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Conviver e aprender, conjugue esses verbos como um elixir da juventude
Capital social é conviver. Em todas as esferas da vida. Para começar, manter bons relacionamentos no trabalho (o que não significar puxar o saco de chefe) porque, antes de tudo, passar de 8 a 12 horas do seu dia em pé de guerra com os outros emperra o serviço e faz muito mal à saúde!
Mas trabalho não é tudo, e você vai descobrir isso da forma mais amarga possível se todas as suas referências como ser humano só forem a empresa, porque um dia o sobrenome corporativo deixa de existir. Por isso, não se afaste dos amigos. Se a falta de tempo conspira contra, as redes sociais estão aí para que os contatos e as lembranças não se percam. Um estudo realizado por sociólogos da Universidade da Califórnia, nos EUA, concluiu que o uso moderado do Facebook poderia ser associado a uma expectativa de vida mais longa. Por último, porque é o mais importante, a família é a rede de afeto e proteção para dias ensolarados e de chuvas e trovoadas.
Não resisto e vou usar uns versos de “Epitáfio”, dos Titãs: “Devia ter complicado menos / Trabalhado menos / Ter visto o sol se pôr / Devia ter me importado menos / Com problemas pequenos ...” É claro que todo mundo precisa sobreviver e isso nos tira horas de convívio com familiares e outras pessoas queridas, daí ser tão importante buscar um ambiente de trabalho que não seja tóxico, para que você não desperdice sua energia.
Capital intelectual é aprender, e aprender não é só para crianças e adolescentes. Tudo muda rapidamente à nossa volta e se aferrar ao saudosismo é encarar a vida pelo retrovisor. Sou jornalista há mais de 35 anos e não acho que os velhos tempos é que eram bons – hoje há muito mais ferramentas para se produzir com qualidade, ótimos jovens profissionais e eu quero continuar a fazer parte dessa turma.
Ter que dominar novos conhecimentos é uma aula de aeróbica para o cérebro e pode render amigos, ambientes de convivência e perspectivas diferentes. Que tal perder o medo da tecnologia e usá-la a seu favor? Além das redes sociais, que abrem um leque de opções para os recém-chegados, há tutoriais sobre quase todo tipo de assunto e cursos on-line gratuitos de qualidade. Resumo da ópera: o cérebro também tem que fugir do sedentarismo!
(TAVARES, Mariza. Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/. Acesso em: 21/11/2016. Adaptado.)
Acerca da flexão do verbo haver em: “Além das redes sociais, que abrem um leque de opções para o recém-chegados, há tutoriais sobre quase todo tipo de assunto e cursos on-line gratuitos de qualidade.” (5º§), assinale a justificativa correta
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Conviver e aprender, conjugue esses verbos como um elixir da juventude
Capital social é conviver. Em todas as esferas da vida. Para começar, manter bons relacionamentos no trabalho (o que não significar puxar o saco de chefe) porque, antes de tudo, passar de 8 a 12 horas do seu dia em pé de guerra com os outros emperra o serviço e faz muito mal à saúde!
Mas trabalho não é tudo, e você vai descobrir isso da forma mais amarga possível se todas as suas referências como ser humano só forem a empresa, porque um dia o sobrenome corporativo deixa de existir. Por isso, não se afaste dos amigos. Se a falta de tempo conspira contra, as redes sociais estão aí para que os contatos e as lembranças não se percam. Um estudo realizado por sociólogos da Universidade da Califórnia, nos EUA, concluiu que o uso moderado do Facebook poderia ser associado a uma expectativa de vida mais longa. Por último, porque é o mais importante, a família é a rede de afeto e proteção para dias ensolarados e de chuvas e trovoadas.
Não resisto e vou usar uns versos de “Epitáfio”, dos Titãs: “Devia ter complicado menos / Trabalhado menos / Ter visto o sol se pôr / Devia ter me importado menos / Com problemas pequenos ...” É claro que todo mundo precisa sobreviver e isso nos tira horas de convívio com familiares e outras pessoas queridas, daí ser tão importante buscar um ambiente de trabalho que não seja tóxico, para que você não desperdice sua energia.
Capital intelectual é aprender, e aprender não é só para crianças e adolescentes. Tudo muda rapidamente à nossa volta e se aferrar ao saudosismo é encarar a vida pelo retrovisor. Sou jornalista há mais de 35 anos e não acho que os velhos tempos é que eram bons – hoje há muito mais ferramentas para se produzir com qualidade, ótimos jovens profissionais e eu quero continuar a fazer parte dessa turma.
Ter que dominar novos conhecimentos é uma aula de aeróbica para o cérebro e pode render amigos, ambientes de convivência e perspectivas diferentes. Que tal perder o medo da tecnologia e usá-la a seu favor? Além das redes sociais, que abrem um leque de opções para os recém-chegados, há tutoriais sobre quase todo tipo de assunto e cursos on-line gratuitos de qualidade. Resumo da ópera: o cérebro também tem que fugir do sedentarismo!
(TAVARES, Mariza. Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/. Acesso em: 21/11/2016. Adaptado.)
Através das informações apresentadas no texto, é INCORRETO afirmar que:
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Ser brotinho
Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.
Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.
É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. [...]
Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina. [...]
É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática.
Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É esvoaçar de euforia à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares.
É chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar, é claro. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e o mundo sentiu graça e piedade. É ir invariavelmente ao cinema, mas com um jeito de quem não espera mais nada. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.
Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença glacial pelas mulheres que deixaram de ser brotinhos. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só entre todos os mendigos.
Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia de domingo com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida na terra, no mar e no ar.
(CAMPOS, Paulo Mendes. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed. – Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 – Texto adaptado.)
A frase cujas formas verbais estão em conformidade com a norma padrão da língua portuguesa é:
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Ser brotinho
Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.
Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.
É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. [...]
Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina. [...]
É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática.
Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É esvoaçar de euforia à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares.
É chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar, é claro. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e o mundo sentiu graça e piedade. É ir invariavelmente ao cinema, mas com um jeito de quem não espera mais nada. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.
Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença glacial pelas mulheres que deixaram de ser brotinhos. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só entre todos os mendigos.
Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia de domingo com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida na terra, no mar e no ar.
(CAMPOS, Paulo Mendes. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed. – Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 – Texto adaptado.)
Quanto à classe gramatical das palavras sublinhadas tem-se a correspondência correta em:
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Ser brotinho
Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.
Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.
É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. [...]
Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina. [...]
É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática.
Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É esvoaçar de euforia à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares.
É chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar, é claro. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e o mundo sentiu graça e piedade. É ir invariavelmente ao cinema, mas com um jeito de quem não espera mais nada. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.
Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença glacial pelas mulheres que deixaram de ser brotinhos. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só entre todos os mendigos.
Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia de domingo com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida na terra, no mar e no ar.
(CAMPOS, Paulo Mendes. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed. – Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 – Texto adaptado.)
Considere as frases do texto:
- “... achar tão simpática uma senhora tão antipática.” (5º§)
- “É telefonar muito, estendida no chão.” (5º§)
É correto afirmar que os advérbios destacados nas frases anteriores expressam circunstâncias de
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Ser brotinho
Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.
Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.
É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. [...]
Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina. [...]
É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática.
Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É esvoaçar de euforia à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares.
É chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar, é claro. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e o mundo sentiu graça e piedade. É ir invariavelmente ao cinema, mas com um jeito de quem não espera mais nada. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.
Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença glacial pelas mulheres que deixaram de ser brotinhos. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só entre todos os mendigos.
Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia de domingo com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida na terra, no mar e no ar.
(CAMPOS, Paulo Mendes. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed. – Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 – Texto adaptado.)
“Usar o mais caro perfume, de blusa grossa e blue-jeans.” (8º§) Na frase anterior há um adjetivo flexionado no grau
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Ser brotinho
Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.
Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.
É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. [...]
Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina. [...]
É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática.
Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É esvoaçar de euforia à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares.
É chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar, é claro. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e o mundo sentiu graça e piedade. É ir invariavelmente ao cinema, mas com um jeito de quem não espera mais nada. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.
Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença glacial pelas mulheres que deixaram de ser brotinhos. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só entre todos os mendigos.
Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia de domingo com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida na terra, no mar e no ar.
(CAMPOS, Paulo Mendes. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed. – Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 – Texto adaptado.)
“Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível. (1º§)
Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados, como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.” (2º§) A função da linguagem que predomina nesse excerto, bem como ao longo do texto chama-se:
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Ser brotinho
Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.
Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.
É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. [...]
Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina. [...]
É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática.
Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É esvoaçar de euforia à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares.
É chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar, é claro. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e o mundo sentiu graça e piedade. É ir invariavelmente ao cinema, mas com um jeito de quem não espera mais nada. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.
Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença glacial pelas mulheres que deixaram de ser brotinhos. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só entre todos os mendigos.
Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia de domingo com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida na terra, no mar e no ar.
(CAMPOS, Paulo Mendes. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed. – Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 – Texto adaptado.)
... usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida,...” (2º§) Assinale a alternativa em que a ocorrência de crase NÃO se justifica pelo mesmo critério da empregada na frase anterior.
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Ser brotinho
Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.
Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.
É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. [...]
Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina. [...]
É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática.
Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É esvoaçar de euforia à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares.
É chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar, é claro. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e o mundo sentiu graça e piedade. É ir invariavelmente ao cinema, mas com um jeito de quem não espera mais nada. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.
Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença glacial pelas mulheres que deixaram de ser brotinhos. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só entre todos os mendigos.
Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia de domingo com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida na terra, no mar e no ar.
(CAMPOS, Paulo Mendes. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed. – Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 – Texto adaptado.)
Em “É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto.” (4º§), a expressão “mas é também” estabelece entre as orações uma ideia de
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Ser brotinho
Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.
Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.
É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. [...]
Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina. [...]
É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática.
Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É esvoaçar de euforia à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares.
É chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar, é claro. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e o mundo sentiu graça e piedade. É ir invariavelmente ao cinema, mas com um jeito de quem não espera mais nada. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.
Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença glacial pelas mulheres que deixaram de ser brotinhos. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só entre todos os mendigos.
Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia de domingo com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida na terra, no mar e no ar.
(CAMPOS, Paulo Mendes. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed. – Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 – Texto adaptado.)
O texto, em questão, está estruturado sob o uso de uma figura de linguagem denominada:
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