Foram encontradas 50 questões.
Leia o texto, para responder às questões de números 11 a 17.
Subi ao avião com indiferença, e como o dia não estava
bonito, lancei apenas um olhar distraído a essa cidade do Rio
de Janeiro e mergulhei na leitura de um jornal. Depois fiquei
a olhar pela janela e não via mais que nuvens, e feias. Na
verdade, não estava no céu; pensava coisas da terra, minhas
pobres, pequenas coisas, uma aborrecida sonolência foi me
dominando, até que uma senhora nervosa ao meu lado disse
que “nós não podemos descer!” O avião já havia chegado
a São Paulo, mas estava fazendo sua ronda dentro de um
nevoeiro fechado, à espera de ordem para pousar. Procurei
acalmar a senhora.
Ela estava tão aflita que embora fizesse frio se abanava
com uma revista. Tentei convencê-la de que não devia se abanar, mas acabei achando que era melhor que o fizesse. Ela
precisava fazer alguma coisa, e a única providência que aparentemente poderia tomar naquele momento de medo era se
abanar. Ofereci-lhe meu jornal dobrado, no lugar da revista, e
ficou muito grata, como se acreditasse que, produzindo mais
vento, adquirisse maior eficiência na sua luta contra a morte.
Gastei cerca de meia hora com a aflição daquela senhora.
Notando que uma sua amiga estava em outra poltrona, ofereci-
-me para trocar de lugar, e ela aceitou. Mas esperei inutilmente
que recolhesse as pernas para que eu pudesse sair de meu
lugar junto à janela; acabou confessando que assim mesmo
estava bem, e preferia ter um homem – “o senhor” – ao lado.
Isto lisonjeou meu orgulho de cavalheiro: senti-me útil e responsável. Era por estar ali eu, um homem, que aquele avião
não ousava cair.
(Rubem Braga, Um braço de mulher. Os cem melhores contos
brasileiros do século.)
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- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Modo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Número
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Pessoa
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Tempo
A alternativa em que os verbos estão conjugados de
acordo com a norma-padrão é:
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A inveja
Todo mundo conhece os sete pecados capitais e, por
séculos, muita gente viveu sob o pêndulo da censura e da
condenação moral por eventual cometimento de um desses pecados. Hoje em dia, quase ninguém mais dá tanta
importância a eles, que mais parecem uma herança esquecida no passado medieval. Mas, ainda assim, um dos sete
pecados encontra-se presente em quase todos nós; em uns
mais, em outros menos: a inveja.
Melanie Klein, uma das figuras centrais da história da
psicanálise, realizou estudos sobre esse assunto e concluiu
que a inveja é um sentimento negativo que o ser humano
começa a desenvolver desde os primeiros tempos da infância e que, como regra geral, acompanha a pessoa por toda
a vida. Ninguém gosta de admitir, mas todos nós, em algum
momento, sentimos inveja de alguém, por uma razão ou
outra. Segundo os especialistas, isso é natural.
O problema são aquelas pessoas que, de tão invejosas,
acabam por ficar cegas para as suas próprias potencialidades. São pessoas que dedicam a sua existência a admirar e desejar intensamente tudo o que pertence aos outros.
Como não conseguem tomar para si as coisas ou qualidades dos outros, passam a desejar a destruição daquilo que
tanto admiram. Daí a negatividade da inveja.
Entre os inúmeros ditados que falam sobre a inveja,
há um bem interessante: “Não grite a sua felicidade, pois a
inveja tem sono leve”.
(João Francisco Neto. Diário da Região, 19.10.2019. Adaptado)
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Leia o texto, para responder às questões de números 11 a 17.
Subi ao avião com indiferença, e como o dia não estava
bonito, lancei apenas um olhar distraído a essa cidade do Rio
de Janeiro e mergulhei na leitura de um jornal. Depois fiquei
a olhar pela janela e não via mais que nuvens, e feias. Na
verdade, não estava no céu; pensava coisas da terra, minhas
pobres, pequenas coisas, uma aborrecida sonolência foi me
dominando, até que uma senhora nervosa ao meu lado disse
que “nós não podemos descer!” O avião já havia chegado
a São Paulo, mas estava fazendo sua ronda dentro de um
nevoeiro fechado, à espera de ordem para pousar. Procurei
acalmar a senhora.
Ela estava tão aflita que embora fizesse frio se abanava
com uma revista. Tentei convencê-la de que não devia se abanar, mas acabei achando que era melhor que o fizesse. Ela
precisava fazer alguma coisa, e a única providência que aparentemente poderia tomar naquele momento de medo era se
abanar. Ofereci-lhe meu jornal dobrado, no lugar da revista, e
ficou muito grata, como se acreditasse que, produzindo mais
vento, adquirisse maior eficiência na sua luta contra a morte.
Gastei cerca de meia hora com a aflição daquela senhora.
Notando que uma sua amiga estava em outra poltrona, ofereci-
-me para trocar de lugar, e ela aceitou. Mas esperei inutilmente
que recolhesse as pernas para que eu pudesse sair de meu
lugar junto à janela; acabou confessando que assim mesmo
estava bem, e preferia ter um homem – “o senhor” – ao lado.
Isto lisonjeou meu orgulho de cavalheiro: senti-me útil e responsável. Era por estar ali eu, um homem, que aquele avião
não ousava cair.
(Rubem Braga, Um braço de mulher. Os cem melhores contos
brasileiros do século.)
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A inveja
Todo mundo conhece os sete pecados capitais e, por
séculos, muita gente viveu sob o pêndulo da censura e da
condenação moral por eventual cometimento de um desses pecados. Hoje em dia, quase ninguém mais dá tanta
importância a eles, que mais parecem uma herança esquecida no passado medieval. Mas, ainda assim, um dos sete
pecados encontra-se presente em quase todos nós; em uns
mais, em outros menos: a inveja.
Melanie Klein, uma das figuras centrais da história da
psicanálise, realizou estudos sobre esse assunto e concluiu
que a inveja é um sentimento negativo que o ser humano
começa a desenvolver desde os primeiros tempos da infância e que, como regra geral, acompanha a pessoa por toda
a vida. Ninguém gosta de admitir, mas todos nós, em algum
momento, sentimos inveja de alguém, por uma razão ou
outra. Segundo os especialistas, isso é natural.
O problema são aquelas pessoas que, de tão invejosas,
acabam por ficar cegas para as suas próprias potencialidades. São pessoas que dedicam a sua existência a admirar e desejar intensamente tudo o que pertence aos outros.
Como não conseguem tomar para si as coisas ou qualidades dos outros, passam a desejar a destruição daquilo que
tanto admiram. Daí a negatividade da inveja.
Entre os inúmeros ditados que falam sobre a inveja,
há um bem interessante: “Não grite a sua felicidade, pois a
inveja tem sono leve”.
(João Francisco Neto. Diário da Região, 19.10.2019. Adaptado)
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A inveja
Todo mundo conhece os sete pecados capitais e, por
séculos, muita gente viveu sob o pêndulo da censura e da
condenação moral por eventual cometimento de um desses pecados. Hoje em dia, quase ninguém mais dá tanta
importância a eles, que mais parecem uma herança esquecida no passado medieval. Mas, ainda assim, um dos sete
pecados encontra-se presente em quase todos nós; em uns
mais, em outros menos: a inveja.
Melanie Klein, uma das figuras centrais da história da
psicanálise, realizou estudos sobre esse assunto e concluiu
que a inveja é um sentimento negativo que o ser humano
começa a desenvolver desde os primeiros tempos da infância e que, como regra geral, acompanha a pessoa por toda
a vida. Ninguém gosta de admitir, mas todos nós, em algum
momento, sentimos inveja de alguém, por uma razão ou
outra. Segundo os especialistas, isso é natural.
O problema são aquelas pessoas que, de tão invejosas,
acabam por ficar cegas para as suas próprias potencialidades. São pessoas que dedicam a sua existência a admirar e desejar intensamente tudo o que pertence aos outros.
Como não conseguem tomar para si as coisas ou qualidades dos outros, passam a desejar a destruição daquilo que
tanto admiram. Daí a negatividade da inveja.
Entre os inúmeros ditados que falam sobre a inveja,
há um bem interessante: “Não grite a sua felicidade, pois a
inveja tem sono leve”.
(João Francisco Neto. Diário da Região, 19.10.2019. Adaptado)
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Leia o texto, para responder às questões de números 11 a 17.
Subi ao avião com indiferença, e como o dia não estava
bonito, lancei apenas um olhar distraído a essa cidade do Rio
de Janeiro e mergulhei na leitura de um jornal. Depois fiquei
a olhar pela janela e não via mais que nuvens, e feias. Na
verdade, não estava no céu; pensava coisas da terra, minhas
pobres, pequenas coisas, uma aborrecida sonolência foi me
dominando, até que uma senhora nervosa ao meu lado disse
que “nós não podemos descer!” O avião já havia chegado
a São Paulo, mas estava fazendo sua ronda dentro de um
nevoeiro fechado, à espera de ordem para pousar. Procurei
acalmar a senhora.
Ela estava tão aflita que embora fizesse frio se abanava
com uma revista. Tentei convencê-la de que não devia se abanar, mas acabei achando que era melhor que o fizesse. Ela
precisava fazer alguma coisa, e a única providência que aparentemente poderia tomar naquele momento de medo era se
abanar. Ofereci-lhe meu jornal dobrado, no lugar da revista, e
ficou muito grata, como se acreditasse que, produzindo mais
vento, adquirisse maior eficiência na sua luta contra a morte.
Gastei cerca de meia hora com a aflição daquela senhora.
Notando que uma sua amiga estava em outra poltrona, ofereci-
-me para trocar de lugar, e ela aceitou. Mas esperei inutilmente
que recolhesse as pernas para que eu pudesse sair de meu
lugar junto à janela; acabou confessando que assim mesmo
estava bem, e preferia ter um homem – “o senhor” – ao lado.
Isto lisonjeou meu orgulho de cavalheiro: senti-me útil e responsável. Era por estar ali eu, um homem, que aquele avião
não ousava cair.
(Rubem Braga, Um braço de mulher. Os cem melhores contos
brasileiros do século.)
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Questão presente nas seguintes provas
A inveja
Todo mundo conhece os sete pecados capitais e, por
séculos, muita gente viveu sob o pêndulo da censura e da
condenação moral por eventual cometimento de um desses pecados. Hoje em dia, quase ninguém mais dá tanta
importância a eles, que mais parecem uma herança esquecida no passado medieval. Mas, ainda assim, um dos sete
pecados encontra-se presente em quase todos nós; em uns
mais, em outros menos: a inveja.
Melanie Klein, uma das figuras centrais da história da
psicanálise, realizou estudos sobre esse assunto e concluiu
que a inveja é um sentimento negativo que o ser humano
começa a desenvolver desde os primeiros tempos da infância e que, como regra geral, acompanha a pessoa por toda
a vida. Ninguém gosta de admitir, mas todos nós, em algum
momento, sentimos inveja de alguém, por uma razão ou
outra. Segundo os especialistas, isso é natural.
O problema são aquelas pessoas que, de tão invejosas,
acabam por ficar cegas para as suas próprias potencialidades. São pessoas que dedicam a sua existência a admirar e desejar intensamente tudo o que pertence aos outros.
Como não conseguem tomar para si as coisas ou qualidades dos outros, passam a desejar a destruição daquilo que
tanto admiram. Daí a negatividade da inveja.
Entre os inúmeros ditados que falam sobre a inveja,
há um bem interessante: “Não grite a sua felicidade, pois a
inveja tem sono leve”.
(João Francisco Neto. Diário da Região, 19.10.2019. Adaptado)
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A inveja
Todo mundo conhece os sete pecados capitais e, por
séculos, muita gente viveu sob o pêndulo da censura e da
condenação moral por eventual cometimento de um desses pecados. Hoje em dia, quase ninguém mais dá tanta
importância a eles, que mais parecem uma herança esquecida no passado medieval. Mas, ainda assim, um dos sete
pecados encontra-se presente em quase todos nós; em uns
mais, em outros menos: a inveja.
Melanie Klein, uma das figuras centrais da história da
psicanálise, realizou estudos sobre esse assunto e concluiu
que a inveja é um sentimento negativo que o ser humano
começa a desenvolver desde os primeiros tempos da infância e que, como regra geral, acompanha a pessoa por toda
a vida. Ninguém gosta de admitir, mas todos nós, em algum
momento, sentimos inveja de alguém, por uma razão ou
outra. Segundo os especialistas, isso é natural.
O problema são aquelas pessoas que, de tão invejosas,
acabam por ficar cegas para as suas próprias potencialidades. São pessoas que dedicam a sua existência a admirar e desejar intensamente tudo o que pertence aos outros.
Como não conseguem tomar para si as coisas ou qualidades dos outros, passam a desejar a destruição daquilo que
tanto admiram. Daí a negatividade da inveja.
Entre os inúmeros ditados que falam sobre a inveja,
há um bem interessante: “Não grite a sua felicidade, pois a
inveja tem sono leve”.
(João Francisco Neto. Diário da Região, 19.10.2019. Adaptado)
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Leia o texto, para responder às questões de números 11 a 17.
Subi ao avião com indiferença, e como o dia não estava
bonito, lancei apenas um olhar distraído a essa cidade do Rio
de Janeiro e mergulhei na leitura de um jornal. Depois fiquei
a olhar pela janela e não via mais que nuvens, e feias. Na
verdade, não estava no céu; pensava coisas da terra, minhas
pobres, pequenas coisas, uma aborrecida sonolência foi me
dominando, até que uma senhora nervosa ao meu lado disse
que “nós não podemos descer!” O avião já havia chegado
a São Paulo, mas estava fazendo sua ronda dentro de um
nevoeiro fechado, à espera de ordem para pousar. Procurei
acalmar a senhora.
Ela estava tão aflita que embora fizesse frio se abanava
com uma revista. Tentei convencê-la de que não devia se abanar, mas acabei achando que era melhor que o fizesse. Ela
precisava fazer alguma coisa, e a única providência que aparentemente poderia tomar naquele momento de medo era se
abanar. Ofereci-lhe meu jornal dobrado, no lugar da revista, e
ficou muito grata, como se acreditasse que, produzindo mais
vento, adquirisse maior eficiência na sua luta contra a morte.
Gastei cerca de meia hora com a aflição daquela senhora.
Notando que uma sua amiga estava em outra poltrona, ofereci-
-me para trocar de lugar, e ela aceitou. Mas esperei inutilmente
que recolhesse as pernas para que eu pudesse sair de meu
lugar junto à janela; acabou confessando que assim mesmo
estava bem, e preferia ter um homem – “o senhor” – ao lado.
Isto lisonjeou meu orgulho de cavalheiro: senti-me útil e responsável. Era por estar ali eu, um homem, que aquele avião
não ousava cair.
(Rubem Braga, Um braço de mulher. Os cem melhores contos
brasileiros do século.)
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