, acesso aos serviços públicos de qualidade(b). Os serviços, na verdade, estão longe do nível mínimo aceitável justamente(d) por falta de investimento para áreas fundamentais como saúde, educação e segurança(e).
Jornal Correio da Paraíba (19/04/17)
Assinale a alternativa que apresenta a asserção CORRETA em relação a alguns aspectos gramaticais do texto.
 

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1846566 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Portalegre-RN
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Texto – Para responder a questão.
A falácia que pesa no bolso
A mão pesada do Estado tem colocado, frequentemente, o brasileiro contra a parede para dissipar ainda mais a renda familiar por meio de aumento ou criação de impostos. Nessa linha, o atual ministro da Fazenda protagoniza um jogo de tentativa e erro em busca da melhor chance de empurrar goela abaixo dos contribuintes uma nova CPMF ou elevação dos tributos já praticados.
O argumento do ministro é que, sem elevar os impostos, a meta fiscal do ano será descumprida e, por isso, haverá prejuízo para o Brasil. Trata-se de uma falácia que a OAB enfrentará na Justiça e com uma campanha nacional, como a que fez no governo anterior contra a CPMF em parceria com mais de 100 entidades representativas de diversos setores da sociedade.
Fica de fora do governo o fato de o brasileiro já arcar com uma das mais altas cargas tributárias do mundo, sem ter, em contrapartida, acesso aos serviços públicos de qualidade. Os serviços, na verdade, estão longe do nível mínimo aceitável justamente por falta de investimento para áreas fundamentais como saúde, educação e segurança.
Jornal Correio da Paraíba (19/04/17)
No processo de construção do texto, a seleção lexical, além de constituir um fator de coerência, por contribuir para a manutenção da unidade temática, reflete a relação entre as escolhas linguísticas e o gênero textual. A respeito desse aspecto, é possível afirmar que
I - há adequação entre o título e o conteúdo desenvolvido no texto, pois o vocábulo “falácia” mantém uma estreita relação com a informação expressa no segundo parágrafo referente ao argumento do ministro de que a meta fiscal não será cumprida caso não haja a elevação dos impostos.
II - a precisão e a objetividade são uma regra na linguagem jornalística, mas expressões coloquiais teimam em ocorrer em textos dessa esfera, é o caso de “mão pesada do Estado” (linha 01), “contra a parede” (linha 01), no texto lido, o que deve ser evitado por empobrecê-lo.
III - considerando o interesse em atrair o leitor, o texto jornalístico explora estruturas simples, coloquiais, em vez de uma sintaxe rebuscada, fato que justifica o uso de estruturas como “em busca da melhor chance de empurrar goela abaixo dos contribuintes uma nova CPMF” (linhas 03-04), que corresponderia aproximadamente a “na tentativa de disfarçar a imposição de uma nova CPMF aos contribuintes”.
Dentre as proposições enumeradas, é(são) CORRETA(S) apenas
 

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1846564 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Portalegre-RN
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Na charge a seguir, o vocábulo QUEIMAR é empregado com sentidos distintos conforme a situação.
Enunciado 3271694-1
 

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1846563 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Portalegre-RN
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Texto – Para responder a questão.
Apresentamos, abaixo, trechos da entrevista concedida pela assistente social Ângela Maria Pereira, por telefone, em relação à violência sofrida pela mulher, particularmente sobre a realidade do Rio Grande do Sul. Após a leitura, responda às três questões que se seguem:
IHU On-Line - A cada 2 horas uma mulher é assassinada no Brasil. Que regiões sofrem mais com o problema da violência contra a mulher?
Ângela Maria Pereira da Silva – Eu atribuo esta realidade a questão da impunidade do homem que está em situação de violência. A aplicabilidade da Lei Maria da Penha, neste sentido, faz muita diferença. Além da impunidade, outro aspecto importante neste contexto é a questão sócio-cultural da violência entre homens em relação às mulheres.
IHU On-Line – Existe um perfil deste homem?
Ângela Maria Pereira da Silva – Não tem como caracterizá-lo. Na realidade, há uma série de fatores que conspiram e que contribuem para uma postura mais agressiva por parte do homem, o que não justifica a prática de violência. Percebemos que muitos dos homens que estão cometendo atos violentos já passaram por situações de violência nas suas próprias vidas, já vêm de lares aonde houve situações de violência contra a mulher e acabam perpetuando isto em suas próprias famílias.
Então, na verdade, esses homens não conseguem ressignificar esta relação de sofrimento e acabam reproduzindo isto com suas companheiras. Também temos um número crescente de pessoas que acabam se vinculando às substâncias psicoativas, o que desperta um comportamento mais agressivo em algumas pessoas. Além disso, o quadro da pobreza e da miserabilidade também afeta o nível de estresse das pessoas e muitas delas buscam a força para fazer valer os seus desejos sobre o outro. IHU On-Line – Por que as mulheres têm medo de denunciar?
Ângela Maria Pereira da Silva – Há um número cada vez mais ampliado de mulheres que estão rompendo com este silêncio. Aqui no Centro Jacobina, constatamos que ainda existem fatores que interferem nesse rompimento do silêncio, tais como a dependência econômico-financeira, a questão de não ter uma rede de apoio afetiva, onde a mulher possa recorrer em um episódio de violência. [...] (Adaptado)
O gênero “entrevista” caracteriza-se pela trama conversacional. A entrevista supracitada evidencia uma situação de interlocução em que se mesclam dois registros - oral e escrito, por se tratar de uma conversa telefônica que passou por editoração. Dadas essas considerações, analise as proposições abaixo, para chegar a um diagnóstico sobre a linguagem utilizada.
I - Por se tratar de uma entrevista, e, como toda entrevista é formal, justifica-se a desobediência às regras estabelecidas nas gramáticas.
II - Os usos dos pronomes relativos e demonstrativos evidenciados no texto denunciam, segundo os linguistas, o processo de renovação da língua, e, sendo próprios da oralidade, não implicam erro, mas uma outra norma linguística.
III - A ausência do sinal de crase na primeira frase do texto “atribuo esta realidade a questão da impunidade” e o uso da vírgula em “... muitas delas, buscam a força para fazer valer os seu desejos” caracterizam erro, por serem marcas do registro escrito.
IV - Todos os fatos linguísticos sob análise no texto (uso dos pronomes, da crase e da pontuação) devem ser avaliados sob um mesmo parâmetro, desconsiderando o tipo de registro, sob pena de prejudicar a compreensão da norma gramatical.
Do exposto, conclui-se que apenas
 

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1846562 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Portalegre-RN
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Texto – Para responder a questão.
Apresentamos, abaixo, trechos da entrevista concedida pela assistente social Ângela Maria Pereira, por telefone, em relação à violência sofrida pela mulher, particularmente sobre a realidade do Rio Grande do Sul. Após a leitura, responda às três questões que se seguem:
IHU On-Line - A cada 2 horas uma mulher é assassinada no Brasil. Que regiões sofrem mais com o problema da violência contra a mulher?
Ângela Maria Pereira da Silva – Eu atribuo esta realidade a questão da impunidade do homem que está em situação de violência. A aplicabilidade da Lei Maria da Penha, neste sentido, faz muita diferença. Além da impunidade, outro aspecto importante neste contexto é a questão sócio-cultural da violência entre homens em relação às mulheres.
IHU On-Line – Existe um perfil deste homem?
Ângela Maria Pereira da Silva – Não tem como caracterizá-lo. Na realidade, há uma série de fatores que conspiram e que contribuem para uma postura mais agressiva por parte do homem, o que não justifica a prática de violência. Percebemos que muitos dos homens que estão cometendo atos violentos já passaram por situações de violência nas suas próprias vidas, já vêm de lares aonde houve situações de violência contra a mulher e acabam perpetuando isto em suas próprias famílias.
Então, na verdade, esses homens não conseguem ressignificar esta relação de sofrimento e acabam reproduzindo isto com suas companheiras. Também temos um número crescente de pessoas que acabam se vinculando às substâncias psicoativas, o que desperta um comportamento mais agressivo em algumas pessoas. Além disso, o quadro da pobreza e da miserabilidade também afeta o nível de estresse das pessoas e muitas delas buscam a força para fazer valer os seus desejos sobre o outro. IHU On-Line – Por que as mulheres têm medo de denunciar?
Ângela Maria Pereira da Silva – Há um número cada vez mais ampliado de mulheres que estão rompendo com este silêncio. Aqui no Centro Jacobina, constatamos que ainda existem fatores que interferem nesse rompimento do silêncio, tais como a dependência econômico-financeira, a questão de não ter uma rede de apoio afetiva, onde a mulher possa recorrer em um episódio de violência. [...] (Adaptado)
Nos dois períodos transcritos a seguir, retirados da entrevista, o emprego do pronome relativo fere as normas do registro escrito padrão.
“[...] muitos dos homens que estão cometendo atos violentos já passaram por situações de violência nas suas próprias vidas, já vêm de lares aonde houve situações de violência contra a mulher [...]”
“[...] a questão de não ter uma rede de apoio afetiva, onde a mulher possa recorrer em um episódio de violência. [...]”
Assim, dentre as versões de reescrita sugeridas de I a III, identifique a(s) que atende(m) às prescrições da tradição gramatical:
I - ... de lares onde houve situações de violência contra a mulher e ... / ... uma rede de apoio afetiva, a que a mulher possa recorrer em um episódio de violência.
II - ... de lares em que houve situações de violência contra a mulher e ... / ... uma rede de apoio afetiva, na qual a mulher possa recorrer em um episódio de violência.
III - ... de lares nos quais houve situações de violência contra a mulher e ... / ... uma rede de apoio afetiva, para a qual a mulher possa recorrer em um episódio de violência.
Está(ão) CORRETA(S) apenas
 

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1846561 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Portalegre-RN
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Texto – Para responder a questão.
Apresentamos, abaixo, trechos da entrevista concedida pela assistente social Ângela Maria Pereira, por telefone, em relação à violência sofrida pela mulher, particularmente sobre a realidade do Rio Grande do Sul. Após a leitura, responda às três questões que se seguem:
IHU On-Line - A cada 2 horas uma mulher é assassinada no Brasil. Que regiões sofrem mais com o problema da violência contra a mulher?
Ângela Maria Pereira da Silva Eu atribuo esta realidade a questão da impunidade do homem que está em situação de violência. A aplicabilidade da Lei Maria da Penha, neste sentido, faz muita diferença. Além da impunidade, outro aspecto importante neste contexto é a questão sócio-cultural da violência entre homens em relação às mulheres.
IHU On-Line – Existe um perfil deste homem?
Ângela Maria Pereira da Silva – Não tem como caracterizá-lo. Na realidade, há uma série de fatores que conspiram e que contribuem para uma postura mais agressiva por parte do homem, o que não justifica a prática de violência. Percebemos que muitos dos homens que estão cometendo atos violentos já passaram por situações de violência nas suas próprias vidas, já vêm de lares aonde houve situações de violência contra a mulher e acabam perpetuando isto em suas próprias famílias.
Então, na verdade, esses homens não conseguem ressignificar esta relação de sofrimento e acabam reproduzindo isto com suas companheiras. Também temos um número crescente de pessoas que acabam se vinculando às substâncias psicoativas, o que desperta um comportamento mais agressivo em algumas pessoas. Além disso, o quadro da pobreza e da miserabilidade também afeta o nível de estresse das pessoas e muitas delas buscam a força para fazer valer os seus desejos sobre o outro. IHU On-Line – Por que as mulheres têm medo de denunciar?
Ângela Maria Pereira da Silva – Há um número cada vez mais ampliado de mulheres que estão rompendo com este silêncio. Aqui no Centro Jacobina, constatamos que ainda existem fatores que interferem nesse rompimento do silêncio, tais como a dependência econômico-financeira, a questão de não ter uma rede de apoio afetiva, onde a mulher possa recorrer em um episódio de violência. [...] (Adaptado)
Pelo menos três situações justificam o emprego dos pronomes demonstrativos este/a; isto, segundo a gramática normativa: a) na remissão
a um período de tempo presente; b) na remissão textual, em indicação de fato passado; ou c) na remissão a termos próximos. Julgue as
explicações fornecidas a seguir sobre o emprego desses pronomes no texto, assinalando V (Verdadeiro) ou F (Falso):
( ) O uso do pronome em “eu atribuo esta realidade” atende à primeira regra, já que, no processo enunciativo, atualiza-se o fato experienciado pelas mulheres, no caso a violência.
( ) A remissão por meio de “isto” em “acabam perpetuando isto em suas famílias” fere a segunda regra, visto que “resumir/encapsular” a ideia expressa no período precedente favoreceria o uso anafórico do pronome, logo “isso”.
( ) Na frase: “esses homens não conseguem ressignificar esta relação de sofrimento”, embora o sintagma em destaque faça remissão a uma informação do período anterior, deve ter prioridade, na aplicação da regra, a relação de proximidade entre os referentes, daí seria inadequado o uso de “essa”.
( ) Em “ainda existem fatores que interferem nesse rompimento do silêncio” há uma falha no uso do demonstrativo, uma vez que foi desconsiderada a proximidade entre “rompendo com este silêncio” e “nesse rompimento do silêncio”, sendo mais apropriado o uso de “este”.
( ) O sintagma “este silêncio” sumariza o conteúdo da pergunta relativa ao “medo de denunciar”, evidenciando que a função de retomada não é exclusiva do pronome e que o processo de referenciação não se limita à remissão a “termos”.
Feita a análise das proposições, a sequência que corresponde CORRETAMENTE à questão é
 

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