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Depois do desastre causado pelo garçom, a empresa optou
por já que ele não havia percebido que era
preciso aquecer os pratos antes de .
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto a acentuação, assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas acima respeitando o contexto.
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto a acentuação, assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas acima respeitando o contexto.
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Grilos
O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China,
país onde encontrara outros grilos submetidos a uma triste
“sina”: eram obrigados a lutar entre si para diversão de uns
poucos espectadores. No meio deles o Grilo Falante se
destacava, sobretudo, porque falava duas línguas: a dos
humanos e a dos grilos. O que considerava uma dádiva do
destino. Era uma oportunidade para que assumisse o papel de
defensor dos oprimidos. Assim como Espártaco liderara uma
revolta de gladiadores, ele lideraria os grilos não falantes numa
rebelião. Empolgado, fazia discurso atrás de discurso: “Nós
grilos, somos vítimas dos humanos!” Proclamava. “Eles fazem
com que a gente se mate, e para quê? Para que tenham diversão,
uma diversão cruel, doentia ... uni-vos, grilos! Nada tendes a
perder, a não ser a vossa condição de escravos!”
No começo os grilos ficaram perplexos, sem saber o que
fazer, mas aos poucos foram se entusiasmando com a pregação
e acabaram autorizando o Grilo Falante a negociar com os
humanos condições de vida mais justas. O Grilo Falante disse
aos proprietários dos grilos que nada tinha a ver com política. O
que ele queria era proteção para seus companheiros por cujas
vidas lutava. E listou suas condições: as lutas, daí em diante,
deveriam ser apenas simuladas, de brincadeira. A caixa em que
lutavam seria confortável, com ar-condicionado. Os grilos teriam
direito a ração dupla de alimento etc.
Na falta de alternativa, os donos dos grilos aceitaram as
condições. Mas estão atrás do Pinóquio. Pagarão a ele qualquer
quantia para que leve o Grilo Falante embora da China.
Reflexão: Os mais espertos se sobressaem sempre sobre
os demais.
(Texto de Moacyr Scliar adaptado por Ivan Melo. Adaptado)
Analise a frase abaixo para responder à questão .
“Mas” estão atrás do Pinóquio.
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto ao uso das conjunções, assinale a alternativa que apresenta uma conjunção que substituiria corretamente a palavra “mas” respeitando o contexto.
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Grilos
O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China,
país onde encontrara outros grilos submetidos a uma triste
“sina”: eram obrigados a lutar entre si para diversão de uns
poucos espectadores. No meio deles o Grilo Falante se
destacava, sobretudo, porque falava duas línguas: a dos
humanos e a dos grilos. O que considerava uma dádiva do
destino. Era uma oportunidade para que assumisse o papel de
defensor dos oprimidos. Assim como Espártaco liderara uma
revolta de gladiadores, ele lideraria os grilos não falantes numa
rebelião. Empolgado, fazia discurso atrás de discurso: “Nós
grilos, somos vítimas dos humanos!” Proclamava. “Eles fazem
com que a gente se mate, e para quê? Para que tenham diversão,
uma diversão cruel, doentia ... uni-vos, grilos! Nada tendes a
perder, a não ser a vossa condição de escravos!”
No começo os grilos ficaram perplexos, sem saber o que
fazer, mas aos poucos foram se entusiasmando com a pregação
e acabaram autorizando o Grilo Falante a negociar com os
humanos condições de vida mais justas. O Grilo Falante disse
aos proprietários dos grilos que nada tinha a ver com política. O
que ele queria era proteção para seus companheiros por cujas
vidas lutava. E listou suas condições: as lutas, daí em diante,
deveriam ser apenas simuladas, de brincadeira. A caixa em que
lutavam seria confortável, com ar-condicionado. Os grilos teriam
direito a ração dupla de alimento etc.
Na falta de alternativa, os donos dos grilos aceitaram as
condições. Mas estão atrás do Pinóquio. Pagarão a ele qualquer
quantia para que leve o Grilo Falante embora da China.
Reflexão: Os mais espertos se sobressaem sempre sobre
os demais.
(Texto de Moacyr Scliar adaptado por Ivan Melo. Adaptado)
O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China, país “onde” encontrara outros grilos submetidos a uma triste sina. .
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que a palavra destacada pertence à mesma classe gramatical que a palavra “onde” destacada acima.
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Grilos
O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China,
país onde encontrara outros grilos submetidos a uma triste
“sina”: eram obrigados a lutar entre si para diversão de uns
poucos espectadores. No meio deles o Grilo Falante se
destacava, sobretudo, porque falava duas línguas: a dos
humanos e a dos grilos. O que considerava uma dádiva do
destino. Era uma oportunidade para que assumisse o papel de
defensor dos oprimidos. Assim como Espártaco liderara uma
revolta de gladiadores, ele lideraria os grilos não falantes numa
rebelião. Empolgado, fazia discurso atrás de discurso: “Nós
grilos, somos vítimas dos humanos!” Proclamava. “Eles fazem
com que a gente se mate, e para quê? Para que tenham diversão,
uma diversão cruel, doentia ... uni-vos, grilos! Nada tendes a
perder, a não ser a vossa condição de escravos!”
No começo os grilos ficaram perplexos, sem saber o que
fazer, mas aos poucos foram se entusiasmando com a pregação
e acabaram autorizando o Grilo Falante a negociar com os
humanos condições de vida mais justas. O Grilo Falante disse
aos proprietários dos grilos que nada tinha a ver com política. O
que ele queria era proteção para seus companheiros por cujas
vidas lutava. E listou suas condições: as lutas, daí em diante,
deveriam ser apenas simuladas, de brincadeira. A caixa em que
lutavam seria confortável, com ar-condicionado. Os grilos teriam
direito a ração dupla de alimento etc.
Na falta de alternativa, os donos dos grilos aceitaram as
condições. Mas estão atrás do Pinóquio. Pagarão a ele qualquer
quantia para que leve o Grilo Falante embora da China.
Reflexão: Os mais espertos se sobressaem sempre sobre
os demais.
(Texto de Moacyr Scliar adaptado por Ivan Melo. Adaptado)
O “que” considerava uma dádiva do destino.
A palavra “que” na frase acima é classificada como um pronome porque retoma um termo ou ideia anterior. De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto aos pronomes assinale a alternativa que apresenta o que é retomado pelo “que” destacado acima.
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O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China,
país onde encontrara outros grilos submetidos a uma triste
“sina”: eram obrigados a lutar entre si para diversão de uns
poucos espectadores. No meio deles o Grilo Falante se
destacava, sobretudo, porque falava duas línguas: a dos
humanos e a dos grilos. O que considerava uma dádiva do
destino. Era uma oportunidade para que assumisse o papel de
defensor dos oprimidos. Assim como Espártaco liderara uma
revolta de gladiadores, ele lideraria os grilos não falantes numa
rebelião. Empolgado, fazia discurso atrás de discurso: “Nós
grilos, somos vítimas dos humanos!” Proclamava. “Eles fazem
com que a gente se mate, e para quê? Para que tenham diversão,
uma diversão cruel, doentia ... uni-vos, grilos! Nada tendes a
perder, a não ser a vossa condição de escravos!”
No começo os grilos ficaram perplexos, sem saber o que
fazer, mas aos poucos foram se entusiasmando com a pregação
e acabaram autorizando o Grilo Falante a negociar com os
humanos condições de vida mais justas. O Grilo Falante disse
aos proprietários dos grilos que nada tinha a ver com política. O
que ele queria era proteção para seus companheiros por cujas
vidas lutava. E listou suas condições: as lutas, daí em diante,
deveriam ser apenas simuladas, de brincadeira. A caixa em que
lutavam seria confortável, com ar-condicionado. Os grilos teriam
direito a ração dupla de alimento etc.
Na falta de alternativa, os donos dos grilos aceitaram as
condições. Mas estão atrás do Pinóquio. Pagarão a ele qualquer
quantia para que leve o Grilo Falante embora da China.
Reflexão: Os mais espertos se sobressaem sempre sobre
os demais.
(Texto de Moacyr Scliar adaptado por Ivan Melo. Adaptado)
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Grilos
O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China,
país onde encontrara outros grilos submetidos a uma triste
“sina”: eram obrigados a lutar entre si para diversão de uns
poucos espectadores. No meio deles o Grilo Falante se
destacava, sobretudo, porque falava duas línguas: a dos
humanos e a dos grilos. O que considerava uma dádiva do
destino. Era uma oportunidade para que assumisse o papel de
defensor dos oprimidos. Assim como Espártaco liderara uma
revolta de gladiadores, ele lideraria os grilos não falantes numa
rebelião. Empolgado, fazia discurso atrás de discurso: “Nós
grilos, somos vítimas dos humanos!” Proclamava. “Eles fazem
com que a gente se mate, e para quê? Para que tenham diversão,
uma diversão cruel, doentia ... uni-vos, grilos! Nada tendes a
perder, a não ser a vossa condição de escravos!”
No começo os grilos ficaram perplexos, sem saber o que
fazer, mas aos poucos foram se entusiasmando com a pregação
e acabaram autorizando o Grilo Falante a negociar com os
humanos condições de vida mais justas. O Grilo Falante disse
aos proprietários dos grilos que nada tinha a ver com política. O
que ele queria era proteção para seus companheiros por cujas
vidas lutava. E listou suas condições: as lutas, daí em diante,
deveriam ser apenas simuladas, de brincadeira. A caixa em que
lutavam seria confortável, com ar-condicionado. Os grilos teriam
direito a ração dupla de alimento etc.
Na falta de alternativa, os donos dos grilos aceitaram as
condições. Mas estão atrás do Pinóquio. Pagarão a ele qualquer
quantia para que leve o Grilo Falante embora da China.
Reflexão: Os mais espertos se sobressaem sempre sobre
os demais.
(Texto de Moacyr Scliar adaptado por Ivan Melo. Adaptado)
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Grilos
O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China,
país onde encontrara outros grilos submetidos a uma triste
“sina”: eram obrigados a lutar entre si para diversão de uns
poucos espectadores. No meio deles o Grilo Falante se
destacava, sobretudo, porque falava duas línguas: a dos
humanos e a dos grilos. O que considerava uma dádiva do
destino. Era uma oportunidade para que assumisse o papel de
defensor dos oprimidos. Assim como Espártaco liderara uma
revolta de gladiadores, ele lideraria os grilos não falantes numa
rebelião. Empolgado, fazia discurso atrás de discurso: “Nós
grilos, somos vítimas dos humanos!” Proclamava. “Eles fazem
com que a gente se mate, e para quê? Para que tenham diversão,
uma diversão cruel, doentia ... uni-vos, grilos! Nada tendes a
perder, a não ser a vossa condição de escravos!”
No começo os grilos ficaram perplexos, sem saber o que
fazer, mas aos poucos foram se entusiasmando com a pregação
e acabaram autorizando o Grilo Falante a negociar com os
humanos condições de vida mais justas. O Grilo Falante disse
aos proprietários dos grilos que nada tinha a ver com política. O
que ele queria era proteção para seus companheiros por cujas
vidas lutava. E listou suas condições: as lutas, daí em diante,
deveriam ser apenas simuladas, de brincadeira. A caixa em que
lutavam seria confortável, com ar-condicionado. Os grilos teriam
direito a ração dupla de alimento etc.
Na falta de alternativa, os donos dos grilos aceitaram as
condições. Mas estão atrás do Pinóquio. Pagarão a ele qualquer
quantia para que leve o Grilo Falante embora da China.
Reflexão: Os mais espertos se sobressaem sempre sobre
os demais.
(Texto de Moacyr Scliar adaptado por Ivan Melo. Adaptado)
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Com a vida profissional fazendo com que cada vez mais
pessoas adiem a decisão de engravidar, congelar ou não os
óvulos tornou-se um dos dilemas para muitas mulheres a partir
dos 30 anos. O assunto é complexo e não se resume a apenas
uma ajuda da ciência para lidar com uma característica biológica.
O primeiro limitador é o alto custo entre R$ 15 mil a R$ 20 mil a
cada retirada de óvulos – e, com frequência são necessárias
várias para saber o número necessário. Mas, de uns tempos para
cá, há empresas multinacionais que arcam com essa despesa. A
inciativa começou no Vale do Silício, na Califórnia, em gigantes
da tecnologia como Apple e Facebook para que as funcionárias
adiassem a maternidade para não interromper a fase mais
produtiva da vida.
Esse tipo de decisão é cada vez mais determinado pelo
fator profissional, avalia o especialista em reprodução humana
Carlos Alberto Petta. “Com esse recurso, as mulheres em cargo
de chefia têm uma possibilidade de ascender na carreira muito
maior do que anos atrás, já que a vida profissional exige
dedicação, tempo e esforço”, diz ele.
A tendência, como já se verifica nas gerações mais
recentes, é postergar a gravidez. “Aos 30 anos, a carreira está
decolando e vai exigir mais oito ou dez anos de dedicação à
empresa, o que significa menor tempo para encontrar pessoas.
Por outro lado, as relações pessoais são cada vez mais difíceis.
Aí temos as mulheres que não possuem parceiros nem planos,
mas imaginam que um dia vão querer engravidar. Junte essas
duas vertentes e temos o cenário atual”, continua Petta. Tudo
isso pode gerar angústia, principalmente porque existe uma
condição biológica da mulher, em que a produção de óvulos
começa a declinar a partir dos 30 anos. “A gente não consegue
barrar o processo de envelhecimento, mas consegue congelar, o
que é uma forma da ciência corrigir uma injustiça biológica”, diz
Petta.
O processo de retirada dos óvulos dura entre 10 e 12 dias
e começa com injeções de hormônios na barriga para estimular
o amadurecimento dos óvulos. A medicação é cara e está
incluída no preço. A aspiração é com ultrassom vaginal com
punção, que dura de 5 a 10 minutos, e é feita com sedação. A
questão social em função da idade, a baixa autoestima por não
ter um parceiro e o medo de não poder ter filhos quando surgir a
oportunidade levam as mulheres a congelar os óvulos para ter
uma “garantia” que permita postergar a maternidade, segundo
especialistas. A pandemia foi um divisor de águas nesse mercado. Foi aí que artistas e celebridades passaram a falar do
tema. Seja para contar os resultados, incentivar outras pessoas
a fazerem o mesmo ou para desaconselharem o uso precoce da
técnica, ao menos nos moldes atuais.
Um tratamento caro e restrito como esse, invariavelmente,
junta dois aspectos: a evolução da ciência e o lado comercial. Há
clínicas que, em vez da família feliz, estampam mulheres jovens
e bonitas nos cartazes publicitários com dizeres do tipo: “Trintou,
congelou”. Outras, no fim da consulta, oferecem como
lembrancinha uma vela com a frase: “Não desista da sua família”.
“É um autêntico assédio. Já fui assediada de todas as formas.
Hoje, uma mulher com mais de trinta anos, de determinada
classe social, necessariamente, é abordada pelos ginecologistas
e estimulada a congelar”, conta Raphaella Avena, de 41 anos,
publicitária que não pretende congelar.
“Não recrimino quem faz, não sou contra, mas acho que
essa pressão acaba desmotivando a mulher a ser mãe
naturalmente depois dos 40, tentando convencê-la de que isso é
impossível. Não é verdade, e eu conheço várias mulheres que
engravidaram depois desta idade”, conclui Raphaella.
(Jornal O Valor, 03.03.2023. Adaptado).
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Com a vida profissional fazendo com que cada vez mais
pessoas adiem a decisão de engravidar, congelar ou não os
óvulos tornou-se um dos dilemas para muitas mulheres a partir
dos 30 anos. O assunto é complexo e não se resume a apenas
uma ajuda da ciência para lidar com uma característica biológica.
O primeiro limitador é o alto custo entre R$ 15 mil a R$ 20 mil a
cada retirada de óvulos – e, com frequência são necessárias
várias para saber o número necessário. Mas, de uns tempos para
cá, há empresas multinacionais que arcam com essa despesa. A
inciativa começou no Vale do Silício, na Califórnia, em gigantes
da tecnologia como Apple e Facebook para que as funcionárias
adiassem a maternidade para não interromper a fase mais
produtiva da vida.
Esse tipo de decisão é cada vez mais determinado pelo
fator profissional, avalia o especialista em reprodução humana
Carlos Alberto Petta. “Com esse recurso, as mulheres em cargo
de chefia têm uma possibilidade de ascender na carreira muito
maior do que anos atrás, já que a vida profissional exige
dedicação, tempo e esforço”, diz ele.
A tendência, como já se verifica nas gerações mais
recentes, é postergar a gravidez. “Aos 30 anos, a carreira está
decolando e vai exigir mais oito ou dez anos de dedicação à
empresa, o que significa menor tempo para encontrar pessoas.
Por outro lado, as relações pessoais são cada vez mais difíceis.
Aí temos as mulheres que não possuem parceiros nem planos,
mas imaginam que um dia vão querer engravidar. Junte essas
duas vertentes e temos o cenário atual”, continua Petta. Tudo
isso pode gerar angústia, principalmente porque existe uma
condição biológica da mulher, em que a produção de óvulos
começa a declinar a partir dos 30 anos. “A gente não consegue
barrar o processo de envelhecimento, mas consegue congelar, o
que é uma forma da ciência corrigir uma injustiça biológica”, diz
Petta.
O processo de retirada dos óvulos dura entre 10 e 12 dias
e começa com injeções de hormônios na barriga para estimular
o amadurecimento dos óvulos. A medicação é cara e está
incluída no preço. A aspiração é com ultrassom vaginal com
punção, que dura de 5 a 10 minutos, e é feita com sedação. A
questão social em função da idade, a baixa autoestima por não
ter um parceiro e o medo de não poder ter filhos quando surgir a
oportunidade levam as mulheres a congelar os óvulos para ter
uma “garantia” que permita postergar a maternidade, segundo
especialistas. A pandemia foi um divisor de águas nesse mercado. Foi aí que artistas e celebridades passaram a falar do
tema. Seja para contar os resultados, incentivar outras pessoas
a fazerem o mesmo ou para desaconselharem o uso precoce da
técnica, ao menos nos moldes atuais.
Um tratamento caro e restrito como esse, invariavelmente,
junta dois aspectos: a evolução da ciência e o lado comercial. Há
clínicas que, em vez da família feliz, estampam mulheres jovens
e bonitas nos cartazes publicitários com dizeres do tipo: “Trintou,
congelou”. Outras, no fim da consulta, oferecem como
lembrancinha uma vela com a frase: “Não desista da sua família”.
“É um autêntico assédio. Já fui assediada de todas as formas.
Hoje, uma mulher com mais de trinta anos, de determinada
classe social, necessariamente, é abordada pelos ginecologistas
e estimulada a congelar”, conta Raphaella Avena, de 41 anos,
publicitária que não pretende congelar.
“Não recrimino quem faz, não sou contra, mas acho que
essa pressão acaba desmotivando a mulher a ser mãe
naturalmente depois dos 40, tentando convencê-la de que isso é
impossível. Não é verdade, e eu conheço várias mulheres que
engravidaram depois desta idade”, conclui Raphaella.
(Jornal O Valor, 03.03.2023. Adaptado).
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Com a vida profissional fazendo com que cada vez mais
pessoas adiem a decisão de engravidar, congelar ou não os
óvulos tornou-se um dos dilemas para muitas mulheres a partir
dos 30 anos. O assunto é complexo e não se resume a apenas
uma ajuda da ciência para lidar com uma característica biológica.
O primeiro limitador é o alto custo entre R$ 15 mil a R$ 20 mil a
cada retirada de óvulos – e, com frequência são necessárias
várias para saber o número necessário. Mas, de uns tempos para
cá, há empresas multinacionais que arcam com essa despesa. A
inciativa começou no Vale do Silício, na Califórnia, em gigantes
da tecnologia como Apple e Facebook para que as funcionárias
adiassem a maternidade para não interromper a fase mais
produtiva da vida.
Esse tipo de decisão é cada vez mais determinado pelo
fator profissional, avalia o especialista em reprodução humana
Carlos Alberto Petta. “Com esse recurso, as mulheres em cargo
de chefia têm uma possibilidade de ascender na carreira muito
maior do que anos atrás, já que a vida profissional exige
dedicação, tempo e esforço”, diz ele.
A tendência, como já se verifica nas gerações mais
recentes, é postergar a gravidez. “Aos 30 anos, a carreira está
decolando e vai exigir mais oito ou dez anos de dedicação à
empresa, o que significa menor tempo para encontrar pessoas.
Por outro lado, as relações pessoais são cada vez mais difíceis.
Aí temos as mulheres que não possuem parceiros nem planos,
mas imaginam que um dia vão querer engravidar. Junte essas
duas vertentes e temos o cenário atual”, continua Petta. Tudo
isso pode gerar angústia, principalmente porque existe uma
condição biológica da mulher, em que a produção de óvulos
começa a declinar a partir dos 30 anos. “A gente não consegue
barrar o processo de envelhecimento, mas consegue congelar, o
que é uma forma da ciência corrigir uma injustiça biológica”, diz
Petta.
O processo de retirada dos óvulos dura entre 10 e 12 dias
e começa com injeções de hormônios na barriga para estimular
o amadurecimento dos óvulos. A medicação é cara e está
incluída no preço. A aspiração é com ultrassom vaginal com
punção, que dura de 5 a 10 minutos, e é feita com sedação. A
questão social em função da idade, a baixa autoestima por não
ter um parceiro e o medo de não poder ter filhos quando surgir a
oportunidade levam as mulheres a congelar os óvulos para ter
uma “garantia” que permita postergar a maternidade, segundo
especialistas. A pandemia foi um divisor de águas nesse mercado. Foi aí que artistas e celebridades passaram a falar do
tema. Seja para contar os resultados, incentivar outras pessoas
a fazerem o mesmo ou para desaconselharem o uso precoce da
técnica, ao menos nos moldes atuais.
Um tratamento caro e restrito como esse, invariavelmente,
junta dois aspectos: a evolução da ciência e o lado comercial. Há
clínicas que, em vez da família feliz, estampam mulheres jovens
e bonitas nos cartazes publicitários com dizeres do tipo: “Trintou,
congelou”. Outras, no fim da consulta, oferecem como
lembrancinha uma vela com a frase: “Não desista da sua família”.
“É um autêntico assédio. Já fui assediada de todas as formas.
Hoje, uma mulher com mais de trinta anos, de determinada
classe social, necessariamente, é abordada pelos ginecologistas
e estimulada a congelar”, conta Raphaella Avena, de 41 anos,
publicitária que não pretende congelar.
“Não recrimino quem faz, não sou contra, mas acho que
essa pressão acaba desmotivando a mulher a ser mãe
naturalmente depois dos 40, tentando convencê-la de que isso é
impossível. Não é verdade, e eu conheço várias mulheres que
engravidaram depois desta idade”, conclui Raphaella.
(Jornal O Valor, 03.03.2023. Adaptado).
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