Foram encontradas 450 questões.
3439613
Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
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Leia o trecho e analise as afirmativas a seguir.
Ninguém sabia donde viera aquele homem. O agente do Correio pudera apenas informar que acudia ao nome de Raimundo Flamel, pois assim era subscrita a correspondência que recebia. E era grande. Quase diariamente, o carteiro lá ia a um dos extremos da cidade, onde morava o desconhecido, sopesando um maço alentado de cartas vindas do mundo inteiro, grossas revistas em línguas arrevesadas, livros, pacotes...
(BARRETO, Lima. A nova Califórnia. Lima Barreto completo II: Contos completos. Amazon, 2016.)
I. O termo “pois” (L2) indica uma explicação para o agente do Correio informar que o homem se chamava Raimundo Flamel.
II. O pronome “que” (L2) se refere à palavra “correspondência”.
III. A palavra “lá” (L2) remete a “um dos extremos da cidade”, enquanto “onde” se refere ao local onde morava Raimundo Flamel.
Está correto o que se afirma apenas em
Ninguém sabia donde viera aquele homem. O agente do Correio pudera apenas informar que acudia ao nome de Raimundo Flamel, pois assim era subscrita a correspondência que recebia. E era grande. Quase diariamente, o carteiro lá ia a um dos extremos da cidade, onde morava o desconhecido, sopesando um maço alentado de cartas vindas do mundo inteiro, grossas revistas em línguas arrevesadas, livros, pacotes...
(BARRETO, Lima. A nova Califórnia. Lima Barreto completo II: Contos completos. Amazon, 2016.)
I. O termo “pois” (L2) indica uma explicação para o agente do Correio informar que o homem se chamava Raimundo Flamel.
II. O pronome “que” (L2) se refere à palavra “correspondência”.
III. A palavra “lá” (L2) remete a “um dos extremos da cidade”, enquanto “onde” se refere ao local onde morava Raimundo Flamel.
Está correto o que se afirma apenas em
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3439612
Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
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Quando Seixas achava-se ainda sob o império desta nova contrariedade, apareceu na sala a Aurélia Camargo, que chegara
naquele instante. Sua entrada foi como sempre um deslumbramento; todos os olhos voltaram-se para ela; pela numerosa e
brilhante sociedade ali reunida passou o frêmito das fortes sensações. Parecia que o baile se ajoelhava para recebê-la com o
fervor da adoração. Seixas afastou-se. Essa mulher humilhava-o. Desde a noite de sua chegada que sofrera a desagradável
impressão. Refugiava-se na indiferença, esforçava-se por combater com o desdém a funesta influência, mas não o conseguia.
A presença de Aurélia, sua esplêndida beleza, era uma obsessão que o oprimia. Quando, como agora, a tirava da vista fugindo-lhe,
não podia arrancá-la da lembrança, nem escapar à admiração que ela causava e que o perseguia nos elogios proferidos a cada passo
em torno de si. No Cassino, Seixas tivera um reduto onde abrigar-se dessa cruel fascinação.
(ALENCAR, José de. Senhora. In: ALENCAR, José de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Editora José Aguilar, 1959a, vol. I.)
Considerando o texto apresentado, é possível inferir que Seixas sente-se humilhado por Aurélia Camargo porque:
(ALENCAR, José de. Senhora. In: ALENCAR, José de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Editora José Aguilar, 1959a, vol. I.)
Considerando o texto apresentado, é possível inferir que Seixas sente-se humilhado por Aurélia Camargo porque:
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3439611
Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
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- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
- Interpretação de TextosIntertextualidade
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros Textuais
Haicai tirado de uma falsa lira de Gonzaga
Quis gravar “Amor” No tronco de um velho freixo: “Marília” escrevi.
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.)
Assinale a afirmativa que corretamente explicita o conceito de pastiche, utilizado no “Haicai tirado de uma falsa lira de Gonzaga”.
Quis gravar “Amor” No tronco de um velho freixo: “Marília” escrevi.
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.)
Assinale a afirmativa que corretamente explicita o conceito de pastiche, utilizado no “Haicai tirado de uma falsa lira de Gonzaga”.
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3439610
Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
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Quanto à escrita do conto, Machado de Assis observa, no famoso ensaio “Instinto de nacionalidade” (1873), que o gênero oferece
problemas para aqueles que o querem produzir: é um gênero difícil, a despeito da sua aparente facilidade, e creio que essa
mesma aparência lhe faz mal, afastando-se dele os escritores, e não lhe dando, penso eu, o público toda a atenção de que ele
é muitas vezes credor. (Assis, 2006, III, p. 806) Mesmo que não tenha formalmente teorizado sobre o conto, em alguns momentos
de sua obra, especialmente nas introduções e advertências de suas coletâneas, o escritor brasileiro tece algumas considerações
importantes sobre o gênero. Assim diz Machado na advertência de Várias Histórias, de 1896: o tamanho não é o que faz mal a
este gênero de histórias, é naturalmente a qualidade; mas há sempre uma qualidade nos contos que os torna superiores aos
grandes romances, se uns e outros são medíocres: é serem curtos.
(Assis, 2006, II, p. 476) (SILVA, Tiago Ferreira. A vida apertada numa hora – Machado de Assis: contista e teórico do conto. O conto: O cânone e as margens. Fragmento.)
Assinale a alternativa que melhor explica a função da linguagem presente no texto e a principal característica do gênero conto, segundo Machado de Assis.
(Assis, 2006, II, p. 476) (SILVA, Tiago Ferreira. A vida apertada numa hora – Machado de Assis: contista e teórico do conto. O conto: O cânone e as margens. Fragmento.)
Assinale a alternativa que melhor explica a função da linguagem presente no texto e a principal característica do gênero conto, segundo Machado de Assis.
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3439609
Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Provas:
Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o be-a-bá
Em todos os desenhos coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas bimestrais, você vai ver
Serei de você confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel
Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo, se você quiser
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado, se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer?
Só peço a você um favor, se puder
Não me esqueça num canto qualquer
Só peço a você um favor, se puder
Não me esqueça num canto qualquer
(Disponível em: LyricFind
Compositores: Antonio Pecci Filho / Lupicinio Morais Rodrigues.)
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3439608
Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Provas:
Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o be-a-bá
Em todos os desenhos coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas bimestrais, você vai ver
Serei de você confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel
Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo, se você quiser
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado, se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer?
Só peço a você um favor, se puder
Não me esqueça num canto qualquer
Só peço a você um favor, se puder
Não me esqueça num canto qualquer
(Disponível em: LyricFind
Compositores: Antonio Pecci Filho / Lupicinio Morais Rodrigues.)
I. “No trecho ‘Sou eu que vou ser seu colega / Seus problemas ajudar a resolver’ (L6 e L7), o eu lírico se apresenta como uma presença constante e disponível para auxiliar nas dificuldades, indicando uma relação de apoio e confiança”.
PORQUE
II. “O eu lírico é representado como uma pessoa real, fisicamente presente, que acompanha o destinatário em todas as etapas de sua vida escolar”.
Assinale a alternativa correta.
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3439607
Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Disciplina: Pedagogia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Provas:
Posso pensar que os PCNs não inauguram um novo objeto para o ensino de português, eles mesmos se veem como uma
espécie de síntese do que foi possível aprender e avançar nessas três últimas décadas a partir de questões do tipo: para que
ensino o que ensino? Para quem se ensina? Em que ordem social isto acontece? A quais exigências da sociedade a escola
pretende responder?
A discussão sobre o ensino de língua portuguesa, nos PCNs, como também nas propostas curriculares estaduais produzidas
nos anos 80, é orientada por fatores de caráter social, “externo” à própria disciplina como, por exemplo, a presença na escola
de uma clientela diferente daquela que veio frequentando os bancos escolares até a década de 60; a questão da ordem social
assumida a partir da década de 80 após anos de ditadura; e, pela constatação mais uma vez do fracasso da escola no
enfrentamento de problemas relacionados à evasão, repetência e analfabetismo. No bojo das discussões um discurso voltado
para uma “pedagogia sociológica”, cuja vertente dialético-marxista enfoca as contradições da escola democrática, seu desejo
de transformação e de superação em busca da emancipação das camadas populares da sociedade.
Por outro lado, o ensino de língua portuguesa passa a ser repensado por razões internas (inerentes ao desenvolvimento
de novos paradigmas no campo das ciências e da linguagem) que orientam a discussão a partir de conhecimentos sobre quem
ensina e quem aprende; sobre como se ensina e como se aprende; sobre linguagem e língua. Pesquisas na área interdisciplinar, como psicologia, sociologia, linguística, psicolinguística e sociolinguística, desencadeiam um esforço de revisão das práticas de
ensino da língua, na direção de orientá-las para a ressignificação das noções de erro construtivo, de conflito cognitivo, de
conhecimento prévio que o aluno traz para a escola, de construção do conhecimento de natureza conceitual através da
interação com o objeto etc. Por outro lado, o campo das ciências da linguagem (em substituição ao estruturalismo e teoria da
comunicação) aponta para a concepção da linguagem como forma de interação mediadora e constitutiva das relações sociais,
para a percepção das diferenças dialetais, para a necessidade de se ensinar a partir da diversidade textual, para adoção das
práticas de leitura e produção e de análise linguística em suas condições de uso e de reflexão como conteúdo da disciplina.
Nesse discurso assumido pelos PCNs pode-se ler uma crítica velada e explícita ao ensino tradicional, entendido como
aquele que desconsidera a realidade e os interesses dos alunos, a excessiva escolarização das atividades de leitura e de escrita,
artificialidade e fragmentação dos trabalhos, a visão de língua como sistema fixo e imutável de regras, o uso do texto como
pretexto para o ensino da gramática e para a inculcação de valores morais, a excessiva valorização da gramática normativa e
das regras de exceção, o preconceito contra as formas de oralidade e contra as variedades não padrão, o ensino descontextualizado da metalinguagem apoiado em fragmentos linguísticos e frases soltas. Nessa perspectiva a finalidade do ensino de língua
portuguesa, segundo o documento, deixa de ser exclusivamente o desenvolvimento de habilidades de leitura e de produção ou
o domínio da língua escrita padrão, para passar a ser o domínio da competência textual além dos limites escolares, na solução
dos problemas da vida como no acesso aos bens culturais e à participação plena no mundo letrado.
(FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. Ainda uma Leitura dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa. Disponível em:
https://www.fe.unicamp.br/alle/textos/ Acesso em: agosto de 2024. Fragmento.)
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3439606
Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Disciplina: Pedagogia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
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Posso pensar que os PCNs não inauguram um novo objeto para o ensino de português, eles mesmos se veem como uma
espécie de síntese do que foi possível aprender e avançar nessas três últimas décadas a partir de questões do tipo: para que
ensino o que ensino? Para quem se ensina? Em que ordem social isto acontece? A quais exigências da sociedade a escola
pretende responder?
A discussão sobre o ensino de língua portuguesa, nos PCNs, como também nas propostas curriculares estaduais produzidas
nos anos 80, é orientada por fatores de caráter social, “externo” à própria disciplina como, por exemplo, a presença na escola
de uma clientela diferente daquela que veio frequentando os bancos escolares até a década de 60; a questão da ordem social
assumida a partir da década de 80 após anos de ditadura; e, pela constatação mais uma vez do fracasso da escola no
enfrentamento de problemas relacionados à evasão, repetência e analfabetismo. No bojo das discussões um discurso voltado
para uma “pedagogia sociológica”, cuja vertente dialético-marxista enfoca as contradições da escola democrática, seu desejo
de transformação e de superação em busca da emancipação das camadas populares da sociedade.
Por outro lado, o ensino de língua portuguesa passa a ser repensado por razões internas (inerentes ao desenvolvimento
de novos paradigmas no campo das ciências e da linguagem) que orientam a discussão a partir de conhecimentos sobre quem
ensina e quem aprende; sobre como se ensina e como se aprende; sobre linguagem e língua. Pesquisas na área interdisciplinar, como psicologia, sociologia, linguística, psicolinguística e sociolinguística, desencadeiam um esforço de revisão das práticas de
ensino da língua, na direção de orientá-las para a ressignificação das noções de erro construtivo, de conflito cognitivo, de
conhecimento prévio que o aluno traz para a escola, de construção do conhecimento de natureza conceitual através da
interação com o objeto etc. Por outro lado, o campo das ciências da linguagem (em substituição ao estruturalismo e teoria da
comunicação) aponta para a concepção da linguagem como forma de interação mediadora e constitutiva das relações sociais,
para a percepção das diferenças dialetais, para a necessidade de se ensinar a partir da diversidade textual, para adoção das
práticas de leitura e produção e de análise linguística em suas condições de uso e de reflexão como conteúdo da disciplina.
Nesse discurso assumido pelos PCNs pode-se ler uma crítica velada e explícita ao ensino tradicional, entendido como
aquele que desconsidera a realidade e os interesses dos alunos, a excessiva escolarização das atividades de leitura e de escrita,
artificialidade e fragmentação dos trabalhos, a visão de língua como sistema fixo e imutável de regras, o uso do texto como
pretexto para o ensino da gramática e para a inculcação de valores morais, a excessiva valorização da gramática normativa e
das regras de exceção, o preconceito contra as formas de oralidade e contra as variedades não padrão, o ensino descontextualizado da metalinguagem apoiado em fragmentos linguísticos e frases soltas. Nessa perspectiva a finalidade do ensino de língua
portuguesa, segundo o documento, deixa de ser exclusivamente o desenvolvimento de habilidades de leitura e de produção ou
o domínio da língua escrita padrão, para passar a ser o domínio da competência textual além dos limites escolares, na solução
dos problemas da vida como no acesso aos bens culturais e à participação plena no mundo letrado.
(FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. Ainda uma Leitura dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa. Disponível em:
https://www.fe.unicamp.br/alle/textos/ Acesso em: agosto de 2024. Fragmento.)
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3439605
Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Provas:
Posso pensar que os PCNs não inauguram um novo objeto para o ensino de português, eles mesmos se veem como uma
espécie de síntese do que foi possível aprender e avançar nessas três últimas décadas a partir de questões do tipo: para que
ensino o que ensino? Para quem se ensina? Em que ordem social isto acontece? A quais exigências da sociedade a escola
pretende responder?
A discussão sobre o ensino de língua portuguesa, nos PCNs, como também nas propostas curriculares estaduais produzidas
nos anos 80, é orientada por fatores de caráter social, “externo” à própria disciplina como, por exemplo, a presença na escola
de uma clientela diferente daquela que veio frequentando os bancos escolares até a década de 60; a questão da ordem social
assumida a partir da década de 80 após anos de ditadura; e, pela constatação mais uma vez do fracasso da escola no
enfrentamento de problemas relacionados à evasão, repetência e analfabetismo. No bojo das discussões um discurso voltado
para uma “pedagogia sociológica”, cuja vertente dialético-marxista enfoca as contradições da escola democrática, seu desejo
de transformação e de superação em busca da emancipação das camadas populares da sociedade.
Por outro lado, o ensino de língua portuguesa passa a ser repensado por razões internas (inerentes ao desenvolvimento
de novos paradigmas no campo das ciências e da linguagem) que orientam a discussão a partir de conhecimentos sobre quem
ensina e quem aprende; sobre como se ensina e como se aprende; sobre linguagem e língua. Pesquisas na área interdisciplinar, como psicologia, sociologia, linguística, psicolinguística e sociolinguística, desencadeiam um esforço de revisão das práticas de
ensino da língua, na direção de orientá-las para a ressignificação das noções de erro construtivo, de conflito cognitivo, de
conhecimento prévio que o aluno traz para a escola, de construção do conhecimento de natureza conceitual através da
interação com o objeto etc. Por outro lado, o campo das ciências da linguagem (em substituição ao estruturalismo e teoria da
comunicação) aponta para a concepção da linguagem como forma de interação mediadora e constitutiva das relações sociais,
para a percepção das diferenças dialetais, para a necessidade de se ensinar a partir da diversidade textual, para adoção das
práticas de leitura e produção e de análise linguística em suas condições de uso e de reflexão como conteúdo da disciplina.
Nesse discurso assumido pelos PCNs pode-se ler uma crítica velada e explícita ao ensino tradicional, entendido como
aquele que desconsidera a realidade e os interesses dos alunos, a excessiva escolarização das atividades de leitura e de escrita,
artificialidade e fragmentação dos trabalhos, a visão de língua como sistema fixo e imutável de regras, o uso do texto como
pretexto para o ensino da gramática e para a inculcação de valores morais, a excessiva valorização da gramática normativa e
das regras de exceção, o preconceito contra as formas de oralidade e contra as variedades não padrão, o ensino descontextualizado da metalinguagem apoiado em fragmentos linguísticos e frases soltas. Nessa perspectiva a finalidade do ensino de língua
portuguesa, segundo o documento, deixa de ser exclusivamente o desenvolvimento de habilidades de leitura e de produção ou
o domínio da língua escrita padrão, para passar a ser o domínio da competência textual além dos limites escolares, na solução
dos problemas da vida como no acesso aos bens culturais e à participação plena no mundo letrado.
(FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. Ainda uma Leitura dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa. Disponível em:
https://www.fe.unicamp.br/alle/textos/ Acesso em: agosto de 2024. Fragmento.)
I. O uso das aspas em “externo” (2º§) à própria disciplina indica que a palavra é utilizada em sentido figurado ou com uma conotação especial.
II. No trecho “[...] desencadeiam um esforço de revisão das práticas de ensino da língua, [...]” (3º§), a palavra “desencadeiam” poderia ser substituída por “iniciam” sem prejuízo ao sentido original.
III. Em “[...] para adoção das práticas de leitura e produção e de análise linguística em suas condições de uso e de reflexão como conteúdo da disciplina.” (3º§), a expressão “em suas condições de uso” refere-se às práticas de leitura e produção e de análise linguística.
IV. A expressão “[...] uma clientela diferente daquela que veio frequentando os bancos escolares até a década de 60” (2º§) utiliza o pronome relativo “que” para introduzir uma oração explicativa, especificando o tipo de clientela mencionado.
Está correto o que se afirma apenas em
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3439604
Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
Disciplina: Pedagogia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. São João Nepomuceno-MG
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Posso pensar que os PCNs não inauguram um novo objeto para o ensino de português, eles mesmos se veem como uma
espécie de síntese do que foi possível aprender e avançar nessas três últimas décadas a partir de questões do tipo: para que
ensino o que ensino? Para quem se ensina? Em que ordem social isto acontece? A quais exigências da sociedade a escola
pretende responder?
A discussão sobre o ensino de língua portuguesa, nos PCNs, como também nas propostas curriculares estaduais produzidas
nos anos 80, é orientada por fatores de caráter social, “externo” à própria disciplina como, por exemplo, a presença na escola
de uma clientela diferente daquela que veio frequentando os bancos escolares até a década de 60; a questão da ordem social
assumida a partir da década de 80 após anos de ditadura; e, pela constatação mais uma vez do fracasso da escola no
enfrentamento de problemas relacionados à evasão, repetência e analfabetismo. No bojo das discussões um discurso voltado
para uma “pedagogia sociológica”, cuja vertente dialético-marxista enfoca as contradições da escola democrática, seu desejo
de transformação e de superação em busca da emancipação das camadas populares da sociedade.
Por outro lado, o ensino de língua portuguesa passa a ser repensado por razões internas (inerentes ao desenvolvimento
de novos paradigmas no campo das ciências e da linguagem) que orientam a discussão a partir de conhecimentos sobre quem
ensina e quem aprende; sobre como se ensina e como se aprende; sobre linguagem e língua. Pesquisas na área interdisciplinar, como psicologia, sociologia, linguística, psicolinguística e sociolinguística, desencadeiam um esforço de revisão das práticas de
ensino da língua, na direção de orientá-las para a ressignificação das noções de erro construtivo, de conflito cognitivo, de
conhecimento prévio que o aluno traz para a escola, de construção do conhecimento de natureza conceitual através da
interação com o objeto etc. Por outro lado, o campo das ciências da linguagem (em substituição ao estruturalismo e teoria da
comunicação) aponta para a concepção da linguagem como forma de interação mediadora e constitutiva das relações sociais,
para a percepção das diferenças dialetais, para a necessidade de se ensinar a partir da diversidade textual, para adoção das
práticas de leitura e produção e de análise linguística em suas condições de uso e de reflexão como conteúdo da disciplina.
Nesse discurso assumido pelos PCNs pode-se ler uma crítica velada e explícita ao ensino tradicional, entendido como
aquele que desconsidera a realidade e os interesses dos alunos, a excessiva escolarização das atividades de leitura e de escrita,
artificialidade e fragmentação dos trabalhos, a visão de língua como sistema fixo e imutável de regras, o uso do texto como
pretexto para o ensino da gramática e para a inculcação de valores morais, a excessiva valorização da gramática normativa e
das regras de exceção, o preconceito contra as formas de oralidade e contra as variedades não padrão, o ensino descontextualizado da metalinguagem apoiado em fragmentos linguísticos e frases soltas. Nessa perspectiva a finalidade do ensino de língua
portuguesa, segundo o documento, deixa de ser exclusivamente o desenvolvimento de habilidades de leitura e de produção ou
o domínio da língua escrita padrão, para passar a ser o domínio da competência textual além dos limites escolares, na solução
dos problemas da vida como no acesso aos bens culturais e à participação plena no mundo letrado.
(FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. Ainda uma Leitura dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa. Disponível em:
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