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Uma prática que pode ser utilizada pelos profissionais de equipes de saúde mental responsáveis pelo matriciamento de equipes de atenção em saúde básica é a realização da entrevista conjunta, que reúne os técnicos das duas equipes, os usuários e, eventualmente, os seus familiares. Essa entrevista tem como objetivo elucidar aspectos de uma situação de cuidado destinada a alguns usuários. Nesse tipo de intervenção, é responsabilidade dos profissionais da equipe de saúde mental
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Em filosofia, a questão do que se pode saber é de importância fundamental e é, muitas vezes, abordada mediante a contestação do ceticismo. O ceticismo supõe que
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René Spitz observou que mães com personalidade infantil, que apresentam dificuldade para controlar sua agressividade e expõem seus bebês, alternadamente, a explosões de carinho extremas e a manifestações igualmente intensas de hostilidade, favorecem o aparecimento
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Para Donald Winnicott, a existência humana é essencialmente psicossomática. Isso significa que,
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O entendimento sobre a depressão deve muito ao modelo cognitivo idealizado por Aaron Beck. Segundo as concepções do teórico, um dos tipos de pensamento identificado em pacientes depressivos é a tendência a focalizarem a sua atenção em informações que confirmem suas crenças sobre os aspectos negativos de diversas situações. Esse tipo de pensamento é denominado
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De acordo com as concepções de Carl Gustav Jung, ao longo da vida de todas as pessoas identifica-se a ação de uma tendência reguladora ou direcional oculta, capaz de mobilizar o crescimento psíquico. Esse fenômeno é denominado
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A entrevista lúdica diagnóstica, segundo uma abordagem psicanalítica,
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Considerando-se a prática do processo psicodiagnóstico na atualidade, é
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Disciplina: Direitos Humanos
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Presidente Prudente-SP
De acordo com as diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental, os ambulatórios devem se constituir como um serviço
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Malandro, preguiçoso, astuto e dado a ser fanfarrão: eis a figura do Arlequim. Sedutor, ele tenta roubar a namorada do Pierrot, a Colombina.
Ele seduz porque é esperto (mais do que inteligente), ressentido (como quase todos nós), cheio de alegria (como desejamos) e repleto de uma vivacidade que aprendemos a admirar na ficção, ainda que um pouco cansativa na vida real. Como em todas as festas, admiramos o palhaço e, nem por isso, desejamos tê-lo sempre em casa.
Toda escola tem arlequim entre alunos e professores. Todo escritório tem o grande “clown”. Há, ao menos, um tio arlequinal por família. Pense: virá a sua cabeça aquele homem ou mulher sempre divertido, apto a explorar as contradições do sistema a seu favor e, por fim, repleto de piadas maliciosas e ligeiramente canalhas. São sempre ricos em gestos de mímica, grandes contadores de causos e, a rigor, personagens permanentes. Importante: o divertido encenador de pantomimas necessita do palco compartilhado com algum Pierrot. Sem a figura triste do último, inexiste a alegria do primeiro. Em toda cena doméstica, ocorrem diálogos de personagens polarizadas, isso faz parte da dinâmica da peça mais clássica que você vive toda semana: “almoço em família”.
O Arlequim é engraçado porque tem a liberdadee que o mal confere a quem não sofre com as algemas do decoro. Aqui vem uma maldade extra: ele nos perdoa dos nossos males por ser, publicamente, pior do que todos nós. Na prática, ele nos autoriza a pensar mal, ironizar, fofocar e a vestir todas as carapuças passivo-agressivas porque o faz sem culpa. O Arlequim é um lugar quentinho para aninhar os ódios e dores que eu carrego, envergonhado. Funciona como uma transferência de culpa que absolve meus pecadilhosa por ser um réu confesso da arte de humilhar.
Você aprendeu na infância que é feio rir dos outros quando caem e que devemos evitar falar dos defeitos alheios. A boa educação dialogou de forma complexa com nossa sedução pela dor alheia. O que explicaria o trânsito lento para contemplar um acidente, o consumo de notícias de escândalos de famosos e os risos com “videocassetadas”? Nossos pequenos monstrinhos interiores, reprimidos duramente pelos bons costumes da aparência social, podem receber ligeira alforria em casos de desgraça alheia e da presença de um “arlequim”. Os seres do mal saem, riem, alegram-se com a dor alheia, acompanham a piadab e a humilhação que não seria permitida a eles pelo hospedeiroc e, tranquilos, voltam a dormir na alma de cada um até a próxima chamada externa.
Olhar a perversidade do Arlequim é um desafio. A mirada frontal e direta tem um pouco do poder paralisante de uma Medusa. Ali está quem eu abomino e, ali, estou eu, meu inimigo e meu clone, o que eu temo e aquilo que atrai meu desejod. Ser alguém “do bem” é conseguir lidar com nossos próprios demônios como única chance de mantê-los sob controle. Quando não consigo, há uma chance de eu apoiar todo Arlequim externo para diminuir o peso dos meus.
O autoconhecimento esvazia o humor agressivo dos outros. Esta é minha esperança.
(Leandro Karnal, A sedução do Arlequim. O Estado de S.Paulo, 26.12.2021. Adaptado)
Assinale a alternativa que expressa, nos colchetes, construção de acordo com a norma-padrão de colocação pronominal, a partir de enunciados adaptados do texto.
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