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Foram encontradas 328 questões.

3301309 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. São Domingos do Cariri-PB
Leia o texto abaixo para responder à questão:
Eu quero comer brigadeiro.
Por Dôra Limeira
Preto, traje roto, sandálias de dedo, ele morava num aglomerado habitacional de taipa, na periferia. Era menino ainda, mas suspeitaram que fosse bandido. Seu corpo amiúde fazia mogangas sobre um monte de barro, no arruado onde morava, equilibrando-se com agilidade. Brincava de ser cristo redentor, braços esticados, mãos estendidas sobre um corcovado de brasilites e isopores rasgados. Vadiava sob os aplausos da meninada e dos adultos desocupados. De tanto repetir a brincadeira, ganhou um apelido: “Cristo Redentor”, Cristim na intimidade. Era franzino, comprido e não tinha medo de nada. Nos horários da escola, ora estendia seus braços em cruz sobre o arruado, ora se postava junto aos semáforos. Fazia malabarismos e virava cambalhotas diante dos carros parados no sinal vermelho. Comia fogo, canivetes, tesouras. Assim, ganhava uns trocados e entregava, em casa, à sua mãe que também tinha apelido – Dona Maria de Cristim. Um dia, final de tarde, parou junto à vitrine de uma lanchonete. Foi quando suspeitaram que fosse bandido. Imóvel, avistou os doces e brigadeiros, bolos confeitados, empadas e pastéis. As glândulas salivaram. Com a fome nos olhos e a boca babando, Cristim apalpou os bolsos rasos da bermuda. Ouviu o tilintar das moedas que arrecadara comendo tesouras no último semáforo. Retirou as moedas do bolso e pensou: “Eu quero comer brigadeiro”. Mas não houve tempo. Um jato de sangue jorrou-lhe das entranhas e as moedas tilintaram no chão. Rolaram ladeira abaixo, alegres. Para Cristim, já não valiam nada. Seu corpo deu entrada no IML, sem sinais especiais que o identificassem, sem dono. Serviu de exemplo nos noticiários de televisão. O rosto morto foi capa de revista policial. Tarjas pretas cobriram-lhe os olhos desbotados, envergonhados. Cristo Redentor era menor de idade, um menino ainda, mas pensaram que fosse bandido. Em casa, sua mãe esperou a noite inteira. Volta para casa, Cristim, pensava. E chorava feito uma pietá. Dona Maria não sabia que, rígido e frio, Cristo jazia numa gaveta de frigorífico, sem túnica.
Sobre a autora: Dôra Limeira nasceu em João Pessoa no dia 21 de abril do século passado. Graduou-se e especializou-se em História na UFPB. Depois que se aposentou enquanto professora, fez teatro, foi uma das fundadoras do Grupo Teatrália. Depois enveredou pela Literatura, tendo publicado seu primeiro livro aos 60 anos, o livro de contos "Arquitetura de um Abandono". Por causa desse livro, recebeu o prêmio de Revelação Literária 2003, promovido pelo Suplemento Literário Correio das Artes, do jornal AUnião. Em 2002, participou do Concurso Talentos da Maturidade (promovido pelo Banco Real) com o conto "Não há sinais", concorrendo com 10.338 inscritos em todo o país. Foi incluída entre os vinte melhores concorrentes. Como tal, teve seu conto publicado na antologia "Todas as estações", pela editora Peirópolis. Em 2005 publicou seu segundo livro de contos, o "Preces e Orgasmos dos Desvalidos". Dôra Limeira é uma das fundadoras do Clube do Conto da Paraíba.
Fonte: Limeira, Dôra. Eu quero comer brigadeiro. Disponível em: https://clubedoconto.blogspot.com/ Acesso em 02 de abr de 2024.
O apelido "Cristo Redentor" dado ao personagem principal, Cristim, revela:
 

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3301308 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. São Domingos do Cariri-PB
Leia o texto abaixo para responder à questão:
Eu quero comer brigadeiro.
Por Dôra Limeira
Preto, traje roto, sandálias de dedo, ele morava num aglomerado habitacional de taipa, na periferia. Era menino ainda, mas suspeitaram que fosse bandido. Seu corpo amiúde fazia mogangas sobre um monte de barro, no arruado onde morava, equilibrando-se com agilidade. Brincava de ser cristo redentor, braços esticados, mãos estendidas sobre um corcovado de brasilites e isopores rasgados. Vadiava sob os aplausos da meninada e dos adultos desocupados. De tanto repetir a brincadeira, ganhou um apelido: “Cristo Redentor”, Cristim na intimidade. Era franzino, comprido e não tinha medo de nada. Nos horários da escola, ora estendia seus braços em cruz sobre o arruado, ora se postava junto aos semáforos. Fazia malabarismos e virava cambalhotas diante dos carros parados no sinal vermelho. Comia fogo, canivetes, tesouras. Assim, ganhava uns trocados e entregava, em casa, à sua mãe que também tinha apelido – Dona Maria de Cristim. Um dia, final de tarde, parou junto à vitrine de uma lanchonete. Foi quando suspeitaram que fosse bandido. Imóvel, avistou os doces e brigadeiros, bolos confeitados, empadas e pastéis. As glândulas salivaram. Com a fome nos olhos e a boca babando, Cristim apalpou os bolsos rasos da bermuda. Ouviu o tilintar das moedas que arrecadara comendo tesouras no último semáforo. Retirou as moedas do bolso e pensou: “Eu quero comer brigadeiro”. Mas não houve tempo. Um jato de sangue jorrou-lhe das entranhas e as moedas tilintaram no chão. Rolaram ladeira abaixo, alegres. Para Cristim, já não valiam nada. Seu corpo deu entrada no IML, sem sinais especiais que o identificassem, sem dono. Serviu de exemplo nos noticiários de televisão. O rosto morto foi capa de revista policial. Tarjas pretas cobriram-lhe os olhos desbotados, envergonhados. Cristo Redentor era menor de idade, um menino ainda, mas pensaram que fosse bandido. Em casa, sua mãe esperou a noite inteira. Volta para casa, Cristim, pensava. E chorava feito uma pietá. Dona Maria não sabia que, rígido e frio, Cristo jazia numa gaveta de frigorífico, sem túnica.
Sobre a autora: Dôra Limeira nasceu em João Pessoa no dia 21 de abril do século passado. Graduou-se e especializou-se em História na UFPB. Depois que se aposentou enquanto professora, fez teatro, foi uma das fundadoras do Grupo Teatrália. Depois enveredou pela Literatura, tendo publicado seu primeiro livro aos 60 anos, o livro de contos "Arquitetura de um Abandono". Por causa desse livro, recebeu o prêmio de Revelação Literária 2003, promovido pelo Suplemento Literário Correio das Artes, do jornal AUnião. Em 2002, participou do Concurso Talentos da Maturidade (promovido pelo Banco Real) com o conto "Não há sinais", concorrendo com 10.338 inscritos em todo o país. Foi incluída entre os vinte melhores concorrentes. Como tal, teve seu conto publicado na antologia "Todas as estações", pela editora Peirópolis. Em 2005 publicou seu segundo livro de contos, o "Preces e Orgasmos dos Desvalidos". Dôra Limeira é uma das fundadoras do Clube do Conto da Paraíba.
Fonte: Limeira, Dôra. Eu quero comer brigadeiro. Disponível em: https://clubedoconto.blogspot.com/ Acesso em 02 de abr de 2024.
O texto "Eu quero comer brigadeiro" sugere uma crítica social, abordando a situação de um menino chamado Cristim. Qual é o desfecho do texto?
 

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3301307 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. São Domingos do Cariri-PB

Leia o texto abaixo para responder às questão.

Enunciado 3488556-1]

Fonte: https://www.instagram.com/brasildefato

Analise a tirinha "Ecochatos" e identifique a classificação da frase presente no segundo quadrinho, em que a personagem diz: "A temperatura do planeta sempre variou".
 

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3301306 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. São Domingos do Cariri-PB

Leia o texto abaixo para responder às questão.

Enunciado 3488555-1]

Fonte: https://www.instagram.com/brasildefato

No último quadrinho da tirinha "Ecochatos", a expressão "Mó exagero!!!" é utilizada pela personagem para comentar uma situação dramática. Qual é a principal característica linguística presente nessa fala?
 

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3301305 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. São Domingos do Cariri-PB

Leia o texto abaixo para responder às questão.

Enunciado 3488554-1]

Fonte: https://www.instagram.com/brasildefato

Ainda sobre os termos "Uff" e "Arf”, eles são classificados, nesse contexto como:
 

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3301304 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. São Domingos do Cariri-PB

Leia o texto abaixo para responder às questão.

Enunciado 3488553-1]

Fonte: https://www.instagram.com/brasildefato

No segundo quadrinho da tirinha "Ecochatos", são utilizados os termos "Uff" e "Arf”. Qual é a principal função desses vocábulos nesse contexto?
 

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3301303 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. São Domingos do Cariri-PB

Leia o texto abaixo para responder às questão.

Enunciado 3488552-1]

Fonte: https://www.instagram.com/brasildefato

No último quadrinho da tirinha "Ecochatos", a autora utiliza a imagem do personagem carbonizado e um cenário de fogo para transmitir uma ideia. Qual é essa ideia e qual figura de linguagem é empregada?
 

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3301302 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. São Domingos do Cariri-PB

Leia o texto abaixo para responder às questão.

Enunciado 3488551-1]

Fonte: https://www.instagram.com/brasildefato

No segundo quadrinho da tirinha "Ecochatos", a personagem utiliza a expressão "A temperatura do planeta sempre variou". Qual é a intenção da autora ao incluir essa fala?
 

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3301301 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. São Domingos do Cariri-PB

Leia o texto abaixo para responder às questão.

Enunciado 3488550-1]

Fonte: https://www.instagram.com/brasildefato

Na tirinha "Ecochatos", qual é a postura do personagem em relação ao aquecimento global?
 

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3301300 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. São Domingos do Cariri-PB

Leia o texto abaixo para responder às questão.

Enunciado 3488549-1]

Fonte: https://www.instagram.com/brasildefato

Considerando o discurso ácido presente na tirinha "Ecochatos", qual é o principal recurso utilizado para criticar a postura do personagem em relação ao aquecimento global?
 

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